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Hospital Walfredo Gurgel, em Natal - Foto: Sindsaúde / Reprodução

Foto: Sindsaúde / Reprodução

Hospital Walfredo Gurgel, maior unidade da rede pública de saúde do Rio Grande do Norte, permanece com um quadro de grave superlotação. De acordo com o Sindicato dos Servidores da Saúde do RN (Sindsaúde), o hospital amanheceu nesta segunda-feira (18) com 132 pacientes internados no pronto-socorro.

“Pensei que já tinha visto o pior nesse hospital. Simplesmente, tem setores que não dá para se locomover” desabafa Rosália Fernandes, coordenadora do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde-RN).

Novas imagens, registradas na manhã desta segunda-feira (18), mostram 22 pacientes internados em uma pequena sala de atendimento clínico. No local, segundo o sindicato, deveriam ficar apenas pacientes prontos para a realização de exames, em estado de observação ou aguardando internação.

Além disso, o setor de politrauma também se encontra intransitável devido à superlotação, informa o Sindsaúde-RN.

Em nota, os servidores classificam a situação como “cenário de guerra da assistência”. “Só reforça a falta de planejamento e investimento por parte da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e do Governo do Estado”, afirma o sindicato.

Portal 98 FM

Foto: Reprodução

A superlotação no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, segue alarmante. Na manhã desta sexta-feira (15), de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde), pelo menos 80 pacientes ocupavam os corredores da unidade: 50 no setor de politrauma e outros 30 no Centro de Recuperação de Operados (CRO).

Imagens captadas dentro do hospital mostram pessoas em macas pelos corredores, sem a estrutura adequada para o tratamento, enquanto familiares aguardam respostas e médicos enfrentam dificuldades para atender a todos.

Um dos casos que exemplifica essa crise é o de Rogério Soares, de 34 anos, que caiu de um cavalo na zona rural de Santa Cruz, na última quarta-feira (13). Ele foi transferido para o Walfredo Gurgel em estado grave e precisa de uma cirurgia e de um leito na UTI. Contudo, há dois dias, Rogério está no corredor do hospital, aguardando atendimento especializado.

Segundo Geraldo Neto, diretor do hospital, a superlotação é agravada pela quantidade de pacientes com casos de baixa complexidade, que poderiam ser atendidos em unidades básicas de saúde. “É necessário um pacto entre o estado e os municípios para desafogar o Walfredo. Estamos sobrecarregados com situações que não são de alta complexidade e acabam atrasando o atendimento de quem mais precisa”, explicou.

O Sindsaúde alerta que a situação não é isolada e reflete a falta de investimentos na saúde pública e na descentralização do atendimento. Enquanto isso, pacientes como Rogério e dezenas de outros enfrentam a espera, em condições precárias, nos corredores da maior unidade hospitalar do estado.

Portal Grande Ponto

Hospital Walfredo Gurgel, em Natal. — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Por causa da superlotação, quatro das seis salas de cirurgia do Hospital Walfredo Gurgel, maior unidade de saúde pública do RN, foram fechadas para abrigar pacientes internados.

Inter TV Cabugi teve acesso a um vídeo que mostra a lotação da unidade, com pacientes deitados nas salas do centro cirúrgico, deixando apenas duas salas disponíveis para o atendimento a que é destinada.

Além disso, o hospital público também está com dois tomógrafos quebrados.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), informou que “desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (29), as equipes estão trabalhando intensamente na gestão de leitos da unidade, já tendo com isso liberado duas salas do centro cirúrgico, a partir da alta de pacientes”.

Com relação aos tomógrafos, a Sesap explicou que a empresa responsável está trabalhando no conserto de um dos equipamentos, com previsão de finalização do serviço ainda nesta terça-feira (29).

“O outro equipamento deve retornar dentro dos próximos dias, com a chegada de uma peça, que vem de fora do Brasil, para reposição”, completaram.

