Saúde Arquivo

A atualização dos dados epidemiológicos e ações do Governo do Rio Grande do Norte no combate ao novo coronavírus confirma que há, nesta sexta-feira, 15, 350 pacientes internados em leitos de UTI, semi-uti e enfermaria para assistência à Covid-19 nas redes pública e privada. “Apesar de todos os esforços para abertura de novos leitos, é um número muito alto. Estamos vivenciando uma pressão acima do projetado na ocupação de leitos críticos”, avaliou Petrônio Spinelli, secretário adjunto de Saúde do Estado, durante entrevista coletiva na Escola de Governo, em Natal.

O secretário informou que a segunda semana de maio de encerra com taxa de ocupação de leitos melhor que a semana anterior. Mas isto ocorre em função da abertura de novos leitos, não por redução do número de casos. “Todo dia aumenta o número de internados.  A situação hoje é menos ruim que sexta-feira passada, mas ainda é muito grave”, disse. A gravidade se dá devido ao baixo isolamento social. Ontem foi de apenas 42,34%, índice muito aquém do ideal que seria, no mínimo, de 60%.

Esta semana o Governo do RN abriu 10 novos leitos no Hospital Rafael Fernandes e mais 5 no Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró. Neste final de semana, outros 5 leitos estarão disponíveis no Tarcísio Maia, totalizando 20. Também em Mossoró, no Hospital São Luiz, está sendo trabalhada a expansão de leitos.

Esta semana, o Governo do RN abriu mais 11 leitos no Hospital Giselda Trigueiro, que passou a ofertar 33 leitos críticos. Os 11 novos leitos estão recebendo a montagem dos respiradores para atenderem como UTI.  Nesta sexta-feira, dos 23 leitos de UTI com respiradores do Giselda, 22 estão ocupados.

No Hospital da Polícia Militar, em Natal, o Governo do Estado abriu mais 5 leitos de UTI esta semana, ampliando a disponibilidade para 15 leitos. Destes, 11 estão ocupados. Para os próximos dias está programada a abertura de mais 5 leitos totalizando 20, somente no Hospital da PM.

O Hospital Rio Grande, da rede privada em Natal e contratado pelo Governo do Estado para atendimento SUS, está com 100% de ocupação dos leitos. Em Natal, o Hospital Municipal, administrado pela Prefeitura, tem 100% de ocupação dos leitos críticos, clínicos e de estabilização. Na Região Metropolitana de Natal a taxa de ocupação é de 88,8%.

A taxa de ocupação de leitos Covid-19 na região Oeste, nesta sexta-feira, chegou a 80%. Em Pau dos Ferros não há internações. Já no Seridó, em Caicó, a taxa de leitos ocupados é de 61%.

Nesta sexta-feira, 15, a fila de regulação para internações tem dois pacientes com prioridade 1 (UTI), seis pacientes com prioridade 2 (semi-uti) e 38 pacientes com prioridade 3 (leitos clínicos e enfermaria).

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) mostra que hoje o RN tem 8.988 casos suspeitos, 2.786 confirmados, 7.052 descartados, 122 óbitos confirmados e 61 óbitos em investigação.

Os registros da Sesap apontam que dois indígenas vieram a óbito. Spinelli alerta que indígenas, quilombolas e populações vulneráveis, como moradores de rua, são do grupo de risco e devem ter maior acompanhamento da atenção básica em saúde e da assistência social, serviços que são de responsabilidade dos municípios.

COMITÊ

Sobre a saída do professor Ricardo Valentim do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, Spinelli disse que foi decisão pessoal e que o coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS), da UFRN, continua integrando o Comitê Científico do RN. “Existem dois comitês científicos: o do Consórcio Nordeste e o do RN. Por decisão pessoal, Ricardo Valentim deixou o Comitê Científico do Consórcio Nordeste. O Governo do RN reafirma que os dois comitês são muito importantes e fundamentais para a tomada de decisões, por critérios técnicos e científicos, com o objetivo de preservar a saúde da população”, considerou Petrônio Spinelli.

