Educação Arquivo

 

Com a prorrogação da suspensão das aulas presenciais em todos os níveis, do fundamental ao superior, está sendo exigido dos professores conhecimentos para o ensino remoto. Pensando nisso, o diretor da UERN Natal, Prof. Dr. Chico Dantas, elaborou e vai ministrar o curso “Aplicativos Google para Educação”, gratuito, on line e aberto a docentes da Universidade do Estado e professores das redes de estadual do RN e municipal de Natal.

O objetivo é apresentar e/ou aperfeiçoar o uso de aplicativos Google no ensino remoto e no apoio às demais atividades inerentes ao dia-a-dia do professor.

Chico, que integra o Departamento de Computação da UERN Natal, inicialmente pensou em ofertar o conhecimento aos colegas docentes da instituição, mas como as vagas são ilimitadas, entendeu que poderia ampliar o público e prestar esse serviço à Educação do RN e de Natal.

“A metodologia foi pensada para desenvolver atividades em tempo real. As aulas serão transmitidas pelo Youtube, e estudantes de Ciência da Computação atuarão como monitores, tirando dúvidas no chat, enquanto exponho o conteúdo”, conta, explicando que o objetivo é deixar os participantes realmente aptos ao uso das ferramentas e acrescentando que deixará em aberto a possibilidade de outras turmas, caso prefeituras dos demais municípios do RN se interessem em solicitar o mesmo treinamento para os professores.

Gerenciamento de atividades, criação de documentos de forma colaborativa, compartilhamento de arquivos, desenvolvimento e gerência de salas de aulas virtuais estão no conteúdo do curso, que será ministrado em cinco módulos pelo canal YouTube/UERN Natal, semanalmente, sempre às segundas-feiras, das 14h às 17h, a partir de 04 de agosto.

Os conteúdos serão repassados de forma expositiva e prática, para a compreensão das funcionalidades dos aplicativos Google para educação: e-mail, chat, videoconferência, agenda, keep, tarefas, documentos, planilhas, apresentações, drive, classroom, vault e formulários.

O número de vagas é ilimitado, mas, para ter acesso às aulas, será necessário possuir uma conta de e-mail Google; comprovar ser professor da UERN ou das redes de ensino estadual do RN ou municipal de Natal, e se inscrever, através do link http://linktr.ee/chicodantas (o mesmo link pode ser encontrado na bio do perfil @uern.natal.oficial no Instagram).

Os certificados de participação serão emitidos em formato digital, pela Escola de Extensão da UERN (EdUCA).

Agência Brasil – O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou hoje (20) que ainda há espaço para ouvir o governo federal sobre a proposta de emenda à Constituição que torna o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) permanente (PEC 15/15).

Na sessão desta segunda-feira, a relatora da proposta, deputada Professora Dorinha (DEM-TO), pode fazer a leitura de seu parecer e, assim, dar início às discussões da matéria em plenário. “Estamos analisando as propostas do governo. É bom que o governo esteja participando. Um ano e meio sem participação do governo, o texto está muito consolidado, tem muito apoio, mas isso não significa que não devemos ouvir o governo”, disse Maia.

O presidente afirmou ainda que vai aguardar o texto alternativo do governo antes de começar a votação da matéria. Por se tratar de PEC, a matéria precisa ser aprovada por três quintos dos deputados, o que correspondente a 308 votos favoráveis, em dois turnos de votação.

“Todo mundo está querendo votar o Fundeb e sair dessa votação com todos os deputados votando a favor. A gente precisa construir isso. Contando que não saia do texto principal da Dorinha, não tenha divergência com o texto principal, vai depender muito dela, mas o ideal é que a gente possa avançar. Estamos conversando com o ministro Ramos, ele tem tido um bom diálogo conosco”, completou.

Na manhã desta segunda, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, se reuniu com líderes partidários para explicar a proposta do governo enviada aos parlamentares no sábado (18). O texto sugere que a PEC só entre em vigor a partir de 2022, mas não indica alternativa de financiamento para a educação em todo o ano de 2021. Entre as propostas do governo, está a mudança do trecho referente ao pagamento de professores, limitando o percentual em até 70%, incluindo pagamento de aposentadorias e pensões.

Segundo Rodrigo Maia, a proposta para o novo Fundeb está consolidada em 20% de complementação da União, que será escalonado pelos próximos seis anos. A proposta de Professora Dorinha prevê 12,5% de complementação em 2021, 15% em 2022, 16,5% em 2023, 18% em 2024, 19% em 2025 e 20% em 2026. Atualmente, o governo federal aporta no Fundeb 10% da contribuição total dos estados e municípios.

“Se o governo quiser fazer um outro programa para educação dentro do Fundeb, dependendo da redação, pode ser aceito. Mas precisa ser para educação. Temos que entender que política educacional já vem de alguns anos incluindo educação de 0 a 3 anos. Não como no passado, em que se tratava crianças de 0 a 3 anos como política assistencial”, disse.

Transferência direta

A medida enviada pelo governo sugere também a transferência direta de 5% da complementação da União para famílias com crianças em idade escolar que se encontrem em situação de pobreza ou extrema pobreza, incluindo ações relacionadas à primeira infância e ao auxílio-creche. Parlamentares da bancada da Educação afirmam que o dispositivo é inconstitucional por destinar recursos públicos do Fundeb à instituições privadas, por meio de vouchers, para matricular crianças em creches privadas.

“Dentro da política educacional o foco é a educação, não pode ser diferente. Mas se o governo quiser complementar para que a educação tenha uma prioridade, que concordo que é o caminho correto, acho que é uma boa ideia. Mas como não é o foco do Fundeb, tem que ser algo complementar aquilo que já está muito consolidado ao percentual do Fundeb”, argumentou Maia.

Fundeb

Segundo Professora Dorinha, o aumento da participação da União para 20% escalonado pelos próximos seis anos é uma forma de garantir o equilíbrio de “oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade”.

O Fundeb é a principal fonte de recursos da educação básica, respondendo por mais de 60% do financiamento de todo o ensino básico do país, etapa que vai do infantil ao ensino médio. O fundo é composto por percentuais das receitas de vários impostos. Atualmente, cerca de 40 milhões de estudantes da rede pública são atendidos pelos recursos do financiamento. “O Fundeb é a expressão do Pacto Federativo na educação”, afirma a relatora.

