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Segundo Cruz, parte das vacinas da Coronavac “podem ser usadas como segunda dose para completar o esquema vacinal de todos os brasileiros”.

Nesta segunda-feira, o ministério iniciou a distribuição de um lote de 1,12 milhão de doses da vacina da Pfizer. As doses são destinadas para a primeira aplicação em pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas e pessoas com deficiência permanente e distribuídas todos os estados e o Distrito Federal receberão o imunizante de forma proporcional e igualitária. De acordo com a pasta, a logística de distribuição das vacinas da Pfizer foi montada levando em conta as condições de armazenamento do imunizante, que exige temperaturas de armazenamento muito baixas.

Também hoje o Instituto Butantan entregou mais 2 milhões de doses da vacina Coronavac para o Programa Nacional de Imunizações. A previsão é que o Butatan libere mais 1 milhão de doses na quarta-feira (12), concluindo o primeiro contrato assinado com o Ministério da Saúde para fornecimento de 46 milhões de doses da vacina. O instituto tem um segundo contrato com o ministério para fornecer mais 54 milhões de doses da vacina até 30 de agosto.

Nesta terça-feira (11), o Ministério da Saúde vai anunciar, às 16h30, a  liberação de recursos para a Atenção Primária à Saúde no Enfrentamento da Covid-19. O evento terá a participação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e está prevista a presença do presidente Jair Bolsonaro.

Um estudo coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com outras instituições de pesquisa constatou uma transmissão mais frequente da covid-19 de adultos para crianças do que de crianças para adultos, em um grupo de voluntários de uma comunidade do Rio de Janeiro. 

Parte das conclusões foram divulgadas hoje (10) pela Agência Fiocruz de Notícias, mas o trabalho será publicado no artigo “A dinâmica da infecção de Sars-CoV-2 em crianças e contatos domiciliares em uma comunidade pobre do Rio de Janeiro”, na revista científica Pediatrics, Official Journal of the American Academy of Pediatrics.

O estudo foi realizado entre maio e setembro do ano passado e contou com um grupo de 667 participantes que viviam em 259 domicílios de uma comunidade pobre do Rio de Janeiro. Entre as pessoas observadas pelos pesquisadores, havia 323 crianças, 54 adolescentes e 290 adultos. Os autores destacam que os resultados referem-se ao local e período específico que foram estudados e também não consideram as novas variantes do SARS-CoV-2 que circulam no país.

Testes PCR e de sorologia (IgG) realizados detectaram que 45 crianças com menos de 14 anos foram infectadas pelo novo coronavírus (covid-19), sendo que 26 delas tiveram contato com um adulto também positivo e 19 com adultos sintomáticos que não consentiram em fazer o teste. A pesquisa observou também uma proporção maior de crianças com menos de um ano infectadas, em comparação com grupos pediátricos de outras idades.

O estudo revela que cerca de um terço do grupo pesquisado havia tido contato com o coronavírus em agosto, enquanto o percentual geral da cidade no mesmo período era de 7,5%.

A hipótese dos pesquisadores era de que, se a transmissão ocorre principalmente de adultos e adolescentes para crianças, eles teriam um pico de prevalência de anticorpos IgG antes das crianças, o que foi confirmado na análise.

“A menos que essas crianças fossem portadoras do Sars-CoV-2 por um longo período, nossos resultados são compatíveis com a hipótese de que elas se infectam por contatos domiciliares, principalmente com seus pais”, diz um trecho do artigo publicado pela Agência Fiocruz de Notícias. “As crianças incluídas no estudo não parecem ser a fonte da infecção de Sars-CoV-2 e mais frequentemente adquiriram o vírus de adultos”.

Os pesquisadores ponderam, entretanto, que os testes foram realizados em um período em que as escolas estavam fechadas no Rio de Janeiro. Desse modo, os adultos podem ter tido um papel de propagador mais importante porque continuaram expostos ao vírus ao sair para trabalhar fora de casa.