“Estamos vivenciando um drama no sistema de saúde. Todos os dias prestamos contas do que está sendo feito e como a pandemia está evoluindo. Sempre informamos a verdade sobre a vigilância, sobre o isolamento social e sobre a montagem progressiva de estrutura para enfrentar a Covid-19”, finalizou o secretário adjunto.

Mais um casal de Macaíba venceu o coronavírus. A jovem Milena Bezerra e seu esposo Júnior Tavares estão totalmente curados da doença. Milena nos revelou que algumas pessoas ainda têm um certo medo ou preconceito, mas isso a jovem confessa que tira de letra. No seu Facebook, a jovem relata todos os cuidados que teve para evitar a doença, pois a mesma sofre de uma doença autoimune e o novo coronavírus poderia ser mortal para ela. Mas, graças a Deus, ambos escaparam ilesos da doença. Confira no link abaixo o relato da jovem.

https://www.facebook.com/milena.bezerra.524381/posts/2628122820783404

Informativo Atitude

 

Agência Brasil – O Ministério da Saúde informou hoje (15) que o ministro Nelson Teich pediu exoneração do cargo na manhã desta sexta-feira (15). No comunicado, a pasta não esclarece o motivo da saída, mas informa que uma coletiva de imprensa será marcada para esta tarde.

Teich assumiu o cargo há um mês, após a saída do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em 16 de abril.

Mandetta e o presidente Jair Bolsonaro divergiam sobre os caminhos para o combate à pandemia do novo coronavírus no país, como as medidas de isolamento social e o uso da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes.

COMUNICADO

Comunicamos que o Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed/RN) solicitou para ser ouvido,  e colocar seu posicionamento, na ação judicial impetrada pelo Sindsaúde, que solicitou decretação de lockdown no Estado.

A posição do Sinmed/RN é CONTRÁRIA AO LOCKDOWN e a FAVOR DO TRATAMENTO PRECOCE com a hidroxicloroquina, como forma de evitar agravamento, e busca de leitos de UTI. Medidas de isolamento devem contemplar grupos de risco como idosos e portadores de doenças crônicas graves.

Medidas como lockdown só servem para encobrir a incapacidade gerencial da administração pública em abrir leitos ou UTIs que vinham sendo ostensivamente fechados e contribuiram para o estado atual que sugere o sistema como lotado.

Se o Estado tem 7.200 leitos hospitalares, como está colapsado com apenas 280 pacientes internados por COVID-19? Tem 731 leitos de UTI, como está colapsado com pouco mais de 50 ocupados por COVID-19? Sem ações consistentes para apresentar à sociedade,  a administração pública usa o pânico como forma de pressionar pelo lockdown, enquanto tenta  disfarçar – mesmo tendo recebido milhões em recursos federais – sua incapacidade para testar os suspeitos, tratar precocemente os contaminados e aumentar os leitos para os que necessitam internação.

Dr. Geraldo Ferreira

Presidente do Sinmed RN

Desde março, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Instituto de Medicina Tropical (IMT), adquiriu testes e começou a realizar exames para detecção da Covid-19 em pacientes do estado. Com o auxílio do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas (DACT) e o Departamento de Microbiologia e Parasitologia (DMP), foram processados 2.811 exames até o último dia 10, sendo 426 desses realizados integralmente pela UFRN.

No início, o IMT complementava o trabalho do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/RN) realizando apenas a amplificação viral por PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) para detecção do vírus a partir de amostras recebidas do Lacen. Porém, neste mês, o IMT obteve autorização do Instituto Evandro Chagas (IEC) para também realizar a extração do ácido nucleico viral das amostras respiratórios de pacientes, passando a gerenciar todas as fases desse tipo de exame.

O IMT tem focado suas atenções para os municípios com mortes confirmadas por Covid-19 e com maior número de casos registrados. Por hora, as amostras estão sendo enviadas pelas prefeituras de Natal, Mossoró e Apodi e suas regiões. Atualmente, são realizados 120 exames diários, mas esse número deve ser ampliado. “Estamos preparados para executar 100 mil testes nos próximos dez meses”, ressaltou a diretora do IMT, médica Selma Jerônimo. Os resultados desses testes são compartilhados através do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL) que fomenta a base de dados dos governos.