Os recursos do Fundeb são distribuídos de forma automática, ou seja, não há necessidade de autorização ou convênios para sua destinação, e periódica, mediante crédito na conta específica de cada governo estadual e municipal.

A distribuição desses recursos é realizada com base no número de alunos da educação básica pública, de acordo com dados do último censo escolar, sendo computados os alunos matriculados. Dessa forma, os municípios recebem os recursos do Fundeb com base no número de alunos da educação infantil e do ensino fundamental, e os estados, com base no número de alunos do ensino fundamental e médio.

De acordo com a relatora, em 2019 os recursos do Fundeb equivaleram a cerca de R$ 156,3 bilhões, provenientes, predominantemente do Tesouro dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que contribuem com 90% desse valor.

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CONSEPE-UFRN) aprovou na última quinta-feira (16), a retomada do semestre letivo 2020.1 para os estudantes de graduação da Universidade. Durante o processo de discussão para a retomada do semestre, a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ-UFRN) realizou reuniões com servidores e alunos para ouvir os questionamentos e apresentar as informações sobre essa ação.

Uma dessas reuniões aconteceu no dia 13 de Julho, com os estudantes, de forma virtual. Iniciando a discussão, o diretor da EAJ, o professor Ivan Max, e o diretor adjunto, o professor Márcio Dias, realizaram uma apresentação da proposta de retomada, que foi discutida entre as unidades e centros acadêmicos da Universidade. Ao final, os estudantes puderam sanar dúvidas a respeito da retomada do calendário.

Além dessa reunião, a EAJ aplicou um questionário com os estudantes, buscando informações a respeito do acesso destes à internet e outras questões. Todos os estudantes da graduação responderam. Aqueles que por algum motivo não puderam responder online, a escola entrou em contato por telefone, um esforço da instituição para que as melhores decisões fossem tomadas com ampla participação dos estudantes. O resultado do questionário revelou algumas informações que irão contribuir para o aperfeiçoamento do modelo remoto.

O professor Márcio destaca que todos os setores da unidade participaram e estão se preparando para esse retorno. “Toda a comunidade participou do debate e da construção dessa proposta de minuta. Os setores, como a biblioteca, a Coordenação de Políticas Estudantis (COPE), entre outros, estão se preparando e colaborando para esse retorno”, disse.

O semestre letivo 2020.1 está suspenso desde o dia 17 de Março, devido à pandemia do Coronavírus. A retomada no modelo remoto acontece no dia 24 de Agosto. Para efeitos de cadastramento no Sistema Integrado de Gestão e Atividades Acadêmicas (SIGAA), o semestre será cadastrado como 2020.6. A resolução do CONSEPE também institui a concessão de um plano de dados móveis aos estudantes matriculados em 2020.1, que estejam em situação de vulnerabilidade socioeconômica e sejam classificados como prioritários no cadastro único da UFRN.

Outro benefício que será concedido é um auxílio instrumental, que visa custear a aquisição de equipamentos para o acompanhamento das aulas. Assim como o auxílio para os dados móveis, o estudante também precisa estar matriculado, estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica e ser aluno prioritário no cadastro único da UFRN, com renda familiar per capita de até um salário mínimo, podendo contemplar a até um salário mínimo e meio, dependendo do orçamento. Ambos os auxílios serão estabelecidos por meio de editais a serem divulgados posteriormente.

Por João Mário Costa – Comunicação EAJ

Agência Brasil – O plenário da Câmara dos Deputados deve iniciar nesta segunda-feira (20) a votação da proposta de emenda à Constituição que torna o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) permanente (PEC 15/15). A sessão virtual que analisará a matéria está prevista para começar às 15h.

Em discussão há cinco anos, a proposta prevê 12,5% de complementação em 2021, 15% em 2022, 16,5% em 2023, 18% em 2024, 19% em 2025 e 20% em 2026. Atualmente, o governo federal aporta no Fundeb 10% da contribuição total dos estados e municípios.

Inicialmente, discutia-se a elevação do índice para 15% a partir de 2021 e o aumento de forma escalonada, até 2026, a 20%. No entanto, o percentual foi alterado em função da diminuição das receitas de estados e municípios provocada pela pandemia de covid-19.

De acordo com a relatora, deputada Professora Dorinha (DEM-TO), em 2019 os recursos do Fundeb equivaleram a cerca de R$ 156,3 bilhões, provenientes, predominantemente do tesouro dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que contribuem com 90% desse valor.

A proposta também modifica a destinação dos recursos “carimbados” para pagamento dos profissionais da educação, de 60% dos recursos do fundo para, no mínimo, 70%. Pelo texto da relatora, esse recurso não poderá ser usado para o pagamento de aposentadorias e pensões de profissionais do magistério.

A matéria conta com o apoio do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e é defendida por parlamentares da bancada da educação, já que o fundo criado em 2006 tem validade até 31 de dezembro e ainda não há financiamento alternativo para a educação brasileira caso a proposta não seja aprovada.

Composição

Segundo Professora Dorinha, o aumento da participação da União para 20% escalonado pelos próximos seis anos é uma forma de garantir o equilíbrio de “oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade”.

O Fundeb é a principal fonte de recursos da educação básica, respondendo por mais de 60% do financiamento de todo o ensino básico do país, etapa que vai do infantil ao ensino médio. O fundo é composto por percentuais das receitas de vários impostos. Atualmente, cerca de 40 milhões de estudantes da rede pública são atendidos pelos recursos do financiamento. “O Fundeb é a expressão do Pacto Federativo na educação”, afirma a relatora.

A distribuição é feita levando em consideração o desenvolvimento social e econômico das regiões – a complementação do recurso aplicado pela União é direcionada às regiões nas quais o investimento por aluno seja inferior ao valor mínimo fixado para cada ano.

A destinação do orçamento é feita de acordo com o número de alunos da educação básica, com base em dados do censo escolar do ano anterior. O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do programa são realizados em escalas federal, estadual e municipal por conselhos específicos.

Pandemia

De acordo com o presidente da comissão especial do Fundeb, deputado Bacelar (Podemos-BA), consultoria da Câmara dos Deputados calcula que com a pandemia as perdas da educação em 2020 podem ser de R$ 7 bilhões a R$ 31 bilhões. “As receitas estão caindo. De 2016 a 2018 nós perdemos na educação R$ 18 bilhões. Em 2019, já no governo Bolsonaro, o Ministério da Educação só conseguiu aplicar 45% do seu orçamento”, afirmou.

