Arquivo diário: quarta-feira, setembro 11, 2024

Febre de Oropouche pode ser transmitida pela picada de maruim — Foto: Dive/Divulgação

Foto: Dive/Divulgação

A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte confirmou nesta quarta-feira (11) que registrou o primeiro caso de febre Oropouche no estado.

O caso aconteceu em agosto na cidade de Parnamirim, na Grande Natal. A paciente era uma senhora de 69 anos, que já foi curada e está bem.

“Ela não precisou de internação, não teve agravamento dos sinais clínicos e a gente segue agora investigando outros casos que são suspeitos”, disse Diana Rêgo, coordenadora de Vigilancia em Saúde.

O estado já foi notificado de 17 casos suspeitos e atualmente conta com nove em investigação e um confirmado.

A doença é uma arbovirose, como a dengue, a zika e a chikungunya e é transmitida pelo inseto conhecido como maruim. Os sintomas são febre, dor de cabeça, dores musculares e atrás dos olhos.

O Brasil vive um surto de casos da doença, de acordo com o Ministério da Saúde. O Rio Grande do Norte era um dos cinco estados que ainda não tinham ocorrência da oropouche confirmada – e o único do Nordeste.

O inseto responsável pela transmissão da doença pode ser encontrado em zonas rurais, especialmente em áreas de mangue, em valas com água parada e também em locais com lixo, principalmente orgânico.

“É uma doença em que o paciente clínico se assemelha bastante ao paciente de dengue, com febre, dor no rosto, dor de cabeça, podendo ter dor nas articulações. Muito eventualmente há casos graves, podendo acometer por exemplo o cérebro, provocando a encefalite que aí pode ser um caso um pouco mais grave. Há relatos também de aborto em mulheres grávidas. A grande preocupação é justamente a complicação desse caso. Mas é uma doença que, assim como dengue, na maioria dos casos é leve”, afirma o médico infectologista André Prudente, diretor do Hospital Giselda Trigueiro, em Natal.

O médico ainda afirmou que as formas de prevenção da doença são diferentes da dengue. Ao contrário do mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue) que precisa de água limpa e parada para se reproduzir, o maruim ele precisa de deposição de matérias orgânicas, como folhas e restos de frutas.

“Há também uma outra grande diferença: é que eles (maruins) não são evitáveis por repelentes de pele, como outros mosquitos. Então a gente tem que evitar a deposição de matérias orgânicas, limpar sempre os terrenos ao redor do domicílio e principalmente dentro do domicílio e usar roupas que cubram a maior parte do corpo”, pontuou.

Outra característica que torna o maruim diferente dos insetos como o Aedes Aegypti é que ele tem a picada dolorosa, enquanto o transmissor da dengue é indolor.

“Ele costuma picar mais no final da tarde, ainda que possa aplicar durante todo o dia. Então as pessoas que moram em locais que sabidamente têm maruim devem colocar proteção de tela nas suas janelas, usar roupas o mais compridas possível pra cobrir a maior parte do corpo”, concluiu.

G1 RN

OPORTUNIDADE DE EMPREGO – Portal das CDLs

A empresa Unicola Argamassas está com vagas de auxiliar de escritório. Os candidatos podem enviar os currículos para o e-mail unicolaargamassas@gmail.com. Requisitos: Experiência em emissão de nota fiscal, recibo e boleto.

Moradores apoiadores do candidato a prefeito Netinho França estão revoltados com a atitude de alguns apoiadores do atual prefeito Emídio Júnior. Durante a caminhada de Emídio Júnior no bairro Campo das Mangueiras nesta terça-feira (10), alguns apoiadores do atual prefeito tiveram uma atitude desrespeitosa com os moradores que não seguem o prefeito. De acordo com relatos dos moradores, adesivos de Netinho França e Odiléia Mesquita foram arrancados ou tiveram adesivos de Emídio pregados sobre os de Netinho.