O artigo sugere que, em um cenário semelhante ao estudado, “escolas e creches poderiam potencialmente reabrir se medidas de segurança contra a covid-19 fossem tomadas e os profissionais adequadamente imunizados”.

Os cientistas defendem que compreender o papel das crianças na dinâmica de transmissão é de importância fundamental para diversas estratégias de enfrentamento da pandemia, como a reabertura segura das escolas. Além disso, eles alertam que é necessário incluir as crianças nos estudos clínicos de vacinação.

“Se os adultos forem imunizados e as crianças não, elas podem continuar a perpetuar a epidemia. Se no mínimo 85% dos indivíduos suscetíveis precisam ser imunizados para conter a pandemia da covid-19 em países de alta incidência, esse nível de proteção só pode ser alcançado com a inclusão de crianças em programas de imunização, principalmente no Brasil, onde 25% da população têm menos de 18 anos”, diz o artigo.

O estudo foi coordenado pela chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em Doenças Febris Agudas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Patrícia Brasil. Além de outros pesquisadores da Fiocruz, participaram do trabalho cientistas da Universidade da Califórnia (UCLA) e da London School of Hygiene and Tropical Medicine (LSHTM).

Agência Brasil

A taxa de transmissibilidade [R(t)] da covid-19 geral do Rio Grande do Norte é de 0,74, o que é considerado como zona segura dentro dos parâmetros estabelecidos.

Há três semanas, no dia 17 de abril, o RN tinha 121 cidades taxa superior a 1,03 (zona de risco) ou maior que 2,00 (zona de perigo), hoje são 60 municípios nestas condições, segundo dados do LAIS/UFRN.

A maior parte do Rio Grande do Norte está em área segura, com a taxa de transmissibilidade menor ou igual a 1,00. A população inserida nesta zona é de 2.514.869, segundo o Lais. Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Extremoz são algumas das cidades dentro dessa faixa.

Três municípios em zona de perigo, com taxa superior a 2,00. Itaú (2,76), Portalegre (2,38) e Santana do Matos (2,04).

Com taxa maior que 1,03 e menor ou igual a 2,00 são 57 municípios que estão na chamada zona de risco.

A taxa de transmissibilidade é um indicador importante para analisar a pandemia do coronavírus. No entanto, o laboratório destaca que os dados não podem ser utilizados separadamente e que é preciso considerar outros indicadores nas avaliações dos contextos epidemiológicos.

Taxas de Transmissibilidade pode município

Zona de perigo (taxa maior que 2,00)

Itaú 2,76
Portalegre 2,38
Santana do Matos 2,04

Zona de risco (taxa maior que 1,03 a menor ou igual a 2,00)

Rodolfo Fernandes 1,89
Almino Afonso 1,79
Severiano Melo 1,63
Serra Negra do Norte 1,62
João Dias 1,60
José da Penha 1,59
Itajá 1,58
Triunfo Potiguar 1,51
Januário Cicco 1,50
Espírito Santo 1,49
Ouro Branco 1,45
São Rafael 1,39
Paraú 1,38
Ruy Barbosa 1,38
Cerro Corá 1,37
Lagoa Salgada 1,37
Carnaúba dos Dantas 1,36
Rafael Fernandes 1,36
Viçosa 1,35
Parelhas 1,31
Apodi 1,29
São Miguel do Gostoso 1,29
Serra Caiada 1,28
Bodó 1,24
Rio do Fogo 1,24
Senador Georgino Avelino 1,21
Sítio Novo 1,20
Coronel João Pessoa 1,19
Janduís 1,19
Porto do Mangue 1,19
São Bento do Trairi 1,17
Felipe Guerra 1,16
Lucrécia 1,16
Campo Redondo 1,14
Doutor Severiano 1,14
Grossos 1,14
São João do Sabugi 1,14
Jardim de Piranhas 1,13
Fernando Pedroza 1,12
São José do Seridó 1,12
Ipanguaçu 1,11
Santana do Seridó 1,10
Frutuoso Gomes 1,09
Mossoró 1,09
Assú 1,08
Bom Jesus 1,08
Francisco Dantas 1,07
Passa e Fica 1,06
São José de Mipibu 1,06
Timbaúba dos Batistas 1,06
Areia Branca 1,05
Japi 1,05
Venha-ver 1,05
Augusto Severo 1,04
Ceará-Mirim 1,04
Major Sales 1,04

