Política Arquivo

Agência Brasil – O presidente Michel Temer foi submetido na manhã de hoje (29) para retirada da sonda vesical (cateter para coleta de urina). Segundo o boletim médico divulgado no início da tarde pelo Hospital Sírio-Libanês, na região central da capital paulista, o presidente tem quadro estável. Está mantida a previsão para que ele receba alta amanhã (30) e permaneça em repouso em São Paulo na terça-feira (31).

Temer foi submetido a uma cirurgia na noite de sexta-feira (27) devido a um crescimento da próstata. Em entrevista concedida ontem (28), o urologista Miguel Srougi, responsável pelo procedimento, explicou que a intervenção de urgência foi necessária por causa da obstrução da ureta.

““Ele estava em retenção urinária, com sonda em sua bexiga, bastante desconfortável, e essa sonda precisava ser removida, a [causa] mais provável, no caso dele, é que a próstata tinha voltado a crescer”, detalhou o médico. Há sete anos, o presidente havia sido submetido a um procedimento para contornar o crescimento da próstata.

Visita

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, visitou Temer no início da tarde. Segundo ele, o presidente estava disposto e havia lido um livro inteiro durante o período de internação.

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Foto: Rede RS

Marina Silva

A ex-senadora Marina Silva reuniu nesta sábado (28) em Porto Alegre uma grande quantidade de  apoiadores. O encontro foi realizado na Câmara Municipal da capital, onde a Rede Sustentabilidade do Rio Grande do Sul realizava seu 3º Encontro Estadual. A ex-senadora é porta-voz nacional do partido e tem visitado todas as regiões do país na organização da sigla.

Fora de qualquer investigação na Operação Lava Jato ou escândalos, Marina Silva é segunda colocada nas pesquisas de intenções de voto para o pleito de 2018, vindo a ficar em primeiro lugar quando o ex-presidente Lula (PT) não é incluído entre os possíveis candidatos.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Jair Bolsonaro

Em entrevista a jornalista Mariana Godoy da Rede TV, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) afirmou que caso não possa disputar a eleição para presidente ano que vem, seu filho Flávio Bolsonaro sairá candidato em seu lugar. O deputado é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) ao afirmar que a deputada Maria do Rosário não merecia ser estuprada porque ele a considera “muito feia”.

(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ex-presidente Lula

O presidente Lula está essa semana em caravana pelo estado de Minas Gerais, agenda faz parte do seu projeto de visitar todos os estados brasileiros. Nas caravanas o ex-presidente Lula se defende das acusações no âmbito da operação Lava Jato e crítica as ações do Governo de Michel Temer (PMDB). Lula lidera as intenções de votos e principalmente na região Nordeste.

O tucanato

Ainda segue indefinido quem será o candidato do PSDB à presidência da república. Na disputa estão o Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin e o prefeito da capital, João Doria. O governador tem nas últimas semana ganhado força após cair  aprovação dos paulistas ao governo de João Doria. O prefeito vem realizando muitas viagens para fora do estado.

Outro problema do PSDB é a permanência do senador Aécio Neves como presidente nacional do partido. Uma ala tucana não quer sua figura como representante maior do partido. Recentemente o STF afastou Aécio Neves do mandato após ele ser gravado por Wesley Batista.

 

 

Assecom/Acre

Agência Brasil- O governador Robinson Faria participou nesta sexta-feira (27) do “Encontro de Governadores do Brasil pela Segurança e Controle das Fronteiras – Narcotráfico, uma emergência nacional”, em Rio Branco, no Acre. O evento promoveu a discussão conjunta, entre estados e União, de medidas de enfrentamento à violência, de combate ao narcotráfico e de fortalecimento das fronteiras tidas como rota de comércio ilegal de armas, drogas e contrabando.

A reunião, proposta por Robinson durante o último encontro de governadores, no mês de maio, foi a primeira dessa natureza no país reunindo governadores e secretários de segurança. Além do Brasil, também estiveram presentes representantes de países como a Bolívia, Equador, Peru e Colômbia.

“É a primeira vez que vejo o Brasil reunido para debater segurança pública. É um grito de socorro, de convocação, de chamamento. Acho que este encontro é uma grande oportunidade para que tenhamos, a partir de então, uma nova postura de segurança pública. Não estamos aqui para eleger culpados, nem corrigir o passado”, disse o governador.

