Arquivo diário: terça-feira, dezembro 7, 2021

Ninão mede 2,37 metros e é considerado o homem mais alto do Brasil — Foto: Ninão/Divulgação

O homem mais alto do Brasil, que mede 2,37 metros, se internou nesta segunda-feira (6) no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande, onde fará a cirurgia para amputação da perna direita. O procedimento é necessário por causa de uma infecção, que o deixou sem andar e conseguir ficar de pé.

Ninão, como Joelison Fernandes da Silva é conhecido, precisa amputar a perna por causa de uma ostomielite – doença infecciosa que atinge os ossos – diagnosticada há cerca de quatro anos.

Por causa de um agravamento do quadro de saúde, ele antecipou a cirurgia para o último dia 3 dezembro. Mas, como o hospital só libera o leito para internação dois dias úteis após o pagamento dos serviços, o procedimento foi remarcado para terça-feira (7), segundo a esposa dele, Even Caroline.

cirurgia será realizada com recursos arrecadados em uma campanha feita na internet.

G1 PB

Barbeiro e motorista por aplicativo, Mário Máximo vai ser padrinho de Anthony, que nasceu no banco de trás do carro dele em Natal. — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi

Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi

O barbeiro e motorista de aplicativo Mário Máximo se emocionou ao testemunhar um parto dentro do carro que utiliza diariamente para transportar passageiros em Natal. O momento especial criou um vínculo com a família. Ele foi convidado para ser padrinho do pequeno Anthony.

“Foi uma emoção de pai. Muito bonito. Eu estava mais nervoso que eles, tanto que algumas pessoas acharam que eu fosse o pai”, afirmou o motorista.

O caso aconteceu nesta segunda-feira (6) na Zona Norte da capital potiguar. Mário disse que tudo aconteceu muito rápido e que lembrou imediatamente de uma situação semelhante com sua esposa, que quase teve um parto dentro do carro, mas conseguiu chegar a tempo na maternidade.

Questionado sobre como tentou tranquilizar os pais, Mário ficou mais nervoso que eles e, após parar em frente à maternidade ficou andando de um lado para o outro, tentando se acalmar.

A experiência criou um vínculo com os passageiros, que viraram amigos o convidaram para ser padrinho da criança. “Aceitei. Vamos ver daqui pra frente a continuação da história”, comemora.

O parto

 

A dona de casa Jéssica Mara já estava no nono mês de gravidez e o parto era previsto para o dia 15 de dezembro. Mas Anthony resolveu nascer antes.

O pai, Silas Alberto, trabalha como auxiliar de serviços gerais em um hotel em Ponta Negra e estava voltando do trabalho em uma corrida com Mário, quando a mulher pediu para apressar, porque já estava sentindo as dores do parto.

Marinho se desentende com Styvenson e sessão no Senado Federal vira palanque eleitoral potiguar

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, se desentendeu, nesta terça-feira (7/12), com o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) em sessão da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle (CTFC) do Senado Federal. O titular da pasta foi convidado a prestar esclarecimentos sobre direcionamento de emendas de R$ 1,4 milhão do chamado orçamento secreto.

Marinho iniciou a participação no colegiado abrindo mão dos 15 minutos iniciais oferecidos pela presidência da comissão, ocupada pelo senador Reguffe (Podemos-DF), e pediu que os senadores começassem a fazer os questionamentos. Segundo o ministro, a decisão de abrir mão da introdução era para permitir maior celeridade na oitiva.

O primeiro inscrito para fazer as perguntas ao ministro era Valentim, autor do requerimento que originou o convite de Marinho à comissão. O titular da pasta do Desenvolvimento Regional, no entanto, se demonstrou irritado com os questionamentos do senador potiguar.

O ministro do presidente Jair Bolsonaro (PL) é cotado para ser candidato ao Senado pelo Rio Grande do Norte, estado pelo qual o senador do Podemos elegeu-se e que espera poder governar em 2022. Na avaliação do ministro, as perguntas de Valentim faziam “ilações”.

“Vossa excelência está fazendo ilação. Eu tenho todo direito de eventualmente pleitear um mandato, como vossa excelência tem interesse em se lançar governador do estado, pelo menos é o que está sendo vinculado na imprensa local e vossa excelência está se pautando pela imprensa para falar a meu respeito”, disparou.