Ligando para os pacientes

Um diferencial no trabalho realizado pela UFRN é que médicos e profissionais da saúde estão fazendo contato telefônico com os pacientes testados através do serviço de teleatendimento do IMT. Nesse contato, as pessoas são informadas sobre o resultado dos exames e orientadas sobre os sintomas apresentados. No caso de paciente positivado, os médicos explicam as possíveis complicações da infecção e aconselham sobre as medidas adequadas de tratamento e proteção de outras pessoas.

O serviço que funciona por meio do telefone (84) 3342-2300, de segunda a sexta, das 8h às 18h, está disponível para qualquer pessoa que apresente algum indício da Covid-19. A proposta busca evitar a aglomeração nas unidades de saúde, principalmente hospitais, o que pode causar mais exposição e disseminação do vírus. Muitas pessoas podem não estar com a doença e serem contaminadas ao buscarem atendimento médico.

Portal UFRN

O Rio Grande do Norte ultrapassou a marca dos 100 óbitos confirmados em consequência da Covid-19. Nas últimas 24 horas foram registrados oito óbitos – seis na região Oeste e dois em Parnamirim. “As ocorrências mostram que há concentração de doentes graves necessitando de UTI nas regiões Oeste do Estado e Metropolitana de Natal”, afirmou o secretário adjunto da saúde do RN, Petrônio Spinelli.

Há 297 pessoas internadas com a doença, sendo 167 em leitos críticos em hospitais das redes pública e privada e 130 em leitos clínicos. Os casos suspeitos contabilizam 7.818, 6.280 foram descartados e o RN tem hoje 2.365 casos confirmados. O número de óbitos chegou a 101 (os mais recentes em Areia Branca, Assu, Mossoró, Parnamirim e Baraúnas). Os óbitos em investigação chegam a 48.

O aumento no número de mortes é extremamente preocupante porque é favorecido pelo baixo isolamento social. Ontem a taxa de isolamento foi de apenas 43%. “Se o isolamento não voltar a 60% continuaremos sob risco de não dar conta da quantidade de pessoas que precisarão de respiradores”, destacou o secretário Petrônio Spinelli.

A taxa de ocupação de leitos para casos críticos permanece em quadro de superlotação. Em Natal os hospitais Giselda Trigueiro (25 leitos), Hospital Municipal (11 leitos) e Hospital Rio Grande, que é conveniado com o SUS para atendimento a pacientes com Covid-19, estão com todos os leitos disponíveis ocupados. O Hospital da Polícia Militar iniciou esta quarta-feira (13) com apenas duas vagas.

Em Mossoró, a taxa de ocupação é de 89% dos leitos adultos críticos. No Hospital Tarcísio Maia, dos 17 leitos existentes, 15 estão ocupados. No Hospital São Luiz, dos 20 leitos, 18 estão ocupados. Os leitos materno-infantis instalados na Apamim e no Hospital Wilson Rosado estão sem ocupação.

Em Caicó, os 20 leitos do Hospital Regional têm taxa de ocupação de 40%, ou seja, 8 leitos estão ocupados. Em Pau dos Ferros existem os 8 leitos disponíveis para assistência Covid no Hospital Regional e estão desocupados.

Esta semana o Governo do Estado dá prosseguimento à expansão de leitos no Hospitais Tarcísio Maia e Rafael Fernandes, em Mossoró, nos Hospitais Giselda Trigueiro e da Polícia Militar, em Natal, e nos Hospitais Regionais de Pau dos Ferros e Caicó.

Ainda sobre a expansão de leitos, Spinelli afirmou que a Prefeitura de Natal anunciou a compra de 70 respiradores para o Hospital de Campanha de Natal. “Será um importante reforço à estrutura hospitalar e vai levar alívio importante às UPAs”, avaliou.

O secretário explicou que o que determina a superlotação ou o colapso do sistema é a fila de encaminhamentos para atendimento nos hospitais com leitos exclusivos para Covid. “Se a lista de prioridade 1 e 2 for maior que o número de respiradores entraremos em uma situação desesperadora”, disse Petrônio Spinelli. Hoje a fila tem um caso de prioridade 1, dois prioridade 2 e 29 pessoas com prioridade 3 (leitos clínicos).

