Saúde Arquivo

Neste sábado (11) foi confirmada a morte de uma criança do município de Cerro Corá. A criança de um ano e sete meses veio a óbito por coronavírus.

O exame foi emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Norte Dr. Almino Fernandes (Lacen-RN).

A criança estava internada no Hospital Maria Alice Fernandes, em Natal.

 

Trinta dos 270 respiradores que o Consórcio Nordeste encomendou à China serão do Rio Grande do Norte.

Os asiáticos impuseram aos governadores do Nordeste um preço duas vezes maior que o normal, conforme detalhado pelo Blog do Dina.

O custo dos equipamentos aos potiguares será de R$ 4,9 milhões, conforme explicou a Secretaria Estadual de Saúde na nota abaixo que encaminhou ao blog:

O Governo do Estado adquiriu 30 novos respiradores para reforçar o trabalho de ampliação de leitos para tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus. A medida representa um investimento de aproximadamente R$ 4,9 milhões.

O valor inclui o frete aéreo entre a cidade chinesa de Guangzhou e Recife-PE e o seguro internacional dos equipamentos. A aquisição foi realizada na China por conta da falta dos equipamentos no mercado brasileiro e pelo país asiático concentrar grande parte da produção de respiradores no mundo.

A compra inclui mais 270 respiradores e foi feita de forma conjunta pelo Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, sob a coordenação do Governo da Bahia, que hoje preside a entidade. Todos os estados da região participaram da compra e receberão os equipamentos médicos.

A previsão é de que o carregamento desembarque no Nordeste em até 20 dias.

Blog do Dina

Nenhuma descrição de foto disponível.

O Rio Grande do Norte possui 289 confirmados, 2.881 suspeitos, 1.146 descartados e 13 óbitos. O boletim epidemiológico com o detalhamento de todas as informações está disponível em saude.rn.gov.br

Lembre-se: higienize as mãos sempre que necessário com água e sabão ou álcool em gel.

 

Agência Brasil – O Ministério da Saúde divulgou hoje (10) os números atualizados do novo coronavírus. De acordo com a pasta, o número de infectados, no momento, é de 19.638. o que representa aumento de 1.781 casos em relação ao balanço divulgado ontem (9). Além disso, o número de mortes superou hoje os mil casos. Até o momento, foram registradas 1.056 mortes pela doença. A taxa de letalidade do vírus no Brasil é de 5,4%.

O estado de São Paulo ainda concentra o maior número de casos (8.216) e de mortes (540). O Rio de Janeiro vem em segundo lugar, com 2.464 casos e 147 mortes. Na Região Norte, o Amazonas concentra o maior número de casos, com 981, além de 50 mortes.

No Nordeste, o Ceará se destaca, com 1.478 casos e 58 mortes. No Centro-Oeste, o Distrito Federal tem o maior número de casos, muito à frente dos demais, com 555 casos e 17 mortes. Os estados do Sul do país apresentam números de casos mais próximos. Santa Catarina é o estado da região com mais casos, 693, e o Rio Grande do Sul com menos casos, 636.

Aposentado Iremar Leite Pereira, de 72 anos, ficou entubado por 14 dias e se curou da Covid-19 — Foto: Cedida

O portal G1 RN destaca:

Depois de passar 14 dias entubado, respirando com auxílio de um ventilador mecânico, o aposentado Iremar Leite Pereira, de 72 anos, está curado da Covid-19 e pôde voltar para casa. “Uma vitória muito grande na minha vida”, resumiu.

Na saída do hospital, foi aplaudido pela equipe médica, que filmou o momento. “Fiquei muito emocionado, porque vi a importância do ser humano… Eles ali, satisfeitos por salvarem uma vida”, relata o aposentado.

Iremar começou a sentir os sintomas do novo coronavírus em 10 de março. Ele mora em Mossoró, no Oeste potiguar. “Como ele tem sinusite crônica e os sintomas eram parecidos, acreditamos que era isso. Então realizamos os procedimentos que costumamos realizar nesses casos”, conta um dos filhos de Irema Pereira, José Luís Neto, que é médico.

Contudo os sintomas não foram embora e o quadro piorou: o aposentado começou a sentir febre, ânsia de vômito e falta de apetite. Foi aí que a família decidiu levá-lo para uma consulta em Natal.