Em resposta, o senador classificou com “antiética” a postura do ministro em destinar recursos públicos com, segundo ele, finalidades eleitoreiras. “Estou aqui só para esclarecer. Não acho ético, não acho justo para com quem quer concorrer contra quem está com recursos. Em relação à disputa pelo governo, é a imprensa que diz não sou eu, mas o senhor já anunciou que é candidato”, disse.

“Vou demitir toda minha assessoria”

Em outro momento, Valentim questionou a entrega de tratores pagos com emendas de relator ao seu reduto eleitoral. Marinho respondeu que a distribuição do maquinário agrícola é uma das atribuições do Ministério do Desenvolvimento Regional para “atacar as desigualdades regionais”.

“A Codevasf [Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba] entregou quase 14 mil máquinas nos estados que ela tem atuação. O Rio Grande do Norte recebeu mais de 500. Se o senhor está achando que é muito, eu acho que não. Eu acho que o Rio Grande do Norte precisa ser ajudado. Enquanto eu for ministro, vou atacar as desigualdades regionais”, disse.

O senador potiguar também provocou o ministro sobre a falta de transparência em torno do pagamento das emendas, que respondeu dizendo que as informações são públicas e solicitaria à assessoria do Desenvolvimento Regional para informá-lo sobre os recursos.

“Vossa excelência não está conseguindo encontrar e eu vou ajudá-lo”, enfatizou ao parlamentar, que respondeu: “Vou demitir toda minha assessoria, então. Um batalhão de gente que não consegue achar uma informação simples”.

“Lícito”

Em 16 de novembro, a CTFC convidou Marinho a prestar esclarecimentos sobre direcionamento de emendas no valor de R$ 1,4 milhão do chamado orçamento secreto. Os parlamentares cobraram do ministro esclarecimentos sobre o direcionamento da verba para financiamento da construção de um mirante turístico a 300 metros de onde possui um imóvel, no Monte das Gameleiras (RN).

A informação consta em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo sobre a distribuição de R$ 88 milhões para aquisição de tratores e caminhões a 39 municípios do Rio Grande do Norte, por meio de recursos oriundos de emendas do relator-geral do Orçamento, alocados no Ministério do Desenvolvimento Regional (Codevasf) e distribuídos, segundo a matéria, por meio de uma “Planilha interna do MDR – gabinete do Ministro”.

Marinho defendeu nesta tarde que apenas atendeu a pedidos de parlamentares do estado e que os critérios para destinação das emendas “foram definidos pelo manual de cada secretaria finalística do ministério”. “Tudo lícito, normal e legítimo”, enfatizou o ministro.

“O que estamos assistindo hoje é uma discussão do leite derramado. Não pode se cobrar do Executivo o que ele não pode oferecer. Nós cumprimos a lei”, respondeu o ministro ao senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que criticou a falta de publicidade no pagamento das emendas.

Fonte: Metrópoles

98 FM Natal

Agência Brasil

NOTA À IMPRENSA

No dia de hoje, o Tribunal Regional Federal da 1a Região acatou argumento da defesa de HENRIQUE EDUARDO ALVES para reconhecer a incompetência da Justiça Federal para processar e julgar a ação penal referente à Operação Sépsis.

Com isso, torna-se nula a sentença do Juiz da 10a Vara Federal de Brasília que o havia absolvido do crime de corrupção passiva, mas o havia condenado por lavagem de dinheiro. O processo deverá ser, agora, remetido para a Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte.

Isso equivale a dizer que HENRIQUE EDUARDO ALVES é um homem sem condenação em qualquer esfera ou grau de jurisdição.

Todas as acusações lançadas contra HENRIQUE EDUARDO ALVES foram julgadas improcedentes, até o presente momento, e continuarão sendo em face de sua INOCÊNCIA.

A defesa acredita que é o povo do Rio Grande do Norte quem poderá melhor julgá-lo, caso ele decida ser candidato nas próximas eleições.

