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Fernando-Cunha

Em entrevista ao Bom Dia RN esta semana, o Prefeito de Macaíba, Fernando Cunha, relatou a dificuldade que vem enfrentando para administrar  a prefeitura na crise ao qual vem passando o pais. Como exemplo, Fernando falou sobre as constantes quedas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), onde em dois meses Macaíba deixou de receber quase dois milhões de reais.

O apresentador perguntou ao prefeito reeleito no último dia 02, o que ele vem fazendo para manter a prefeitura neste momento de crise, Fernando  falou na redução de despesas. Fernando ainda falou sobre a UPA, considerada a  melhor do estado e que seu funcionamento custa entorno de R$ 900 mil reais por mês, onde o Governo Federal entra só com R$ 350 mil e a prefeitura com o restante.

Sobre a redução de despesas Fernando disse que já vem fazendo desde 2015, onde junto com os secretários determinou a redução de gastos em gasolina e energia, ao ser questionado se ainda tem como cortar mais, o prefeito respondeu que sim, pois precisa manter a folha de pagamento em dia.

 

 

 

marilia-e-henrique

A ex-prefeita Marília Dias (PMDB) poderá disputar a eleição de 2018 para deputada estadual, é o que apontou o Blog Informativo Atitude. 2018 seria um caminho para que a ex-prefeita pudesse chegar em 2020 com o nome na cabeça do eleitorado de Macaíba.

Até o momento a ex-gestora  não se pronunciou se existe a possibilidade dela disputar o pleito em 2018.

Prestação de Contas

O sexto batimento de informações do Tribunal de Contas da União (TCU) relativo às Eleições Municipais 2016, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que cresceu consideravelmente o volume de possíveis irregularidades nas receitas e despesas de campanhas eleitorais. O total suspeito chega a R$ 1,41 bilhão, ou seja, quase metade do montante arrecadado por candidatos e partidos, que é de R$ 2,227 bilhões.

No início de setembro, segundo lista apresentada pelo TCU, a somatória de quantias suspeitas correspondia a cerca de R$ 116 milhões. Uma semana depois, o valor já ultrapassava R$ 275 milhões, chegando a R$ 388 milhões no dia 19 e em mais de R$ 554 milhões no final do mês. No começo de outubro, o valor superou a casa dos R$ 659 milhões.

Destaques

De acordo com o último relatório do TCU, dentre os indícios de irregularidades mais relevantes de despesas declaradas à Justiça Eleitoral, está o de uma agência de publicidade com apenas dois funcionários contratada para campanha no valor de R$ 219 mil. Em outro caso, uma empresa de produções cujo sócio é beneficiário do Bolsa Família prestou serviço no valor de R$ 3.570.000,00.

Dos indícios envolvendo doações às campanhas, está o de uma pessoa física que recebe Bolsa Família e efetuou doação no valor de R$ 75 milhões, outro doador que doou R$ 50 milhões sem ter renda compatível e o de um prefeito que doou R$ 60 milhões para o seu diretório municipal. Além disso, o número de doadores falecidos subiu para 290.

A lista do TCU aponta, ainda, que a quantidade de casos suspeitos chega a 259.968.

Parceria

As informações são resultados de um trabalho inédito de cruzamento de dados proporcionado pela parceria firmada entre o TSE e diversos órgãos públicos para fiscalizar a prestação de contas dos candidatos e coibir crimes eleitorais no período de campanha.

Ao receber o documento, o Tribunal compartilhou imediatamente o material com o Ministério Público Eleitoral (MPE). As suspeitas em torno de beneficiários do Programa Bolsa Família também foram compartilhadas com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDS).

De acordo com a Instrução Normativa nº 18, editada pelo TSE em 16 de agosto deste ano, os indícios de irregularidades serão disponibilizados aos juízes eleitorais para apuração com prioridade, em até cinco dias a partir do conhecimento do caso.

Por se tratarem de indícios de irregularidades que ainda serão devidamente apurados, os nomes dos doadores e beneficiários e eventuais detalhamentos das informações não serão divulgados pela Justiça Eleitoral.

