Saúde Arquivo

Os servidores do Hospital Walfredo Gurgel estão há 5 dias sem alimentação devido à greve dos terceirizados. Além de estarem com salários defasados e atrasados, o servidores têm de tirar do próprio bolso para se alimentar.

Além disso, os pacientes do Hospital estão esperando por cirurgias nos corredores. Há pacientes nos corredores das enfermarias no 2º, 3º e 4º andares. Segundo a diretora do Sindsaúde e servidora do Walfredo Gurgel Elizabreth Teixeira, a gestão está tentando mascarar o caos no Hospital. “Estão tirando os pacientes do andar de baixo e levando para cima. A direção quer passar uma imagem bonita da desordem aqui no Walfredo”, disse.

Na semana passada, registramos 96 pacientes internados nos corredores do Hospital. A equipe contava apenas com 8 técnicos de enfermagem.

A superlotação no Walfredo Gurgel é recorrente. Não há leitos suficientes no Estado. Para piorar, o hospital de Canguaretama foi fechado no ano passado e o Rui Pereira sofre ameaça de fechamento.

A estrutura do Hospital também é frágil. Faltam medicamentos básicos, os servidores estão sobrecarregados e o déficit de profissionais é alto. As más condições de trabalho acabam comprometendo a saúde mental dos trabalhadores.

SindSaúde RN

 

Mais de 900 pacientes estão aguardando cirurgias eletivas na Maternidade Divino Amor, em Parnamirim. Foi o que apurou o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), em inspeção realizada pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca, na Central de Regulação. A situação comprova o descumprimento de Decisão Judicial exarada no final de 2018, quando o Poder Judiciário determinou que a Prefeitura de Parnamirim, no prazo de 90 dias, adotasse as providências administrativas e orçamentárias para garantir a retomada das cirurgias eletivas na Maternidade Divino Amor (MDA), com a compra de insumos, medicamentos e materiais médico-hospitalares necessários ao restabelecimento de tais cirurgias.

O descumprimento da decisão judicial perdurou durante todo o ano de 2019, visto que somente realizaram, em número reduzido, vasectomias e cirurgias proctológicas no primeiro semestre de 2019, o que motivou a designação de audiência judicial na qual restou definida a realização do quantitativo de 70 cirurgias eletivas mensais na maternidade enquanto durar a sua ampliação e reforma. Contudo, desde novembro de 2019, que as cirurgias eletivas foram suspensas em razão do desabastecimento de medicamentos e insumos, visto que faltam antibióticos para profilaxia cirúrgica (cefalotina e cefazolina).

“Com 912 pacientes na fila, fica evidente que o Prefeito de Parnamirim vem descumprindo decisão judicial. Desde novembro não realiza regularmente cirurgias eletivas na Maternidade Divino Amor, e muitas pessoas estão esperando para realizar procedimentos como histerectomias, hernioplastias e colecistectomias”, reclama a 4ª Promotora de Justiça de Parnamirim, Luciana Maciel de Melo.

Na inspeção, restou incontroversa a inação administrativa, ou, no mínimo, a insuficiência das ações levadas a efeito até o momento pela gestão do município, que não são suficientes para atender as listas de espera, ou pelo menos, estacioná-las.

Para tratar sobre a longa fila para realização das cirurgias eletivas, a 4ª Promotoria de Justiça de Parnamirim agendou a realização de uma audiência para o dia 12 de fevereiro, na sede do MPRN em Parnamirim, com a Coordenadoria da Central de Regulação, Diretores da Maternidade Divino Amor e Secretária de Saúde de Parnamirim.

O Ministério Público aguarda que o Gestor Municipal apresente um plano com prazo e tempo de execução para atender a demanda reprimida e futura por cirurgias eletivas que são realizadas na Maternidade Divino Amor (Hospital Maternidade do Divino Amor – CNES 2473380).

Agência Brasil – O Brasil permanece sem registro do novo coronavírus. O Ministério da Saúde atualizou nesta segunda-feira (10) as informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde sobre a situação dos casos suspeitos no Brasil. O número reduziu em quatro casos em relação ao informe anterior. Agora, 7 notificações se enquadram na atual definição de caso suspeito para nCoV-2019: Minas Gerais (1), Rio de Janeiro (1), São Paulo (3), Paraná (1) e Rio Grande do Sul (1).

