Política Arquivo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retirou da pauta do plenário virtual o julgamento do registro de candidatura do deputado estadual eleito, Wendell Lagartixa, que recebeu mais de 80 mil votos nas eleições.

O julgamento que ocorreria de 25 de novembro a 2 de dezembro saiu da pauta após um dos ministros pedir destaque, o que levará a ser marcada uma nova data para julgamento.

Até o momento, apenas o relator ministro Ricardo Lewandowski havia votado e mantido a sua decisão monocrática pela cassação do registro em virtude de uma condenação por porte de arma e munição, que na época era considerado crime hediondo e entre as penas estava a inelegibilidade. A defesa do deputado tenta reverter a decisão com base na atualização da lei que retirou esse tipo de crime dos considerados hediondos.

Com informações de Justiça Potiguar

Nesta terça-feira (22), o vereador Jefferson Stanley usou a palavra em Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Macaíba para destacar que os problemas enfretados pela população na precariedade dos ônibus da Empresa Trampolim da Vitória são de responsabilidade do DER( Departamento Estadual de Estradas e Rodagens). Segundo Jefferson, este órgão do Governo do Estado é o responsável pela Ordem de Serviço Operacional da linha Macaíba-Natal, bem como fiscalizar se os horários estão sendo cumpridos e se os veículos estão em bom estado de conservação para uso.

“Infelizmente, o Governo do Estado não faz a sua parte, e deixa a população de Macaíba sofrer com a precarização do Transporte público. Quanto tempo faz que o DER não fiscaliza os horários desses ônibus? O descaso é tanto que não enviaram nenhum representante na Audiência Pública que foi realizada na Câmara para debater a problemática. Se eles não vem, então vamos ate lá. Queremos respostas”, afirmou Jefferson.

Brasília - O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, assina acordo de cooperação técnica para promover ações da Defensoria Pública nas prisões brasileiras (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Foto: Marcello_Casal; Antonio Cruz/ Agência Brasil

O presidente do TSE, Alexandre Moraes, indeferiu nesta quarta-feira (23) o pedido do PL para anular o segundo turno das eleições deste ano. Na decisão, o ministro condenou os partidos da coligação de Jair Bolsonaro a pagarem uma multa de R$ 22,9 milhões. Além do PL, a coligação é composta por Progressistas e Republicanos.

O partido do presidente apresentou na terça-feira (22) um relatório apontando supostas inconsistências em seis modelos de urnas usados no pleito e defendeu que parte dos votos fosse anulada. Horas depois, Moraes pediu então que o partido incluísse no relatório dados sobre o primeiro turno das eleições, já que as urnas usadas nas duas etapas do pleito foram as mesmas. O PL não apresentou os dados.

“Ora, as mesmas urnas eletrônicas, de todos os modelos em uso, foram empregadas por igual tanto no Primeiro Turno como no Segundo Turno das Eleições 2022, sendo impossível dissociar ambos dos períodos de um mesmo pleito eleitoral”, disse Moraes na decisão divulgada nesta quarta-feira, ao argumentar que há uma inépcia inicial no pedido.

Na decisão, Moraes cita explicações técnicas do secretário de tecnologia de informação do TSE, Júlio Valente da Costa Júnior, que descartam a argumentação do PL de que urnas de modelos anteriores “possuem o mesmo número ou que não possuem patrimônio que as diferencie umas das outras”. Segundo o ministro, “somente ignorância – o que não parece ser o caso – ou evidente má-fé” poderiam levar a essa conclusão.

“As explicações técnicas do STI-TSE (secretário de tecnologia de informação do TSE), inclusive acompanhadas de fotos, não deixam qualquer dúvida de que “uma urna eletrônica pode ser identificada fisicamente e logicamente”, diz Moraes. “[…] Os argumentos da requente, portanto, são absolutamente falsos, pois é totalmente possível a rastreabilidade das urnas eletrônicas de modelos antigos”.

Moraes afirmou que houve litigância de má-fé por parte dos requerentes.