JP/TC

emidio-e-denilson

Setores da oposição em Macaíba esperam ver como se comportará os vereadores eleitos pela coligação da ex-prefeita Marília Dias. Para eles o nome de Emídio Júnior (PR) e de Denilson Gadelha (PPS) estão preparados para o primeiro embate dentro da Câmara Municipal de Macaíba em 2017, onde terá a disputa da Presidência do Legislativo.

 

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

André Richter – Repórter da Agência Brasil

O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, um dos delatores da Operação Lava Jato, vai prestar depoimento na ação de investigação eleitoral em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, eleita em 2014. O depoimento será no dia de 22 deste mês, na sede do Tribunal de Justiça do Ceará, em Fortaleza, onde Machado cumpre prisão domiciliar, benefício obtido em troca das informações prestadas à investigação.

Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e seu companheiro de chapa, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE. O PSDB questionou a aprovação por entender que há irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma. Conforme entendimento atual do TSE, a prestação contábil da chapa é julgada em conjunto.

Nos depoimentos de delação premiada, Sérgio Machado falou sobre um “acordão” para barrar as investigações da Lava Jato, uma doação de R$ 40 milhões do Grupo JBS para o PMDB (partido de Temer), um suposto repasse de recursos ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) para viabilizar a candidatura dele à presidência da Câmara dos Deputados em 1998 e um pedido de recursos que teria sido feito por Temer para a campanha do ex-candidato à prefeitura de São Paulo Gabriel Chalita.

Começou a caminhada

Nem acabou a ressaca da camapnha eleitoral deste ano, e  já tem  quem decidiu iniciar sua  caminhada  pensando em 2020. O foco principal é o Palácio Auta de Souza. Além disso um plano de expansão já foi dado, onde cada membro  estará em busca de ter em sua mão uma agremiação.

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Uma nova frente

Dos dez vereadores que disputaram eleição este ano em Macaíba, apenas um não teve sucesso na reeleição, vendo esse resultado, há quem defenda uma nova frente independente em 2020, a visão política sobre isso tem fundamento e quem for esperto e não tem mandato deverá procurar essa via.

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A cadeira da Câmara

Um dos assuntos mais falados nas redes sociais desde ontem (13), vem sendo sobre a disputa para Presidência da Câmara, a eleição não é agora, mas nos bastidores o assunto também  começou a ser discutido.

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(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Da Agência Brasil

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Herman Benjamin, determinou ontem (13) a quebra do sigilo bancário de três gráficas que prestaram serviços à chapa presidencial eleita em 2014.

O pedido foi feito pelo Ministério Público Eleitoral nos autos da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) 194358, depois que peritos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), designados para realização de perícia contábil das empresas Rede Seg Gráfica e Editora Eireli, VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda e Focal Confecção e Comunicação Ltda entregaram o respectivo laudo.

De acordo com o laudo, as empresas não apresentaram documentos que comprovassem, em sua totalidade, a entrega dos produtos e serviços contratados pela chapa.

A decisão atinge também o sigilo bancário de Carla Regina Cortêgoso, Elias Silva de Mattos, Carlos Roberto Cortêgoso e Regina Demarchi Cortêgoso, sócios da Gráfica Focal, Beckembauer Rivelino de Alencar Braga e Wilker Corrêa Almeida, da VTPB, e Vivaldo Dias da Silva, da Gráfica Rede Seg.

A decisão ordenou ainda a expedição de ofício ao Banco Central para que apresente as informações bancárias, especialmente movimentações, pertinentes às empresas e seus sócios. As informações devem corresponder ao período de 1º de julho de 2014 a 30 de junho de 2015, ou seja, antes, durante e após as eleições gerais de 2014.

Os bancos têm até 30 dias para passar as informações ao Banco Central. Os dados serão analisados pela equipe de peritos designados na ação. O prazo para entrega da análise dos peritos do TSE deve ser definido pelo relator da ação após chegada dos documentos.