Brasília, 07 de dezembro de 2021.
Marcelo Leal de Lima Oliveira

Polícia Civil apreendeu arma que teria sido utilizada no crime.  — Foto: Cedida

Um homem de 31 anos preso na manhã desta terça-feira (7) foi apontado pela Polícia Civil como o responsável pelo estupro e assassinato de uma mulher de 27 anos em novembro na zona rural de São José de Mipibu, na Grande Natal.

A vítima foi encontrada morta três dias depois do crime na barragem da comunidade Pau-Brasil.

De acordo com a Polícia Civil, o criminoso ofereceu uma carona à vítima por volta das 18h do dia 26 de novembro no distrito de Taborda.

Porém, ele teria levado a mulher até uma região de mata, onde a estuprou e matou em seguida. A vítima foi dada como desaparecida pela família e só teve o corpo encontrado no dia 29 de novembro.

A polícia não deu detalhes sobre a investigação ou explicou como chegou ao suspeito. Ele foi preso nesta terça-feira (7) no distrito do Mendes, também em São José de Mipibu, por força de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça por homicídio qualificado.

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou hoje (7) projeto de lei que suspende até o fim de 2021 os prazos de validade de concursos públicos homologados antes da pandemia de covid-19. Com isso, os prazos de validade desses certames começam a contar apenas a partir de 2022.

Aprovado pela Câmara dos Deputados em novembro, o PL 1.676/2020 foi proposto pelos deputados Batista (PV-DF) e Rejane Dias (PT-PI). Na CAE, a matéria obteve parecer favorável do relator, senador Jaques Wagner (PT-BA). O projeto segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

De acordo com o texto, serão suspensos os prazos dos concursos homologados até 20 de março de 2020 — data em que o Brasil reconheceu o estado de calamidade pública devido à pandemia. Pelo projeto, o tempo de validade dos certames volta a correr em 1º de janeiro de 2022. Isso porque o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus (Lei Complementar 173, de 2020) vedou aumento de despesas com pessoal até o final de 2021, o que impediu a nomeação de candidatos aprovados.

Pela regra atual, os prazos de validade dos concursos foram suspensos até o término da vigência do estado de calamidade pública decretado pela União, o que ocorreu em 31 de dezembro de 2020. No entanto, foi proibida a admissão ou a contratação de pessoal pelos três níveis de governo até 31 de dezembro de 2021 — ressalvadas, entre outras, as reposições decorrentes de vacâncias de cargos efetivos ou vitalícios.

A nova redação harmoniza os dois prazos, estabelecendo que essa última data também valerá para a suspensão da validade dos concursos. Além disso, a comunicação da suspensão deixa de caber aos organizadores dos concursos e passa para os órgãos contratantes.

De acordo com Jaques Wagner, o PL “evitará uma quase certa judicialização por parte dos candidatos aprovados”. Segundo o senador, atualmente, mesmo na vigência da Lei Complementar 173, são admitidas as reposições decorrentes de vacâncias de cargos efetivos ou vitalícios. Na prática, portanto, somente aquelas admissões ou contratações que representem aumento do quadro de servidores estão proibidas. “É razoável que a transferência desse aumento para uma data futura, já em um contexto pós-pandemia, com a normalização da situação financeira dos três níveis de governo, preserve os direitos dos concursados. Evidentemente, o aumento aventado somente ocorrerá após a atualização das programações orçamentárias de cada ente — disse Wagner.

O senador lembra que o Senado analisa um projeto de lei semelhante. O PL 4.109/2020, do senador Weverton (PDT-MA), suspende a validade dos concursos públicos já homologados até o término da vedação do aumento de despesa com pessoal. Com informações da Agência Senado.

Uma matéria da Folha traz relatos de moradores de Senador Elói de Souza, município do Rio Grande do Norte em estado de calamidade pública pela seca. Adailton Oliveira, um dos personagens do estudo,  lembra, emocionado, que o animal agonizava de fraqueza, faminto, e foi abatido pelo dono.

“A última vez que comi carne já tem mais de um mês. Foi quando ajudei a tirar o couro de uma vaca”, contou.