“Isso, paralelamente aos choques educacionais que essa pandemia traz. O primeiro é o aumento das desigualdades educacionais – o filho de classe média tem o seu computador, o filho do trabalhador não tem acesso às aulas remotas e ensino a distância. Um está aprendendo, o outro não. Vai aumentar a taxa de abandono escolar – esse adolescente que não queria ir à escola e foi, por muito esforço dos pais, da sociedade e da escola, agora está há 120 dias sem aula, nunca mais vai voltar”, completou.

Para a relatora da proposta, deputada Dorinha, o valor por aluno que o Brasil gasta para escola pública ainda é muito pequeno. De acordo com o relatório, com a complementação de 20% da União, os recursos podem chegar a 23 estados. Atualmente, apenas nove são atendidos: Amazonas, Pará, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí.

“Nós queremos garantir que os municípios mais pobres possam receber mais recursos. A complementação da União que nunca chegou a mais de nove estados – sete estados no Nordeste e dois da Região Norte – possa olhar agora o Brasil como um todo e chegar aos municípios mais pobres”, avalia a deputada.

Segundo ela, os recursos do Fundeb estabilizaram-se em torno de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e a complementação da União em 0,2 % do PIB. Para o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a aprovação é urgente para equilibrar o orçamento da educação em estados e municípios.

“Somente devido à crise sanitária, os estados já investiram aproximadamente R$ 1,9 bilhão de recursos próprios, não previstos em ações, para garantir a continuidade do processo de aprendizagem. Além disso, terão que investir um montante considerável de recursos para a garantia da execução dos protocolos de retorno às aulas”, argumentou o Consed.

Proposta do governo

No último sábado (18), uma proposta alternativa de ajuste à PEC foi enviada pelo governo aos líderes partidários, sugerindo a modificação de trechos da proposta. O texto sugere que a PEC só entre em vigor a partir de 2022. Apesar de propor a modificação na data de início do novo fundo, não há indicação de financiamento para a educação em todo o ano de 2021.

Entre as propostas, está a mudança do trecho referente ao pagamento de professores, limitando o percentual em até 70%, incluindo pagamento de aposentadorias e pensões. A medida sugere também a transferência direta de 5% da complementação da União para famílias com crianças em idade escolar que se encontrem em situação de pobreza ou extrema pobreza, incluindo ações relacionadas à primeira infância e ao auxílio creche.

O texto ainda propõe, durante os três primeiros anos após a promulgação da PEC, usar matrículas da rede privada do ensino infantil para registro do Fundeb, com o propósito de assegurar o alcance das metas de universalização e ampliação da oferta de vagas na pré-escola e na creche.

Para o presidente da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Martins Garcia, a medida desfigura o Fundeb. “Essa proposta do governo nos pegou de absoluta surpresa. Não faltou oportunidade para que o governo pudesse contribuir com o projeto. Entendemos que é um processo que inviabiliza o funcionamento do Fundeb”, afirmou Garcia, em entrevista à Agência Brasil.

Para ele, a proposta pode tirar o foco de deputados e senadores do Fundeb permanente por trazer a discussão de questões que não são relevantes. Garcia disse considerar que a proposta pode trazer um cenário de caos para a educação ao inviabilizar os recursos para a área em 2021.

“Não há alternativa para o financiamento com uma descontinuidade abrupta. Gera um grande caos a essa altura, a menos de seis meses para o término do atual Fundeb. Não temos plano B. Dessa forma, é possível que haja a paralisação de muitos serviços e ofertas, como educação em tempo integral, por exemplo”.

Em nota, a Undime reitera que a proposta apresenta aspectos inconstitucionais, além de desconstruir a estrutura do Novo Fundeb. De acordo com a instituição, essas medidas são incompatíveis com a atual conjuntura educacional.

O Consed também se manifestou contrário à proposta do governo. Para a instituição, as mudanças ameaçam alguns dos principais pontos do texto da PEC.

“Com esse projeto, o governo federal propõe que desses 10 pontos percentuais de acréscimo, 5 sejam destinados não à educação pública, mas a programas de transferência de renda, o que representa um claro desvirtuamento do propósito do Fundeb, além de uma perda de 50% dos recursos novos a serem complementados pela União no novo Fundeb”, argumenta o Consed, também em nota.

O conselho diz que a proposta do governo permite que recursos públicos da União, dos estados e dos municípios sejam utilizados como auxílio para pagamentos nas redes privadas.

Tramitação

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), o texto precisa ser aprovado por três quintos dos deputados, o correspondente a 308 votos favoráveis, em dois turnos de votação.

A perspectiva dos parlamentares é que a análise da matéria seja concluída amanhã (21) na Câmara. Em seguida, o texto segue para apreciação do Senado, onde também deve ser analisado em dois turnos e depende da aprovação de pelo menos 49 senadores.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está com inscrições abertas para os cursos a distância com certificado gratuito. As oportunidades são oferecidas através do programa Novos Caminhos do Ministério da Educação (MEC). O objetivo da iniciativa é proporcionar aos jovens brasileiros uma possibilidade de qualificação profissional na pandemia de coronavírus.

Ao todo, são 3440 novas vagas de educação profissional e tecnológica criadas na modalidade Educação a Distância que já começam a ser ofertadas de forma gratuita a partir de agora! A UFRN opções de cursos nas áreas de ciências agrárias.

Cursos gratuitos

Os cursos ofertados terão início em agosto e têm cargas horárias que variam de 160 a 200 horas. Os requisitos estabelecidos dependem do curso escolhido. De modo geral, os conteúdos serão transmitidos através de videoaulas, videoconferências ao vivo e material didático selecionado para cada módulo. A interação entre os participantes e professores será através de plataforma virtual com fóruns de discussão e chat ao vivo. Ao final do curso, o participante poderá ter acesso ao certificado de conclusão gratuito.

As inscrições para os processos seletivos ocorrerão entre os dias 15 e 27 de julho e seguem as regras dos editais publicados no site da instituição. A seleção dos inscritos ocorrerá através de sorteio ao final do período de inscrições, o que permite igualdade de condições para todos. Neste caso, o preenchimento das vagas se dará mediante sorteio de números, dentre o conjunto numérico gerado de acordo com a ordem das inscrições para determinado curso.

