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Foto: Nilson Bastian / Agência Câmara

Foto: Nilson Bastian / Agência Câmara

Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

A Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio de Janeiro (OAB/RJ), vai protocolar, ainda hoje (25), na Câmara dos Deputados e na Procuradoria-Geral da República requerimento denunciando o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por quebra de decoro parlamentar e apologia à tortura. O pedido tem como base a atitude do parlamentar quando da votação – na Câmara – do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Na ocasião, Bolsonaro, da bancada do Estado do Rio, não só fez apologia à ditadura militar como proferiu palavras de exaltação à memória do ex-coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, já falecido, e que chefiou o Destacamento de Operações de Informações/Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi) de São Paulo, local onde foram torturados presos políticos.

Argumentação

Na representação, de 24 páginas, encaminhada ao Conselho de Ética da Câmara, a OAB pede a cassação do deputado federal motivada por “diversas violações à Constituição brasileira, ao Regimento Interno da Câmara e ao Código de Ética parlamentar”. Na avaliação da OAB/RJ, “não cabe a essa Casa do Povo outra postura senão a cassação do mandato do representado, uma vez que sua presença macula e desrespeita o parlamento brasileiro”.

Classificando a declaração como um “ato abominável”, o ofício, também encaminhado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denuncia criminalmente Bolsonaro por apologia à tortura, e pede providências do Ministério Público. “Além de configurar quebra de decoro parlamentar, configura também [a atitude do parlamentar] ilícito penal, uma vez que é apologia ao crime e a criminoso, no caso, um dos maiores torturadores já conhecidos do período militar, que foi declarado como tal pela Justiça brasileira”.

Desde a sessão do último dia 17, quando da votação do processo do impeachment na Câmara, que o presidente da OAB/RJ, Felipe Santa Cruz, vem condenando as declarações do deputado.

Em nota divulgada pela OAB/RJ, Santa Cruz sustenta que “houve [por parte de Bolsonaro] apologia a uma figura que cometeu tortura e também desrespeitou a imagem da própria presidente.”  Na avaliação do presidente da OAB/RJ, além da falta ética do parlamentar, “que deve ser apreciada pelo Conselho de Ética da Câmara, é preciso que se julgue também o crime de ódio.”

Eleições 2016

Os cidadãos adultos e os jovens de 16 e 17 anos que pretendam votar nas eleições municipais de 2016 não devem deixar para a última hora para tirar seu título no cartório eleitoral ou solicitar transferência de município, em caso de mudança de localidade. Quem antecipar a ida ao cartório eleitoral poderá evitar as filas nos dias que antecedem o fechamento do cadastro de eleitores para o pleito deste ano. O prazo para alistamento eleitoral e transferência termina no dia 4 de maio.

Esta também é a data final para o eleitor que mudou de residência dentro do mesmo município pedir a alteração de endereço no seu título eleitoral. O prazo vale, ainda, para que o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida solicite sua transferência para uma seção eleitoral especial, a fim de que possa exercer o direito ao voto com mais tranquilidade e sem obstáculos de ordem urbana.

O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de 18 anos e facultativos para os analfabetos, os maiores de 70 anos e os maiores de 16 e menores de 18 anos, conforme o artigo 14 da Constituição Federal. Pode se inscrever para votar o jovem que completar 16 anos até o dia da eleição, em 2 de outubro.

Grupo opositor em Macaíba se reúne e analisam números, segundo nos informou um dos integrantes, o resultado interno mostra um cenário diferente dos últimos três pleitos e finalizou ” divididos ou não, somos maioria”.

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

André Richter – Repórter da Agência Brasil

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Maria Thereza de Assis Moura negou ontem (22) pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) para anexar os acordos de delação premiada dos executivos da empreiteira Andrade Gutierrez, investigados na Operação Lava Jato, nas ações em que a oposição pede a cassação dos mandatos da presidenta Dilma Rousseff e do vice, Michel Temer.