Zona neutra (Maior que 1,00 a menor ou igual a 1,03)

Caicó 1,01
Tenente Laurentino Cruz 1,01

Zona segura (igual ou menor a 1,00)

Água Nova 1,00
Carnaubais 1,00
São Vicente 1,00
Taboleiro Grande 0,99
Lagoa Nova 0,97
Nova Cruz 0,97
Marcelino Vieira 0,96
Martins 0,96
Vera Cruz 0,96
Antônio Martins 0,95
Extremoz 0,95
Macaíba 0,95
Pendências 0,95
Santa Cruz 0,95
Coronel Ezequiel 0,94
Umarizal 0,94
Upanema 0,94
São Gonçalo do Amarante 0,93
Parnamirim 0,92
Tenente Ananias 0,92
Currais Novos 0,91
Florânia 0,89
Ielmo Marinho 0,89
Lagoa de Velhos 0,89
Natal 0,89
Tangará 0,89
Senador Elói de Souza 0,88
São Miguel 0,87
Tibau do Sul 0,87
Pau dos Ferros 0,86
Alexandria 0,85
Baraúna 0,85
Pilões 0,85
Rafael Godeiro 0,85
Santo Antônio 0,85
Serrinha dos Pintos 0,84
Caiçara do Norte 0,83
Jucurutu 0,83
São Fernando 0,83
Barcelona 0,80
Canguaretama 0,79
Jardim do Seridó 0,79
Patu 0,76
Encanto 0,75
Pureza 0,75
Angicos 0,74
Nísia Floresta 0,74
Riacho da Cruz 0,74
Jaçanã 0,73
Lagoa de Pedras 0,73
Serrinha 0,73
Tibau 0,73
São Paulo do Potengi 0,72
Arez 0,71
Goianinha 0,71
Riacho de Santana 0,71
Serra do Mel 0,71
Brejinho 0,70
Galinhos 0,70
Pedra Grande 0,70
São Tomé 0,70
Caraúba 0,69
Taipu 0,68
Macau 0,66
Jundiá 0,65
Lagoa d’Anta 0,65
Lajes Pintadas 0,65
Parazinho 0,65
Pedra Preta 0,65
Alto do Rodrigues 0,64
Maxaranguape 0,64
Guamaré 0,63
Jardim de Angicos 0,63
São Bento do Norte 0,63
São José do Campestre 0,63
Caiçara do Rio do Vento 0,61
São Francisco do Oeste 0,61
Poço Branco 0,60
Pedro Velho 0,59
Santa Maria 0,58
Acari 0,57
Equador 0,57
Montanhas 0,57
Serra de São Bento 0,56
Bento Fernandes 0,55
Lajes 0,55
Monte Alegre 0,54
Paraná 0,54
Passagem 0,54
Pedro Avelino 0,54
Cruzeta 0,53
Monte das Gameleiras 0,51
Ipueira 0,50
João Câmara 0,49
Riachuelo 0,48
Afonso Bezerra 0,46
Messias Targino 0,46
Olho d’Água do Borges 0,44
Luís Gomes 0,41
São Pedro 0,39
Jandaíra 0,38
Várzea 0,36
Vila Flor 0,29
Touros 0,28
Baía Formosa 0,17

De acordo com dados do boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (07), Macaíba registra 3.554 casos confirmados da covid-19, 1.653 casos suspeitos, 58 óbitos sob investigação e 137 mortes confirmadas ao longo da pandemia.