Uma tomografia revelou danos nos pulmões de Iremar Pereira e os médicos passaram a desconfiar que se tratava de Covid-19. Os exames confirmaram. O aposentado ficou internado no hospital. “Devido à idade e também por ser hipertenso e diabético, a equipe considerou que seria melhor encaminhá-lo logo à UTI. E assim foi feito”, afirma o filho.

Depois de alguns dias na Unidade de Terapia Intensiva, por precaução, porque o idoso também tem apneia do sono, foi tomada a decisão de que Iremar seria entubado. José Luís revela que, durante esse período de entubação, o pai apresentou piora nos pulmões e insuficiência renal. Iremar Pereira começou a realizar hemodiálise.

Ainda segundo o José Luís, os médicos decidiram ministrar cloroquina ao pai dele. A medicação ainda não tem a eficácia comprovada contra a Covid-19. No caso de Iremar, depois de dois dias tomando o remédio, ele apresentou alterações nos batimentos cardíacos em um eletrocardiograma. “Não chegou a ser uma arritmia, porque foi identificado previamente”, afirma o filho. Depois disso, a cloroquina foi suspensa no paciente.

Os médicos continuaram o tratamento anterior e Iremar Pereira começou a apresentar melhora no quadro. Depois de 14 dias sedado e respirando com ajuda do ventilador mecânico, foi desentubado. Alguns dias mais tarde, foi para a enfermaria.

José Luís diz de tanto na UTI quanto no quarto o pai permaneceu em isolamento, com presença somente dos profissionais da saúde. “Nossa família também ficou de quarentena em casa”, relata.

O aposentado recebeu alta no início desta semana. “Eu saí dessa, graças a Deus. Fiquei muito satisfeito quando saí. Quando estava lá, enquanto estava consciente, orei muito por mim e pelos outros doentes”, diz Iremar Pereira, que já está em casa, sob os cuidados dos filhos.

Um bebê recém-nascido, com quatro dias de vida, diagnosticado com coronavírus morreu na terça-feira (7) em Natal. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) nesta quarta-feira (8). Essa é a terceira morte registrada na capital potiguar e a 11ª no Rio Grande do Norte.

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal chegou a informar, por meio de nota, que o parto aconteceu no dia 2 de abril, mas corrigiu a informação em seguida e disse que o bebê nasceu na madrugada do dia 3.

A Covid-19 tende a se desenvolver de forma mais grave em pessoas com idade acima de 60 e com outras doenças associadas, como as respiratórias e as cardíacas. No entanto, há pelo menos dois casos de morte de bebês pela doença no Brasil. Nesta terça-feira, a Secretaria Estadual de Saúde do Ceará confirmou a morte de uma bebê de três meses.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Natal, o bebê nasceu prematuro no dia 3 de abril, com 30 semanas de gestação, apresentou insuficiência respiratória e ficou na UTI neonatal. A pasta não informou, no entanto, se a criança já nasceu com o problema respiratório ou se era resultado da doença. Também não foi informado se ele possuía outras doenças associadas.

Quando deu entrada na maternidade, no dia 2 de abril, a mãe apresentava quadro de hipertensão, diabetes, obesidade e síndrome respiratória a esclarecer, segundo a SMS. A mãe fez o exame e aguarda o resultado do Lacen. Ela encontra-se em isolamento domiciliar.

Secretaria de Saúde investiga contaminação

A secretaria está investigando como se deu a contaminação do recém-nascido. “É um caso que ainda está em investigação. Por mais que o teste tenha dado positivo, ainda não se sabe se o contágio foi pós-parto, precisa de um aprofundamento da investigação (sobre a contaminação) com os parentes”, disse o secretário adjunto da Sesap, Petrônio Spinelli.

Nesta quarta, outro caso de bebê infectado pelo Sars-Cov-2 foi confirmado na Bahia. O teste foi feito na criança recém-nascida após a mãe dela, que tinha 28 anos, morrer com a doença. Segundo o pai da criança, ela está isolada sem sintomas.

primeira morte registrada em Natal foi de Matheus Aciole, de 23 anos. A segunda morte foi da médica Maria Altamira de Oliveira, de 71 anos.

De acordo com o boletim divulgado nesta quarta (8) pela Sesap, o RN tem 261 casos confirmados de coronavírus e 2.619 casos suspeitos.