Os casos descartados para investigação de possível relação com a infecção humana pelo novo coronavírus aumentaram para 32, quatro a mais do que o boletim divulgado ontem (9). Todas as notificações foram recebidas, avaliadas e discutidas com especialistas do Ministério da Saúde, caso a caso, junto com as autoridades de saúde dos estados e municípios. Esses descartes aconteceram principalmente por causa do resultado positivo para outros vírus respiratórios.

Para manter a população informada a respeito do novo coronavírus, o Ministério da Saúde atualiza diariamente, os dados na Plataforma IVIS, com números de casos descartados e suspeitos, além das definições desses casos e eventuais mudanças que ocorrerem em relação a situação epidemiológica.

* Com informações do Ministério da Saúde

Esta é a realidade do hospital Walfredo Gurgel.

Lamentável! É possível ver no olhar das pessoas, a falta de dignidade do estado.

Isso é só uma parte dos problemas da saúde no Rio Grande do Norte. Como não anda o Tarcísio Maia em Mossoró e demais hospitais regionais do estado, cada um com seu problema específico.

Por Gustavo Negreiros

 

A Coopmed – RN informa a sociedade que os atendimentos realizados pelos médicos da Alta/Média Complexidade continuam paralisados por falta de pagamento da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte – SESAP/RN. A suspensão dos serviços foi iniciada nesta quinta-feira (30) e não tem data prevista para retorno.

A Alta/Média Complexidade realiza mais de 2500 procedimentos ao mês, dessa forma os pacientes que aguardam por uma cirurgia seguem sem atendimento. São mais de três meses com honorários em aberto, o que prejudica a realização de procedimentos envolvendo oncologia, ortopedia, cardiologia, hemodinâmica e cirurgias de cabeça e pescoço, dentre outras.

A Coopmed esclarece ainda que, apesar das várias tentativas de negociações a respeito dos pagamentos das OGEs em atraso, a SESAP/RN não se comprometeu com a regularização dos meses em atraso.

A direção da Cooperativa esclarece que os pacientes do município de Natal serão atendidos normalmente, uma vez que a Prefeitura de Natal honrou com seus compromissos. No caso do paciente oriundo de outras cidades e que esteja internado, o mesmo terá o seu procedimento realizado.

Blog Gustavo Negreiros

Agência Brasil – O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (30) que existem nove casos considerados suspeitos de coronavírus no Brasil. Apesar de o número de casos ter se mantido igual em relação ao divulgado ontem, há quatro novos casos considerados suspeitos e outros quatro foram descartados.

Os quatro novos casos suspeitos foram registrados no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná. O caso do Rio Grande do Sul já havia sido notificado e chegou a ser excluído. No entanto, voltou a ser considerado suspeito após o paciente apresentar outros sintomas. Os dados foram fechados pela pasta às 12h de hoje.

Até o momento, 43 casos foram notificados pelo Brasil. Destes, 28 já foram excluídos. Até o fechamento do balanço, os casos estavam distribuídos em: (1) Minas Gerais, (1) Rio de Janeiro, (3) São Paulo, (2) Rio Grande do Sul, (1) Paraná, (1) Ceará.

Um caso é tratado como suspeito se a pessoa esteve na China nos últimos 14 dias e apresentou tosse e febre ao retornar. Neste caso, o paciente é colocado em isolamento e são realizados testes para checar, primeiro, se o que essa pessoa tem é influenza ou outra gripe. Caso os exames não acusem essa possibilidade, é feito o teste para coronavírus.

OMS

Segundo o diretor do Departamento de Imunização de Doenças Transmissíveis, Julio Croda, a declaração de emergência de saúde internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS), feita na tarde de hoje, já era esperada pelas autoridades brasileiras. No entanto, esse comunicado ainda não terá impacto no Brasil. Atualmente, o país mantém o nível 2 de segurança: alerta de perigo iminente.