Como os cursos são totalmente a distância, pessoas de todo o Brasil podem participar dos processos de seleção. Veja abaixo a relação das oportunidades disponibilizadas:

Cursos online com certificado grátis:

Aquicultor – (Produção Comercial de Peixes – Piscicultura)

Aquicultor (Produção Comercial de Peixes Ornamentais)

Operador de Beneficiamento de Pescado

Auxiliar de Operação de Estação de Tratamento de Águas

Agente de Gestão de Resíduos Sólidos

Produtor de derivados de leite

Horticultor orgânico

Foto: Anastácia Vaz

Reconhecendo a importância da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, o Ministério Público do Trabalho (MPT) destinou 2,1 milhões de reais para compra de equipamentos e insumos. De acordo com a diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT), Selma Jerônimo, a aquisição das máquinas irá dobrar a capacidade de realização de testes da covid-19.

Quatro freezers, três centrífugas, duas cabines de biossegurança, um termocirculador e um extrator de ácido nucleico são os novos equipamentos que estão sendo utilizados pelo IMT para realizar testagem do novo coronavírus. Para a cientista Selma Jerônimo, as máquinas vão aumentar a capacidade e a qualidade dos processos de testagem, além de conferir mais segurança à equipe.

Um dos equipamentos é o robô de extração automática de ácido nucleico (moléculas que possuem informação genética do vírus), que antes só existia no Laboratório Central do Estado (Lacen). Para ilustrar como a máquina vai agilizar a realização dos testes, a diretora do IMT explicou que hoje quatro pessoas da equipe conseguem fazer a extração manual de 160 amostras por dia e, com o robô, essas pessoas farão 300 amostras por dia, praticamente dobrando a capacidade.

Teste do novo coronavírus
O Instituto de Medicina Tropical (IMT) realiza o exame da Covid-19 com o diagnóstico molecular, que é o método chamado de PCR. Atualmente, o IMT recebe do Lacen e de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) as coletas em swab (haste para transporte de amostras) do material colhido nos pacientes. Em seguida, realiza a extração do ácido nucleico (informação genética) e a amplificação do material, que é a fase de detecção da presença do vírus. Por fim, o Instituto devolve os resultados ao Laboratório Estadual para que ocorra a análise epidemiológica da doença.

Nesta sexta-feira, 17, a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ-UFRN) realiza a live cultural Jundiaí: Olhares e canções. O projeto, idealizado pela direção da EAJ, busca  promover integração entre a comunidade acadêmica. Quem dá voz ao show é a professora Olga Spínola, com a colaboração dos músicos Amarildo Moura (guitarrista), Inaldo dela Penha (baterista) e Sérgio Preto (baixista).

A professora conta que a ideia para o show surgiu durante a realização de uma transmissão do Quarentemas– um dos projetos da escola durante o período de distanciamento social, em que ela interpretou algumas músicas e foi convidada pelo professor Ivan Max, diretor da EAJ, para realizar a live cultural. “Ele sugeriu que eu montasse o repertório e nós vamos fazer esse show, transmitido diretamente da escola. O intuito é congregar a comunidade escolar, mas também, é aberto para a comunidade externa que queira ouvir um pouco da nossa música”, disse.

Segundo Olga Spínola, o momento também será uma celebração à vida, já que alguns profissionais da escola contraíram a Covid-19 e se recuperaram. Portanto, o show vai homenagear esses profissionais. Outro motivo é o retorno das aulas de forma remota. O momento será uma espécie de recepção aos estudantes, principalmente os dos cursos técnicos, que iniciam as atividades no próximo dia 27.

Além de fazer parte do quadro de professores da EAJ há 24 anos, Olga também é cantora. Sua história com a música iniciou ainda quando criança, cantando na igreja. Casada com um músico, que a acompanha nas apresentações, há 20 anos a professora começou a atuar profissionalmente no mercado de música natalense, tendo realizado shows em hotéis da capital potiguar e em diversos eventos.

O show na EAJ contará com estilos musicais variados, indo do MPB, passando por rock dos anos 60 e 70, bolero, até músicas regionais do Nordeste. A transmissão será realizada através do canal da escola no YouTube (), a partir das 17h.

Cerimônia de posse do ministro da Educação, Milton Ribeiro.

Agência Brasil – Em uma cerimônia fechada, no Palácio do Planalto, tomou posse nesta quinta-feira (16) o novo ministro da Educação, Milton Ribeiro. Ele foi nomeado para o cargo na semana passada. O presidente Jair Bolsonaro, que se recupera da covid-19, participou da solenidade diretamente do Palácio do Alvorada por meio de videoconferência, de onde assinou o termo de posse do novo auxiliar.  

Em seu primeiro discurso no cargo, Ribeiro falou em abrir um diálogo nacional pela educação e prometeu prioridade para o ensino técnico.

“Queremos abrir um grande diálogo para ouvir os acadêmicos e educadores que, como eu, estão entristecidos com o que vem acontecendo com a educação em nosso país, haja visto nossos referenciais e colocações no ranking do Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes]. Ainda, através do incentivo a cursos profissionalizantes, desejamos que os jovens tenham uma ponte ao mercado de trabalho, uma via para que atinjam seu potencial de contribuição para o nosso país”, disse o ministro.

O novo titular do MEC afirmou que políticas e filosofias educacionais, que considera equivocadas, “desconstruíram a autoridade do professor em sala de aula” e disse que vai apoiar iniciativas para recuperar essa autoridade.

“Muitas vezes, o que acontece é o que a gente vê na TV, de professores sendo agredidos, desrespeitados e aquilo que eu puder, como ministro da Educação, apoiar as iniciativas, nós precisamos resgatar o respeito pelo professor”.

Em um breve discurso, após o novo ministro, Jair Bolsonaro também falou na necessidade de recuperar o respeito ao professor em sala de aula. “Os professores são praticamente nossos segundos pais, são aqueles a quem devemos respeito e reconhecimento por aquilo que nos ensinam e ficará para sempre em nossas vidas. Não é fácil a vida de professor nos dias atuais”, disse.

O presidente agradeceu Milton Ribeiro por ter aceitado o convite e destacou alguns desafios que o novo auxiliar enfrentará no MEC. “É um ministério grande, complexo, com autonomia de setores, dependendo as vezes de conselhos para se tomar decisões. Não é fácil a vida do ministro e dele depende, em grande parte, o futuro da nossa nação”.

Perfil

Milton Ribeiro é doutor em educação pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e graduado em direito e teologia. Desde maio do ano passado, integrava a Comissão de Ética da Presidência da República.