Os pedaços foram repartidos onde caíram. Adailton, 52, conta que ficou com “a mão”, uma das patas dianteiras. Com a mulher, Sebastiana, fez o pedaço render por 20 dias no fogão à lenha improvisado. Alimentos ali estão contados. Os R$ 170 do Bolsa Família “não dão para nada”, afirma, e o auxílio emergencial da pandemia é passado.

“Ao invés de deixar a vaca para urubu e cachorro, a gente tem que comer”, diz o agricultor. “É isso porque não tem outro jeito. Sem chuva não se planta o que comer e se acabam os animais. Também não existe mais passarinho para desfrutar, e a gente não tem condição de pedir no mercado ‘bota 1 kg de carne com osso’. A gente tem que pegar os bichinhos para fazer a mistura.”

Os relatos sobre a fome na região potiguar se somam aos de outros brasileiros pelo país. Neste ano, ganharam notoriedade imagens de ossos de boi serem disputados por moradores no Rio de Janeiro Janeiro e vendidos como um produto a mais em açougue em Santa Catarina. Em Fortaleza, ossos de carne de primeira e de segunda também foram incluídos na lista de itens de alguns açougues, quando antes eram doados.

Duas casas adiante, Deojem Emanuel Gomes da Silva, 57, conta não ter nada na geladeira. O alimento disponível na cozinha é meio quilo de feijão espalhado numa caixa.

A renda “é menor que o gás”. O botijão custa R$ 110. “Tudo subiu com a pandemia”, diz com tom de lamento. No almoço, comeu o feijão puro.

Ele conta que não é possível recorrer nem aos pequenos répteis, animais que por décadas fizeram parte da dieta dos mais pobres afligidos pela seca no Nordeste.

“A mistura, às vezes, é ovo. Às vezes, não tem. Nem calango, nem lagarto tijuaçu tem mais aqui. Eles migram atrás de água.” Há quem diga que os que ficam “são pequenos como lagartixas”.

No assentamento onde vive, parte das famílias está “no extremo do extremo”, diz a presidente da associação de moradores, Áurea da Silva, 60. “Não têm nem o Bolsa Família e a renda é a agricultura, porém esse ano não teve nada, não teve chuva”. Cestas básicas da igreja são o que ajuda a salvar.

96 FM Natal

Na tarde desta segunda-feira (06/12), Macaíba deu início a um projeto piloto de desenvolvimento que poderá tornar o município um grande polo têxtil de referência para todo o Rio Grande do Norte. O marco para essa nova era se deu através do curso de Costureiro Industrial do Vestuário, ofertado a um grupo de moradores do distrito de Cajazeiras, sendo divididos em duas turmas de 20 componentes, com uma carga horária de 160h, se estendendo até o início de fevereiro de 2022.

A solenidade que deu início à ministração das aulas contou com a presença do prefeito Emídio Jr., dos vereadores Jailson Brito e Érika Emídio, secretários Aurélio Góis (Integração Metropolitana), Auri Simplício (Desenvolvimento Econômico) e Edivaldo Emídio (Assuntos do Governo), secretário adjunto Eriberto Freire (Trabalho e Assistência Social), e a coordenadora do SENAI/RN, Geiza Revoredo.

Trata-se da fase inicial do projeto Emprega Macaíba, por meio do qual, a Prefeitura pretende empregar o maior número de macaibenses na história. A operacionalização se dá em duas etapas. A primeira com a parte da qualificação de mão de obra, com apoio da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (SEMTAS), através da oferta e ministração desse curso, em parceria com o SENAI/RN.

Em seguida, é a vez da atuação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, que fará a mediação e a avaliação junto ao empresariado para inserir no mercado de trabalho os alunos que melhor forem avaliados nos cursos ofertados, explicou o secretário Auri Simplício.

Inclusive, o projeto poderá capacitá-los para atuar futuramente na criação de polos regionais de facções têxteis, inspirando-se em casos de sucesso como acontece no Agreste Pernambucano, em municípios como Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama.

Desde meados deste ano de 2021, a gestão do prefeito Emídio Jr. tem tratado com a classe política estadual e o empresariado regional para concretizar o objetivo de implantar facções têxteis no município, com o intuito de buscar empregabilidade, renda e aquecimento para a economia local, podendo gerar milhares de empregos nos próximos anos para os macaibenses.