“Assim, nos termos do art. 81, caput, do CPC, CONDENO A AUTORA POR LITIGÂNCIA DE MÁ-
FÉ, À MULTA DE R$ 22.991.544,60 (vinte e dois milhões, novecentos e noventa e um mil, quinhentos e quarenta e quatro reais e sessenta centavos), correspondentes a 2% (dois por cento) do valor da causa aqui arbitrado”, afirmou.

O presidente do TSE ainda determinou o bloqueio imediato dos fundos partidários dos partidos da coligação requerente até o pagamento da multa.

“DETERMINO, ainda, à Secretaria Judiciária e à Coordenadoria de Execução Orçamentária e
Financeira, ambas desse TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, os IMEDIATOS BLOQUEIOS E
SUSPENSÕES DOS FUNDOS PARTIDÁRIOS DOS PARTIDOS DA COLIGAÇÃO
REQUERENTE até efetivo pagamento da multa imposta, com depósito dos respectivos valores
em conta judicial.”

Moraes ainda determinou que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, seja incluído no inquérito das milícias digitais, assim como o advogado Carlos César Moretzsohn Rocha. O ministro também pediu a instauração de um procedimento administrativo por parte da Corregedoria-Geral Eleitoral.

“DETERMINO, por fim, a extração integral de cópias e sua imediata remessa para o Inquérito n. 4.874/DF, em curso no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, para investigação de VALDEMAR DA COSTA NETO e CARLOS CÉSAR MORETZSOHN ROCHA.”

Em nota, o PL afirmou que sua assessoria do partido vai analisar a decisão de Moraes.

“O PL já acionou a assessoria jurídica que vai analisar a decisão do TSE. O partido reitera que apenas seguiu o que prevê o artigo 51 da Lei Eleitoral que obriga as legendas a realizar uma fiscalização do processo eleitoral.”

CNN Brasil

Foto: Jefferson Rudy / Senado

O senador Styvenson Valentim (Podemos), que disputou o Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2022 e terminou em 3º lugar, após receber 307 mil votos, afirmou nesta quarta-feira (23) que quer voltar a disputar o cargo em 2026, em vez de ser candidato à reeleição para o Senado.

Em entrevista ao PORTAL DA 98 FM, o senador disse que o desejo de ser novamente candidato a governador já foi informado à presidente nacional do partido, Renata Abreu. Ele afirmou ainda que, como parte da estratégia para pavimentar sua candidatura daqui a quatro anos, fará mudanças no seu estilo político e na atuação parlamentar.

“Eu quero disputar o Governo. E terei mudanças no comportamento. Vou usar tempo de TV, tempo de rádio, começar a fazer divulgação parlamentar. Sempre devolvi dinheiro. Mas devolver dinheiro para o governo? Vou utilizar todas as armas que os outros usam”, declarou o senador, lembrando que é um dos senadores que menos usa recursos públicos no Congresso Nacional.

Em 2022, Styvenson disputou o Governo do Estado sem usar recursos dos fundos partidário e eleitoral e sem usar tempo na propaganda eleitoral no rádio e na televisão. O senador, que não se afastou do cargo durante a campanha, também não mandou confeccionar santinhos, adesivos e folhetos nem pediu votos. Ele fez campanha apenas participando de entrevistas e debates e divulgando o plano de governo nas redes sociais.

Outra característica desse pleito foi o fato de Styvenson ter deixado para anunciar sua candidatura no último dia das convenções. O anúncio oficial ocorreu no dia 5 de agosto, a menos de duas semanas do início da campanha eleitoral. Agora, para 2026, o anúncio ocorre com quatro anos de antecedência.

Ao PORTAL DA 98 FM, Styvenson disse que a mudança de estilo é para que ele possa concorrer “de igual para igual” com os demais candidatos. “Tenho que quebrar essa timidez, essa repulsa de usar o dinheiro público”, afirmou o senador.

