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No Brasil, existem essencialmente três modelos de escolas: as públicas, as militares, as cívico-militares, além das particulares. Elas diferem entre si principalmente em relação ao financiamento, forma de ingresso, gestão e na proposta didático-pedagógica.

Atendendo 81,3% das crianças e adolescentes, as públicas estão em maior quantidade e a concepção dessas escolas, tal qual conhecemos hoje, tem origem em 1932, com a publicação do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova.

Laica e gratuita, a escolas públicas devem atender a todos, independentemente de raça, condição financeira ou religião. Se houver qualquer desvio em relação a estes princípios, a população pode cobrar do poder público seu cumprimento.

Apesar dos avanços em democratizar o acesso e melhorar a qualidade das relações de ensino-aprendizagem, as escolas públicas padecem por falta de investimentos, responsabilidade principalmente de estados e municípios. Essa escassez de recursos reverbera na infraestrutura dos prédios, e nas condições que os professores têm para dar aula e que os alunos têm para aprender.

“Muitos professores não ganham sequer o piso do magistério, que é de 2.500 reais. Se não tem o professor no pilar de ensino-aprendizagem, isso significa que não tem aprendizagem”, diz Andressa Pellanda, coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Escola militar

Ao todo são 13 escolas militares no Brasil, fundadas sobretudo entre os anos 1950 e 1970. Elas atendem do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, e têm autonomia para montar seus próprios currículos e sua estrutura pedagógica, podendo contar com militares no quadro de professores.

A maior parte dos alunos são filhos de militares. Oferecer essas escolas é uma forma de tornar a carreira mais atraente e de atender às especificidades e exigências dessa formação para a vida militar. Os civis interessados em ingressar nas instituições são submetidos a uma prova, que seleciona os alunos que obtiverem as notas mais altas.

As escolas militares contam com recursos do Ministério da Educação e do Ministério da Defesa. Os professores recebem salário que passam de 10 mil reais, e os colégios possuem diferentes laboratórios, como de química e robótica, quadras poliesportiva e piscina.

As famílias também podem contribuir com um valor mensal que varia entre 100 e 300 reais, e devem pagar pelo fardamentos dos alunos, que custa em torno de 600 reais.

O resultado desse investimento, valorização dos educadores e infraestrutura é um melhor desempenho nas avaliações nacionais. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), por exemplo, aponta que o Ensino Fundamental II dos colégios militares têm uma nota de 6,5. O das escolas estaduais é 4,1.

Escola cívico-militar

No Brasil, já existem 203 escolas cívico-militares financiadas por Secretarias Estaduais de Segurança Pública e Secretarias Estaduais de Educação.

E no início do mês, o governo Bolsonaro anunciou o Plano Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM), que pretende implementar o modelo em 216 escolas até 2023, começando em 2020. O governo federal investirá cerca de 1 milhão por escola para o pagamento dos militares, melhoria da infraestrutura das unidades e materiais escolares.

Nestas escolas, policiais militares e civis partilham a administração. De acordo com o novo modelo proposto por Bolsonaro, os militares atuarão como monitores para auxiliar na gestão educacional e administrativa. Os professores serão civis, responsáveis pela gestão da organização didático-pedagógica, bem como da financeira.

A demanda é por escolas militares ou por escolas de qualidade?

O debate sobre os diferentes modelos de escola ressurgiu ao longo deste último ano durante as sucessivas declarações de apoio de Jair Bolsonaro à expansão de escolas militares e cívico-militares, sobretudo após o anúncio do PECIM. O programa recebeu apoio de parte da população.

Para Andressa Pellanda, essa demanda está muito mais ligada à necessidade de escolas de melhor qualidade do que por escolas militarizadas. Ela argumenta que se esse dinheiro fosse investido nas escolas públicas, seria possível melhorar a infraestrutura, reduzir o número de alunos por sala, aumentar os salários dos professores e a capacidade de atrair os melhores educadores e, consequentemente, melhorar a qualidade da educação.