G1 RN

Visitamos hoje a pedido dos médicos o Hospital Alfredo  Mesquita em Macaíba (RN). São 51 leitos, 21 de Clínica e 30 de Obstetrícia. Atende baixa e média complexidade. Internamentos com sintomas respiratórios estáveis, inclusive gestantes. Mais graves são encaminhados à Natal. Equipamentos de proteção racionados, nível 1, máscara cirúrgica, profissionais médicos e demais trabalhadores da saúde tem proteção limitada, mas há aventais, óculos de proteção e máscaras N95 para casos sintomáticos.

Há uma UTI pronta com Equipamentos e 10 leitos. Não está sendo usada por falta de recursos humanos e, recentemente, deu-se notícias nas redes sociais, camas da UTI foram retiradas e levadas, segundo consta, a Mossoró.

Urgente contratar os profissionais e colocar a UTI em disponibilidade para dar suporte a rede de atendimento de saúde, nesse momento de Covid-19 onde se necessita tanto desses leitos. Cada leito pode ser uma questão de vida ou morte. Porque danado o Estado, com uma UTI pronta, alardeando falta de vagas, com a crise batendo à porta não abre a UTI do Alfredo Mesquita em Macaíba? O Governo poderia ao menos explicar”.

Geraldo Ferreira

Presidente do Sinmed/RN

Via Blog do Xerife

Na entrevista coletiva de hoje, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou que nas últimas 24 horas o Brasil registrou 173 altas hospitalares, ante 114 mortes nos hospitais do país por Covid-19, registra O Globo.

Gabbardo acrescentou que as “altas” podem ser da UTI e de enfermarias. “Normalmente, o paciente quando está em UTI não vai para casa. Vai para o quarto e depois vai para a residência.”

De acordo com o secretário-executivo, o país tem 55 mil leitos de UTI e quer instalar 30 mil adicionais.

Segundo Gabbardo, a estrutura será robusta e deve conseguir atender aos casos no pico da epidemia da Covid-19 –mas tudo vai depender dos cenários. “Se tivermos 1 milhão de casos, vão faltar leitos.”

O Antagonista

O relações públicas Ireno Márcio Silva, de 41 anos, catarinense nascido na cidade de Lages. — Foto: Acervo Pessoal

Ireno Márcio Silva, de 41 anos, protagonizou na última sexta-feira (3) uma das cenas mais emocionantes desde o início da crise do coronavírus em São Paulo. Ao ganhar alta médica do Hospital Samaritano, depois de 19 dias de internação e uma parada cardíaca, ele foi aplaudido e ganhou uma festa de médicos e enfermeiros, que cantaram e pularam, em comemoração ao que ele chama de “milagrosa recuperação”.

O profissional de relações públicas deu entrada no hospital no dia 16 de março com dores nas costas e, inicialmente, um quadro de pneumonia viral. As dores se iniciaram quase uma semana antes e o levou a um primeiro hospital. No diagnóstico inicial, os médicos constataram uma gripe do tipo H1N1 e uma pneumonia viral. Ele foi medicado com tamiflu e voltou para casa para continuar o tratamento. Porém, as dores nas costas persistiam e ele se sentia levemente febril, perdendo a sensibilidade do paladar e do olfato.

“Jamais passou pela minha cabeça que eu estivesse com coronavírus. Antes de ir pela primeira vez no hospital, eu tinha ido pra academia e fiz bastante exercício. Achei que tivesse inflamado algum músculo das costas. Eu sentia um leve estado febril apenas, nem chegava a ser febre. Três dias depois de começar a tomar o remédio, as dores persistiam e perdi o olfato e o paladar. Isso me preocupou. Fui até o Samaritano e na hora a médica pediu radiografias e me internou. Parece até dedo de Deus, porque, antes de sair o resultado do exame de covid-19, comecei a sentir falta de ar e ganhei auxílio do oxigênio. Quando saiu a confirmação do exame, fui transferido direto para a UTI. 72 horas depois da internação, já estava entubado e num estado clínico muito crítico”, relembra.

Na UTI, Ireno foi entubado e diz que por várias vezes teve que ser reanimado pelas equipes médicas do Hospital Samaritano, chegando a ter uma parada cardíaca.

“Fui e voltei várias vezes, perdendo a consciência em diversas ocasiões. Os médicos me reanimaram. A festa que fizeram pra mim na saída me emocionou muito porque eu realmente fui salvo por eles. Estive entre a vida e a morte. Sou muito grato a toda equipe que cuidou de mim, são pessoas muito profissionais e competentes. É emocionante saber que nasci de novo, aos 41 anos”, afirma.