Em breve, outras comunidades serão contempladas, como Riacho do Sangue, por exemplo, onde serão ofertados aproximadamente mais 40 vagas para esse curso. Para participar, o interessado deve ser maior de 18 anos, ter Ensino Fundamental completo e ter disponibilidade todos os dias no horário escolhido para participar do curso. Para mais informações, os interessados deverão procurar a sede da SEMTAS, situada ao lado da Prefeitura ou entrar em contato pelo 3271-6538.

 

Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza reunião semipresencial com oito itens, entre eles, o PL 1.472/2021 sobre as alterações na política de reajuste dos preços de combustíveis. Ainda na pauta, requerimento para realização de audiência pública sobre criptomoedas.   Em pronunciamento, à bancada, relator do PL 1.472/2021, senador Jean Paul Prates (PT-RN).  Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (7) projeto de lei que cria um programa de estabilização do preço do petróleo e derivados no Brasil. O objetivo do PL 1.472/2021 é servir como uma espécie de “colchão” para amortecer os impactos dos aumentos do preço do barril de petróleo e conter a alta nos preços dos combustíveis.

Apresentado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), a proposta teve parecer favorável do senador Jean Paul Prates (PT-RN), na forma de um substitutivo. O texto segue para o Plenário.

O projeto, segundo Jean Paul, é baseado em um “tripé”. Além de criar um programa de estabilização, com a finalidade de reduzir a volatilidade dos preços de derivados de petróleo, o PL 1.472/2021 estabelece uma nova política de preços internos de venda a distribuidores e empresas comercializadoras de derivados do petróleo produzidos no Brasil.

O texto também apresenta um conjunto de possíveis fontes de recursos, para evitar reajustes recorrentes na bomba de combustível e na venda de gás aos consumidores. Entre eles, está um imposto de exportação sobre o petróleo bruto, principal tema de divergência entre senadores. Pela proposta, a receita advinda dessa cobrança será usada para subsidiar a estabilização dos preços quando os valores do produto subirem.

Jean Paul reforçou que o imposto é apenas uma das ferramentas que o governo terá para garantir que os aumentos do barril no mercado internacional não impactem com tanta frequência o orçamento das famílias e de caminhoneiros, motoristas de aplicativos e outros que dependem de combustível para trabalhar. Ao longo do ano, já foram contabilizados 38 reajustes nos combustíveis, de acordo com o senador.

— Estamos tentando colocar um sistema de amortecimento para que um país grande produtor de petróleo assegure ao investidor a receita, mas que atenue os impactos para o comprador de gás de cozinha, diesel e gasolina. É a solução possível —  disse Jean Paul.

Alíquotas

Nesta terça-feira, Jean Paul apresentou um novo parecer sobre a proposta, alterando as alíquotas de incidência do Imposto de Exportação sobre o petróleo bruto. O projeto aprovado estabelece alíquotas mínimas e máximas para o Imposto de Exportação do produto, que será zerada até o valor do barril atingir US$ 45. A versão anterior previa que o imposto valeria quando o barril estivesse acima de US$ 80. Outra mudança é relativa à alíquota máxima, que agora será de até 20%, contra os 12,5% inicialmente previstos.

Pelo substitutivo, a alíquota será de no mínimo 2,5% e no máximo 7,5%, aplicada apenas sobre a parcela do valor do petróleo bruto acima de US$ 45 por barril e abaixo ou igual a US$ 85 por barril. A alíquota passa para no mínimo 7,5% e no máximo 12,5% quando aplicada sobre a parcela do valor do petróleo bruto acima de US$ 85 por barril e abaixo ou igual a US$ 100 por barril.

A alíquota será de no mínimo 12,5% e no máximo 20% para parcelas superiores a US$ 100 por barril. Ela não incidirá sobre a totalidade dos valores, mas apenas sobre a parcela de preço que exceder os valores mencionados.

Assim, no caso de um barril de US$ 75, um carregamento exportado resultaria no pagamento de US$ 0,5 a US$ 1,5 por barril, ou seja, 0,6% a 2% do valor faturado. Adicionalmente, o texto prevê que pessoas jurídicas que destinem parte da produção para refino no mercado interno possam receber alíquotas diferenciadas na exportação, conforme regulamentação.