Isso porque há uma relação direta entre investimentos e qualidade, como mostra a tabela abaixo. Quanto mais recursos, maior é a nota obtida no Ideb, um dos principais indicadores de qualidade educacional do Brasil. O estudo foi desenvolvido por Thiago Alves, professor na Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas da Universidade Federal de Goiás (UFG) e sua equipe.

Escola militar

Crédito: Thiago Alves (UFG)

Um dos motivos de Bolsonaro para apoiar o PECIM é que essas escolas supostamente reduziriam a violência. No entanto, as experiências de escolas que conseguiram driblar a violência apontam para outro caminho.

“Escola sem violência tem muro baixo, políticas de diálogo, fortalece a participação da comunidade, que abrem aos finais de semana, o oposto ao que está se receitando”, diz José Marcelino de Rezende Pinto, professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em financiamento da educação.

O educador aponta ainda outro problema criado por escolas como a militar e a cívico-militar: elas não são para todos. “Essas escolas criam vários mecanismos de seleção e, portanto, de exclusão”, alerta.

Apesar destes pontos, criou-se um cenário favorável para a implementação do PECIM. A partir da EC 95, que congelou os investimentos em educação por 20 anos, e os sucessivos cortes de recursos para a área impostos pelo MEC, muitos estados e municípios se veem sem saída. Assim, o MEC, ao oferecer às redes cerca de 1 milhão de reais para a implementação de cada escola cívico-militar, força essa política.

“Vários gestores estão enforcados com financiamento. É o único caminho que se dá para ter recursos”, afirma Andressa.

Centro de Referência em Educação Integral 

A Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) da UFRN lançou edital para seleção de candidatos para o cargo de professor do magistério superior. São 53 vagas em diversas classes e níveis, com e sem dedicação exclusiva.

O concurso prevê vagas para professor nas classes de adjunto-a e assistente-a, com dedicação exclusiva, além de assistente-a e auxiliar, no regime de 20 horas. Os aprovados serão distribuidos entre  CCS, CE, CCHLA, CCET, CCSA E CT, além da EAJ, Escola de Música, CERES e Facisa.

 As inscrições vão do dia 11 de novembro ao dia 2 de janeiro, e estarão disponíveis na aba de concursos do Sigrh e do site da Progesp.

Ascom

O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) lançou nesta semana o edital de seleção para as turmas de 2020 dos cursos técnicos em Tecnologia da Informação (TI). O certame oferece 600 vagas para Natal (RN) e as inscrições, que começam na segunda-feira, 7, seguirão abertas até o dia 30 de outubro.

A seleção, cujas provas ocorrerão no dia 24 de novembro, é aberta a toda a comunidade, não sendo necessário estar matriculado em algum programa de ensino da UFRN para participar. O pré-requisito é que os concorrentes tenham concluído o Ensino Fundamental.

Inscrições

O processo de inscrição pode ser feito mediante preenchimento de formulário online – que será disponibilizado no site da Comperve a partir do dia 7. A taxa é de R$ 30,00 – que deverá ser paga até o dia 1º de novembro – sendo possível a isenção, conforme os requisitos previstos no edital, que pode ser acessado no seguinte endereço eletrônico.

Das 600 vagas oferecidas na seleção, 70% são destinadas a pessoas que cursaram integralmente o Ensino Fundamental em escolas públicas. Além disso, desse quantitativo, metade é reservada para candidatos cujas famílias contam com renda bruta igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita.

Cursos técnicos

Oferecidos na modalidade semipresencial – Ensino a Distância (EAD) e encontros presenciais semanais – os cursos técnicos do IMD contam com cinco ênfases diferentes. Para as turmas de 2020, serão oferecidas três delas, a saber: Eletrônica, Informática para Internet e Rede de Computadores.

Durante todo o curso, o aluno é acompanhado por profissionais do IMD, responsáveis por conduzir todas as atividades pedagógicas e oferecer conteúdo de maneira flexível e direcionada, tanto online como presencial.

Segundo o coordenador do programa, professor Marcel Oliveira, uma das principais portas de entrada no IMD são os cursos técnicos. Exemplo disto é o fato do Bacharelado em Tecnologia da Informação (BTI) reservar parte de suas vagas residuais para uma seleção específica para os concluintes da formação técnica.