 

O presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje (8) que o Ministério da Saúde enviará 3,9 milhões de vacinas AstraZeneca/Fiocruz para todos os estados e o Distrito Federal. A Região Norte receberá 281,4 mil doses, a Região Nordeste terá 984,1 mil doses e a Região Centro-Oeste receberá 294,1 mil doses. Já as regiões Sudeste e Sul receberão 1,79 milhão e 624,3 mil doses, respectivamente. O comunicado foi feito em redes sociais.

Além disso, o Ministério da Saúde distribuiu quase 1 milhão de vacinas da Coronavac/Butantan para uso apenas como segunda dose. A ideia é completar os esquemas vacinais de mais de 900 mil pessoas. As doses da Coronavac começaram a ser entregues ontem (7).

A vacinação contra a COVID-19 seguirá para uma nova etapa no município de Macaíba. Agora será a vez da parcela da população composta por pessoas com comorbidades, ou seja, quando um paciente apresenta e convive, ao mesmo tempo, com mais de uma doença; pessoas com deficiência permanente; gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto). Todas as pessoas que precisam ser vacinadas deverão apresentar documento de identidade com CPF e comprovante de residência de Macaíba, além da documentação médica com cópia comprovando cada comorbidade.

As faixas etárias a serem imunizadas nesta etapa são variadas. De acordo com a tabela divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN), na Fase I: Pessoas com Síndrome de Down (18-59 anos); Pessoas com doença renal crônica, em diálise (18-59 anos); Gestantes e puérperas com comorbidades (18-59 anos); Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos; Pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos. Entre as comorbidades cobertas nesta fase, estão: diabetes mellitus e doenças cardíacas.

Na Fase II: deverão ser vacinadas proporcionalmente, de acordo com o quantitativo de doses disponibilizado, seguindo as faixas de idade de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos: Pessoas com comorbidades; Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no BPC; Gestantes e puérperas independentemente de condições pré-existentes. Pressão alta, obesidade, cirrose, anemia e AIDS estão entre as comorbidades incluídas nesta fase. Para mais informações, contate a equipe do posto de saúde de seu bairro ou área de cobertura.

A Prefeitura iniciará a vacinação na próxima terça-feira (11/05) pela zona urbana, no horário das 8h às 12h. Os demais polos terão, em breve, suas datas divulgadas. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, serão 06 polos de vacinação, localizados no Centro (Pax Club), Traíras, Mangabeira, Cajazeiras, Canabrava e Bela Vista. O polo do Pax Club irá atender os usuários de todos os bairros da zona urbana.

O polo de Traíras atenderá: Traíras, Lagoa Do Sítio I, Lagoa Nova, Sucavão, Porteiras, Riacho do Feijão, Assentamento Margarida Alves, Assentamento Zumbi dos Palmares, Félix Lopes e localidades circunvizinhas.

O polo localizado em Mangabeira atenderá: Mangabeira, Guarapes, Loteamento Santa Rosa, Barro Branco, Conjunto Manoel Dias e localidades circunvizinhas.

O polo de Cajazeiras atenderá: Cajazeiras, As Marias, Mata Verde, Lagoa dos Cavalos, Reta Tabajara, Retiro, Rua da Palha, Assentamento José Coelho, Lagoa do Lima, Assentamento Caracaxá, Lagoa do Sítio II, Lagoa dos Espinheiros e Lagoa dos Currais e localidades circunvizinhas.

O polo de Canabrava atenderá: Canabrava, Riacho do Sangue, Peri-Peri, Jundiaí, Tabatinga Lagoa Seca, Cajarana, Betúlia, Curralinho, Japecanga, Assentamento Eldorado dos Carajás, Assentamento Quilombo dos Palmares e localidades circunvizinhas.

Por sua vez, o polo de Bela Vista atenderá: Bela Vista, Cidade Campestre e localidades circunvizinhas.