Robinson Faria foi o representante a falar pela Região Nordeste. Na ocasião, ele defendeu a criação de um Sistema Único de Segurança.

“Essa será a maior vitória, se tivermos aqui o consenso de criarmos esse sistema. No meu estado, estou investindo 15% do orçamento em segurança, montante  superior ao que estabelece a Carta Magna, e o resultado seria mais satisfatório se houvesse integração, o que objetivo com essa reunião”, destacou Faria.

O governador potiguar ponderou ainda que a solução para a problemática da violência e criminalidade no Brasil perpassa pelo envolvimento de todas as esferas do Executivo, da União e municípios.

Presídio federal

Por fim, Robinson Faria fez um apelo ao Ministério da Justiça e ao Governo Federal quanto ao funcionamento do presídio federal no RN. Dados apontam que desde a instalação, em Mossoró, de uma unidade do Sistema Penitenciário Federal, os índices de violência no estado do Rio Grande do Norte têm se agravado.

“Apelo que retirem os presos federais do meu estado. Antes da instalação desse presídio éramos um dos Estados mais pacíficos do país e hoje estamos pagando um preço altíssimo. Quando um preso perigoso é transferido para o presídio federal no RN, junto com ele vem pessoas envolvidas com sua organização criminosa”, comentou. Como proposta, Robinson disse que “o Governo do RN está disposto a assumir as instalações do presídio para presos estaduais, o que ajudará a minimizar a problemática da lotação das unidades estaduais”.

A programação do encontro ocorreu simultaneamente ao 16º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, onde foram debatidos temas nas áreas de Meio Ambiente, Comunicação, Segurança Pública e Turismo, visando, sobretudo, o desenvolvimento sustentável daquela região.

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Consta no boletim oficial de  hoje (26) da Prefeitura de Macaíba, que o Secretário Luiz Gonzaga Soares (Luizinho) pediu exoneração do cargo de Secretário de Desenvolvimento Econômico do município. Luizinho havia assumido o cargo em 20 de março deste ano.

Ainda é desconhecido o motivo de seu pedido para deixar o cargo.

Agência Brasil

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) investiga se pessoas ligadas ao ex-deputado e ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves atuaram para ocultar parte do patrimônio dele, mesmo após sua prisão no dia 6 junho deste ano. Alves está preso em Natal por suspeita de corrupção e lavagem dinheiro em desvios nas obras de construção da Arena das Dunas, na capital do Rio Grande do Norte.

De acordo com o delegado de Combate ao Crime Organizado da PF no Rio Grande do Norte, Osvaldo Scalezi, o ex-ministro “continuou articulando para transferir parte de seus bens com o intuito de dar a entender que seu patrimônio estaria de acordo com as rendas por ele declaradas”.

A investigação dessa suspeita levou a PF a deflagrar hoje (26) a Operação Lavat, um desdobramento da Operação Manus, que prendeu o ex-ministro em junho. Segundo a PF, durante a análise do material obtido na primeira operação foram encontradas “fortes evidências” de que pessoas ligadas à organização criminosa estariam dando continuidade à prática de crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de valores “para o chefe do grupo”.

A polícia também identificou um esquema criminoso que fraudava licitações em diversos municípios do Rio Grande do Norte visando obter contratos públicos que, somados, alcançam cerca de R$ 5,5 milhões. Esses recursos teriam sido utilizados para alimentar a campanha de Henrique Eduardo Alves ao governo do estado em 2014.

Segundo o delegado Scalezi, assessores de Alves estavam fazendo lavagem de dinheiro para ocultar patrimônio do ex-ministro. “Um deles tinha controle especifico e amplo de boa parte dos bens do deputado, tratando sobre transferências de bens e contas bancárias. Era administrador e ocultador desses bens”.

O grupo ligado ao ex-ministro, de acordo com o delegado, conduzia de forma irregular algumas licitações, favorecendo empresas ligadas ao esquema e prejudicando as concorrentes. “Ele [Alves] continuava articulando, usando empresas para de forma fraudulenta, para que recebessem valores que foram distribuídos a assessores e ao próprio deputado”. Henrique Eduardo Alves foi deputado federal por 11 mandatos consecutivos e chegou a presidir a Câmara entre 2013 e 2015.