Julio Croda reafirmou que não há previsão de qualquer restrição à entrada de chineses no Brasil. Mesmo com a crescente epidemia de coronavírus – que se alastrou pela China – o governo brasileiro não fechará as portas para os chineses. A título de precaução, o Ministério da Saúde tem recomendado que as pessoas evitem viajar para aquele país e que empresários evitem receber pessoas vindas da China para reuniões presenciais.

“[Até o momento], não temos nenhum motivo nem decisão de fazer o bloqueio [de pessoas vindas da China]. Estamos discutindo com outros ministérios, como Itamaraty e Defesa. Será uma decisão interministerial”, afirmou.

Caso haja confirmação de casos da doença, o nível de alerta deve ser aumentado para “Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional”. A decisão pode ser tomada com base em quatro aspectos: o impacto do evento sobre a saúde pública; se o evento é incomum ou inesperado; se há risco significativo de propagação internacional; e se há risco significativo de restrições ao comércio ou viagens internacionais. Essas questões apoiam e norteiam a tomada de decisão em relação aos eventos de saúde pública.

Declaração de emergência internacional

Uma emergência de saúde pública de interesse internacional (PHEIC, na sigla em inglês) é uma declaração formal da Organização Mundial da Saúde (OMS) de “um evento extraordinário que pode constituir um risco de saúde pública a outros países por meio da disseminação, e que requer uma resposta internacional coordenada”.

Segundo o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), do qual o Brasil é signatário, os países que fazem parte do grupo devem atender prontamente às recomendações e práticas publicadas pelo documento de emergência, e os governos e autoridades responsáveis devem organizar e colocar em prática planos de ação para conter a ameaça sanitária. De acordo com o RSI, as declarações são temporárias e devem ser revistas a cada três meses.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, declarou hoje (30) que o coronavírus 2019-nCoV atende aos critérios da declaração de emergência.

Essa é a sexta vez em que o recurso é usado. A declaração de emergência havia sido emitida no surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars), em 2002/2003, na pandemia de 2009 de H1N1 (também chamada de febre suína), na declaração de emergência de poliomielite (2014), na epidemia de ebola na África Ocidental (também em 2014), no surto de microcefalia relacionada ao vírus Zika, cujo principal foco de infestação foi o Brasil (em 2015 e 2016), e na epidemia de ebola em Kivu, no Congo (2019).

Das vezes em que foi instituída, apenas a declaração de emergência sobre a epidemia de ebola, em Kivu, continua ativa.

Histórico

Os coronavírus são conhecidos desde meados dos anos 1960 e já estiveram associados a outros episódios de alerta internacional nos últimos anos. Em 2002, uma variante gerou um surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars) que também teve início na China e atingiu mais de 8 mil pessoas. Em 2012, um novo coronavírus causou uma síndrome respiratória no Oriente Médio que foi chamada de Mers.

A atual transmissão foi identificada em 7 de janeiro. O escritório da Organização Mundial de Saúde (OMS) na China buscava respostas para casos de uma pneumonia de etiologia até então desconhecida que afetava moradores na cidade de Wuhan. No dia 11 de janeiro foi apontado um mercado de frutos do mar como o local de origem da transmissão. O espaço foi fechado pelo governo chinês.

Foto: Cícero Oliveira

Especialistas estão preocupados com o crescente número de pacientes e animais infectados com a esporotricose, doença emergente provocada por fungos do gênero Sporothrix. Ao menos 131 pessoas foram diagnosticadas no Rio Grande do Norte, e um óbito foi confirmado. Até recentemente, não havia registro dessa micose por aqui. Hoje, ela se espalha muito rápido por Natal e região metropolitana, principalmente Parnamirim, Extremoz e São Gonçalo do Amarante, mas já foi identificada em Santo Antônio do Salto da Onça.

Epidêmica no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, tendo o maior número de casos confirmados no Rio de Janeiro, a esporotricose começou a dar sinais por aqui em 2015, quando o médico veterinário José Flávio Vidal Coutinho, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Natal, levantou a possibilidade de alguns animais, principalmente gatos, apresentarem ferimentos e sintomas suspeitos.