O senador também comentou o anúncio feito nesta terça-feira (22) de uma fusão entre Podemos e PSC. Ele disse que não vê problema na incorporação, pelo contrário. “Não tenho nenhuma resistência”, afirmou o senador, acrescentando que as duas legendas têm convergência programática.

Styvenson afirma que ainda participará de reuniões para definir o futuro do partido. Ele, no entanto, já antecipou à presidente nacional da sigla que quer reassumir o comando da legenda no Estado – que atualmente está sob direção do advogado Felipe Madruga.

Portal 98 FM

Podemos / Divulgação

Podemos / Divulgação

O partido Podemos anunciou incorporação do PSC nesta terça-feira (22). Sigla mantém o nome Podemos e adota o número de urna do PSC: 20.

A incorporação vai ser formalizada em convenção marcada para o início de dezembro. Ao se tornarem uma sigla só, Podemos e PSC terão, em 2023, uma bancada de 18 deputados federais e 7 senadores. Será a oitava maior bancada da Câmara.

Nas eleições de outubro, o PSC não atingiu a cláusula de barreira, regra que estipula a quantidade mínima de parlamentares e de votos em todo o país que um partido precisa obter para manter acesso a determinadas verbas e direitos.

Ao não atingir a cláusula de barreira, o PSC perderia, em 2023, acesso aos fundos eleitoral e partidário, além de tempo de televisão e vaga nos debates das eleições 2024 e 2026, por exemplo.

Com informações do G1

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

partido Republicanos, que apoiou o governo e a candidatura de Jair Bolsonaro, e elegeu diversos de seus aliados, afirmou, nesta quarta-feira (22/11), que não fará oposição a Lula no Congresso Nacional.

O partido publicou uma nota em seu Instagram afirmando que seria “independente” no legislativo, que não negará “o diálogo e a colaboração” com o PT e que apoiarão a reeleição de Arthur Lira para a presidência da Câmara dos Deputados.

A decisão, como diz a nota, foi tomada em uma reunião entre o presidente do Republicanos, o deputado Marcos Pereira, com outros deputados do partido.

No início de novembro, após a presidente do PT Gleisi Hoffmann “negar” o aceno de perdão do Bispo Edir Macedo, Pereira disse em entrevista à Folha de S. Paulo que o partido faria oposição a Lula.

Coluna Guilherme Amado – Metrópoles

Foto: Reprodução

O processo que julga a elegibilidade de Wendel Lagartixa terá julgamento na próxima sexta-feira (25). O caso a ser julgado determinará se ele poderá tomar posse do cargo na Assembleia Legislativa. A defesa de Wendel entrou com recurso e ele pretende fazer a sustentação oral de sua defesa, de forma presencial ou por vídeoconferência.

O registro de candidatura de Wendel Lagartixa foi indeferido no final do mês de outubro deste ano após decisão do ministro do TSE Ricardo Lewandowski, por condenações por porte ilegal de arma e munições de uso restrito, o que na época eram considerados crimes hediondos. Wendel Lagartixa obteve mais 80 mil votos para o cargo de deputado estadual no pleito realizado no dia 2 de outubro.

Blog do BG

 

Deputado Walter Alves é eleito presidente do diretório estadual do Rio Grande do Norte - MDB - Movimento Democrático Brasileiro

Foto: Divulgação/MDB

O deputado federal Walter Alves(MDB) irá renunciar ao cargo para que no 1º de janeiro assuma o cargo de vice-governador do Rio Grande do Norte. Primeira suplência da então coligação, o ex-senador José Agripino (UB) comunicou que não irá assumir o mandato de 30 dias. O segundo suplente, o ex-vereador Thiago Cartaxo, irá assumir o mandato de deputado federal.

Como o mandato de Walter Alves termina em 1º de fevereiro, Thiago Cartaxo terá uma passagem rápida pela Câmara Federal, destaca o Blog do BG.

RAFAEL MOTTA | PSB

Reprodução/Rafael Motta

O deputado federal Rafael Motta (PSB) mostra, mais uma vez, o seu compromisso com a causa animal no Rio Grande do Norte. O parlamentar destinou R$ 5,5 milhões para construção do primeiro hospital público veterinário de Natal através de emenda parlamentar impositiva ao Orçamento 2023.