O Governo do RN convocou, por meio do Diário Oficial do Estado desta terça-feira (12), 293 profissionais de saúde, conforme  previsto no Decreto nº 29.581, de 31 de março de 2020 e Edital n° 001/2020, publicado no DOE de 02 de abril de 2020, que trata do Recrutamento para Contratação Temporária de Excepcional Interesse Público, em atendimento ao Plano de Contingência Hospitalar para o enfretamento ao Covid-19.

A governadora Fátima Bezerra ressaltou a importância de acolher mais profissionais da saúde neste momento crítico em que o Rio Grande do Norte e o mundo todo passam com a pandemia do coronavírus. “O mundo, o Brasil e o Rio Grande do Norte vivem um momento muito preocupante. E em que pese todas as dificuldades financeiras desde que assumimos o Governo, estamos trabalhando diuturnamente para encontrar alternativas que minimizem os impactos para a população. A contratação de novos abnegados profissionais da saúde é uma delas”, disse a governadora.

Os convocados deverão apresentar-se no período de cinco dias úteis contados da data da publicação da convocação, prazo que pode ser prorrogado por três dias úteis, caso o candidato apresente pendências em sua documentação.

Para ser atendido na sede da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o candidato deve fazer o agendamento prévio, através do link: http://centraldocidadao.rn.gov.br. Além disso, precisa antes entrar no link http://portalsei.rn.gov.br/ e, na aba de acesso ao SEI, criar seu usuário externo e senha, na opção ”clique aqui se você ainda não está cadastrado” ou usando o link direto de https://sei.rn.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=usuario_externo_enviar_cadastro&acao_origem=usuario_externo_avisar_cadastro&id_orgao_acesso_externo=0.

Após a criação do usuário externo, o candidato deve enviar e-mail para sei.sesap@gmail.com , informando nome e CPF com o título “LIBERAÇÃO CONCURSO SESAP”, para que seu usuário seja liberado. Na data e horário agendados, o candidato deve comparecer primeiramente à sede da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), na Avenida Deodoro, 730, Cidade Alta, Natal/RN, para abertura de processo eletrônico.

A lista de candidatos convocados está disponível no link: http://webdisk.diariooficial.rn.gov.br/Jornal/12020-05-12.pdf

Gizele Aquino tinha 18 anos — Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Depois de passar duas semanas internada, a estudante Antônia Gizele Aquino de Medeiros, de 18 anos, morreu com a Covid-19 em Mossoró, a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. Ela é uma das 20 pessoas que faleceram por causa do novo coronavírus na cidade do Oeste potiguar.

Gizele Aquino, que se preparava para realizar o sonho de entrar na faculdade, é uma das vítimas mais jovens da Covid-19 no RN. Além dela, o estado também registra as mortes do gastrólogo Matheus Aciole, de 23 anos, e de um bebê recém-nascido, com quatro dias de vida.

Segundo familiares, Gizele estava acima do peso ideal, mas não possuía nenhuma doença crônica ou qualquer outra comorbidade. O pai dela, Ramiro Aquino, diz que a contaminação pode ter acontecido durante uma das poucas saídas de casa da filha.

“O máximo que ela foi nesse tempo foi para casa de um namoradinho que ela tinha, um rapaz muito bom que mora a uns 500 metros daqui de casa. Ela foi lá umas duas ou três vezes. Deve ter parado no meio do caminho porque ela ia lá e ia também no açaí. Pegava o açaí e vinha para casa”, lembra Ramiro.

Gizele começou a apresentar os sintomas da doença no dia 19 de abril e melhorou após tomar alguns antitérmicos para a febre. Apesar disso, no dia seguinte, a estudante piorou e procurou a Unidade de Pronto Atendimento com muita tosse, foi quando a infecção por coronavírus foi constatada por meio de um teste rápido.

Os médicos indicaram um tratamento e a encaminharam para o isolamento social em casa. No dia 21 de abril, o quadro de Gizele se agravou e ela precisou de atendimento médico novamente.