Pelo relatório, o Poder Executivo poderá alterar as alíquotas do Imposto de Exportação incidente sobre o petróleo bruto, obedecidos os limites mínimo e máximo fixados no projeto.

“Entendemos ser necessário ajustar uma vez mais as alíquotas propostas no Imposto de Exportação, de modo a garantir seu funcionamento como mecanismo regulatório. Reconhecemos, contudo, a importância de assegurar previsibilidade aos investidores, e por isso propomos aqui valores mínimos e máximos a serem cobrados, disponíveis para ajuste do Poder Executivo, buscando aliar a efetividade regulatória e a proteção de investimentos”, apontou o relator, ao acatar sugestão do senador Jaques Wagner (PT-BA).

Outras fontes de recursos e instrumentos que podem ser utilizados como colchão, a critério do governo são: dividendos da Petrobras devidos à União; participações governamentais destinadas à União resultantes do regime de concessão e partilha do petróleo; resultado positivo apurado no balanço do Banco Central de reservas cambiais; e receita de superávit financeiro de fontes de livre aplicação disponíveis no balanço da União.

Durante a votação, alguns senadores, como Carlos Portinho (PL-RJ), afirmaram concordar com a ideia do projeto, mas manifestaram preocupação com a possibilidade de aumento de impostos.

— O projeto é válido, mas se o preço do petróleo está alto hoje e volátil, com o aumento da alíquota, o governo poderia abrir mão dos outros instrumentos e ficar só com o imposto e quem vai pagar é o consumidor — ponderou Portinho.

Ele e Zequinha Marinho (PSC-PA) sugeriram a realização de uma nova audiência sobre o tema para ouvir o governo sobre as mudanças no projeto, mas foram voto vencido e concordaram em apoiar a aprovação com a condição de um debate sobre o tema no Plenário do Senado.

Jaques Wagner, Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM) e outros senadores ponderaram que, diante da demora do governo em resolver o problema dos recorrentes aumentos nos combustíveis, cabe ao Senado avançar na busca por soluções.

— Não há pior imposto do que a inflação. Está impossível para quem trabalha com transporte fazer uma planilha de custos — apontou Jaques Wagner.

Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que o projeto é complexo e que seria importante ouvir contribuições do governo. O senador afirmou que aqueles que usam diesel para trabalhar e gás de cozinha no dia a dia não podem ficar à mercê da especulação internacional.

— O mercado não se sensibiliza com a pessoa que está usando vela para esquentar o prato. O governo não pode ficar omisso. Eu sinto que até aqui o Congresso navegou, mas está faltando uma participação ativa do governo — apontou Amin.

Combinação de custos

Segundo Rogério Carvalho, o projeto faz uma proposta de combinação de custos internos de refino, cotações internacionais do petróleo e custos de importação, com o objetivo de conter o aumento do preço de combustíveis da Petrobras e, ao mesmo tempo, preservar a remuneração de acionistas das empresas do setor.

Na justificativa ao texto, o senador critica a fórmula atual de cálculo dos preços dos combustíveis, com base na Paridade de Preços Internacionais (PPI). Durante o governo de Michel Temer, a Petrobras adotou uma política que considera, na composição do valor final dos derivados do petróleo, a cotação internacional do barril e a cotação do dólar.

Para Rogério Carvalho, essa é a “lógica de uma empresa financeirizada”, que repassa ganhos a seus acionistas. No entanto, essa lógica, segundo ele, prejudica a sociedade em geral, pois causa alta da inflação e elevação da taxa básica de juros. Além disso, o senador reforça que as variações cambiais e do barril do petróleo implicam elevada volatilidade dos preços, inviabilizando a previsibilidade necessária aos agentes econômicos.

Cotação 

O relator Jean Paul alterou o texto original para incluir as propostas de Rogério Carvalho na Lei 9.478, de 1997, que estabelece a Política Energética Nacional.

Entre princípios da política de combustíveis prevista no texto, estão a proteção dos interesses do consumidor; redução da vulnerabilidade externa; estímulo à utilização da capacidade instalada das refinarias; e redução da volatilidade de preços internos. Outro princípio é a modicidade de preços internos. O princípio da modicidade prevê que um serviço público deve ser prestado da forma mais barata possível, de acordo com a tarifa mínima.