A verba será repassada à Prefeitura do Natal para construção e aquisição de equipamentos do espaço que vai atender toda a região metropolitana com tratamento, vacinação, castração e outros serviços para animais domésticos e de pequeno porte de forma gratuita.

“É sempre importante destacar que cuidar dos nossos animais é cuidar da saúde pública de toda a população. Essa é uma bandeira do nosso mandato e eu tenho orgulho de ser pioneiro na destinação de emendas para essa causa”, afirma o deputado.

Blog do Heitor Gregório

 

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Após a derrota na eleição presidencial, Jair Bolsonaro (foto) segue despachando do Palácio da Alvorada e evitando eventos públicos. O chefe de Estado, que adotou o silêncio depois do resultado do pleito, delegou a Hamilton Mourão, seu vice, a tarefa de receber as cartas credenciais de embaixadores estrangeiros.  A cerimônia, que costuma contar com a participação do presidente da República, foi realizada mais cedo no Palácio do Planalto.

Como mostramos na semana passada, Bolsonaro foi diagnosticado com erisipela na perna esquerda. A infecção começou após uma ferida causada por queimadura de moto. O tratamento está sendo feito com o uso de antibióticos e repouso.

Diante do silêncio de Bolsonaro, Mourão disse que não passará a faixa de presidente para Lula, caso ele se recuse a fazer isso. Em entrevista ao Valor Econômico, o senador eleito pelo Rio Grande do Sul afirmou que a passagem do adereço “é do presidente que sai para o presidente que entra”.

“Não adianta dizer que eu vou passar. Eu não sou o presidente. Eu não posso botar aquela faixa, tirar e entregar. Então, se é para dobrar, bonitinho, e entregar para o Lula, qualquer um pode ir ali e entregar”, acrescentou Mourão.

A falta da solenidade não é impeditiva para a posse de Lula, marcada para 1º de janeiro. Como noticiamos, caberá à nova primeira-dama, a socióloga Rosângela da Silva, a organização da cerimônia.

O Antagonista

Jean Paul Prates | Partido dos Trabalhadores | Página 2

Foto: Reprodução

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) anunciou na manhã desta quarta-feira (16) que o senador Jean Paul (PT) passa a integrar o grupo de trabalho na transição de governo. Jean Paul vai integrar o grupo que trata sobre Minas e Energia. O senador do Rio Grande do Norte é um dos nomes cotados para assumir a Petrobras no governo Lula.

 

 

Barroso: 'O povo já se pronunciou e agora só cabe respeitar o resultado' -  InfoMoney

Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso reagiu a um manifestante que o seguia pelas ruas de Nova York e questionava sobre a segurança do código-fonte das urnas eletrônicas brasileiras. “Perdeu, mané, não amola”, disse Barroso.

Barroso caminha pela rua acompanhado do ministro Alexandre de Moraes. No vídeo, é possível observar o homem seguindo o ministro e o questionando sobre o processo eleitoral brasileiro.

“Responde para a gente, você vai responder às Forças Armadas? Então vão deixar o código-fonte ser exposto? Brasil precisa dessa resposta, ministro, com todo respeito. Por favor, Barroso, responde para gente”, questionou o homem.

Informações da CNN Brasil

Ao lado de Marina, Lula adianta tom de discurso na COP 27

Foto: Ricardo Stuckert

Em um vídeo gravado ao lado da ex-ministra do Meio Ambiente Maria Silva, o presidente eleito Lula (PT) disse que a ida dele para a COP 27 será para anunciar “ao mundo que o Brasil está de volta ao cenário mundial para discutir clima”. Ele também falou sobre a soberania da Amazônia.

“Nós não abriremos mão da soberania da Amazônia, mas nós queremos compartilhar uma saída para que o mundo viva melhor”.