Matéria na íntegra portal G1

Agência Brasil – O Brasil chegou a 553 mortes em razão da pandemia do novo coronavírus, segundo atualização divulgada hoje (6) pelo Ministério da Saúde. O número representa um aumento de 13% em relação a ontem (5), quando foram registrados 486 óbitos.

São Paulo segue como epicentro da pandemia com mais da metade das mortes de todo o país (304). O estado é seguido por Rio de Janeiro (71), Pernambuco (30), Ceará (29) e Amazonas (19).

Além disso, foram registradas mortes no Paraná (11), Distrito Federal (10), Santa Catarina (10), Minas Gerais (nove), Rio Grande do Norte (sete), Rio Grande do Sul (sete), Espírito Santo (seis), Goiás (cinco), Paraíba (quatro), Sergipe (quatro), Piauí (quatro), Pará (três), Maranhão (duas), Alagoas (duas), Rondônia (uma), Roraima (uma), Mato Grosso (uma) e Mato Grosso do Sul (uma).

Já o número de casos passou a casa dos 12 mil (12.056). O número marca um crescimento de 8% em relação a ontem, quando o balanço do Ministério da Saúde marcou 11.130. A taxa de letalidade do país ficou em 4,4%.

No balanço de hoje, foram 67 novas mortes, índice menor do que em dias anteriores. Contudo, o ritmo avança. Há uma semana (30/3), o número de mortes estava em 159. No período, a elevação do total foi de 350%. Já os casos confirmados somavam 4.579 há sete dias, o que representou um avanço de 263% até o resultado de hoje, que tem 12.056 casos.

Já o número de novos casos confirmados foi de 926, menor do que em outros dias da semana passada. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, destacou o ritmo de avanço da pandemia no país.

Na comparação entre estados, o ministério utiliza o indicador de incidência por 100.000 habitantes. A média nacional está em 5,7. Acima dela e que demandam uma atenção maior estão São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Ceará e Distrito Federal. Próximo da média, mas que implica atenção, estão Rio Grande do Norte e Roraima. O restante dos estados estão abaixo da média de incidência.

Já na comparação entre países, o secretário do Ministério da Saúde disse que o Brasil está em 15º lugar em número de casos confirmados, em 13º em número de óbitos e em oitavo em taxa de letalidade (a média global é de 5,1%).

No tocante ao perfil das mortes, 58% eram homens e 42% eram mulheres. No recorte por idade, 81% tinham acima de 60 anos. Na semana passada, esse percentual era de 90%. Já sobre as complicações associadas ao óbito, 237 tinham cardiopatia, 169 possuíam diabetes, 57 apresentavam alguma pneumopatia e 39 experimentavam alguma condição neurológica. As hospitalizações atingiram 2.424.

Agência Brasil – Diante do isolamento social devido ao novo coronavírus, a exposição solar fica prejudicada, mas não deve ser esquecida. A exposição moderada ao sol é importante para sintetização da vitamina D. Entre os benefícios da vitamina D (VD) estão a melhora do sistema imune.

A vitamina D é um nutriente com função de hormônio que age em diversas áreas do organismo. “Sem dúvida, manter níveis normais de vitamina D está associado a menor taxa de infecções. Vitamina D está envolvida no processo de defesa do organismo contra agentes infecciosos e células cancerígenas. Isso se concluiu quando se compararam pessoas com baixo nível de VD, versus, altos níveis de VD”, explicou o coordenador científico da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Helio Miot.

Segundo o médico, no mundo tem sido observados níveis baixos de vitamina D em toda a população. “Sabemos que 60% ou até 80%, dependendo do grupo populacional, tem níveis baixos de vitamina D, o que pode comprometer o funcionamento do organismo como um todo, especialmente as pessoas de risco como gestantes, idosos, imunossuprimidos, indivíduos em pós-operatório de cirurgia bariátrica, quem tem osteoporose e doenças intestinais. Esses indivíduos devem ter seu nível de vitamina D testado e, se forem baixos, receber a suplementação”.

O médico explica que grande parte da vitamina D é produzida pela pele, sendo mais de 90% pela exposição solar habitual. “Então não é aquele indivíduo que vai se bronzear na piscina, mas é durante aquela caminhada, ao estender uma roupa no varal, tudo isso promove uma grande síntese de vitamina D. Outra grande parte ocorre pela alimentação, com alimentos como peixes, ovos, derivados de leite e algumas frutas. Esses alimentos têm uma quantidade de vitamina D.  Essas são as duas principais fontes de vitamina D para o organismo: exposição solar leve e alimentação”.