Ribeiro é o quarto ministro da Educação do governo Bolsonaro. Ele tem a trajetória ligada à Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde foi reitor em exercício, vice-reitor e superintendente de pós-graduação lato sensu. Ele também fez parte do conselho deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie e da Comissão de Ética e Compliance da mesma instituição.

No discurso de posse, o novo ministro comentou sobre sua trajetória na instituição, com vinculações religiosas, mas ressaltou que sua gestão na pasta será balizada pela Constituição e pelo respeito ao Estado laico.

“Conquanto tenho a formação religiosa, meu compromisso está bem firmado e bem localizado em valores constitucionais da laicidade do Estado e do ensino público”.

Foto: Anastácia Vaz

Seguindo com o planejamento acadêmico para o período da pandemia da covid-19, os centros, institutos e unidades acadêmicas especializadas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizaram, nos últimos dias, diversas ações para discutir a retomada das atividades do período letivo 2020.1. A ampla discussão tem como pilares a segurança da comunidade universitária e a diversidade dos cursos, que exigem a construção coletiva de propostas baseadas na inclusão e na flexibilidade.

A Reitoria da UFRN suspendeu, de forma emergencial, as atividades presenciais em 17 de março, devido à crise de saúde ocasionada pelo novo coronavírus. Desde então, a discussão descentralizada foi iniciada, com o intuito de ouvir todos os segmentos da comunidade (técnicos, alunos e docentes), em suas respectivas unidades. Como medida de curto prazo, foi aprovado o Período Letivo Suplementar Excepcional (PLSE) pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), que encerrará no final deste mês de julho.

Dando continuidade ao planejamento acadêmico, a Reitoria vem se reunindo com representações de classe e com as direções dos centros e unidades acadêmicas especializadas, as quais realizaram diversas ações para discutir as propostas de retomada do calendário 2020.1:

– Centro de Tecnologia (CT)

De acordo com diretor do CT, Luiz Alessandro Câmara de Queiroz, a unidade realizou na manhã dessa segunda-feira, 13 de julho, uma videoconferência com a participação de professores, técnico-administrativos e alunos, totalizando o debate com 77 pessoas. “Facultamos a palavra a todos os participantes, que tiraram dúvidas e elogiaram a proposta de retomada do semestre letivo por meio remoto”, informou. Aconteceram ainda outros encontros para discutir a retomada das atividades, como reuniões de gestores, com os Centros Acadêmicos e a do Conselho de Centro (Consec). Foi criada uma comissão que já concluiu os trabalhos e apresentou propostas para questões pedagógicas e de infraestrutura, que devem ser adotadas a curto, médio e longo prazo, no caso de volta às aulas.

– Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET)

Conforme a diretora do CCET, Jeanete Moreira, foram formadas comissões, com a participação dos coordenadores de graduação e de pós-graduação, com representação de técnico e de estudante. Além disso, a professora contou que foram criados grupos de Whatsapp, para que o diálogo ocorresse de forma mais frequente e direta entre a direção do CCET e os chefes de departamento, os coordenadores da graduação e da pós-graduação, e os estudantes dos 14 cursos da unidade. Nesta terça-feira, 14, está prevista uma reunião do Consec, quando haverá a apresentação de uma proposta de retomada do 2020.1.

– Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres)

A diretora do Ceres, Sandra Kelly de Araújo, contou que foram realizadas diversas reuniões com os chefes de departamentos, coordenadores de cursos, docentes, discentes e técnicos. Nessa segunda-feira, 13, ocorreu um momento de diálogo, por videoconferência. Para a professora “a avaliação é positiva. Há alguns temas que transmitiremos à Reitoria e demais unidades, tendo em vista contribuir com a elaboração final da proposta que será submetida ao Consepe”, contou.

– Centro de Ciências da Saúde (CCS)

Segundo o diretor do CCS, Antônio de Lisboa Lopes Costa, as discussões vêm acontecendo no Centro e ocorreu um encontro virtual nessa segunda-feira, 13, com todos os segmentos (docentes, discentes e técnicos). Na avaliação do professor, o tema gerou muitos questionamento, mas a discussão foi positiva e houve uma participação maior dos professores e estudantes.

– Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA)

O CCHLA realizou reuniões com chefes de departamentos e constituiu uma Comissão de Planejamento. De acordo com a diretora do CCHLA, Maria das Graças Rodrigues, além do Consec, houve a coleta de informações por formulário eletrônico enviado a estudantes de graduação e da pós-graduação. “Isso evidencia que, através dos representantes, os três segmentos que compõe a comunidade interna do CCHLA estavam representados e construímos juntos os entendimentos e discussões para somar ao planejamento institucional da UFRN, de forma que possa ser construído um plano de ações que atenda às necessidades da comunidade acadêmica de forma universal e segura”, afirmou.

– Centro de Biociências (CB)

O diretor do CB, Jeferson Cavalcante, disse que houve reunião com os chefes de departamento, os coordenadores de curso e os estudantes. Além disso, nessa segunda-feira, 13 de julho, ocorreu Conselho de Centro, que foi transmitido pelo YouTube, visando ampliar a participação de toda comunidade do CB.

– Centro de Educação (CE)

A vice-diretora do CE, Cynara Ribeiro, contou que as discussões ocorreram, por videoconferência, no Fórum de Gestores Ampliado, nas Plenárias Departamentais, na Comissão para ações de ensino no contexto da pandemia, em reuniões administrativas e no Consec, envolvendo docentes, técnicos e estudantes. Para a professora, “a reunião foi positiva, especialmente após a percepção de que as sugestões/preocupações da comunidade acadêmica do CE foram, em sua maioria, contempladas na minuta que será submetida ao Consepe”, avalia.

– Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA)

De acordo com a diretora do CCSA, Maria Lussieu da Silva, o planejamento integrado no Centro teve início em 13 de maio, com a realização de diversas reuniões do Consec, para discutir o PLSE para graduação e, em seguida, a análise sobre o retorno das aulas em um outro período suplementar ou com a retomada do 2020.1. Os cursos também realizaram reuniões e lives com os estudantes e, nessa segunda-feira, 13, o Consec discutiu a minuta construída a partir da consolidação das propostas apresentadas pelos diretores. “Todas essas reuniões de Consec, que nós fizemos, ouvimos e acolhemos as preocupações e as demandas de cada curso e das categorias”.