“Eu convivo aqui no IMD e vejo que diversos alunos que foram do técnico estão hoje na graduação. Esses vão sair daqui com uma formação bastante consolidada em TI”, considera o professor.

Apesar das aulas também serem ministradas, além de Natal, também em Caicó, Angicos, Mossoró e Pau dos Ferros – nesses três últimos municípios em parceria com a  Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) – a seleção para as turmas de 2020 destinará vagas apenas para a capital potiguar.

Os cursos contam com uma grade curricular com carga horária variável, entre 1 mil e 1,2 mil horas, organizadas nos eixos de informação e comunicação.

Provas

As provas serão aplicadas em diferentes municípios do Estado do Rio Grande do Norte, a saber: Natal, Caicó, Macaíba, Santa Cruz e Currais Novos. Os candidatos receberão o endereço exato de aplicação dos exames no dia 19 de novembro.

Os testes serão compostos por 40 questões de múltipla escolha e vão avaliar conhecimentos em “Cidadania Digital e Colaboração Global”, “Pesquisa, Gerenciamento de Informações e Comunicação”, “Pensamento Crítico, Flexível e Inovador” e “Resolução de Problemas e Pensamento Computacional”.

Cada tema contará com 10 perguntas e o tempo máximo para a execução da prova é de três horas e meia. O acesso à sala onde se realizará o exame estará aberto das 13h20 às 14h (horário local).

 

Professora do IFRN vence Prêmio Educador Nota 10

Foto: Mariana Pekin

Na noite de ontem, 30 de setembro, aconteceu em São Paulo a 22ª edição do Prêmio Educador Nota 10, considerado o maior e mais importante prêmio da Educação Básica Brasileira. A professora Patrícia Barreto, do Campus Nova Cruz do IFRN foi a vencedora na categoria voto popular com 24,22% dos votos. Com o projeto “Argument(Ação): o empoderamento do protagonismo juvenil”, Patrícia, que foi a única representante do Nordeste e da Rede Federal, ficou entre os 10 finalistas premiados, de um total de 4.878 trabalhos inscritos.

Após o anúncio da premiação a professora ressaltou que uma educação pública de qualidade pode transformar vidas. “Eu sonho muito que um dia todos tenham acesso a uma escola pública de qualidade, porque a educação não pode ser um privilégio para poucos, é um direito universal. Acredito muito na qualidade dos Institutos Federais, porque transformam vidas e fazem os sonhos de tornarem realidade”, disse.

Projeto

O projeto surgiu com a discussão de problemáticas sociais vivenciadas pelos estudantes em suas comunidades, gerando debates para aprofundar estratégias de aprimoramento de argumentação. “As atividades geraram muitas reflexões e um engajamento social”, disse. O conteúdo, segundo ela, tomou tal grandeza que acabou gerando Desxculpa aí, um podcast (espécie de programa de rádio, onde os debates são gravados, publicados e disponibilizados na internet) feito pela professora e 115 estudantes de quatro turmas do terceiro ano do ensino médio.

Os 10 finalistas estiveram em São Paulo, participando de imersão com atividades como as oficinas realizadas no FAB LAB LIVRE SP, rede de laboratórios públicos – espaços de criatividade, aprendizado e inovação acessíveis. E segundo Patrícia, foi possível conhecer diversas tecnologias e aprender atividades pedagógicas inclusivas voltadas à acessibilidade em Educação. A professora ainda gravou um podcast para divulgar o projeto.

Premiação

O Prêmio Educador Nota 10 foi criado em 1998 pela Fundação Victor Civita que, desde 2014, realiza a premiação em parceria com a Abril, a Globo e a Fundação Roberto Marinho. Reconhece e valoriza professores da Educação Infantil ao Ensino Médio e também coordenadores pedagógicos e gestores escolares de escolas públicas e privadas de todo o país.

A cerimônia também concedeu o prêmio de Educador do Ano para Joice Maria Lamb, coordenadora pedagógica de uma escola estadual, em Novo Hamburgo – RS.

