
Foto: PMM
A mobilidade urbana se tornou um dos maiores desafios de Macaíba — e, infelizmente, um problema que só cresce a cada ano. O aumento no fluxo de veículos é visível, impulsionado não apenas por quem vive na cidade, mas também por quem a utiliza como passagem para outros destinos, como Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante. O resultado é um trânsito cada vez mais congestionado e uma cidade que parece ter parado no tempo quando o assunto é planejamento urbano.
Com o aumento da frota, do comércio e da população, Macaíba ganhou ares de cidade grande, mas sem a infraestrutura que acompanha esse crescimento. Engarrafamentos já fazem parte da rotina de quem precisa se deslocar, seja para o trabalho, para a escola ou mesmo para simples compromissos diários. A sensação é de que o trânsito está sempre no limite — e que o caos é questão de tempo.
Nos últimos 10 anos, é verdade, o poder público adotou algumas medidas: foram criadas rotatórias, implantadas vias de sentido único e elaborado até um plano de mobilidade urbana. Mas o problema permanece o mesmo, e o que se vê é uma cidade que ainda carece de ações estruturantes, planejamento e, sobretudo, vontade política para transformar o cenário.
Macaíba ultrapassa os 14 mil veículos registrados. E o reflexo disso é claro: falta espaço para estacionar, o trânsito trava nos horários de pico e o pedestre perde cada vez mais espaço. As ruas continuam estreitas, o centro segue desorganizado e o transporte público não acompanha o ritmo do crescimento urbano.
É preciso encarar o problema de frente.