Na mesma decisão, a ministra também rejeitou pleito do PSDB para incluir as provas da investigação da Operação Acarajé, uma das fases da Lava Jato, nas ações. Na quarta-feira (20), a ministra determinou o início da etapa de produção de provas, após unificar quatro ações que pedem a cassação da chapa vencedora em 2014.

Segundo a ministra, o acordo de delação dos executivos da Andrade Gutierrez ainda está sob segredo de Justiça no Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda não pode ser utilizado nas ações. “Entendo deva-se aguardar seja ele [sigilo] retirado, como ocorreu com a colaboração premiada de Ricardo Pessoa [dono da empreiteira da UTC] devendo, portanto, se [for] o caso, ser o pedido renovado oportunamente”, decidiu.

Nos depoimentos, executivos da empreiteira teriam afirmado que repassaram propina oriunda de contratos da Petrobras como doação oficial para a campanha da presidenta, tese rechaçada pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, que atuou como coordenador financeiro da campanha presidencial em 2014.

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Com a pré-candidatura oficializada ontem (21), a vereadora Kátia Sena (PRP) deverá ir buscar apoio no eleitorado da oposição, nas lideranças e partidos que queiram somar no projeto. O articulador da vereadora será seu esposo, o ex-presidente da Câmara Municipal de Macaíba, Thomas Sena.

o nome de Kátia Sena entra para lista de seis pré-candidatos ao executivo. A vereadora deverá usar como principal bandeira em busca de votos, a segurança pública, onde terá um forte adversário, o Delegado Normando Feitosa (PR).

Pedro França/ Agência Senado

Pedro França/ Agência Senado

Michèlle Canes – Repórter da Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do senador José Agripino Maia (DEM-RN) e de mais dez pessoas e cinco empresas ligadas ao parlamentar, que é presidente do DEM.

Em outubro do ano passado, o STF abriu um inquérito contra o senador. A Procuradoria-Geral da República (PGR) utilizou mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular de um dos executivos da empreiteira OAS, José Aldelmário Pinheiro, condenado na Operação Lava Jato, para embasar o pedido de abertura de inquérito contra Agripino.

O senador é investigado pelo suposto recebimento de dinheiro da empreiteira OAS, responsável pela construção da Arena das Dunas, estádio construído em Natal para Copa do Mundo de 2014.

A PGR pede a quebra dos sigilos de 2010 a 2015. De acordo com o pedido, há elementos nos autos que indicam que “os fatos se relacionam a complexo esquema de recebimento e repasse de valores ilícitos para várias pessoas, mediante a utilização de diversas empresas, com a finalidade de ocultar a origem e o destino final dos recursos envolvidos. Nesse contexto, mostra-se essencial à descoberta da verdade o acesso aos dados fiscais e bancários dos implicados na situação”.

A quebra de sigilo bancário e fiscal foi decidida por Barroso no último dia 7 e atende a um pedido feito pela PGR no mês passado. De acordo com a decisão, a PGR demonstrou que as provas apontam indícios de lavagem de dinheiro.

“Com efeito, há nos autos informações de operações financeiras realizadas pelo investigado que consubstanciariam indícios da prática de lavagem de dinheiro. Como explicitado pelo Procurador-Geral da República, estes elementos, aliados aos demais indícios coletados, recomendam o aprofundamento da investigação com o deferimento da medida requerida”, diz a decisão.

No pedido feito ao STF, a PGR lista familiares, empresas, assessores e ex-assessores do senador, que também terão os sigilos bancário e fiscal quebrados. O deputado federal Felipe Maia, filho de Agripino, está entre os citados.

Por meio de sua assessoria, Agripino Maia disse que a quebra de sigilo vai ajudar no esclarecimento dos fatos e mostrar “a falta de fundamento” das acusações. “Tenho certeza que tornarão clara a improcedência da acusação que me é feita, de conduta irregular na construção da Arena das Dunas.”

