Macaíba: entre a Barbárie e a Civilização

Estava eu chegando ao Correios de Macaíba, para ver se poderia pegar uma correspondência, e eis que tenho uma experiência… não muito agradável, diria.

Já tinha iniciado a subir a rampinha, e faltavam uns 10 (dez) minutos para o fechamento da agência. Subitamente, o segurança, de dentro, apressou-se a fechar o porta, passando o cadeado. Fiz sinal, rindo, para o meu relógio: faltavam precisamente 8 (oito) minutos. E recebi, de volta, o sinal do guarda, como quem dizia: “Não posso fazer nada”.

Tudo bem, aceitei. Mas, não desculpei.

Entendo que ele, o segurança, pudesse ter receio que, àquela hora, poderia ser alguém tentando mais uma vez assaltar a agência. Mas, cá com meus botões: “Logo eu?”. Não havia mais ninguém por perto tentando entrar na agência.

São nesses pequenos detalhes que perco a cada dia a esperança de ver uma Macaíba de volta à civilidade, e mais fácil de chegar à barbárie.

Com a Física, aprendemos os fundamentos desses processos. A natureza se organiza de tal maneira, que procura sempre minimizar a energia envolvida no processo. Assim, por exemplo, é muito mais fácil derrubar um muro, do que erguê-lo.

Para levantar um tijolo e botá-lo no lugar, o pedreiro precisa gastar muita energia. Primeiro, ele precisa compensar a energia que a gravidade cobra para poder levantar o tijolo (a tal da Energia Potencial Gravitacional), e depois tem outras energias que ele precisa pelo menos pagar. Agora, para derrubar o mesmo tijolo, basta que ele dê um pequeno sopapo, um empurrãozinho. O resto, deixe que a natureza, via gravidade, cuide. Logo, logo, o tijolo cai no chão. Com o resto do muro, não é muito diferente.

Pois bem, a civilidade é um processo assim, energeticamente custoso, como o tijolo que o pedreiro vai por no muro que está construindo. A barbárie requer menos energia, menos esforço. A civilidade requer educação e respeito ao próximo. A barbárie, é cada um por si. Sobrevive não necessariamente o mais forte ou mais inteligente, mas o mais ‘esperto’.

Infelizmente, assim está minha cara Macaíba.

Por Francisco Alexandre

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