Emídio e Netinho

Emídio e Netinho

No facebook, uma enquete pergunta quem os internautas preferem que seja o futuro novo presidente da Câmara Municipal de Macaíba,  e os nomes mais citados são dos vereadores eleitos Emídio Júnior (PR) e Netinho França (SD), ambos foram os mais votados neste pleito em Macaíba e essa preferência deve ser  por causa da eleição. Mas a decisão sobre quem disputará a Presidência da Câmara ainda está cedo, mas nada vai passar longe do atual presidente da casa do povo, Gelson Lima, ao qual é também presidente do partido que tem a maior bancada na Câmara, o PSB.

E outro ponto a ser levado em consideração, dificilmente o futuro presidente será da oposição, o governo conta hoje com 11 vereadores na sua bancada e para 2017 elegeu dez, onde ainda poderá receber mais vereadores, pois até o momento nenhum vereador eleito pela oposição se manifestou a respeito de que lado ficará ao assumir o mandato.

enquete

Blog da Marina

Blog da Marina

A ex-senadora Marina Silva, porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade, afirmou em entrevista ao Jornal da Record News, que a educação brasileira não pode ficar congelegada por 20 anos, em referência a PEC 241. Marina Silva afirma que a crise é culpa dos partidos que ganharam as eleições em 2014.

Essa crise foi produzida pelos partidos que ganharam a eleição negando a realidade, que foi o PT e o PMDB. Não precisamos apenas de um ajuste fiscal, mas de um ajuste Brasil. O ajuste Brasil passa por um projeto que aponte os rumos que nós queremos seguir. O que nós queremos alcaçar com essa transição. Se for para transitar ao passado, não vale a pena. O que o governo de fato está pretendendo quando sinaliza que a educação pode sofrer uma descontinuidade brutal? Isso a sociedade tem que debater. Quando as coisas são feitas no olho do furacão no meio da crise, acaba prejudicando o debate democrático.

Freitas Júnior, porta-voz da Rede Sustentabilidade no Rio Grande do Norte, homologa Josi Gonçalves como nova filiada e militante

A jornalista Josi Gonçalves, ex-candidata a prefeitura de São Gonçalo do Amarante, RN, se filou neste último sábado 08, na Rede Sustentabilidade, sigla da ex-senadora Marina Silva.

O evento ocorreu na Câmara de Vereadores, e contou com adesão de ativistas e produtores culturais, defensores da causa animal, ex-candidatos a vereador. Também estavam no evento dirigentes da Rede no Rio Grande do Norte.

Josi era presidente municipal do Partido Ecológico Nacional – PEN. “Fizemos o PEN um partido grande em menos de um ano em São Gonçalo do Amarante. A sigla não existia na cidade. Agora não sei que rumos o partido vai tomar. Não tenho mágoas e fiz o que estava ao meu alcance antes, durante e após o processo eleitoral. Deixo o PEN de cabeça erguida. Enquanto eu estava no comando do PEN, sempre fomos oposição”, disse.

A jornalista disse que se filou na Rede por idealismo. “Sempre tive afinidade com a Rede, lamento não ter me filiado antes. A Rede tem atuação social e política efetiva no Brasil. Acho que partidos devem contribuir mais com a sociedade e não ficar esperando apenas um processo eleitoral para serem vistos. Vou continuar defendendo o que acredito e contribuindo com o lugar onde moro, cobrando políticas públicas eficientes e com meu ativismo. E queremos criar uma Rede de boas iniciativas em São Gonçalo do Amarante. Quero inclusive convidar as pessoas que me apoiam para fazer parte desse movimento comigo”, disse.

Do Fala RN

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Ceyça Lima concede entrevista na Rádio 87 FM Macaíba e fala sobre volta ao Anjos da Madrugada. O trabalho que conta com dezenas de voluntários que tem como objetivo dar uma palavra de conforto aos moradores de rua e até oferecer a recuperação para aqueles são depedentes químicos, após ouvir o que eles tem a dizer, os voluntários dão alimentação aos grupos de pessoas que tem como sua casa a calçada das lojas, o mercado público e os bancos da rodoviária.

Ceyça Lima além de falar do trabalho que pretende continuar a realizar, aproveitou o momento para agradecer os mais de 650 votos que teve nesta campanha eleitoral, onde disputou uma vaga para Câmara Municipal de Macaíba.