O Governo do Rio Grande do Norte, reafirmando os princípios constitucionais como diretrizes que asseguram um ambiente educativo plural, optou por não aderir ao Programa Nacional para as Escolas Cívico-Militares, proposto pelo Ministério da Educação, em articulação com o Ministério da Defesa.

Essa decisão tem como base a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, estabelecido no Art. 3 que o ensino deve ser ministrado observando a liberdade de aprender, o apreço à tolerância, ao pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, bem como à gestão democrática, entre outros princípios. Baseia-se, ainda, nas determinações do Plano Estadual de Educação, Lei n. 10.049, de 27 de janeiro de 2016, que cria a Comissão de Monitoramento do PEERN, como instância de elaboração das políticas educacionais, em articulação com o Fórum Estadual de Educação, assegurando o amplo diálogo com educadores, estudantes, familiares e sociedade civil. Nesse sentido, o pedido do MEC para adesão ao Programa não precedeu de tempo hábil, para que essa discussão fosse feita junto às escolas e às representações constituídas, tornando a possível decisão unilateral pelo Órgão Central inviável para a Rede Estadual.

O posicionamento de não adesão é acompanhado por diferentes Estados: Alagoas, Maranhão, São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo, Bahia, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe.

Ademais, o Ministério da Educação, equivocadamente, informa sobre a liberação de R$ 54.000.000,00 (cinquenta e quatro milhões de reais) para o PECIM, R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) por Estado, ao tempo em que nega os recursos necessários para a continuidade do fomento à ampliação das Escolas de Tempo Integral, projeto exitoso que apresenta evidências de melhoria da aprendizagem em todo o país, sintonizado com o Plano Nacional de Educação.

A Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer do RN sempre estará aberta para discutir e integrar programas que beneficiem seus estudantes, condizentes com o que preconizam a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e o Plano Estadual de Educação do RN.

Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer do RN.

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Fotos: Comunicação EAJ

A Mostra de Profissões do Interior chegou à Escola Agrícola de Jundiaí pelo segundo ano, trazendo alunos da rede pública e privada para conhecer os nossos cursos técnicos integrados e subsequentes, de graduação e pós-graduação. Além de todas as dúvidas sobre os cursos, auxílios e benefícios, os alunos também puderam conferir apresentações culturais.

O evento foi realizada nesta última sexta-feira (26).

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Fotos: Comunicação EAJ

Nesta segunda-feira (30), foi realizada a cerimônia de posse dos novos diretores da Escola Agrícola de Jundiaí, os Professores Ivan Max Freire de Lacerda como diretor, e o Professor Márcio Dias Pereira como diretor Adjunto, foi um momento único, com homenagens, histórias fortes e que engrandecem a nossa trajetória ao longo destes 70 anos.

Anteriormente a nossa Escola era dirigida pelo Professor Júlio César de Andrade Neto e pelo Professor Gerbson Azevedo de Mendonça. A estes, o nosso sincero agradecimento por todo trabalho realizado durante os anos à frente da direção, pela dedicação e pelo carinho.

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Comunicação EAJ

Alunos de graduação e pós-graduação em Engenharia Florestal da EAJ participam hoje de uma ação alusiva ao Dia da Árvore, comemorado no último dia 21.

As atividades serão desenvolvidas com crianças do 1º ao 5º ano da Escola Municipal Jornalista Rubens Manoel Lemos, localizada em Parnamirim-RN.

Os estudantes, sob coordenação do Professor Mauro Pacheco, ministrarão palestras sobre a importância da árvores nos aspectos ambientais, oficinas de colagem com folhas, pinturas e muito mais!

Além destas atividades, as crianças receberão sementes que serão cultivadas para que, futuramente, possam plantá-las em sua casa ou na própria Escola.

A ação faz parte de um Projeto de Extensão que atenderá Colégios da rede pública, localizados na região metropolitana de Natal-RN.

A Cooperativa dos Alunos da Escola Agrícola de Jundiaí irá promover no dia 19 de  outubro deste ano, um aulão solidário de história, geografia, redação e literatura. Objetivo do aulão é voltado para quem vai fazer o Enem este ano.