– Instituto Metrópole Digital (IMD)

Nessa segunda-feira, 13, às 9h, o IMD fez uma reunião com seus professores e técnicos pelo Google Meet, para discutir o retorno do semestre 2020.1, por meio do ensino remoto. No período da noite, a discussão aconteceu às 18h, junto aos órgão de representação estudantil do IMD, em uma reunião virtual, para também apresentar a mesma pauta aos alunos.

– Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa)

Para a diretora da Facisa, Joana Marques, o planejamento do retorno das atividades de ensino está permitindo a participação de representantes de toda a comunidade e sendo pautado na segurança à saúde, inclusão e flexibilidade. Nessa perspectiva, foi aplicado um questionário de consulta à comunidade acadêmica e houve reuniões dos Colegiados de Cursos, da Comissão Interna de Retorno das Atividades de Ensino, do Conselho da Facisa (Confasis), entre outros encontros.

– Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ)

O diretor adjunto da EAJ, Márcio Dias, informou que a unidade realizou reuniões por videoconferência com todos os professores. Com os estudantes, o contato permanente segue pelas redes sociais e foram realizadas duas lives, ao longo desse período, para discutir as sugestões e os anseios dos alunos. Na opinião do gestor, todos os segmentos da comunidade foram envolvidos na discussão de retorno do período letivo 2020.1. “Inclusive, todos os setores administrativos também estão preparando planos para essa retomada. A discussão foi muito boa. A construção da minuta foi feita de forma muito colegiada, considerando as sugestões e solicitações dos centros e unidades, inclusive da EAJ, de modo que a comunidade se viu bem representada na proposta de resolução construída”, acrescenta.

– Escola de Ciências e Tecnologia (ECT)

Na ECT, foram feitas várias reuniões em grupos separados de professores e técnicos, além de encontros com o Diretório Acadêmico. As atividades foram realizadas por videoconferência e uma live, na qual foi registrada mais de 2 mil visualizações. Houve ainda a realização de enquetes e a divulgação nas redes sociais. Nessa segunda-feira, 13, aconteceram também duas reuniões gerais. Segundo o diretor da ECT, Douglas Silva, o tema tem tido boa aceitação, com todas as preocupações sanitárias e de inclusão, prejuízo de alguns alunos, técnicos e professores que podem ter dificuldade de assistir às aulas ou realizar seu trabalho.

– Instituto Ágora de Línguas, Literatura e Culturas estrangeiras Modernas (Ágora)

O Instituto Ágora realizou reunião de colegiado no dia 10, por meio de videoconferência. Segundo o diretor Marcelo Amorim, todos os segmentos foram representados, pois o colegiado tem representantes de todas as categorias. “Decidimos que vamos retomar o semestre remotamente, mas ainda não sabemos exatamente quando porque faremos ainda uma pesquisa on-line para saber se nosso público aceita trocar as aulas presenciais por remotas para o período letivo 2020.1.

– Escola de Saúde (ESUFRN)

A ESUFRN realizou uma live na última quinta-feira, 9, com os alunos e a coordenação de Gestão Hospitalar (GH), única graduação da Escola. Na segunda-feira, 13, a diretora Mércia Maria de Santi reuniu o colegiado e o Núcleo Docente Estruturante (NDE) do GH para fazer uma contextualização sobre a construção da resolução que trata do tema. “Estamos agora olhando para o planejamento e tentando acomodar as 16 semanas do período. Ainda teremos outras reuniões com o colegiado para fechar a questão desse planejamento, mesmo porque, algumas questões operacionais ainda virão a posteriori, após a aprovação da resolução”, reforçou a diretora.

– Instituto Humanitas (IH)

No IH, o diretor Alipio De Sousa Filho confirmou que foi realizada uma reunião com os professores no dia 1º de julho, por videoconferência, mas nenhuma apresentação ou orientação foi feita, pois ainda não tinham a proposta de resolução que só ficou pronta na sexta, 10. “Fizemos uma discussão em torno da ideia do retorno remoto do 2020.1, possibilidades de algumas práticas, como fizemos também para a realização do período especial que está em andamento. No IH, há concordância de todos no sentido da necessidade de retomarmos o semestre interrompido pela pandemia. Não enxergamos outra maneira que não seja uma retomada pela via remota”, complementa.

– Escola Multicampi de Ciências Médicas (EMCM)

A EMCM formou uma comissão composta por membros da direção, da coordenação acadêmica, além de representações de professores, técnicos e estudantes, para formulação de propostas. Nesse momento, elas estão sendo apresentando em uma reunião ampliada. A maior dificuldade, segundo ela, diz respeito às atividades práticas, tanto no treinamento de habilidades quanto na inserção dos alunos nos serviços de saúde que acontecem desde o primeiro semestre do nosso curso. “Mas há o esforço e envolvimento da comunidade acadêmica para o levantamento de soluções”, finalizou a professora Ádala Mata, membro da comissão.

– Escola de Música (EMUFRN)

Conforme o diretor da EMUFRN, Jean Joubert Mendes, ocorreram encontros com os coordenadores dos cursos e dos principais projetos da unidade, além de uma reunião geral com a comunidade. O contato com os estudantes tem se dado por meio dos professores. Para o gestor, “a avaliação tem sido positiva”, levando em consideração preocupações sobre as normas de biossegurança e sobre o acesso à internet ou a equipamentos para os alunos, que são pontos discutidos com afinco pela instituição.

– Institutos Internacional de Física (IIF), Medicina Tropical (IMT), Cérebro (ICe) e Química (IQ)

Informaram que acompanham as discussões que ocorrem nos centros acadêmicos sobre as atividades diretamente ligadas à graduação. Além disso, as unidades seguem com planejamento para pós-graduação e pesquisa.

A Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ-UFRN) aprovou, através da resolução 06/2020 (Disponível em ) do Conselho da Unidade Acadêmica (CONSUA), a retomada das aulas para os estudantes do ensino técnico integrado e subsequente. Diferente da graduação, a volta não se dará por meio da criação de um semestre suplementar, mas da volta do período letivo, que acontecerá de forma remota. Dessa forma, todos os estudantes dessa modalidade de ensino deverão retornar às aulas no dia 27 de Julho.