Brasília - O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, reúne os integrantes do Fórum Permanente de Governadores para discutir a reforma da Previdência, na Residência Oficial de Águas Claras (José Cruz/Agência Brasil)

José Cruz/Agência Brasil

Agência Brasil – Depois da falta de acordo para votação do projeto de lei que ampliaria o prazo de regularização de ativos no exterior, vários estados ameaçaram pedir na Justiça a partilha das multas obtidas com a medida. A decisão foi anunciada pelo governador do Piauí, Wellington Dias, depois de uma reunião de uma hora e meia entre governadores e representantes do Ministério da Fazenda. O ministro Henrique Meirelles não participou do encontro por estar em viagem aos Estados Unidos.

De acordo com Dias, os procuradores dos 26 estados e do Distrito Federal se reunirão amanhã (12) para definir a estratégia de cobrança. Segundo o governador do Piauí, existe consenso quanto ao recurso à Justiça, faltando apenas definir se as unidades da Federação entrarão com ações em primeira instância, na Justiça Federal, ou se recorrerão diretamente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Também conhecida como repatriação, a regularização de ativos mantidos no exterior, e não declarados à Receita Federal, prevê o pagamento de 15% de Imposto de Renda e de 15% de multa em troca da anistia do crime de evasão de divisas. A Constituição estabelece que os estados automaticamente ficam com 21,5% do Imposto de Renda e os municípios, com 23,5%. A partilha das multas, no entanto, não está especificada.

Segundo Wellington Dias, diversos governadores entendem, porém, que tanto o Artigo 160 da Constituição quanto o Artigo 113 do Código Tributário Nacional estabelecem que as multas também devem ser divididas com os estados e municípios. “Se tivermos aproximadamente R$ 50 bilhões de receita do IR [Imposto de Renda] e de multa, sendo metade da multa e metade do Imposto de Renda, o que temos como líquido e certo é que 21,5% desse valor total é partilhado com os estados, aproximadamente 24% com os municípios. O restante é da União”, disse o governador do Piauí.

Ontem (10) à noite, o Ministério da Fazenda informou que pode revisar para cima a estimativa de arrecadação com a repatriação, atualmente em R$ 50 bilhões, para os próximos anos. Além de instituir a partilha das multas, o projeto arquivado na Câmara previa a ampliação do prazo para declarar os bens e os ativos no exterior de 31 de outubro para 16 de novembro. Com a derrubada do acordo de votação na Câmara, os governadores devem começar a receber os recursos do Imposto de Renda até 20 de novembro.

“Insistimos [na reunião de hoje], e ficou de ser trabalhado com a Receita, que o entendimento do conjunto dos procuradores dos estados e DF [Distrito Federal] de uma mesma fonte que compõe o Fundo de Participação [dos Estados]. Uma parte próxima da metade pertence à União e outra parte, aos estados e municípios. Não ocorrendo, cabe aos estados a decisão sobre buscar seu direito na Justiça”, reiterou Dias após a reunião com a equipe econômica.

O encontro teve a participação de 10 governadores: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Piauí, Rondônia, Sergipe e Tocantins. Ao chegar à reunião, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, disse que o arquivamento do projeto na Câmara representa um “balde de água gelada” nas expectativas dos estados.

“Ficamos surpresos com a notícia porque esse tema foi aprovado por consenso dos governadores. Agora temos que consultar novamente os governadores para saber qual é a posição conjunta para ser adotada e checar se o presidente da Câmara estaria disposto a retomar a agenda na semana que vem”, disse Rollemberg.

Limite de crédito

Apesar de terminar sem acordo em relação à partilha das multas da repatriação, a reunião resultou na liberação, pelo Tesouro Nacional, de R$ 7 bilhões para os estados contraírem empréstimos no sistema financeiro. A ampliação do limite ainda precisa ser confirmada pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), órgão do Ministério do Planejamento.

Segundo Rollemberg, os recursos ajudarão os estados a ampliar os investimentos num momento de crise econômica.

Bastidores

Em Macaíba o resultado das urnas no último dia 02 deu vitória ao Prefeito Fernando Cunha (PSD), mais uma, somando a quarta no seu histórico. Um pleito de ânimos acirrados na última semana de campanha, mas uma vitória com folga de quase dois mil votos de diferença da segunda colocada, a ex-prefeita Marília Dias (PMDB), que sofreu sua segunda derrota para o médico.