O aulão será realizado no auditório do ensino médio, a partir das 08h.

Inscrições: 1 Kg de alimento.

Nesta sexta-feira, 27 de Setembro, a Mostra de Profissões do Interior chegará à Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ). As atividades da Mostra, que tiveram início na última terça (24) em Caicó e passaram pelos municípios de Currais Novos e Santa Cruz, serão encerradas amanhã na EAJ, em Macaíba.

O evento contará com a apresentação dos cursos de graduação (Engenharia Agronômica, Engenharia Florestal, Zootecnia e Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas) e os cursos técnicos (Agroindústria, Aquicultura, Agropecuária e Informática), integrados e subsequentes. O objetivo do evento, realizado todos os anos, é ajudar os jovens estudantes da região na escolha de suas futuras profissões.

O objetivo do evento é mostrar para os estudantes que pretendem ingressar no Ensino Superior os cursos ofertados pela Escola e esclarecer sobre as dúvidas baseados no conhecimento do perfil profissional de cada área de formação. Os cursos de Nível Técnico mostrarão as atividades desenvolvidas por discentes e docentes.

A programação contará com palestras dos cursos realizadas por alunos e professores da EAJ. As políticas de inclusão e permanência da instituição, tais como: bolsas, residência e outros programas também serão faladas.

O evento tem início às 08 da manhã e segue até às 16hs.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, faz balanço sobre o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

(Arquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano terá como foco conhecimentos objetivos. Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a preocupação do Ministério da Educação (MEC) será selecionar os melhores alunos para ocupar as vagas no ensino superior.

“Não vai cair ideologia, a gente quer saber de conhecimento científico, técnico, de capacidade de leitura, de fazer contas, de conhecimentos objetivos”, afirmou o ministro que participou ontem (24) do programa Brasil em Pauta, da TV Brasil, da EBC.

Ele acrescentou que o interesse do MEC é “simplesmente selecionar as melhores pessoas para ocupar as vagas nas faculdades. A nossa preocupação é mérito, só”.

Após polêmica envolvendo questões do Enem no ano passado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação, criou, no início deste ano, um grupo responsável por “identificar abordagens controversas com teor ofensivo a segmentos e grupos sociais, símbolos, tradições e costumes nacionais” e, com base nessa análise, recomendar que tais itens não fossem usados na montagem do Enem 2019.

O ministro ressaltou, na entrevista, que a aplicação do exame este ano está garantida.

Carteira estudantil será digitalizada

Ele falou ainda sobre a digitalização do MEC, que lançou, este ano, a carteirinha de estudante digital. A ID Estudantil começará a ser emitida em dezembro.

A digitalização também chegará ao Enem, que, ano que vem, terá aplicação por computador realizada de forma piloto.

O Enem 2019 será realizado nos dias 3 e 10 de novembro, em 1.727 municípios brasileiros. Mais de 5 milhões de pessoas farão o exame em 14 mil locais de aplicação de provas.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem para se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior. Os estudantes podem ainda concorrer a bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e podendo ser beneficiados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Foto: Comunicação EAJ

O surgimento e a história da Banda de Música da Escola Agrícola de Jundiaí se confundem com a história da própria Escola, e a ausência de um projeto específico contribuiu para alguns lapsos nessa trajetória. Mas desde o ano de 2013, em que fora instituída como grupo de arte e cultura da UFRN, a Banda tem cerca de 40 integrantes que se apresentam em diversas cidades do interior do Estado: Goianinha, Touros, Cajueiro de Touros, Vera Cruz, Lagoa Salgada, Lagoa de Pedras, São Miguel do Gostoso, Santa Cruz, entre outras, e em eventos como a Teia Nacional da Diversidade (ação do Ministério da Cultura em parceria com a EAJ), abertura de Jogos escolares na cidade de Barcelona, Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU) e a Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura (CIENTEC).

Os alunos entram em harmonia tocando instrumentos de percussão da BMEAJ, caixas, repiques, pratos, lira, surdos, tambor/bumbo. Os participantes também tocam seus próprios instrumentos de sopro, como saxofone, trombone, pistón, clarinete e trompete.