G1 RN

No Brasil, a presença do vírus HIV no organismo de doadores é um dos poucos fatores que impedem a doação de órgãos que ainda estão em condições de serem doados, embora quem já seja infectado pelo vírus possa receber um transplante. A infectologista Lígia Pierrotti, membro do Comitê Científico de Infecção em Transplante e Imunodeprimido da Sociedade Brasileira de Infectologia, ressalta que a situação dos seis pacientes do Rio de Janeiro que foram infectados pelo vírus HIV ao receberem transplante de órgãos é sem precedentes e não deve ser tratada como um acontecimento dentro da normalidade.

“É inaceitável o que houve, o que houve é criminoso”, afirma. Ela assegura, no entanto, que há protocolos no Sistema Único de Saúde (SUS) para que estes pacientes sejam cuidados, já que os tratamentos para pacientes transplantados que já tinham HIV antes do transplante estão consolidados no país. “A gente já tem experiência com isso”.

Após receber um transplante, de acordo com a infectologista, todos os pacientes precisam fazer o uso contínuo de medicação para diminuir a imunidade e evitar que organismo rejeite o novo órgão. Essa medicação é compatível com o chamado coquetel para HIV.

“Eles vão fazer uso de medicação para diminuir a imunidade e não ter rejeição. Então, para toda a vida, eles têm um acompanhamento, em geral, com as equipes de transplante ou com equipes que têm experiência nesse atendimento, para fazer uso de medicações imunossupressoras e várias medicações para garantir o funcionamento do órgão transplantado”, explica Pierrotti.

A médica acrescenta: “junto com isso, agora, esses pacientes que são infectados, eles também vão fazer o tratamento da infecção do HIV, tomando a terapia antiretroviral altamente eficaz, que é o coquetel do HIV, que todo mundo conhece, fazendo todo o acompanhamento especializado do HIV. Então, a gente vai somar duas vertentes de cuidado, que são completamente compatíveis”.

Há também, de acordo com a infectologista, os casos de pacientes transplantados que adquirem HIV ao longo da vida, que também seguem o tratamento normalmente. Ela destaca que os medicamentos evoluíram muito ao longo dos últimos anos, dando mais conforto aos pacientes. “Ao longo dos últimos 30 anos a gente aumentou muito o número de drogas antirretrovirais que a gente tem disponíveis e hoje, felizmente, temos no cenário, no arsenal terapêutico do HIV, várias drogas que podem ser utilizadas com maior segurança no paciente transplantado”.

Doação de órgãos

A soropositividade para HTLV – vírus linfotrópico de células T humanas, retrovírus humano que pode causar câncer – também é outro impeditivo para a doação de órgãos no país, bem como a tuberculose ativa. Para garantir que os órgãos a serem doado estejam em perfeitas condições, é feita uma bateria de exames. Foi nesta etapa que houve falha no caso dos seis pacientes transplantados do Rio de Janeiro, o que, de acordo com Lígia Pierrotti é uma situação sem precedentes e que não deve ser tratada como um acontecimento dentro da normalidade.

Para a médica, as normas existentes são seguras, e o que houve foi um descumprimento das regras que existem e não um problema nas regras em si. “Não houve uma falha no que é preconizado, houve uma falha em seguir do que é preconizado. Hoje a gente tem várias orientações do que é preconizado tanto no cuidado, na cadeia de cuidado, desde a identificação do potencial doador até a realização do transplante, e depois até o protocolo de acompanhamento do receptor”, diz.

Sistema de transplantes

O Sistema Nacional de Transplantes é considerado o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo. Ele é garantido a toda a população por meio do SUS, e é responsável pelo financiamento de cerca de 88% dos transplantes no país, segundo dados do Ministério da Saúde.

O transplante de órgãos pode salvar vidas em caso de órgãos vitais como o coração, bem como devolver a qualidade de vida, quando o órgão transplantado não é vital, como os rins. Com o transplante, é possível ter um prolongamento da expectativa de vida, permitindo o restabelecimento da saúde e, por consequência, a retomada das atividades normais.