“Para amanhecer a quarta, fomos para a UPA. Chegando lá, ela estava cansada e não dormiu porque passou a noite tossindo. Ficou lá na UPA, esperando um leito de UTI. Nós fomos de madrugada e conseguimos esse leito de 11h”, conta Ramiro Aquino, pai de Gizele.

Em 23 de abril, a jovem foi entubada no Hospital Tarcísio Maia em um leito de terapia intensiva. Ela permaneceu na unidade até a última sexta-feira (8), quando faleceu por complicações provocadas pelo vírus. Sem cerimônia de despedida, Gizele foi sepultada no dia em que morreu, na cidade de Mossoró.

Sete pessoas da família da estudante, de 18 anos, que não tiveram sintomas testaram positivo para o novo coronavírus. O grupo cumpre protocolo de quarentena. Até a manhã deste domingo (10), Mossoró tem 296 casos confirmados e é a cidade do RN com mais mortes pela nova doença (20).

G1 RN

A Prefeitura de Macaíba segue com a campanha de vacinação contra a gripe Influenza em todas as Estratégias de Saúde da Família (ESF). A terceira fase começa nesta segunda-feira (11) e visa vacinar crianças de seis meses a menores de seis anos de idade, gestantes, mães no pós-parto até 45 dias e pessoas com deficiência.

Para que as pessoas com deficiência recebam a vacina é necessário que seja apresentado um laudo comprovando a deficiência. No dia 18 de maio, uma nova fase será realizada tendo como público-alvo os adultos de 55 a 59 anos de idade e os professores das redes pública e particular de ensino. Vale salientar que os sintomas da gripe são semelhantes aos do novo coronavírus (Covid-19), fator que destaca a importância da vacinação.

Sobre a pandemia, todas as medidas de prevenção recomendadas pelas autoridades de saúde devem ser seguidas para evitar a proliferação da doença. Neste sentido, a Prefeitura conta com a colaboração de todos os cidadãos e cidadãs do município para evitar aglomerações, salientando também a necessidade de lavar as mãos com frequência e o uso de máscaras, entre outras medidas preventivas divulgadas amplamente nos meios de comunicação oficiais da administração.

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal, SMS-NATAL, registrou neste sábado (09/05), o óbito da vigésima primeira vítima diagnosticada com a Covid-19, na capital potiguar.

A paciente, do sexo feminino, 75 anos, portadora de comorbidades hipertensão. Iniciou sintomas respiratórios no dia 26/04.

Buscou atendimento no serviço público no dia 03/05, onde foi realizada coleta de material para exame e foi transferida para hospital privado, onde ficou internada, evoluindo para óbito no dia 09/05.

Boletim epidemiológico

Agência Brasil – Com 10.222 novos casos confirmados de covid-19, o Brasil chegou a 145.328 pessoas infectadas, um aumento de 7,5% em relação a ontem(7), quando foram registradas 135.106 pessoas nessa condição. A atualização foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (8). O número foi o segundo mais alto, abaixo apenas do recorde de quarta-feira(6), quando os novos casos atualizados somaram 10.503. Do total de casos confirmados, 76.134 estão em acompanhamento (52,4%), 59.297 estão recuperados (40,8%) e 1.852 mortes estão em investigação.

O Brasil bateu novo recorde de mortes nas últimas 24h, com 751. A marca de 9.897 representou um acréscimo de 8,2% em relação a ontem, quando foram contabilizados 9.146 falecimentos. O número levou a um novo patamar, depois de uma semana na casa dos 600 óbitos ao longo da semana. A letalidade ficou em 6,8%.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta noite, até hoje foram identificadas 107 mil hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), cerca de 606% em relação ao mesmo período do ano anterior. Deste total, 27.086 são por covid-19, sendo 37.101 classificados como não especificados e 38.096 em investigação. Ou seja, o número de hospitalizações pode crescer caso essas investigações atestem o diagnóstico de infecção com o novo coronavírus.

Sobre o perfil das hospitalizações por covid-19, 54,8% são brancos, 36,3% são pardos, 6,7% são pretos, são 1,9% amarelos e 0,3%, indígenas.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (3.416). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (1.503), Ceará (966), Pernambuco (927) e Amazonas (874).