Vacinação drive thru na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), zona norte do Rio. A cidade do Rio de Janeiro retoma hoje (25) sua campanha de aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 em idosos da população em geral.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A proporção de mortes de idosos com 80 anos ou mais caiu pela metade no Brasil após o início da vacinação contra a covid-19. Os dados fazem parte de um estudo liderado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O percentual médio de vítimas dessa faixa etária era de 25% a 30% em 2020 e passou para 13% no final de abril.  Quando teve início a imunização, em janeiro de 2021, o percentual era de 28%.

De acordo com o Cesar Victora, epidemiologista e líder da pesquisa, outros estudos já demonstraram a associação entre a vacinação e a queda nas internações e nas mortes, por exemplo a partir dos dados da população de Israel. A novidade desta análise é que o mesmo se confirma em um cenário com predominância da variante P1. Em Israel, a imunização alcança mais de 55% da população, segundo dados da plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford.

A pesquisa liderada pela UFPel indica que pelo menos 13,8 mil mortes de brasileiros com 80 anos ou mais em um intervalo de oito semanas foram evitadas. O país registra 407.639 mortes por covid-19, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada nesse domingo (2). Em 24 horas, foram 1.202 novas mortes. A aplicação da primeira dose alcança cerca de 14% dos brasileiros; e 6,5% receberam as duas doses.

Os dados utilizados na análise foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde e referem-se ao período de 3 de janeiro a 22 de abril. Nessas datas, 171.454 pessoas morreram pelo novo coronavírus no Brasil.

No começo de 2021, a taxa de mortalidade entre pessoas de 80 anos ou mais era 13,7 vezes maior do que para pessoas com zero a 79 anos. De acordo com o estudo, essa relação caiu para 6,9 vezes no início de abril.

As estimativas dos pesquisadores apontam que, com a nova cepa, se o número de mortes entre os mais idosos tivesse continuado no mesmo ritmo observado para grupos etários mais jovens, seriam esperadas quase 48 mil mortes contra as 34.168 registradas no período.

Os níveis nacionais de cobertura vacinal com a primeira dose nessa faixa etária chegaram a 50% na primeira quinzena de fevereiro, a 80% na segunda quinzena do mês e ficou em 95% em março. Os pesquisadores apontam que os resultados de queda da mortalidade encontrados são compatíveis com o efeito protetor da primeira dose e deve aumentar a partir da segunda.

O estudo também confirma que as vacinas aplicadas no Brasil protegem mesmo em um cenário em que a P1 predomina. Pesquisas com profissionais de saúde vacinados em Manaus e São Paulo já demonstravam essa proteção.

Um lote com 220 mil doses da vacina Oxford/AstraZeneca, contra a covid-19, chegaram hoje (1º) por volta das 17 horas no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP). Os imunizantes foram importados por intermédio do consórcio Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esse é o primeiro de três lotes que deverão chegar até o final do domingo no país. Amanhã (2), duas novas remessas desse imunizante, também obtidos pelo Covax Facility, chegarão a São Paulo, com mais 3,8 milhões de doses. Com isso, completam-se os quatro milhões de doses previstos para maio, anunciados pelo Ministério da Saúde.

Covax Facility é uma aliança internacional da OMS que tem como principal objetivo acelerar o desenvolvimento e a fabricação de vacinas contra a covid-19 e garantir acesso igualitário à imunização. Além da OMS, fazem parte do grupo a Coalizão para Promoção de Inovações em prol da Preparação para Epidemias (CEPI), a Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O Brasil tem direito a receber 10,5 milhões de doses do consórcio. Em março, já foram enviadas ao país um total de 1 milhão de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, cujos lotes foram fabricados na Coreia do Sul pelo laboratório BK Bioscience.

De acordo com a Opas, as vacinas AstraZeneca recebidas são do mesmo tipo que as produzidas em solo brasileiro pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “É um produto seguro e de qualidade, tendo aprovação para uso emergencial tanto da OMS quanto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)”, destacou a organização, em nota.

Após o desembarque, os imunizantes foram levados a Coordenação de Armazenagem e Distribuição Logística de Insumos Estratégicos para a Saúde (COADI) do Ministério da Saúde, em Guarulhos. As vacinas, agora, serão distribuídas conforme o Plano Nacional de Vacinação (PNI).