Fazem parte da Banda alunos de cursos técnicos integrados, subsequentes e graduação da EAJ-UFRN, e de cursos do Campus Central. Por ser um Projeto de Extensão aberto para a comunidade de Macaíba, estudantes de escolas do Município também participam. Este ano o grupo fez um belo desfile nas ruas da cidade de Macaíba, com 32 integrantes, à frente um grupo de metais, sendo sempre a Banda mais esperada do evento todos os anos. Nesse desfile, o responsável pela regência foi um aluno da EAJ, Rafael Costa Lima, que participou do projeto durante o Ensino Médio, depois foi bolsista do Fundo de Apoio a Extensão (FAEX), voluntário, e agora está na orientação do grupo na parte musical.

Após o ano de 2010, com a morte do Professor Evilásio Paiva de Araújo, no dia 14 de julho de 2010, que regia a Banda, o Projeto ficou sem professor responsável e com risco de acabar. Foi por causa disso, e do fato de não ser musicista, que a Professora Viviane Medeiros, que coordena o projeto juntamente com o professor Aldair Rodrigues da Silva, convidou o aluno que regeu a banda em 2011, Cledson Nunes, e elaborou o Projeto de Extensão com sua ajuda e a ajuda dos colegas professores da Escola de Música da UFRN. Ela também contou com o apoio dos colegas não músicos da EAJ, Eronilson Vieira, João Inácio da Silva Filho e Júlio César de Andrade Neto.

A coordenadora descreve como esta ação tem mudado histórias através da arte: “Quando pensei no projeto sem ser musicista, juntei amigos, entre eles um bolsista que tinha conhecido há pouco e soube que estudava música. Convidei-o para ser o primeiro bolsista, e um amigo militar da reserva, José Laureano, para ser o regente. No ano seguinte, com a saída do Regente, Allysson Pablo Melo Ferreira, de 26 anos, nosso primeiro bolsista, assumiu ainda assustado a regência do grupo. Depois de dois anos concluiu seu curso com TCC sobre o projeto BMEAJ, depois como voluntário fez especialização em Educação Musical e mais uma vez sua monografia sobre a Banda. Foi lindo! Ainda hoje longe da banda pelas mudanças da vida, Allysson vem nos assistir nos desfiles em Macaíba”.

O atual Diretor da EAJ, o Professor Júlio César também destaca a importância da Banda para a Escola e comunidade de Macaíba “A Banda da Escola é uma forma de aliar cultura e entretenimento à população ao mesmo tempo em que leva o nome da Escola Agrícola de Jundiaí/UFRN. É mais uma oportunidade de integração da instituição com a sociedade. Destaco, neste sentido, a atuação da professora Viviane, a baluarte da banda”.

Patrimônio Artístico e cultural da UFRN

Neste mês de Setembro, a Banda Marcial da Escola Agrícola destacou-se no Catálogo do patrimônio Artístico e cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, lançado pelo Núcleo de Arte e Cultura da UFRN (NAC-UFRN), outro grande feito que evidenciou a BMEAJ quanto meio de integração entre Academia e comunidade.

Apaixonada por música, a Professora Viviane finaliza dizendo: “Eu acredito na música, na arte como parte importante da cultura, da essência humana. Fico muito satisfeita de ter contribuído para isso”.

É com alegria, muito esforço dos participantes e entre declarações sobre quanto participar da banda facilitou a socialização, desenvolvimento da sensibilidade, a suportar a ausência da família e a se manter na escola, que o Projeto tem gerado frutos, levando a momentos mágicos, arrancando choros e sorrisos emocionados e ajudando a melhorar vidas através da arte.

Por Fernanda Macedo – Com supervisão da Comunicação EAJ

Primeiro dia de aulas no CED 01 da Estrutural, uma das escolas públicas do DF onde foi implementado o modelo cívico-militar.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Agência Brasil – Estados e municípios têm até sexta-feira (27) para manifestar interesse em aderir ao modelo de cívico-militar proposto pelo governo federal. A gestão híbrida compartilhada com civis e militares será implementada, em 2020, em 54 escolas.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), as escolas devem manifestar interesse junto à secretaria estadual de Educação. Serão selecionadas duas instituições de cada estado e do Distrito Federal.