Este tom é o esperado para o discurso que o petista fará na quarta-feira (16) na Conferência do Clima da ONU, que ocorre no Egito. O combate às desigualdades e à fome de forma sustentável, além do compromisso com o desmatamento zero também devem compor a fala de Lula.

O vídeo foi compartilhado nas redes sociais do petista. “É isso que viemos dizer na #COP27”, registrou na legenda.

 “A expectativa aqui é muito grande com a sua presença e obviamente que o mundo inteiro está mobilizado para contribuir com o seu governo e com o Brasil. E olhando para aquilo que o senhor anunciou de combate a fome com sustentabilidade e ao mesmo tempo fortalecendo a democracia. E isso vai se desdobrar nos compromissos que o senhor vai anunciar”, disse Maria Silva na gravação.

O Antagonista

DeFato.com - Politica

Reprodução

Enquanto a Assembleia Legislativa parece que vai conduzindo o trabalho legislativo em “banho maria” neste fim de ano, após as eleições de 2022, nos bastidores da Casa, ao que parece, as articulações para quem ficará na presidência do Poder já estão a pleno vapor. Inclusive, por parte do atual presidente, Ezequiel Ferreira (PSDB), que pode ser beneficiado com uma mudança que o autorizaria a ficar mais quatro anos no cargo.

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do RN admitiu a legalidade de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que permite a reeleição para a Mesa Diretora da Casa. A proposta foi discutida em sessão extraordinária da CCJ, e, na prática, viabiliza a possibilidade de Ezequiel continuar mais quatro anos no cargo que ele ocupa desde 2015.

Contudo, não há como negar que outros deputados da base do Governo Fátima Bezerra (PT) já estão com avançadas negociações tentando assumir o cargo mais importante do Legislativo Estadual – pelo menos, na segunda parte da legislatura, ou seja, em 2025. Os deputados Kleber Rodrigues e George Soares estariam no páreo.

George, inclusive, estaria com a vantagem por já ter sido líder do Governo Fátima no início do mandato dela, em 2019. Além disso, não é segredo para ninguém que a presidência da Casa é um desejo antigo dele.

Portal 96 FM

Rogério Marinho: Sucesso do governo incomoda - Revista Oeste

Foto: ADALBERTO MARQUES/MDR

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), tem articulado pessoalmente, junto com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), o nome do senador eleito e ex-ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (PL), para concorrer à Presidência do Senado Federal em 2023. A ideia é que o nome de Marinho conte com o apoio do PP para tentar ser eleito.

Em troca, segundo interlocutores ouvidos pela CNN, o PL de Bolsonaro apoiaria a reeleição de Arthur Lira (PP) para a presidência da Câmara dos Deputados. O acordo foi debatido entre o presidente da República e Lira em conversas no Palácio do Alvorada nesta semana.

Apesar disso, Marinho enfrenta resistências entre senadores e deputados dentro do próprio PL. Parlamentares que criticam o nome defendido pelo presidente Bolsonaro acreditam ser importante dar espaço a outros senadores do partido que estão no Congresso Nacional há mais tempo. Isso porque, o ex-ministro ainda tomará posso em fevereiro do ano que vem e já teria de chegar fazendo sua campanha.

Sabendo da resistência do senador eleito pelo Rio Grande do Norte, o atual líder do governo no Senado Federal, Carlos Portinho, tem defendido seu nome para concorrer à Presidência da Casa pelo PL. No entanto, nesse momento, a análise da Executiva da sigla é que Rogério Marinho seria um nome mais forte para bater o atual presidente, Rodrigo Pacheco (PSD).

A partir do ano que vem, o PL terá a maior bancada do Senado Federal o que facilitaria, com a ajuda do PP, a eleição de um presidente do partido. Já o PSD, partido de Rodrigo Pacheco, terá 11 senadores e será a segunda maior bancada. Nos bastidores, o que se ouve é que o presidente da República eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deverá apoiar Pacheco, assim como o MDB – terceira maior bancada-, tornando a disputa entre os senadores acirrada.

Portal 96 FM