A confirmação foi feita pelo Instituto de Medicina Tropical (IMT/UFRN), a partir de estudos de pesquisa científica do biomédico Thales Domingos Arantes — atualmente professor no Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública IPTSP/Universidade Federal de Goiás — em colaboração com a bióloga, geneticista e supervisora do Laboratório de Micologia do IMT/RN, Raquel Cordeiro Theodoro, do Departamento de Biologia Celular e Genética do Centro de Biociências da UFRN. Em humanos, o primeiro caso foi diagnosticado pela infectologista Eveline Pipolo Milan, do Departamento de Infectologia da UFRN, em outubro de 2016.

Apesar de não haver registros dessa doença no RN até então, pesquisadores já sabiam que a região Nordeste apresentava aumento no número de casos desde 2013, sendo os estados mais afetados a Bahia, Pernambuco e Paraíba. Embora tenha demorado, a doença chegou aqui com muita força. Até agora, a espécie de fungo mais comum encontrado é a Sporothrix brasiliensis, de perfil zoonótico e associado a surtos de esporotricose.

Matéria na íntegra

Cerveja

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Agência Brasil – A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou, na tarde desta quinta-feira (16), a quarta morte por ingestão de dietilenoglicol, substância tóxica encontrada em cervejas produzidas pela Backer, em Belo Horizonte. A vítima é uma mulher que morreu no dia 28 de dezembro em Pompéu, interior do estado. Já são 18 casos, incluindo mortes e internações por intoxicação. Na manhã de hoje, havia sido confirmada a terceira morte por intoxicação.

São 12 casos em Belo Horizonte e seis nas cidades de Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa. Inicialmente, havia a confirmação de lotes contaminados por dietilenoglicol na cerveja Belorizontina, da Backer. Hoje, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou a presença de substâncias tóxicas em outras cervejas produzidas pela empresa mineira.

A ingestão de dietilenoglicol pode causar síndrome nefroneural. A Secretaria de Saúde pede que sejam notificados às autoridades locais os casos de pessoas que ingeriram cerveja da marca Backer a partir de outubro de 2019 e apresentaram em até 72 horas sintomas gastrointestinais (náusea e/ou vômito e/ou dor abdominal) associados a alterações da função renal ou sintomas neurológicos (paralisia facial, borramento visual, amaurose, alterações de sensório, paralisia descendente e crise convulsiva).

Exames laboratoriais encontraram monoetilenoglicol e dietilenoglicol nas cervejas de rótulos Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown e Backer D2. A marca Belorizontina, que é vendida como Capixaba no Espírito Santo, foi o primeiro rótulo da Backer a ter a contaminação confirmada.

Operação

Devido às suas propriedades anticongelantes, o monoetilenoglicol e o dietilenoglicol costumam ser usados em sistemas de refrigeração. A cervejaria Backer, no entanto, tem negado empregar as duas substâncias em sua linha de produção. Procurada, a cervejaria não se pronunciou sobre as novas conclusões do Ministério da Agricultura, nem sobre o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na distribuidora que lhe fornece insumos.

Investigação

O Ministério da Agricultura informou que continua  “atuando nas apurações administrativas para identificar as circunstâncias em que os fatos ocorreram e tomando as medidas necessárias para mitigar o risco apresentado pelas cervejas contaminadas”.

No último dia 13, a pasta intimou a empresa a recolher dos estabelecimentos comerciais toda a sua produção vendida a partir de outubro de 2019 até a presente data. Antes disso, o ministério já havia lacrado tanques e demais equipamentos de produção e apreendido 139 mil litros de cerveja engarrafada e 8.480 litros de chope.

O Estado do Rio Grande do Norte terá que adotar todas as providências administrativas, financeiras e orçamentárias para, em 30 dias, retomar as obras de reforma e de ampliação da estrutura física do Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena. A obrigação é uma determinação judicial obtida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) em uma ação civil pública (ACP).