Agência Brasil

Evolução do número de novos óbitos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior númerode óbitos

Ministério da Saúde

O total de mortes relacionadas à covid-19 e de diagnósticos da doença teve uma redução no novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, que avaliou a Semana Epidemiológica (SE) 16, de 18 a 24 de abril.

Neste período, foram registrados 17.814 novos óbitos, contra 20.344 confirmados na semana anterior. O resultado representa uma queda de 12% entre as duas semanas epidemiológicas. A média móvel de mortes (total de vidas perdidas pelo número de dias) na SE 16 ficou em 2.545.

A curva de mortes durante a pandemia mostra o início de uma reversão da tendência de alta da segunda onda registrada neste ano, iniciada por um aumento intenso a partir do fim do mês de fevereiro. A inflexão teve início na semana epidemiológica 14, na 1ª quinzena de abril.

Os dados estão no Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde sobre o Coronavírus 60. O documento reúne a avaliação da pasta sobre a evolução da pandemia, considerando as semanas epidemiológicas e o tipo de mediação empregada por autoridades de saúde para essas situações.

O número de novos diagnósticos de covid-19 também teve queda, de 10%. Nesta última semana (SE 16) foram registrados 408.124 novos diagnósticos positivos de covid-19, contra 455.085 novas notificações de pessoas infectadas com o novo coronavírus na semana anterior. A média móvel foi de 58.303.

O resultado da SE 16 confirma uma tendência de queda no registro de novos diagnósticos positivos de covid-19, iniciado em março, apenas com a SE 13 contrariando a tendência.

Estados

Conforme o boletim epidemiológico, 20 estados e o Distrito Federal tiveram redução de casos na Semana Epidemiológica 16, enquanto três ficaram estáveis e três tiveram aumento. Os acréscimos mais efetivos ocorreram no Rio de Janeiro (16%) e no Espírito Santo (12%). Já as quedas mais intensas se deram no Acre (-38%) e no Amapá (-32%).

Quando consideradas as mortes, o número de estados com queda das curvas foi de 18, quatro ficaram estáveis e cinco tiveram acréscimo em relação ao balanço da semana anterior. Os aumentos mais representativos foram registrados no Amazonas (23%) e Pará (14%). As quedas mais expressivas aconteceram em Roraima (-48%) e no Amapá (-47%).

Mundo

O Brasil continua sendo o país com mais novas mortes por covid-19. Em seguida vêm Índia (15.161), Estados Unidos (4.894), Polônia (3.397) e Colômbia (2.955). Enquanto a curva do Brasil sobe de forma intensa, assim como a da Índia, a curva de mortes dos EUA vem fazendo movimento inverso. Quando considerados números absolutos, o Brasil segue na segunda posição, atrás dos Estados Unidos (571.921).

O Brasil foi o terceiro país com mais novos diagnósticos. A liderança foi da Índia, que vive uma explosão da pandemia e teve 2.172.169 novos diagnósticos no período. Ainda acima do Brasil estão os Estados Unidos (417.100). O Brasil é seguido por Turquia (378.771) e pela França (213.480). Na comparação em números absolutos, o Brasil fica na terceira posição, atrás dos EUA (32 milhões) e da Índia (16,9 milhões).

Agência Brasil

Mais de um ano se passou após a identificação do primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, pandemia que modificou a rotina de milhões de pessoas em todo o mundo, alterando a percepção sobre o dia a dia, entre outras ações que modificaram o cenário econômico e social do país.

Neste contexto de mudança brusca, a saúde mental é um fator sensível da população e que está recebendo atenção da Prefeitura de Macaíba, por meio do CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial contra Álcool e outras Drogas). O Centro lançou um aplicativo para que a população possa fazer uma auto avaliação para detecção da Covid-19 e compartilhar informações sobre sua saúde mental.

