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O preço do ovo de galinha subiu quase 19% nos últimos doze meses. É bem mais do que a inflação oficial.
Se toda história de inflação pede um vilão, estamos diante de um dos mais cruéis: o ovo. Porque quando ataca deixa os heróis e as heroínas do orçamento sem saída.
“Ovo é ovo. É extremamente difícil você substituir ele por alguma coisa, porque ele é base pra receitas. Como você vai fazer uma boa milanesa sem ovo? Como você vai fazer um bolo sem um ovo?”, questiona a microempreendedora Scheila Feist.
Na média, o preço do ovo subiu 18,70% nos últimos 12 meses, três vezes acima do IPCA-15, divulgado nesta terça-feira (24). Na região metropolitana de Curitiba, o ovo virou extravagância – com alta de quase 34%. Nesse caso, os produtores sabem dizer o que veio primeiro: não foi o ovo.
Já faltam ovos nos Estados Unidos e na Europa, onde uma onda de gripe aviária e a guerra na Ucrânia mudaram a referência de preços. No interior de São Paulo, as granjas encolheram.
“Aumentou a carne em um preço, aí pulou para o frango. O frango também aumentou, aí pulou para o ovo… Também está caro. Então, a dona de casa tem que se virar nos 30”, diz a aposentada Magali Lima Godoi.
Informações do G1