O projeto estabelece que os preços internos praticados por produtores e importadores da gasolina, diesel e gás liquefeito de petróleo deverão ter como referência as cotações médias do mercado internacional, os custos internos de produção e os custos de importação, desde que aplicáveis.

Programa de Estabilização

Além disso, o texto determina que o Poder Executivo regulamente a utilização de bandas de preços com a finalidade de estabelecer limites para variação de valores de combustíveis, definindo a frequência de reajustes e os mecanismos de compensação. O sistema de banda de preço estipula um limite máximo para as variações dos preços do petróleo no varejo, evitando, assim, aumentos abruptos.

Rogério Carvalho propôs que o sistema de bandas fosse viabilizado financeiramente por meio da instituição de um fundo de estabilização dos preços de combustíveis, também previsto no projeto, cujas receitas podem ser utilizadas para suportar o subsídio temporário decorrente da adoção de bandas (na hipótese de reajuste de preços superior ao autorizado pela banda).

No substitutivo, Jean Paul transformou esse fundo no Programa de Estabilização, com a finalidade de reduzir a volatilidade dos preços de derivados de petróleo.

Agência Senado

Xand Avião e Solange Almeida se abraçam durante reconciliação na "Farofa da Gkay", em Fortaleza. — Foto: Reprodução

A reconciliação entre os cantores Xand Avião e Solange Almeida, ex-vocalistas do grupo Aviões do Forró, marcou o segundo dia da festa da influencer Gessica Kayane, no Marina Park Hotel, em Fortaleza. O momento foi compartilhado nas redes sociais de Solange. (Veja no vídeo acima) Outro destaque foi a formação de casais entre os famosos.

Na madrugada desta terça-feira (7), enquanto Xand se apresentava, Gkay e o humorista Rafael Cunha intermediaram o momento das pazes entre os artistas. Durante o encontro, os dois deram um longo abraço e cantaram juntos os sucessos do grupo: “Que tontos, que loucos”, “Tô sozinho”, “Tá tudo bem, tá tudo normal”, entre outros.

A saída de Solange da banda ocorreu em 2017, depois de 14 anos no grupo. A relação entre os dois estremeceu ainda mais em 2019, quando Solange entrou com uma ação judicial contra a banda Aviões do Forró, pedindo uma indenização de R$ 5 milhões, relativos aos direitos do grupo.

A reconciliação entre Xand e Solange foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais pelos fãs dos artistas, que comemoraram. “Véi, o Xand e a Solange juntinhos. Marcou uma geração e quem é nordestino chorou com esse encontro”, publicou um fã.

Além de Xand Avião, se apresentaram no segundo dia de festa os cantores Wesley Safadão, Zé Felipe, Matheus Fernandes e o grupo É o Tchan.

G1

Buraco interdita rodovia RN-118 no interior do RN — Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte tem 67,1% das estradas com algum tipo de problema. É o que aponta a Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada nesta segunda-feira (6) pela Confederação Nacional de Transportes.

A pesquisa avalia toda a malha pavimentada das rodovias federais e principais trechos estaduais. Ela percorreu 1.879 quilômetros no estado.

Já 32,9% das rodovias do Rio Grande do Norte foram consideradas ótimas ou boas na avaliação da pesquisa da Confederação Nacional de Transportes.

De acordo com a CNT, 26 trechos das rodovias são considerados pontos críticos. Isso porque possuem buracos maiores do que um pneu.

A pesquisa aponta ainda que o investimento para recuperar as rodovias no estado, com ações emergenciais, de manutenção e de reconstrução, é de R$ 578,4 milhões.

De acordo com o diretor do Departamento de Estradas e Rodagens do RN (DER), Manoel Marques, parte dos trechos considerados críticos terão obras de melhorias a partir de dezembro.

O diretor explica que não serão as rodovias inteiras refeitas, mas os trechos mais afetados. “A gente vai atacar primeiro os trechos que são críticos ou muito ruins. Vamos recuperar, até pra diminuir o custo com manutenção”.

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