Nos bastidores e rodas de conversas algumas pessoas que participaram da campanha eleitoral pela oposição  está vendo com maus olhos o comportamento de algumas pessoas nas redes socais em relação a política local, pois tenta manter o clima de disputa, como se as urnas ainda não estivessem sido abertas e o resultado não fosse conhecido pelo eleitorado.

Além disso outra coisa que pegou mal na campanha foi os ataques feitos por alguns opositores ao médico, uma campanha feita só de ataques não atrai o eleitor, pois ele também quer saber o que a pessoa pretende fazer caso seja eleita e como na disputa existia dois candidatos que já administraram a cidade, a comparação dos mandatos deveria ser o foco principal da campanha, o que não foi.

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta segunda-feira, 10 de outubro, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241/2016, que estabelece um teto para os gastos públicos da União nos próximos 20 anos. A Rede Sustentabilidade entende que o equilíbrio fiscal é necessário diante o agravamento da crise econômica que atinge 12 milhões de desempregados. Mas preocupa a maneira apressada como uma decisão dessa relevância, que afetará a todos por 20 anos, está sendo aprovada. Nos próximos dias o projeto deve passar por votações de destaques e pela votação em segundo turno, antes de seguir para votações no Senado.

A PEC procura corrigir a negligência no uso dos recursos públicos ao longo dos últimos 5 anos, mas a redução das despesas da União, na forma proposta, poderá significar o progressivo afastamento do Estado de sua função distributiva e da sua capacidade de promover investimentos em infraestrutura pública, como saneamento, mobilidade e moradia, entre outros. Na avaliação do deputado Molon, a proposta de autoria do governo impedirá a possibilidade de aumento nos investimentos nas áreas de saúde e educação durante as próximas duas décadas. O projeto limita o aumento das despesas públicas somente à variação da inflação do período.

De acordo com a PEC, os setores de saúde e educação teriam um tratamento diferenciado no primeiro ano de vigência da medida, em 2017, caso seja aprovada na Câmara. No entanto, os dois segmentos entrariam na limitação de gastos globais corrigida pela inflação a partir do ano seguinte, em 2018, e o piso de gastos, hoje atrelado à receita líquida, passaria a ser calculado com base no valor de 2017 corrigido pela inflação.

“Essa PEC vai tirar o dinheiro da saúde das pessoas pobres, pois o nosso plano de saúde continua garantido. A escola dos nossos filhos continua paga. Mas as escolas das famílias carentes vão piorar com essa proposta. Além disso, os hospitais das pessoas necessitadas não vão ter remédio se isso for aprovado”, argumentou Molon durante a sessão da comissão especial que analisa o assunto.

O líder da REDE destacou ainda que existe a necessidade de cortar gastos, como institui a PEC, mas desde que isso comece a partir dos próprios políticos. “Cortemos verbas de gabinete, o nosso salário, mas não podemos fazer isso com o dinheiro para os postos de saúde, o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada. Por que essa PEC não trata do mundo político, não corta na própria carne?”, perguntou Molon, em meio ao esforço de tentar barrar a proposta no colegiado.

Detalhes da PEC
A PEC aprovada na comissão especial que analisa a matéria sofreu modificações feitas pelo relator da proposta, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). O projeto apresentado na última terça-feira, 4 de outubro, pelo parlamentar prevê que as despesas com saúde e educação sigam regras específicas no próximo ano. Em 2017, a saúde deverá receber 15% da receita líquida. O percentual está previsto na Emenda Constitucional 86, mas só valeria em 2020.

Já o setor de educação ficará com 18% da arrecadação no mesmo período. A partir de 2018, as duas áreas entram nos limites da proposta, inclusive com a correção pela inflação do período. Já para as demais despesas públicas, será aplicado um índice de correção de 7,2% sobre os gastos realizados em 2016, no próximo ano. A partir de 2018, o projeto estabelece a adoção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado nos 12 meses encerrados em junho do ano anterior.