Em todo o país, 44.844 pessoas esperam pelo transplante de um órgão, de acordo com o Ministério da Saúde. A maior parte, 41.445, está na fila por um rim. O fígado aparece em segundo lugar, com fila de 2.325 pessoas, seguido pelo coração, com 436. São Paulo é estado com o maior número de pessoas que aguardam um transplante, 21.601. O Rio de Janeiro aparece em quinto lugar, com 2.160 pessoas na lista de espera.

Agência Brasil

Foto: Pixabay

A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap RN) confirmou a publicação do edital de seu novo concurso público para janeiro de 2025. O anúncio foi feito pelo secretário de Administração, Pedro Lopes, em suas redes sociais, gerando grande expectativa entre os concurseiros. O certame oferecerá 384 vagas imediatas, além de um cadastro de reserva, o que visa reforçar a rede de saúde pública do estado.

Embora os cargos específicos das vagas ainda não tenham sido definidos, há uma expectativa de que o cargo de técnico de enfermagem receba o maior número de oportunidades, dada a alta demanda por esse profissional nas unidades de saúde. O processo de definição dos cargos e quantitativos exatos ainda está em fase de planejamento pela Comissão Especial, responsável pela organização do concurso.

Essa comissão foi instalada nesta semana, em uma reunião realizada na Secretaria de Administração, e é composta por servidores da SEAD, SESAP, e representantes do Sindsaúde/RN e do Sindern. Sua função é assegurar que o concurso ocorra de forma transparente e eficiente, garantindo que as vagas atendam às reais necessidades do sistema de saúde estadual.

O concurso será voltado para a recomposição de vacâncias em diversas áreas da saúde, com previsão de um cadastro de reserva robusto. O reforço da equipe de saúde é considerado de suma importância para melhorar os serviços prestados à população.

Enquanto o novo concurso é aguardado, a Sesap segue nomeando profissionais aprovados em seleções anteriores. No início deste mês, foi publicada a nomeação de 141 novos servidores, aprovados no concurso de 2018, conforme noticiado no Diário Oficial do Estado (DOE). Esses profissionais vão atuar em várias áreas da saúde no estado, com destaque para 73 enfermeiros, 25 fisioterapeutas e 19 engenheiros de segurança do trabalho.

Outras nomeações incluem farmacêuticos (7), técnicos em radiologia (3), fonoaudiólogos (1), nutricionistas (2), psicólogos (2), assistentes sociais (1), médicos neurologistas (1), terapeutas ocupacionais (1), TAS/contadores (4)e TAS/administradores (2).

Ponta Negra News

Uma moradora do bairro Morada da Fé, em Macaíba, na  manhã desta segunda-feira (23) denunciou a falta de médico no Posto de Saúde do bairro. Segundo o relato, os moradores chegaram de madrugada para ficar na fila em busca de uma ficha de atendimento, no início da manhã, quando os funcionários do posto chegaram, informaram que hoje não haveria atendimento médico.

A situação revoltou os presentes, confira o vídeo gravado pela moradora.

 

O maior hospital público do Rio Grande do Norte voltou a ter corredores lotados de pacientes à espera de leitos e cirurgias nos últimos dias. Nesta terça-feira (03), segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde/RN), o Hospital Estadual Monsenhor Walfredo Gurgel (HEWG) possuía 37 pacientes nos corredores, tendo ainda uma sala do centro cirúrgico sendo ocupada com usuários.

Segundo informações da coordenadora do Sindsaúde, Rosália Fernandes, a sobrecarga no Walfredo se deve a uma série de fatores, como o aumento no número dos acidentes de motos recentemente e a falta de atendimento regionalizado e em Natal para traumaortopedia.

“São vários fatores: é a questão da regionalização que não funciona no Estado, é o município de Natal que não faz procedimentos por falta de anestesistas. E também temos um grande número de acidentes, as cirurgias eletivas. O Walfredo faz muita cirurgia eletiva de ortopedia, de urologia, então isso faz com que aconteça essa superlotação. Além dos pacientes nos quartos, há pacientes nos corredores das enfermarias”, cita.