Além disso, foram registradas mortes no Pará (515), Maranhão (330), Bahia (183), Espírito Santo (165), Minas Gerais (139), Paraíba (114), Alagoas (108), Paraná (106), Rio Grande do Sul (91), Rio Grande do Norte (81), Santa Catarina (63), Amapá (66), Goiás (49), Rondônia (39), Acre (38), Piauí (37), Distrito Federal (37), Sergipe (28), Roraima (16), Mato Grosso (14), Mato Grosso do Sul (11), e Tocantins (9).

Os estados com maior incidência (número de casos por um milhão de habitantes) são o Amapá (2.746), Amazonas (2.588), Roraima (1.684), Ceará (1.638) Acre (1.335) e Pernambuco (1.212).

Leitos

Na entrevista coletiva no Palácio do Planalto, a secretária substituta de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Cleusa Bernardo, explicou que o órgão não conseguiu êxito nos editais para a contratação de dois mil novos leitos anunciados no mês de abril. Até o momento, foram locados 540 leitos aos estados.

Além disso, também não saiu, até o momento, o levantamento de ocupação de leitos. No dia 14 de abril, o ministério editou norma que obriga os hospitais a fornecerem essas informações às respectivas secretarias de saúde.

De acordo com a gestora, foram habilitados novos 116 leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). Para cada um, a receita diária será de R$ 1,6 mil. A habilitação consiste no custeio pelo governo federal de leitos abertos pelos estados e municípios. Uma lista de quantos leitos cada estado recebeu pode ser conferida no site do Ministério da Saúde.

Uma matemática difícil de acreditar, mas que para o Rio Grande do Norte nada é impossível, principalmente no governo Fátima Bezerra.

Cem leitos (UTI e clínicos) contratados no Hospital São Luiz em Mossoró vão custar ao estado o valor de  R$ 633 mil reais por mês. Já em Natal, 60 leitos contratados na Liga Norte-rio-grandense vão custar ao estado R$ 13.086.500 (treze milhões, oitenta e seis mil e quinhentos reais). Pelos seis meses serão R$ 3.798.000,00 (Três milhões e setecentos e noventa e oito mil reais) no São Luiz e na Liga mais de R$ 38 milhões de reais.

O valor total no São Luiz com os recursos inseridos pela Prefeitura de Mossoró é R$ 1.227.000,00 (Um milhão e duzentos e vinte e sete mil reais). No caso, a prefeitura entrou com R$ 594 mil reais.

Mesmo assim, a diferença é exorbitante. Se com R$ 1.227.000,00 se consegue cem leitos no São Luiz, com o valor pago a Liga por mês seria possível ter no estado mais de mil leitos para atender a população.

Alguém consegue entender qual o mistério dessa matemática para que menos leitos sejam mais caros e mais leitos mais baratos? A Liga é mais bonita que o São Luiz? É alguma coisa desse tipo?

Afinal a diferença entre contratos é de R$ 24 milhões de reais pelos seis meses pagos pelo estado.

Tem alguma coisa errada aí, não é possível. E se está certo, alguém  da Secretaria de Saúde tem que explicar e os órgãos de fiscalização checar cada contratação dessa.

Matéria  Blog do Gustavo Negreiros 

 

Professora deixou o hospital em abril — Foto: Divulgação

A professora da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) Lúcia Helena Medeiros, de 50 anos, conseguiu se recuperar do novo coronavírus após ficar 23 dias internada – 10 deles na UTI – em um hospital particular na cidade de Mossoró, região Oeste potiguar. Liberada no dia 11 de abril da unidade de saúde, há quase um mês, ela ainda tem efeitos da doença, apesar de não ter mais o risco de transmitir para outras pessoas.

“Eu ainda não estou livre (dos sintomas). Eu estou com dificuldades na respiração, canso um pouco. É uma coisa que ainda está em processo. Sabemos que a doença atinge cada um de uma forma”, contou.

Os primeiros sintomas da professora do Departamento de Letras e Artes da UERN apareceram cinco dias antes dela ser internada – ela teve primeiro uma irritação na garganta, depois a tosse e aí surgiu a febre. “Nesse tempo todo minha pressão estava muito alta”, relatou ela, que é hipertensa, um dos grupos de risco do coronavírus.