Um dos casos, a moradora flagrou o momento da atitude desrespeitosa, onde um homem colocava o adesivo de Emídio sobre o adesivo de Netinho. No mesmo momento, ela criticou a atitude e o homem teve que retirar adesivo do prefeito.

Todos os cidadãos tem a liberdade de escolher em quem votar e escolher em qual candidato seguir. Que esse tipo de atitude não seja repetida, por nenhum lado político.

O Ministério Público Federal (MPF) enviou um documento de recomendação no qual cobra que a União e o Estado do Rio Grande do Norte localizem os presos que desapareceram após a rebelião ocorrida na Penitenciária de Alcaçuz, no ano de 2017, que foi considerada a mais violenta da história do estado.

A rebelião terminou, oficialmente, com 26 detentos mortosOutros 27, no entanto, desapareceram dos registros do presídio – situação que segue até este ano de 2024, segundo o MPF. Outros presos fugiram no motim.

O documento de autoria do procurador da República Fernando Rocha recomenda que a União e o Estado adotem medidas preventivas e de reparação em relação ao caso. As autoridades têm o prazo de 10 dias para responder à recomendação.

Os documentos são endereçados ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania e à Secretaria da Administração Penitenciária do RN (Seap).

Em nota, a Seap disse, no que tange às competências legais da pasta, analisa as providências demandadas pelo Ministério Público Federal “com intuito de observar quais, entre elas, já foram atendidas e as eventuais pendências”.

Dentre as ações de prevenção recomendadas contra rebeliões e possíveis novos desaparecimentos estão:

  • a criação de um plano de resposta imediata a rebeliões;
  • um sistema de registro eficaz de todas as movimentações dos detentos;
  • mobilização de equipes especializadas para varreduras e buscas;
  • uso de câmeras de segurança, drones e outras tecnologias de monitoramento;
  • e investigações coordenadas com a polícia e órgãos de direitos humanos.

Para auxiliar nas buscas, o MPF recomendou que o Poder Público mantenha contato contínuo e transparente com os familiares dos desaparecidos e:

  • utilize depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e informações da comunidade local para obter pistas;
  • trabalhe em conjunto com instituições como a Defensoria Pública, Ministério Público e órgãos de segurança;
  • promova testes de DNA caso sejam encontrados restos mortais ou evidências de crimes.

 

O MPF recomendou ainda uma política de reparação, caso não seja possível localizar os desaparecidos. Nesse caso, a União e o Estado do RN devem se responsabilizar por indenizar as famílias, “reconhecendo a omissão ou falhas no controle e proteção dos detentos sob sua custódia”.

G1 RN

Foto: Emanuel Amaral / Prefeitura do Natal

A Prefeitura do Natal inaugurou nesta terça-feira (10) o primeiro hospital público veterinário da cidadeLocalizada no bairro da Ribeira, a unidade é gerida pela Sociedade Paulista de Medicina Veterinária, organização da sociedade civil (OSC) selecionada por edital lançado pela Prefeitura. O hospital tem foco no atendimento gratuito de cães e gatos da cidade.

A cerimônia de inauguração contou com a presença do prefeito Álvaro Dias (Republicanos).

Além de atender presencialmente, o hospital veterinário terá demanda remota, pela TeleVet, disponível pelo aplicativo “Natal Digital”.

No hospital, serão realizados serviços diversos, desde consultas a cirurgias, passando ainda por exames de imagem e tratamento ambulatorial. A meta é que o hospital veterinário efetue mais de 3 mil procedimentos por mês, incluindo ainda diagnósticos por imagem, 50 cirurgias e mais de 500 consultas.

O hospital está localizado na Rua Dr. Barata, 233, Ribeira. Os serviços estarão disponíveis das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Por dia, serão distribuídas 50 fichas de atendimento. Será destinado um atendimento individual para o animal por cada CPF do tutor. Para ter acesso, o cidadão deve possuir o comprovante de residência do Município de Natal e documento oficial.

Informações do Portal 98 FM