Até o fim da tarde desta terça-feira (03), eram cerca de 37 pacientes nos corredores do Pronto Socorro, sendo outros 36 alocados em salas do atendimento clínico, politrauma e salas de observação. Além deles pelo menos 5 pacientes estavam alocados numa das salas do centro cirúrgico segundo informações do SindSaúde-RN.

Uma dessas pessoas internadas no Walfredo aguardando cirurgia é o esposo de Kaline Oliveira, agricultora de Ielmo Marinho. Seu esposo, de 38 anos, que é adestrador de cavalos, caiu do animal e fraturou o joelho, sendo cirurgiado e já aguardando por um segundo procedimento, ainda sem data para acontecer. “Ele está num leito pós-cirurgia. Precisará fazer outra ainda esses dias em um novo hospital”, disse.

Quem também foi atendido no Walfredo recentemente foi o servidor público Alexsandro Silva, 48 anos, que sofreu um acidente de moto em Parnamirim. Ele fraturou o tendão do pé direito. “Até o momento não fiz cirurgia, os médicos vão avaliar”, cita.

Em nota enviada à TRIBUNA DO NORTE, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) disse que a gestão do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel segue trabalhando, em parceria com as equipes da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), “para agilizar transferências e realização de procedimentos cirúrgicos na própria unidade e em outras que atuam como retaguarda. A Sesap montou um grupo técnico para auxiliar os processos de alta e liberação de leitos, bem como a transferência de pacientes com menor risco para os serviços de seus respectivos municípios”, disse.

A pasta acrescentou que desde julho o Walfredo vem registrando uma alta no número de atendimentos no seu pronto-socorro, com aumentos nos casos de ortopedia, AVC e, especialmente, acidentados de motocicleta, que pela primeira vez ultrapassaram as 800 vítimas em agosto, e segundo dados preliminares, alcançou os 900 casos.

“A unidade também está recebendo um investimento de R$ 9 milhões por parte do Governo do Estado para a construção de um novo centro cirúrgico e reforma de dois andares de enfermaria e do centro de tratamento de queimados, visando ampliar a capacidade de atendimento do hospital”, finalizou a nota.

Tribuna do Norte

O prédio do antigo Centro de Saúde Luiz Antônio, conhecido populamente como Posto da Maré, segue fechado. A população que todos os dias frenquentava o local questiona o motivo pelo qual o poder público fechou o prédio e não deu destino a unidade de saúde que foi referência em especialidades. Vídeos recentes postados nas redes sociais, mostram que o prédio está em estado de abandono.

Desde que a Prefeitura de Macaíba transferiu os serviços do Posto da Maré para outros prédios, o Posto da Maré não foi mais o mesmo. Quem passa pela rua Theodomiro Garcia se questiona o que será feito com o prédio, por qual motivo não está sendo utilizado. Enquanto o Posto da Maré foi fechado, dois prédios foram alugados para ofertar os serviços.

Um dos passageiros está em observação no Hospital Walfredo Gurgel |

Foto: Magnus Nascimento

O vigilante baleado durante assalto em um supermercado no bairro Capim Macio, zona Sul de Natal, veio a óbito ainda na noite dessa segunda-feira (5). A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap/RN) à TRIBUNA DO NORTE nesta terça-feira (6). De acordo com a pasta, a vítima estava internada no Walfredo Gurgel.

O vigilante foi baleado após bandidos abordarem um carro-forte no estacionamento do supermercado na noite da última segunda-feira (5). Na ocasião, de acordo com a Polícia Militar, houve troca de tiros e o profissional acabou sendo baleado. Na sequência, a vítima foi socorrida e levada ao Hospital.