Exposição moderada

Com a situação atípica do isolamento social, a população vai diminuir a exposição ao sol. Mas, segundo o especialista, a exposição deve continuar sendo leve. “A síntese acontece muito rapidamente, e se houver um excesso de exposição, o consumo de vitamina D acaba sendo comprometido. Então não se recomenda, nem mesmo com filtro solar, ficar se expondo, intencionalmente. As pessoas de risco, como idosos, obesos, quem está em pós-operatório de cirurgia bariátrica, mulheres na menopausa, são indivíduos de alto risco para hipovitaminose D. Esses indivíduos devem conhecer o seu nível e se forem baixos, devem repor de forma oral [com medicamentos]”, orienta Miot.

O médico recomendou que também é importante a manutenção da atividade física nesse período. “O isolamento tende a aumentar o sedentarismo, isso faz hipotrofia dos músculos, faz uma redução do depósito de cálcio nos ossos, maximizando os riscos de pessoas com osteoporose. É importante ter uma atividade física mínima nessa quarentena, manter as atividades habituais de exposição ao sol com proteção, evitando-se os horários de risco. Os indivíduos que são deficitários de vitamina D devem fazer a suplementação segundo orientação médica, e aqueles que querem se prevenir quanto a essa pior síntese de vitamina D mediante o confinamento, devem ter uma alimentação rica nessa vitamina”.

A dermatologista e especialista em estética Hellisse Bastos dá uma dica para tomar sol de forma leve. “O ideal é ficar com a palma da mão virada para o sol em torno de 5 a 10 minutos no máximo. Sentiu que a palma da mão está quente, a gente já está sintetizando vitamina D. Outra dica é abrir todas as janelas, aproveitar onde bate sol na sua casa e deixar as janelas bem abertas para iluminar o local”.

Imunidade

Na opinião de Miot, todos devem manter níveis normais de vitamina D, não somente para a imunidade. “O grande problema que envolve a vitamina D e a imunidade é que, na maior parte das vezes, a vitamina D está baixa por um problema crônico, medicamentos, idade avançada, inflamações no intestino, sedentarismo, diabetes, cirurgia bariátrica, desnutrição, menopausa. Essas causas subjacentes reduzem a imunidade, assim como reduzem a vitamina D”.

Ele explica que, nesse caso, não adianta dar vitamina D, é preciso corrigir a causa da queda dessa vitamina.  “Caso contrário, a imunidade não vai se restabelecer. Por essa razão, a posição da SBD é que se conheça seus níveis de vitamina D. Se estiverem normais, indicamos vida normal e boa alimentação, com exposição solar habitual, com filtro solar. Se estiver baixa, recomendamos reposição de vitamina D e uma investigação de por quê está baixa”.

O médico alerta que o excesso de vitamina D também pode causar distúrbios. “É certo que queremos fazer de tudo para nos protegermos de infecção. É certo que níveis baixos de vitamina D estejam associados a maior risco de infecção. Mas, não é certo que todos suplementem vitamina D, indiscriminadamente. Pois o excesso também tem efeito tóxico aos rins”, conclui Miot.

Crianças

Para as crianças, que necessitam da vitamina D para o crescimento e formação óssea, mas que estão também em isolamento, a recomendação do pediatra Antonio Carlos da Silveira é aproveitar o sol da janela ou das varandas, apenas com braços ou pernas descobertos. “A vitamina D é importante ao longo da vida, mas principalmente para as crianças em crescimento, a presença do sol é fundamental. Mesmo durante o isolamento pela pandemia, se expor ao sol é muito importante. Pode ser até um sol na janela, no quarto, mas nunca por meio de vidros; se tiver uma sacada melhor ainda. Tomar até 10 minutos é necessário para a sintetização da vitamina.”

Para o pediatra, as crianças devem aproveitar o outono, já que no inverno fica mais reduzido o período de sol. “É importante aproveitar esse período, pois com o inverno chegando fica reduzida a incidência solar”, lembra o médico.

Para todos os grupos populacionais, o ideal é que a exposição ao sol ocorra até as 10h e após as 15h. Fora desse período, a incidência solar pode ser crítica para a ocorrência do câncer de pele e outras doenças da pele.