Os usuários podem preencher questionários com informações sobre o estado de saúde deles e também compartilhar dados que auxiliem na identificação de autoestima baixa, depressão e estresse, algumas das enfermidades que podem surgir no contexto da pandemia. No aplicativo também é possível conversar com uma assistente virtual é tirar dúvidas sobre o período pandêmico

A iniciativa não tem fins de diagnósticos e tem como metas auxiliar a população durante a pandemia e contribuir para uma melhor apuração sobre os dados da Covid-19 no município. Dados como nome, idade, gênero são alguns dos itens a serem preenchidos pelos usuários de forma voluntária.

O aplicativo foi desenvolvido pelo CAPS AD em parceria com o grupo Ações Promocionais e de Atenção a Grupos Humanos em Saúde Mental e Saúde Coletiva (APASMC) e a Incubadora de Procedimentos em Enfermagem (GPIPE) da UFRN e pode ser acessado por meio deste link https://app-capsad-macaiba-rn.bubbleapps.io/.

Assecom-PMM

O Rio Grande do Norte recebeu na tarde desta quinta-feira (29), por volta das 15h50, no Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, mais um lote de vacinas para dar continuidade ao Plano Estadual de Vacinação Contra Covid-19. Foram recebidas 76.850 doses de vacinas, sendo 75.250 doses da Oxford/Fiocruz e 1.600 doses da CoronaVac/Butantan.

Conforme orientação do Ministério da Saúde, as doses da vacina Oxford/Fiocruz são destinadas para continuidade da vacinação das pessoas de 60 a 64 anos e do grupo de forças de segurança e salvamento e forças armadas, garantindo a aplicação da D1 para esse público. E as doses da CoronaVac/Butantan foram disponibilizadas para aplicação das primeiras doses do grupo de pessoas de 60 a 64 anos.

A distribuição das vacinas para os municípios deverá ocorrer a partir das 7h da sexta-feira (30) na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), seguindo o mesmo esquema de segurança iniciado em janeiro, coordenado pelas secretarias de Estado da Saúde Pública (Sesap) e da Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) e operacionalizado com apoio da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Com esse novo lote, o RN já recebeu 972.340 doses de vacinas contra o novo coronavírus. Segundo dados do RN + Vacina, até a manhã desta quinta, mais 700 mil doses das vacinas contra Covid-19 foram aplicadas na população dos 167 municípios potiguares.

Apesar de ainda não ter dado início aos testes em humanos, o Instituto Butantan anunciou hoje (28) o início da produção de uma nova vacina contra a covid-19, chamada ButanVac. Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, o primeiro lote  produzido dessa vacina terá 1 milhão de doses. A previsão é que, até junho, sejam produzidas 18 milhões de doses dessa vacina.

A vacina Butanvac será produzida na fábrica do Butantan onde são feitas anualmente as vacinas contra a gripe, produção que já foi finalizada este ano. A ButanVac será produzida integralmente no Brasil, sem necessidade de importar insumos para a produção. Atualmente, o Instituto Butantan já produz uma vacina contra a covid-19, a CoronaVac, que está sendo aplicada em todo o Brasil por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A CoronaVac, no entanto, necessita da importação de matéria-prima da China.

A produção da ButanVac foi dividida em fases. Na primeira fase, que tem início hoje (28) e vai até 18 de maio, serão produzidos seis lotes, totalizando 6 milhões de doses da vacina. Na segunda fase, entre os dias 14 de maio e 1º de junho, serão produzidos mais seis lotes. Na terceira etapa, entre os dias 28 de maio e 15 de junho, mais seis lotes serão produzidos.

De acordo com o governador de São Paulo, João Doria, até o final deste ano, poderão ser produzidas 40 milhões de doses dessa nova vacina.

Pedido de testes

Na última sexta-feira (23), o Instituto Butantan enviou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido para início dos testes em humanos da ButanVac, de fases 1 e 2.