Um dos mandados de busca da apreensão da Operação Lavat foi cumprido na sede da Inter TV Cabugi, em Natal, na sala de Herman Ledebour que, segundo a PF, é um dos assessores de Alves. Os investigadores esclarecem que a emissora não é alvo da operação. “O mandado que foi cumprido no prédio não tem nada a ver com a atividade da imprensa. A investigação não centra na pessoa jurídica. Foi apenas uma busca e apreensão no local físico”, explicou o delegado.

 

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Agência Brasil – O presidente Michel Temer confirmou na tarde de hoje (26) ter sancionado o projeto de lei que torna crime hediondo o porte ilegal de arma de fogo de uso restrito das Forças Armadas. Durante uma solenidade com a presença do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, Temer afirmou ter sancionado a lei nesta manhã.

“Quero dizer que, na manhã de hoje, eu sancionei esse projeto mencionado pelo prefeito Marcelo Crivella. Projeto que impede o uso de armas de porte exclusivo de uso do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Porque é isto que aflige o povo do Rio de Janeiro”, disse o presidente.

O prazo para a sanção do projeto de lei estava terminando hoje. A iniciativa da proposta de lei foi de autoria do próprio Crivella, quando ainda era senador, tendo sido aprovado no plenário da Câmara em agosto.

O crime hediondo prevê tratamento mais severo pela Justiça. O condenado, ao receber a pena, deve cumpri-la inicialmente em regime fechado. A progressão do regime para uma pena mais branda só é possível após o cumprimento de dois quintos da pena, se o réu for primário, e de três quintos, se reincidente.

Foto: Divulgação

A porta-voz nacional da REDE, Marina Silva, fez fortes críticas à decisão escandalosa do governo de permitir o desconto de até 60% em multas ambientais. Confira o texto postado em seu facebook.

“Corruptos precisam que a cultura da impunidade seja a regra para que seus crimes sejam banalizados e aceitos. A teoria da seleção natural diz que quando as condições do ambiente mudam duas coisas podem acontecer com os organismos: ou mudam ou morrem; ou fazem uma mutação que os adapte ao novo meio ou desaparecem. Na política brasileira estamos vendo um outro fenômeno. O ambiente das expectativas da sociedade mudou, mas os organismos políticos, compostos pela maioria dos partidos da velha polarização, optaram por ignorar esse ambiente que exige mudanças, para continuarem iguais. É isso que estamos assistindo estarrecidos. O ambiente institucional e social do Brasil não aceita mais a corrupção e a política apodrecida das fraudes eleitorais e todas as práticas de gestão pública corrupta e corruptora. Mas para evitar o inevitável, que é a extinção desse mecanismo ilegal, ilegítimo e imoral de exercer a política, os grandes partidos políticos banalizam o inaceitável, buscando torná-lo assimilável pelas instituições públicas e privadas, de preferência com a conivência da sociedade.

Perdão das dívidas a devedores contumazes do INSS, do financiamento agrícola e de outros casos, com concessão de descontos imorais sobre juros e multas, agora são moedas de troca para que a justiça seja impedida de investigar seus crimes. Ontem, o governo estendeu essa prática aos criminosos ambientais.É o mimetismo ao contrário. No da biologia, o organismo muda suas cores e padrões de pele para se confundir com o ambiente e assim escapar de predadores. Na política dos que estão sendo investigados e condenados pela Lava Jato, mudam-se as cores do ambiente institucional, alterando leis, editando decretos para se esconderem e esconderem seus crimes.

Mas eles se enganam. Como disse Vítor Hugo: “Nada é mais potente que uma ideia cujo tempo chegou”. O ambiente social e institucional do Brasil mudou e, como na seleção natural de Darwin, excluirá da sociedade e da política esses organismos inadaptados e inaptos para viver no ambiente da decência, da verdade, da legalidade e da democracia.”

Rede Sustentabilidade

Bancada Federal do Rio Grande do Norte votou sua maioria em favor do presidente Michel Temer (PMDB). Os deputados Walter Alves, Fábio Faria, Rogério Marinho, Beto Rosado e Felipe Maia votaram sim ao relatório em favor de Temer, já os deputados Rafael Motta, Antônio Jácome e Zenaide Maia disseram não e votaram que Temer fosse investigado.