A PM informou que os criminosos conseguiram levar dois malotes com dinheiro e fugiram em direção a Parnamirim, na Grande Natal. Duas equipes da Força Tática do 5º Batalhão de Polícia Militar (5⁰BPM) realizaram acompanhamento na região de Parnamirim/Macaíba para capturar os criminosos, mas até o momento não foram divulgadas novas informações sobre a localização/identidade dos indivíduos.

Tribuna do Norte

Ambulâncias do Samu na entrada do pronto-socorro Clóvis Sarinho, no Hospital Walfredo Gurgel, em Natal — Foto: Gustavo Brendo/Inter TV Cabugi/ARQUIVO

Foto: Gustavo Brendo/Inter TV Cabugi/ARQUIVO

As ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Natal (Samu) ficaram retidas no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, maior unidade de saúde do estado, e nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) da capital potiguar nesta quarta-feira (31).

Essa não foi a primeira vez que isso ocorreu nos últimos dias. Segundo o Samu, esse cenário se tornou mais frequente nas últimas duas semanas, tendo principalmente o Hospital Walfredo Gurgel – unidade referência em traumas – como destino das macas.

A direção do hospital informou que quando uma grande quantidade de pacientes chega ao mesmo tempo na unidade há uma dificuldade para atender a todos com agilidade, o que contribui para o problema.

O Samu Natal informou que iniciou o dia com apenas duas ambulâncias – das 12 no total disponíveis. Em determinado momento do dia, os 12 veículos – 9 de suporte básico e de 3 de UTI – ficaram retidos.

De acordo com o Samu Natal, as ambulâncias ficam retidas quando as macas delas precisam ser usadas pelas unidades de saúde diante da falta de leitos para abrigar os pacientes que chegam.

“Trabalhamos diretamente com aproximadamente 1 milhão de pessoas, devido à população flutuante de Natal, que trabalha, a grande maioria, no centro de Natal”, explicou o coordenador geral do Samu, Cláudio Macedo.

Segundo ele, a retenção de macas e ambulâncias na capital potiguar é um problema crônico.

“É um problema já de muitos anos, que nas últimas duas semanas se exacerba, já que está se retendo mais macas, se está ficando com mais macas, num período mais estendido, retidas. Então, isso consequentemente atrapalha o atendimento à população”, explicou.

Segundo o coordenador geral do Samu, Cláudio Macedo, a população não deixa de ser atendida, mas a “resposta do atendimento” fica mais demorada.

“A demanda é muito alta principalmente de acidentes automobilísticos e quedas de moto. Então, pacientes traumáticos ficam um certo tempo a mais que os pacientes clínicos”, disse.

Para ele, uma da soluções seria o aumento de leito, como também atender prontamente quadros mais simples de ortopedia, “que ficam às vezes em espera, liberação rápida”, e resolver problemas em hospitais regionais para não sobrecarregar Natal, “que seria a única porta de referência de trauma”.

G1 RN

Foto: Divulgação/Sesap-RN

O Governo do Estado encaminhou nesta segunda-feira (24) a assinatura do termo de ajustamento de gestão (TAG) que permite a convocação de 472 servidores efetivos para a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Os 350 enfermeiros e enfermeiras, 121 fisioterapeutas e um técnico em laboratório serão convocados pela Sesap logo após a homologação do TAG, que será apresentado pelo Ministério Público de Contas ao pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A convocação será possível após longo trabalho da Sesap, em parceria com a Secretaria de Estado da Administração, para firmar os termos do acordo no âmbito do TCE e conquistar uma decisão favorável junto à Justiça Federal.

Os novos servidores – oriundos do concurso realizado em 2018 – vão fortalecer o serviço da rede estadual de saúde pública, substituindo em hospitais e unidades de referência os atuais contratados de forma temporária. Parte dos contratos temporários serão mantidos até meados de 2025, quando a Sesap planeja convocar os servidores do novo concurso planejado para ocorrer no estado.