Todas essas medidas visam que o Estado cumpra um contrato no qual estavam previstos a forma e os valores da obra. A decisão judicial ainda determina que o Estado deve efetuar, no mesmo prazo, o empenho dos valores a serem pagos decorrentes dos serviços executados em 2019; e o pagamento das medições de parcelas da obra de reforma e ampliação do hospital já aferidas e auditadas (que ainda estejam pendentes de quitação, a fim de regularizar os pagamentos à construtora responsável pela obra). A Justiça ainda fixou uma multa diária no valor de R$ 1 mil para o caso de descumprimento da decisão.

A ACP ajuizada pelo MPRN, através da 4ª Promotoria de Justiça de Parnamirim e da 47ª Promotoria de Justiça de Natal, é um desdobramento de um inquérito civil instaurado no âmbito da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Parnamirim que visou buscar medidas para implementar a
reforma e ampliação da unidade hospitalar. Os custos da obra correspondiam à quantia de R$ 1.787.296,62, para o qual já havia licitação. A empresa BMB Construções Ltda. ficou responsável pela execução dos serviços, com a apresentação do valor de R$ 1.572.712,04.

O problema, demonstrado pelo Ministério Público na ACP, é que o Estado vinha agido de forma irregular ao efetuar o pagamento das parcelas das medições da obra com atrasos , aproximadamente 8 meses após o início do serviço . Com isso, foi inviabilizado  o cumprimento do respectivo contrato, ocasionando o retardo na execução dos serviços
no hospital. Além disso, o Estado se mostrou negligente com a saúde da população porque cancelou as obras de ampliação do hospital.

Pelo menos desde 2010 que o MPRN vem fazendo esforços para que o Estado proceda com a reforma e ampliação da unidade de saúde por problemas estruturais e de capacidade de atendimento à demanda, sempre crescente. Para se ter ideia, o MPRN já constatou 43 pacientes nos corredores do Deoclécio Marques de Lucena aguardando por uma cirurgia.

Diante de todos esses problemas, com a demora na retomada e finalização das obras, o MPRN constatou que a prestação do serviço de saúde vinha sendo feita de forma inadequada, produzindo reflexo sobre o direito fundamental à saúde, cuja garantia há de ser efetiva e prontamente oferecida pelo Poder Público.

A Prefeitura de Macaíba realizará um novo mutirão contra o glaucoma nos próximos dias 22 e 23 de janeiro, no centro de convivência Pax Club, das 8h às 17h. O objetivo do mutirão é combater a doença por meio da identificação precoce. O glaucoma é uma doença silenciosa capaz de causar cegueira irreversível.

O público-alvo é formado por pessoas com idades acima dos 30 anos, com histórico de Glaucoma na família, Pressão Intraocular (PIO) elevada, diabéticas, com alto grau de miopia, que fazem uso prolongado de esteroides e com histórico de trauma ocular.

Para participar, a pessoa deverá ter uma receita, um encaminhamento médico (caso seja a primeira vez), apresentar os originais e as cópias do RG, CPF, cartão do SUS de Macaíba e comprovante de residência de Macaíba no posto de saúde mais próximo de sua casa ou na sede da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Quando diagnosticada alguma anormalidade relacionada à doença, os pacientes são medicados e passam a receber acompanhamento oftalmológico. A cada três meses, eles serão submetidos a uma nova consulta, recebendo então nova medicação antiglaucomatosa. Cirurgias também poderão ser feitas em caso de necessidade.

cerveja

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Agência Brasil – A contaminação de lotes de cerveja por uma substância tóxica usualmente empregada na produção de bebidas industriais pode ter causado a morte de uma pessoa e a internação de outras sete, em Minas Gerais, nos últimos dias.

Exames laboratoriais realizados pela Polícia Civil de Minas Gerais identificaram a presença da substância dietilenoglicol em amostras de ao menos dois lotes da cerveja Belorizontina, da Backer. As amostras dos lotes L1 1348 e L2 1348 foram recolhidas nas residências dos pacientes internados com insuficiência renal aguda e alterações neurológicas.

Segundo o superintendente de Polícia Técnico-Científica da Polícia Civil, Thales Bittencourt, o resultado das investigações é preliminar, não sendo possível, até o momento, afirmar como a substância contaminou as bebidas periciadas. “Só é possível afirmar que ela foi identificada em duas amostras”, disse Bittencourt, na tarde desta quinta-feira (9), em entrevista à imprensa.