 

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Na sessão de ontem (24), a Câmara Municipal aprovou projeto de lei do vereador Netinho França (SD) que irá trazer oportunidades de apresentações para grupos de bandas, cantores ou instrumentistas  locais nas aberturas de eventos musicais do município. De acordo com Netinho França, é preciso valorizar o que é da terra, por isso que esse projeto visa ajudar a todos grupos de bandas, cantores que estão começando agora, Macaíba a cada dia cresce nesse segmento  e a cidade possui vários exemplos, entre eles o vereador citou Deny Dantas, Paulinha e Robertinho.

Netinho ainda agradeceu a Prefeitura de Macaíba por ter colocado músicos da terra na festa de emancipação política da cidade, que vai acontecer neste feriado de sexta-feira (27), a partir das 19hs, na praça Paulo Holanda Paz.

Assessoria

 

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O Governador Robinson Faria (PSD) teve que recuar nos projetos que seu governo enviou para Assembleia Legislativa quando o vice-governador Fábio Dantas (PC do B) estava no  exercício do cargo. O primeiro projeto cria um teto salarial para os servidores, podendo o máximo ser igual ao salário do governador, já o segundo projeto trata do subsídio em parcela única.

O recuou nos projetos gera um grande desgaste não somente para Robinson Faria, mas para Fábio Dantas que enviou os projetos e após uma semana o governo pediu de volta.

Foto: Assembleia Legislativa do RN

MPF – O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação do ex-deputado estadual Francisco Gilson de Moura e outros sete envolvidos em desvio de dinheiro público do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem/RN), por meio da nomeação de “funcionários fantasmas” em troca do aluguel de carros de som para sua campanha a prefeito de Parnamirim, em 2008. O esquema foi descoberto a partir da Operação Pecado Capital, deflagrada em 2011.

Além do ex-parlamentar, também foram condenados dois ex-dirigentes do Ipem/RN, Rychardson de Macedo Bernardo e Aécio Aluízio Fernandes de Faria; o empresário Sebastião Garcia Sobrinho, conhecido como “Bola”; e outras quatro pessoas que, assim como Sebastião, também foram nomeadas como “funcionários fantasmas” do instituto: Valmir Dantas, Lílian de Souza Batista Silva, Sheila Suerda de Medeiros Sousa e Conrado Souza da Circuncisão.

Todos eles, com exceção de Gilson Moura, firmaram acordos de colaboração premiada e confessaram as ilegalidades cometidas. Os cinco “fantasmas” eram todos da cidade de Currais Novos (onde não há escritório ou representação do Ipem) e foram incluídos em folha de pagamento do instituto, sem que nunca tenham prestado serviços ou cumprido expediente.

Os vencimentos recebidos por eles (totalizando R$ 74.588,97) iam para “Bola”, como forma de pagar o aluguel de três carros de som utilizados por Gilson Moura durante sua campanha à Prefeitura de Parnamirim, em 2008, da qual saiu derrotado. Sebastião Garcia possuía contato com Gilson desde a campanha a deputado estadual, em 2006, tendo prestado serviço ao então candidato.

Dois anos depois, o “negócio” foi fechado em R$ 75 mil, a ser pago em parcelas, recebidas entre os meses de abril até outubro de 2008, por meio dos “funcionários fantasmas”. Gilson Moura chegou inclusive a declarar parte desses gastos com carros de som da empresa de “Bola” em prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.

Penas – Gilson Moura foi condenado a ressarcir o dinheiro desviado (juntamente com Rychardson e “Bola”), acrescido de correção monetária e juros; à suspensão dos direitos políticos por cinco anos (quando a ação transitar em julgado); e a pagar multa de R$ 35 mil. Além disso, ficará proibido de contratar com o poder público ou receber benefícios pelo prazo de cinco anos. Os demais envolvidos pagarão multa de R$ 10 mil e ficarão proibidos de contratar com o poder público ou receber benefícios pelo prazo de cinco anos.