Após o pedido feito pelo Butantan, a Anvisa terá prazo de 72 horas para dar seu parecer. No entanto, ontem (27), a Anvisa paralisou a análise do pedido do Butantan alegando que o instituto não entregou todos os documentos solicitados. “O pedido de autorização do Butantan, enviado à agência no dia 26/3, e o protocolo do estudo clínico enviado na última sexta-feira (23/4) ainda estão incompletos e não atendem aos requisitos técnicos para autorizar pesquisas clínicas de vacinas em seres humanos”, disse o órgão regulador.

Segundo a Anvisa, entre os documentos que o Butantan ainda precisa enviar estão relatórios técnicos contendo dados e informações sobre a definição do perfil alvo de qualidade da vacina (substância ativa, adjuvantes, interação ativo + adjuvante e produto terminado) e outro contendo informações detalhadas sobre o banco de vírus mestre e de trabalho (fabricantes, etapas de produção, definição de lotes, controle de qualidade, estabilidade, lotes usados até o momento e lotes a serem usados no estudo clínico). A Anvisa também pediu informações sobre o processo produtivo e de controle de qualidade do imunizante.

Os estudos clínicos

A fase inicial de estudos em humanos busca avaliar a segurança da vacina e sua capacidade de induzir uma resposta imunológica. Para uma vacina ser aplicada na população, ela passa por uma fase de estudos em laboratório, uma fase pré-clínica de testes em animais e três etapas clínicas de testes em voluntários humanos, que avaliam a produção de anticorpos, a sua segurança e a sua eficácia.

Os testes da ButanVac serão feitos em adultos. Os estudos deverão começar com 1,8 mil voluntários. Já a Fase 3, com maior escala de participantes, deverá incluir 9 mil pessoas. Poderão fazer parte dos testes inclusive adultos já vacinados ou que já tiveram covid-19.

A tecnologia da ButanVac utiliza o vírus da Doença de Newcastle geneticamente modificado. O vetor viral contém a proteína Spike do coronavírus de forma íntegra. O desenvolvimento complementar da vacina será todo feito com tecnologia do Butantan, incluindo a multiplicação do vírus, condições de cultivo, ingredientes, adaptação dos ovos, conservação, purificação, inativação do vírus, escalonamento de doses e outras etapas.

A Doença de Newcastle é uma infecção que afeta aves e, por isso, segundo o Butantan, o vírus se desenvolve bem em ovos embrionados, permitindo eficiência produtiva em um processo similar ao usado na vacina contra a Influenza do Butantan. O vírus da doença de Newcastle não causa sintomas em seres humanos, constituindo-se em alternativa muito segura na produção. Inativado para a formulação da vacina, o vírus facilita sua estabilidade e deixa o imunizante ainda mais seguro.

CoronaVac

Nesta quarta-feira, o governador João Doria informou que antecipará a entrega de mais 600 mil doses da vacina CoronaVac ao Ministério da Saúde. Prevista inicialmente para 3 de maio, a entrega será feita já nesta sexta-feira (30).

Após intenso trabalho da nova administração da UPA de Macaíba, a unidade ganha um aparelho de Raio-X portátil enquanto o equipamento principal passa por conserto. Desde outubro de 2020 os macaibenses não contavam com o serviço do aparelho, que foi entregue à nova gestão totalmente danificado. Instalado na tarde desta terça (27), o equipamento já foi responsável por mais de uma dezena de exames.

Para não penalizar os pacientes, desde a segunda quinzena de janeiro a nova gestão de Macaíba fez uma parceria com o Hospital Regional para a realização do referido exame.

O funcionamento do setor de Raio-X é mais um passo que a nova gestão dá para resolver os problemas estruturais deixados pela ex-administração, uma dura realidade encontrada em toda a rede básica de saúde que está sendo reorganizada.

A UPA agora tem

1 Aparelho de Raio-x
4 concentradores de oxigênio
3 três monitores de sinais vitais
1 carrinho de emergência médica
2 laringoscópios, um adulto e um infantil
1 novo laboratório de exames