A assessora acadêmica do ensino Técnico, Professora Viviane da Silva Medeiros, conta que a EAJ discutiu muito o processo de retorno das aulas. “Não é possível montar calendários, estudar, formar professores, estudantes de outra forma que não seja colaborativa. Por isso a EAJ passou muitos dias pensando sobre como seria um retorno às atividades diante da pandemia. A partir da resolução da UFRN que possibilitou o ensino remoto, as unidades acadêmicas tiveram a oportunidade de organizar como voltariam às atividades acadêmicas de forma remota. Assim, com ampla discussão com todos os professores, de todos os cursos técnicos da EAJ, montamos uma proposta seriada e que contempla poucos componentes por vez (3 a 5), possibilitando aos estudantes organizarem seus horários de estudo da melhor forma possível”, afirmou.

Além disso, a professora lembra as medidas que alguns professores tiveram que tomar para se adaptarem ao ‘novo normal’. “Muitos de nós, professores acima dos 40 anos, que não somos nativos digitais, tivemos que acelerar no processo digital. O que nos fez entrar nesse processo? A necessidade de estar junto aos nossos estudantes, de auxiliá-los no processo educativo, possibilitando que aprendam conteúdos regulares, mas mais que isso, aprender que nas adversidades temos que nos unir para atravessarmos os desafios. Estamos, enquanto UFRN, estimulando os colegas a se prepararem com minicursos, oficinas sobre ensino remoto e também aos estudantes com capacitações ao uso dessa tecnologia”, disse.

Resolução

O documento dispõe de várias medidas a serem adotadas pela unidade para que todos os alunos tenham acesso aos conteúdos que serão ministrados pelos professores.

Em relação aos estudantes que não têm acesso às tecnologias necessárias para o acompanhamento das aulas, caberá a direção da Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias (EAJ-UFRN), a logística necessária para o repasse dos materiais produzidos pelos professores aos discentes.

Em reunião virtual, realizada no último dia 08, o diretor da EAJ, o professor Ivan Max, ressaltou o cuidado da escola para atender a todos estudantes. “A escola pública brasileira precisa ser inclusiva, por isso temos um olhar especial para com os estudantes que ainda possuem algum tipo de dificuldade. Não podemos acentuar, ainda mais, as desigualdades sociais existentes”, disse.

Dentre as medidas previstas pela EAJ estão a distribuição de kits com os materiais disponibilizados pelos professores, na residência dos estudantes, e a realização, apenas, de atividades assíncronas nas turmas em que algum aluno não puder acompanhar a aula no momento em que ela acontece.

O professor Ivan lembrou ainda que, buscando ter um panorama sobre as condições dos estudantes para o acompanhamento das aulas remotas, a EAJ aplicou um questionário online. Entre os questionamentos, buscou-se informações sobre acesso à internet, equipamento e distância dos alunos entre a residência e a Unidade. 100% dos alunos dos cursos técnico integrado responderam ao formulário. No ensino técnico subsequente, apenas 40 estudantes não responderam aos questionamentos. Para os alunos que não conseguiram responder de forma online, a escola entrou em contato através de ligações telefônicas.

Assim como na graduação, a resolução instituiu o pagamento do Auxílio de Inclusão Digital, que será pago aos estudantes que apresentam situação de vulnerabilidade socioeconômica, que estejam regularmente matriculados e façam parte do Cadastro Único da UFRN, de forma prioritária.

Para cumprir o calendário letivo, o período de aulas remotas contará com cinco módulos, com 32 dias cada, ficando com a seguinte configuração:

1° módulo: 27 de julho a 9 de setembro;

2° módulo:14 de setembro a 10 de outubro;

3° módulo: 5 de novembro a 18 de dezembro;

4° módulo: 7 de janeiro a 26 de fevereiro; e

5° módulo: 3 de março a 19 de abril.

Dependendo das condições da pandemia, a resolução prevê a alteração desse calendário. A retomada em modo remoto acontece devido a pandemia de Covid-19, que já dura quatro meses.

Por João Mário Costa – Comunicação EAJ

O Conselho Municipal de Educação de Macaíba realizou uma reunião para discutir o cenário escolar de Macaíba no contexto da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O encontro aconteceu na manhã desta sexta-feira (10), na sala de reuniões do Palácio Auta de Souza e contou com a presença do vice-prefeito Auri Simplício e do secretário municipal de Educação, Domingos Sávio de Oliveira.

Na reunião foram discutidas a reorganização do calendário escolar de 2020, o retorno das aulas, carga horária e realização de atividades pedagógicas não presenciais durante a duração da pandemia. Novas discussões serão realizadas em breve com outros setores da educação no município, entre eles diretores e coordenadores escolares.

As aulas presenciais em Macaíba estão suspensas até o próximo dia 14 de agosto, devido ao cenário de pandemia. O decreto nº 1.957/2020, que institui a suspensão, foi publicado no dia 1º de julho de 2020, no Diário Oficial do Município, de acordo com as orientações do decreto nº 29.794, de 30 de junho de 2020, do Governo do Estado.

A pandemia causada pela Covid-19 trouxe dificuldades para diversos setores produtivos da sociedade. Alguns deles, já vivenciavam situações complicadas, antes mesmo da chegada do vírus no país. É o caso de produtores da agricultura familiar de assentamentos na região metropolitana de Natal.

Pensando em melhorar e garantir o escoamento da produção de alimentos desses agricultores, o professor da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), Tarcísio Gonçalves Júnior, juntamente com Gabriela Sales, líder do movimento Banquetaço, resolveram criar a ação ‘Feira Solidária’. O projeto, que iniciou atendendo inicialmente o assentamento Quilombo dos Palmares, em Macaíba, já conta com a participação de outros três assentamentos: Eldorado dos Carajás, Leonardo Silva e Rosário.

O professor recorda que, antes da situação de saúde pública que o país está vivenciando, a feira acontecia na própria EAJ. Apesar de não estar sendo realizada, ele manteve contato com os pequenos produtores. “Deflagrada a situação de pandemia o contato com os produtores foi mantido, com relatos de muitas dificuldades crescentes para escoar a produção. Foi aí que tive a ideia do projeto”, disse.

A ação consiste na arrecadação de doações, no valor de R$ 20, que são utilizados na compra dos alimentos junto aos produtores dos assentamentos. O destino final desses alimentos são famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Em cada edição são selecionados os assentamentos e também os projetos e comunidades que receberão as doações.

Na primeira edição, 1,5 toneladas de alimentos foram comprados dos produtores e doados no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal. A ação atendeu 180 famílias do bairro. Na segunda edição, o número de alimentos comprados e doados, mais que dobrou. Dessa vez, 3,5 toneladas foram escoadas dos agricultores e 400 cestas de alimentos foram distribuídas nos bairros Pium, em Parnamirim, e Vila de Ponta Negra, em Natal.