Logo após a Polícia Civil ter revelado o resultado da perícia, a cervejaria Backer informou que vai recolher todos os vasilhames de Belorizontina dos lotes L1 1348 e L2 1348. A medida, segundo a empresa, é preventiva, pois o dietilenoglicol não faz parte do processo de produção de suas cervejas. A cervejaria não aponta nenhuma hipótese para explicar como, então, a substância teria contaminado os produtos periciados.

“A Cervejaria Backer continua à disposição das autoridades para auxiliar no que for necessário até a conclusão das investigações”, afirma a empresa, em nota.

Segundo a secretaria estadual de Saúde, o primeiro dos oito casos de síndrome nefroneural foi registrado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde em 30 de dezembro, em Belo Horizonte. A segunda vítima foi internada em um hospital de Juiz de Fora. Nos dias seguintes, outras seis pessoas deram entrada em hospitais da região metropolitana da capital mineira, com insuficiência renal aguda e alterações neurológicas centrais e periféricas. Na terça-feira (7), um paciente internado em Juiz de Fora morreu em função de complicações no quadro.

Ainda de acordo com a secretaria de saúde, os pacientes apresentaram uma rápida deterioração do estado de saúde: em média, em dois dias e meio após o surgimento dos primeiros sintomas, as pessoas tiveram que ser internadas. Um nono caso foi descartado pelo fato de não apresentar os mesmos sintomas dos demais e por ter doença renal prévia.

Uma força-tarefa com técnicos das secretarias de Saúde de Belo Horizonte e de Minas Gerais e do Ministério da Saúde foi criada para acompanhar as investigações e as medidas necessárias à proteção da população.

Foto: Isaías Santana

O Teatro Municipal de São Gonçalo do Amarante/RN ficou lotado para acompanhar uma das datas mais significativas da gestão do prefeito Paulo Emídio, o Paulinho. Na manhã desta quarta-feira (8), a Prefeitura e Caixa Econômica Federal oficializaram o contrato para construção do hospital geral do município, uma parceria com o Governo Federal, através do Ministério da Saúde.

A unidade hospitalar contará com 135 leitos, UTI Adulto e Infantil, e serviço de urgência e emergência infantil e adulto, com classificação de risco, e atenderá também a Região Metropolitana de Natal, que concentra uma população de mais de 1,5 milhão de pessoas. O valor do contrato é de R$ 50 milhões.

O prefeito Paulo Emídio agradeceu ao Governo Federal, na pessoa do ministro Luiz Henrique Mandetta e do presidente Jair Bolsonaro, pela parceria nessa obra que intitulou como “maior sonho da população são-gonçalense”. “Obrigado também à minha equipe que não descansou e trabalhou para que esse momento viesse acontecer. Agora, vamos arregaçar mais ainda as mangas e trabalhar nos próximos passos”, disse.

Com assinatura do contrato, as etapas seguintes para início das obras são a aprovação de projetos pelos técnicos da Caixa e processo licitatório. “A Caixa Econômica está feliz em realizar esse investimento que vai melhorar a vida da população”, ressaltou Silvio José, gerente executivo da CEF.

A governadora Fátima Bezerra, deputado federal João Maia, secretários estaduais Jaime Calado e Cipriano Maia, vice-prefeito Eraldo Paiva, vereadores, secretários municipais e representantes da Caixa também estiveram presentes.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Subcoordenadoria de Vigilância Ambiental (Suvam), atualizou os dados sobre a ocorrência de casos de raiva animal no Rio Grande do Norte. Até 30 de dezembro de 2019, foram confirmados, por diagnóstico laboratorial, 91 animais com a doença: 81 morcegos, cinco raposas, dois bois, dois cães e um equino.

Os casos foram registrados em 29 municípios do RN, entre os quais se destacam, por maior ocorrência, Santo Antônio (15), Caicó (12), Parnamirim (10), São Tomé (8) e Macaíba (7).