A assessoria do deputado Felipe Maia também informou que a medida será positiva para o esclarecimento da denúncia. “A quebra dos meus sigilos fiscal e bancário, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, contribuirá para esclarecer em definitivo os fatos investigados e comprovará a falta de fundamento e consistência das acusações feitas contra o senador José Agripino e pessoas ligadas a ele”, disse.

Bastidores

A ganância para continuar com o mandato nas mãos está fazendo com que “aliados” do mesmo grupo passem a ser adversários. O foco  são os cabos eleitores, que se diga de passagem representam uma política tradicional atrasada, pois dentro de uma visão conteporrânea da política, o cidadão tem que ser o protagonista de suas decisões e não ser levado como uma boiada que apenas uma pessoa conduz o destino.

Blog da Marina

Blog da Marina

A ex-senadora Marina Silva (Rede-AC) criticou fortemente as acusações da presidente Dilma Rousseff de que é alvo de “um golpe de Estado”. Para Marina, que ficou em terceiro lugar nas últimas duas eleições presidenciais, isso agrava a crise brasileira e pode causar estragos à imagem do Brasil, como fuga de capitais.

Em entrevista ao Blog, Marina afirma que o apego ao poder tem que ter limite e pergunta: “Até que ponto o projeto de poder é maior do que o projeto de país?”, questionou a ex-senadora.

“A presidente já faltou com a realidade dos fatos durante a campanha para ganhar o poder, já praticou as pedaladas fiscais para se manter no poder, agora ela diz que temos uma crise institucional no Brasil para continuar no poder”, complementou.

Na sua visão, Marina diz que a única solução que une o país é a realização de novas eleições. “Dos que defendem o impeachment, 54% são favoráveis à cassação também do vice-presidente, que só tem 1% das intenções de voto”. Para ela, nem a presidente, nem o vice-presidente Michel Temer, sucessor direto no caso do processo ser aceito no Senado, têm condições de tirar o país da crise atual.

Confira na íntegra a entrevista Blog do Matheus Leitão

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A vereadora Kátia Sena (PRP) oficializa sua pré-candidatura à Prefeitura de Macaíba. A vereadora faz oposição ao Prefeito Fernando Cunha e é o sexto nome entre os que almejam administrar o Palácio Auta de Souza.

O ex-vereador Thomas Sena, esposo da parlamentar, é quem vai articular e buscar apoio para candidatura de Kátia.

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Ceiça Lima, pré-candidata ao legislativo, deverá caminhar ao lado do Delegado Normando Feitosa (PR)  que disputará a Prefeitura de Macaíba. Ceiça Lima é conhecida pelo trabalho voluntário que realiza através dos Anjos da Madrugada e pelas reportagens para o Blog Connect TV.

Ceiça Lima está filiada no PRB  ao qual integra o Bloco Frente Independente, com mais dez partidos.

Bastidores

O grupo político do Prefeito Fernando Cunha (PSD) mantém articulação para tentar trazer apoio de integrantes da oposição, foi o que o Blog Informativo Atitude deu a entender em uma publicação. O eleitor que acompanha bem a imprensa local quer saber quais são os opositores que podem apoiar o prefeito, a primeira coisa que será analisada é o discurso desses cidadãos.

Opositores serão questionados

 Caso se confirme o apoio de opositores ao Prefeito Fernando Cunha, eles serão questionados, se vierem disputar o pleito podem receber a resposta nas urnas.

 

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

André Richter – Repórter da Agência Brasil

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu hoje (20) incluir no principal inquérito da Operação Lava Jato que tramita na Corte trechos da delação do senador Delcídio do Amaral (MS) em que a presidenta Dilma Rousseff, o vice-presidente, Michel Temer, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são citados.  Na delação, também foi citado e incluído no inquérito Joel Rennó, ex-executivo da Petrobras do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Zavascki atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A medida não significa que os citados passaram a ser investigados pelo Supremo.

Em março, Zavascki homologou o acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral (MS) firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para colaborar com as investigações da operação. Na ocasião, o ministro retirou o sigilo do processo e divulgou a íntegra dos depoimentos de delação.