Novo Notícias

Respirador improvisado com papelão e plástico para bebê que precisava de transferência para Natal — Foto: Cedida

Foto: Cedida

A médica Ellenn Salviano, que usou uma embalagem de bolo como um respirador para salvar a vida de um bebê de três meses no interior do RN, disse que improvisar esses equipamentos é “mais comum do que se imagina” na rotina do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ellenn trabalha em três hospitais públicos e no Serviço de Atendimento Médico de Urgência no RN e conta que, em uma semana, fez três “respiradores improvisados”.

“Não é um fato isolado meu, do hospital, eu acho que é de todos os serviços que fazem parte do SUS. Eu já perdi a conta de quantos hoods improvisados eu já fiz nesses 9 anos de medicina. Infelizmente é mais comum do que se imagina”, disse.

Hood é uma espécie de capacete de acrílico usado para aumentar a concentração de oxigênio em torno da cabeça da criança. Segundo a médica, o equipamento custa, em média, R$ 500.

A médica ressalta a parceria e o empenho da equipe para que os pacientes tenham o atendimento necessário. “Eu tenho uma equipe a gente não precisa escolher paciente, não precisa escolher problema. O problema vem e junto com a equipe eu sei que a gente vai dar um jeito, o paciente vai ter o atendimento que precisa”.

Novo gestor da Saúde de Macaíba se reúne com Conselho Municipal -  Prefeitura Municipal de Macaíba

Foto: Reprodução

O secretário municipal de Saúde de Macaíba, Júnior Rêgo, suspendeu o edital de chamamento público 003/2024/SMS que tem como objetivo contratar uma organização da sociedade civil para terceirizar serviços de saúde do município. O edital vem sendo alvo de críticas da sociedade, do sindicato dos servidores efetivos no qual denunciou o caso ao Ministério Público. Atendendo ao pedido do sindicato, o Ministério Público requereu a justiça uma liminar para suspender o edital.

O edital acabou causando desgaste a gestão do prefeito Emídio Júnior, principalmente entre os servidores efetivos e a população que se manifestou majoritáriamente contra.

A suspensão do edital demonstra que o prefeito Emídio Júnior deu o primeiro recuo na medida que visa terceirizar a prestação de serviços da saúde do município através de uma organização social.

MPRN abre seleção para assessor jurídico em Macaíba; salário de R$ 5,2 mil  - Tribuna do Norte

Foto: Reprodução/Via Tribuna do Norte

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipal de Macaíba (Sinsemac) denunciou nesta quinta-feira (18) ao Ministério Público a Prefeitura de Macaíba por ter aberto chamada pública para contratação de uma organização da sociedade civil (OS) para gerir serviços da saúde. Na declaração ao MP, o sindicato alega que o município quer burlar o concurso público, tendo em vista que o último certame expirou em agosto de 2023 e que existe uma ação civil pública no sentido de convocar os aprovados no cadastro reserva.

O Sinsemac ainda relata que o contrato que a Prefeitura de Macaíba quer firmar junto a organização social poderá chegar ao valor de 26 milhões de reais em um ano. O sindicato busca com a denúncia que o Ministério Público impugne o edital da chamada pública para contratação da organização social.

 

Foto: Arquivo/Macaíba no Ar/Ilustrativa

A Prefeitura de Macaíba, através da secretaria de Saúde, publicou um chamamento público para contratação de uma Organização da Sociedade Civil para atuar a frente de diversos serviços de saúde do município. De acordo com o edital de chamamento, a gestão Emídio Júnior poderá gastar até 26 milhões de reais em um ano com este contrato.

Outras cidades de médio e grande porte já tiveram experiências na contratação de Organização Social para atuar na saúde e os resultados não foram bons. Em Macaíba, o Conselho Municipal de Saúde esteve reunido nesta quarta-feira (10) na Câmara dos vereadores,  com a maciça presença de agentes de saúde e de endemias e reprovaram a atitude da gestão Emídio Júnior em querer contratar uma organização para administrar serviços de saúde do município.

O edital do chamamento público foi publicado no dia 27 de março, no Diário Oficial, onde contém todos os serviços que deverão ser ofertados através do contrato.