Orientações

A raiva é transmitida pela saliva do animal infectado – principalmente, cão e gato, ou de animais silvestres, como morcego e sagui – através da pele ou mucosas, seja por mordedura, arranhadura ou lambedura. A principal forma de prevenção é a vacinação de animais domésticos e de pessoas que foram expostas ao risco.

A orientação da Sesap é para que as vítimas de mordeduras lavem o local com água corrente e sabão e procurem imediatamente a unidade de saúde mais próxima. O vírus rábico é muito sensível a agentes externos e ao lavar o ferimento com água corrente e sabão, ou outro detergente, isso diminui, comprovadamente, o risco de infecção.

Em cerimônia realizada com participação do vice-prefeito, Auri Simplício; da secretária municipal de Saúde, Gisleyne Karla Medeiros; profissionais de saúde, lideranças comunitárias e populares, foi oficialmente entregue à população macaibense a 24ª Estratégia Saúde da Família (ESF) da nossa cidade na manhã desta segunda-feira (30/12).

Localizada na comunidade de Cidade Campestre, a unidade de saúde beneficiará também milhares de moradores de comunidades adjacentes como Bosque Brasil, Porto Brasil, Parque das Paineiras e Flamboyants. Para se ter uma ideia da estrutura de uma ESF, sua ativação exige uma abrangência de uma população de pelo menos 4 mil habitantes no entorno de atuação, explicou a coordenadora geral do setor no município, Irlia de Paula.

A estrutura mínima de uma ESF deve ser composta por uma equipe multiprofissional com médico (clínico-geral), enfermeiro, dentista, técnico de enfermagem,  técnico de saúde bucal, agente de saúde e auxiliar de serviços gerais.

“É uma grande bênção! A gente agora poder ter um posto de saúde. É rapidinho para se deslocar de nossas casas para cá, sem precisar ir a outro bairro de Macaíba.”, Declarou a senhora Genilda, mais conhecida como “Irmã Genilda”, moradora de Cidade Campestre e que estava sendo atendida pouco depois da entrega da unidade.

Posto de saúde de Bela Vista

Além da ESF de Cidade Campestre, a Prefeitura de Macaíba também garantiu o funcionamento do posto de saúde do bairro Bela Vista, que havia sido temporariamente desativado para receber diversas melhorias da Secretaria Municipal de Infraestrutura, como novas instalações elétricas, hidráulicas, climatização, pintura, dentre outros serviços e adaptações para melhor atender aos usuários, constituindo-se na segunda unidade de saúde da região.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) realizou o cadastro de 16 propostas de obras advindas de recursos financeiros de Emendas Parlamentares da Bancada Federal, todas aprovadas pelo Ministério da Saúde. As propostas referem-se à reforma e ampliação dos serviços hospitalares do estado do Rio Grande do Norte.

Serão beneficiados no interior do estado: Hospital Regional do Seridó – Telecila Freitas Fontes, em Caicó, com obras de ampliação e reforma; Hospital Regional Dr. Mariano Coelho, em Currais Novos, com obras de ampliação; ampliação do Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba; ampliação e reforma do Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros, em São José de Mipibu; ampliação do Hospital Dr. Tarcísio Maia, em Mossoró; e reforma do Laboratório Regional de Mossoró (LAREM)

Na capital, Natal, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel receberá obras de ampliação, além de reforma das instalações elétricas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Clínicas médicas, neurológica, ortopédica e geral; reforma do Centro Cirúrgico; reforma do bloco B no segundo andar ao pavimento 3 e recuperação e reforma Geral do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ). O Hospital José Pedro Bezerra (Santa Catarina) receberá obras de ampliação e reforma e também o Hospital Dr. João Machado.

Para atender a todas as diligências postas pelo Ministério da Saúde, a Sesap contou com a colaboração dos diretores de hospitais na elaboração dos projetos, com o monitoramento contínuo da equipe da Subcoordenadoria de Convênios e Projetos Específicos (SUCOPE) ligada a Coordenadoria de Planejamento e Controle de Serviços de Saúde (CPCS), e apoio da Coordenadoria de Operações de Hospitais e Unidades de Referência (Cohur) e também da equipe do Grupo Auxiliar de Engenharia e Projetos (GAEP) ligado a Coordenadoria de Administração (COAD).