Apelação – O MPF já recorreu da decisão de primeira instância, da qual os réus também poderão recorrer, e pede que a Justiça decrete a perda de qualquer cargo público que o ex-deputado ocupe ou passe a ocupar, ressaltando que Gilson Moura atualmente é assessor técnico administrativo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

“Isso se justifica tendo em vista a demonstração, a partir da sentença condenatória, de que o réu não possui os atributos éticos e nem o comportamento honesto necessários para ocupar um cargo público”, destaca a apelação. O MPF acrescenta: “Se o recorrido já foi capaz de agir do modo como agiu, nada assegura que ele não retorne a transgredir (…) seus antecedentes denotam a forte suspeita de que tais práticas espúrias continuarão a ser por ele praticadas no exercício de outros cargos públicos”.

O recurso destaca, ainda, que “tal entendimento se mostra ainda mais acertado em se tratando de agentes políticos”, como Gilson Moura, que se candidatam e se reelegem sucessivamente a cada eleição.

As ações que dizem respeito ao caso tramitam na Justiça Federal sob os números 0800359-67.2014.4.05.8400 (PJE) e 0006798-98.2012.4.05.8400.

(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Agência Brasil – O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, e o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato no Ministério Público Federal, defenderam hoje (24) reformas legislativas, e até mesmo na Constituição, como forma de barrar a corrupção no país. Ambos participaram do Fórum Estadão Mãos Limpas e Lava Jato, na capital paulista.

Moro disse que não se vê, na sociedade, um movimento empenhado em mudar práticas como, por exemplo, a de loteamento político de cargos na Petrobras, que facilitou as fraudes em contratos da estatal. “Não quero assumir uma bandeira política, falo isso como cidadão”, afirmou Moro. Para o juiz, a eliminação da corrupção precisa partir dos brasileiros.

Dallagnol concordou e disse que é preciso ir além do trabalho do Judiciário.

“Um discurso salvacionista seria dizer que a Lava Jato vai salvar o país. Mas nós somos limitados, tiramos algumas maçãs podres do barril com as limitações que o sistema tem”, afirmou. “A mudança está nas mãos da sociedade. Se o Congresso que está lá não aprova [medidas contra a corrupção], tem que colocar quem aprova em 2018”, acrescentou.

Delação premiada

Para Moro, a colaboração premiada, usada na Lava Jato, apesar de ser uma medida controversa, serviu como impulso para a revelação dos crimes. “Como a vítima é o Erário, usar um criminoso contra o outro é uma técnica importante”. Segundo o juiz, é fundamental que os delatores sofram alguma pena. “Mas que seja minorada, não a mesma sanção, como se não houvesse a colaboração”, acrescentou.

O juiz ainda defendeu a prisão preventiva aplicada no Brasil pela Lava Jato apenas em casos de exceção. “A legislação permite [a prisão preventiva] para proteger provas, evitar fuga e evitar a continuidade da prática dos crimes”, ressaltou Moro. De acordo com Dallagnol, somente 3% das pessoas presas na operação não tiveram condenação definitiva. “As prisões preventivas são restritas às pessoas mais relevantes e com poder de decisão mais consistente”, disse ele.

Supremo

Outro assunto levantado foi o que o juiz chamou de “desvirtuamento” do Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamentos de casos criminais concretos, em vez de se dedicar a questões excepcionais, como foi a do ensino religioso em escolas. “Decidir busca e apreensão, quebra de sigilo, isso tem que ser mudado. A Lava Jato ilustra essa dificuldade pelo excesso de processos”, afirmou Moro.

Foto: Daniel Cabral

Na sessão da tarde de hoje (24) na Câmara Municipal de vereadores de Macaíba, o vereador Antônio França convidou seus colegas vereadores para juntamente ao prefeito Fernando Cunha, irem fazer uma visita ao CAIC, localizado no bairro Campo das Mangueiras. Segundo o vereador, a estrutura do prédio  está em péssimas condições e que os mandatários da cidade precisam cobrar do Governador Robinson Faria uma atitude para recuperar aquele patrimônio.

Além de convidar os vereadores da bancada governista, Antônio França também convidou a bancada de oposição e pediu que a imprensa local possa  mostrar a situação do CAIC.  O prédio que era referência, hoje está totalmente abandonado pelo seu responsável, o Governo do Estado.

O prédio hoje se encontra em deterioração pela falta de manutenção dos últimos anos, entra governo sai governo e a reforma necessária não é feita.