No último dia 23 de junho, outras 3,5 toneladas de alimentos foram distribuídas em projetos sociais na Redinha, Felipe Camarão e Cidade da Esperança, atendendo a 400 famílias. Essa terceira edição também destinou 350kg de alimentos a moradores de rua, que antes da pandemia eram atendidos por cozinhas comunitárias em João Pessoa, na Paraíba. Isso aconteceu porque a EAJ-UFRN estabeleceu uma parceria com Departamento de Gastronomia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), através da professora Ingrid Guerra. A parceria firmada nessa edição possibilitou a entrega de um e-book. O livro virtual intitulado Gastronomia Solidária conta com receitas de chefs do Brasil inteiro e será distribuído entre os doadores da terceira edição da feira.

Depois da realização da primeira edição, o projeto recebeu ainda mais apoio da direção da EAJ. Outro apoio importante foi o do movimento social Banquetaço e da professora Julie Cavignac, do Departamento de Antropologia da UFRN. Também foram firmadas parcerias com Central de Comercialização de Alimentos da Agricultura Familiar (Cecafes) e com a empresa privada Veritas.

A próxima edição da ‘Feira Solidária’ já está sendo preparada e contará com novidades.

Além da Feira Solidária, a EAJ também vem desenvolvendo uma outra ação, que consiste no escoamento dos produtos da própria escola, que são produzidos durante as atividades pedagógicas.

Com as atividades suspensas, esses produtos, que antes iam para o Restaurante Universitário, passaram a ficar excedentes. Daí a necessidade de dar uma destinação.

A produção passou a ser destinada a comunidades em situação de vulnerabilidade social no entorno da Escola. Uma cesta com produtos alimentícios e de higiene vem sendo distribuída às famílias.

As inscrições para a edição 2020 do segundo semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam amanhã (7). Estudantes interessados em concorrer a vagas em instituições públicas de ensino superior devem acessar o site do programa até esta sexta-feira (10). Mais de 51 mil vagas serão oferecidas em instituições do país.

Pela primeira vez, além dos cursos de graduação presenciais, o Sisu vai ofertar vagas na modalidade a distância (EaD). Podem participar da seleção candidatos que prestaram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2019 e não tiraram nota zero na redação. Quem fez a prova na condição de treineiro está fora do processo.

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Por João Mário Costa – Comunicação EAJ

A Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) divulgou, no último dia 29 de Junho, o resultado final do edital para concessão de apoio a projetos de extensão da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ).

Segundo a coordenadora de extensão da EAJ, a professora Karina Pereira, o programa de extensão da EAJ foi criado com o objetivo principal de atender o propósito da instituição junto à sociedade e é uma parceria entre a Escola agrícola e a Proex. “O programa objetiva estimular o desenvolvimento social e o espírito crítico dos estudantes, bem como a atuação profissional pautada na cidadania e na função social da educação por meio da prestação de assessoria técnica, ambiental e gerencial para agricultores de base familiar no RN, concentrando esforços para potencializar suas cadeias produtivas, tornando-as competitivas e promovendo a sustentabilidade socioeconômica e ambiental”, disse.

O programa prevê o desenvolvimento de ações nos municípios que compõem a Região Geográfica Imediata de Natal: Brejinho, Extremoz, Macaíba, Monte Alegre, Lagoa Salgada, Lagoa de Pedras, São Gonçalo do Amarante e Vera Cruz. Segundo Karina, esses municípios são locais estratégicos para a execução de atividades ligadas à avicultura, piscicultura, maricultura, caprinocultura, processamento de frutas e horticultura, além de representarem importantes polos para a realização de ações na área Florestal.

O professor Edvaldo Vasconcelos, pró-reitor adjunto de extensão da UFRN, afirmou que os editais da Proex buscam sempre priorizar os processos de formação, a transferência de conhecimento e o fortalecimento na formação dos discentes. De acordo com o ele, a parceria com a EAJ se deu, ainda, pela busca de estimular o fortalecimento da extensão rural. “Na avaliação da pró-reitoria, esse edital tem um valor muito significativo em função do potencial que ele tem de agregar o desenvolvimento dos processos rurais, da transferência de tecnologia para os agricultores e da formação do setor rural do Rio Grande do Norte. Com certeza, isso vai desencadear, no final deste programa, diversos avanços na área da extensão rural do nosso estado”, disse.

Ainda segundo ele, a direção da EAJ teve um papel muito importante na condução deste edital. Apesar do trabalho incansável da Proex, o professor afirma que sem a contribuição da Escola, sobretudo custeando parte do orçamento, a pró-reitoria teria muita dificuldade para manter um edital de tão grande qualificação e expansão.

Os valores concedidos no processo serão utilizados para concessão de bolsas a estudantes do ensino técnico e da graduação, além do custeio de materiais de consumo. Vale ressaltar que, em virtude do distanciamento social, causado pela pandemia de covid-19, as ações ligadas aos projetos devem acontecer de forma remota.

As ações de extensão aprovadas podem ser consultadas no site da Proex, no endereço: http://www.proex.ufrn.br/editais/edital?id=351622035.

Uma dessas ações é a da professora Wiara Gomes. Intitulado ‘Fruticultura 2020: “de volta para o futuro”‘, o trabalho pretende abrir discussões técnicas sobre a fruticultura com os estudantes da UFRN, através de minicursos online, e levar informações para os pequenos agricultores por meio das mídias sociais. A intenção é que esses agricultores possam apresentar dúvidas, e essas dúvidas se tornarem pautas para a realização de transmissões ao vivo na internet.

Em relação ao auxílio destinado aos alunos dos cursos técnicos e de graduação, a professora afirma que ele tem um papel fundamental no desenvolvimento de projetos como esse, tanto para o estudante beneficiado, quanto para as ações que serão realizadas. “Quando nós temos a participação de alunos comprometidos, isso já é muito importante para o processo de desenvolvimento do projeto. E, quando esses alunos, que na maiorias das vezes estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica, possuem bolsa, esse envolvimento acaba sendo ainda maior, o que contribui para a realização das ações. Além disso, o benefício possibilitará uma ação mais eficaz nas mídias sociais, já que o trabalho se dará de forma remota, atingindo o maior público possível”, disse.

As atividades do programa começaram no último dia 1 de junho. Os coordenadores têm até o dia 1° de agosto para a execução orçamentária dos recursos.