Governos Itamar e FHC

No acordo de delação premiada assinado com o Ministério Público Federal e homologado pelo Supremo, o senador Delcídio do Amaral (MS) revelou que o esquema de corrupção na Petrobras já ocorria antes da chegada do PT ao governo, nas gestões dos presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

Segundo Delcídio, na gestão do ex-presidente da estatal Joel Rennó, que comandou a Petrobras nos governos de  Itamar e Fernando Henrique, entre os anos de 1992 e 1999, ocorriam “casos de ilicitudes”, em alguns casos para “enriquecimento pessoal” como também para “financiamento de campanhas políticas”.

Temer

O senador disse em depoimento de delação premiada que o vice-presidente da República, Michel Temer, chancelou a indicação de dois ex-diretores da Petrobras que foram condenados na Operação Lava Jato. Segundo o senador, Temer era “padrinho” de João Augusto Henriques, ex-diretor da BR Distribuidora, subsidiária da estatal, e de Jorge Zelada, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras.

De acordo com depoimento de Delcídio, tomado no dia 11 de fevereiro pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Henriques foi o principal operador de “um dos maiores escândalos envolvendo a BR Distribuidora”, envolvendo uma suposta aquisição ilícita de etanol, entre 1997 e 2000, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Dilma

Na delação, Delcídio declarou que a presidenta Dilma tinha “pleno conhecimento” do processo de compra da Refinaria da Pasadena, nos Estados Unidos, que gerou prejuízos para a estatal. Segundo o senador, Dilma nomeou o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marcelo Navarro Ribeiro Dantas com interesse em barrar as investigações da Operação Lava Jato.

Lula

Em um dos depoimentos, Delcídio disse que o ex-presidente Lula tentou interferir para evitar que o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Ceveró assinasse acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. No dia 8 de abril, Lula prestou depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) e negou as acusações.

Outro lado

No mês passado, após a divulgação dos depoimentos, Temer negou que teria feito a indicação pessoalmente e que conhecesse Henriques à época. Segundo ele, a apresentação do nome de Henriques foi feita pela bancada do PMDB de Minas Gerais na Câmara.

“O nome não foi aprovado. Posteriormente, indicaram o nome do senhor Jorge Zelada, que foi encaminhado pela mesma bancada e aprovado. Aliás, esse procedimento era rotineiro, já que muitas e muitas vezes vários nomes indicados pelas bancadas eram-me tão somente comunicados. Estes são os fatos”, disse Temer.

A presidenta Dilma declarou “jamais” ter falado com Delcídio sobre a Lava Jato e negou ter tentado negociar “de forma imoral” a nomeação dos ministros, com o objetivo de conseguir a libertação de investigados que na época estavam presos preventivamente.

Na ocasião, a presidenta também disse que os esclarecimentos sobre a compra da Refinaria de Pasadena pela Petrobras, em 2014, já foram devidamente prestados, embasados em documentação do Conselho de Administração da Petrobras, e que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou o arquivamento da investigação.

A defesa de Joel Rennó não foi localizada.

VALÉRIO-MESQUITA-17

O ex-prefeito Valério Mesquita afirma que continua pré-candidato a Prefeito de Macaíba. Nos bastidores da política da terra de Auta de Souza a possibilidade do ex-conselheiro disputar o pleito diminui a cada dia, pois ele desde que entrou no PDT dificilmente vem a cidade, diferente dele a ex-prefeita e o vice-prefeito, Marília e Olímpio Maciel, estão com uma agenda consta de visita aos bairros.

O ex-conselheiro é ainda o nome que mais tira apoio do PMDB de Marília Dias, e conta com grande parte de simpatizantes dentro da Frente Independente, ao qual tem 11 partidos.

Bastidores

As articulações sobre a disputa pela Prefeitura de Macaíba estão sendo feitas em Natal, de fora pra dentro. Quando o grupo político chega na cidade o “plano de governo” e campanha está todo pronto, os políticos que moram na cidade fica apenas como figurantes na disputa e no cenário político de Macaíba.