“Quando eu fui internada, eu já estava com muita falta de ar. O pulmão já estava muito prejudicado, segundo me disseram os médicos depois dos exames iniciais”.

Ela relata que dois sentimentos a marcaram no tempo em que ficou internada, principalmente no período da UTI: solidão e incerteza. “A UTI é um espaço muito isolado. É um sentimento de solidão ali. Não tem visita, nada, só os profissionais da saúde com os equipamentos de proteção para nos dar medicamentos, assistência”, falou.

Por isso, deixar o hospital recuperada, para ela, trouxe uma sensação de alívio. “Sair do hospital recuperada é um alívio muito grande. É uma gratidão que a gente sente. Essa doença é uma coisa que a gente não conhece direito. Não temos um conhecimento pleno ainda do que pode causar”.

A professora Lúcia Helena acredita que pode ter adquirido a doença em uma reunião na UERN, ainda em março, quando despontavam os primeiros casos da Covid-19 em todo o estado. Naquele período, o Governo do RN ainda não havia decretado a paralisação parcial das atividades comerciais e as medidas de isolamento social.

Atualmente em isolamento dentro de casa, ela se mostra preocupada com as pessoas que não estão levando à sério a gravidade da situação. “Quando eu vejo essas aglomerações, eu fico muito preocupada. As pessoas que estão lá fora não tem a noção do que é essa doença. Só quem passou sabe a força dela e também os profissionais de saúde que estão se dedicando diariamente, ajudando a salvar vidas”.

G1 RN

Foto: Elisa Elsie/ASSECOM-RN

O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), concluiu o processo licitatório para contratação de mais 30 leitos de terapia intensiva que serão disponibilizados para pacientes com a Covid-19. O ato está publicado na edição desta quinta-feira, 7, no Diário Oficial do Estado (DOE).

A empresa contratada fará a implantação e gestão de 20 leitos de UTI no Hospital João Machado, em Natal, e dez leitos de UTI no Hospital Regional Alfredo Mesquita, em Macaíba. O contrato emergencial terá duração de seis meses, podendo ser prorrogado de acordo com a duração da emergência em saúde.

A vencedora foi o Instituto Jurídico para Efetivação da Cidadania e Saúde – Avante Social, por apresentar a melhor proposta de preço, no valor total de R$ 10.731.410,70, e atender a todos os critérios do edital de Chamamento Público Emergencial COVID 19 02/2020, incluindo a comprovação de experiência na gestão de serviços de Urgência e Emergência.

Para a governadora Fátima Bezerra, “a ação é mais uma conquista do Governo no combate à pandemia, que trabalha dia e noite para salvar vidas e minimizar o impacto causado pelo novo coronavírus”.

“Com a publicação do resultado, temos o trâmite processual para recursos e, ocorrendo tudo dentro do previsto, assinaremos o contrato no início da próxima semana com a empresa vencedora, que terá um prazo de 15 a 20 dias para implantação dos leitos. Essa contratação se insere dentro do programa de expansão assistencial, contido no Plano de Contingência da Covid-19 no RN. Estamos buscando enfrentar de todas as formas os gargalos para a implantação dos leitos, principalmente no que se refere à questão dos respiradores e EPIs e estamos contando com parcerias e colaboração por parte dos outros poderes e da sociedade”, disse o secretário Cipriano Maia.

A abertura de novos leitos tem sido um esforço constante na gestão da Saúde, de forma a desenvolver o Plano de Contingência estadual para a contenção da pandemia do coronavírus. Em Mossoró, por meio de parceria com a prefeitura local, serão instalados 35 UTIs e 65 leitos de enfermaria no Hospital São Luiz, geridos pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (Apamim).

Em parceira com a Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer, serão instalados 60 novos leitos, sendo 40 deles – 20 UTIs e 20 de enfermaria – na primeira etapa. O Governo também deverá reativar a UTI do Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, localizado na capital, com mais 10 leitos, estes voltados para as crianças acometidas pelo novo coronavírus.