Nos estados em que não houver interesse pelo programa, municípios voluntários podem pedir participação por meio de ofício enviado ao MEC, com os nomes das instituições da unidade da federação que pretendem aderir ao programa.

Para participar da seleção, os colégios devem ter de 500 a 1 mil alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental ou do ensino médio.

Segundo a pasta, uma das condições é que estados e municípios apliquem consulta pública sobre a mudança, uma vez que a adesão ao programa é voluntária. A aceitação pode ocorrer por meio de audiência pública ou  votação. O MEC disponibilizou o passo a passo para a realização da consulta à comunidade. A orientação está disponível na internet.

Terão preferência na seleção as instituições de ensino com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e em situação de vulnerabilidade social. A comparação é feita com outras escolas do mesmo estado. Ao todo, o governo pretende implementar 216 escolas cívico-militares até 2023.

Uma equipe da Agência de Inovação (AGIR) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizou na manhã desta última quinta-feira, 19, uma visita técnica às instalações da I9 Agrotec, incubadora de empresas localizada no Campus de Macaíba – Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ). Acompanhados pelo diretor eleito da EAJ, Ivan Max Freire de Lacerda, o diretor da AGIR, Daniel Pontes, e a responsável da Agência para incubadoras, Tathiany Deyse Fernandes Rocha, expuseram a necessidade de reestruturação da incubadora, sobretudo física.

“Procuramos demonstrar a importância de valorizar o processo de incubação de empresas e como isso implica em um acréscimo de oportunidades para os estudantes e professores. Além disso, falamos a respeito de como a Agência de Inovação pode contribuir nesse processo e a forma pela qual nós atuamos”, explicou Daniel Pontes. Tathiany Rocha acrescentou que, com o novo Regimento Interno da AGIR, foi criado o Setor de Ambientes Promotores de Inovação, com a responsabilidade promover eventos de divulgação de empreendedorismo, acompanhar e promover as atividades das incubadoras da UFRN e acompanhar as atividades dos parques e polos tecnológicos.

Ao final da reunião e por proposta da AGIR, o diretor Ivan Max Freire de Lacerda identificou a necessidade de designar um novo gerente executivo para a Incubadora, já que o mandato do anterior foi finalizado, bem como avaliou a possibilidade de destinar um novo local para a instalação física da I9 Agrotec.

A Agência de Inovação

Criada em 2007, inicialmente sob a nomenclatura de Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), a Agência de Inovacão (AGIR) é responsável pela gestão da propriedade intelectual, transferência de tecnologia e ambientes promotores de inovação, acompanhando e estimulando, por exemplo, as atividades das incubadoras da Universidade, bem como, as atividades dos parques e polos tecnológicos.

Fruto deste trabalho, a UFRN alcançou, em 2019, números proeminentes para a realidade do Nordeste. São 52 pedidos de registro de marca, 177 programas de computador registrados, mais de 220 pedidos de patente e 18 cartas-patentes concedidas. Para o diretor da Agência, Daniel Pontes, o desafio atual é intensificar a transferência da tecnologia, sobretudo através do desenvolvimento de estudos de prospecção tecnológica e de inteligência competitiva. Outras informações sobre os serviços que a AGIR oferece, inclusive para o público externo, podem ser obtidos através dos telefones (84) 3215-3918 / 99167-6589 / 99224-0076, ou pelo e-mail contato@agir.ufrn.br.

Imagine aprender matemática brincando. Um sonho, não é verdade? Pois este é o projeto “Matemagia: a mágica dos números na matemática”, desenvolvido pelo Centro de Ensino Rural Alfredo Mesquita (CERU) de Traíras. A orientação do projeto é dos professores de Matemática e Ciências da escola e as atividades fazem parte do projeto “O universo circense na Educação: cultura, arte e literatura, aliadas por uma escola melhor”, promovido pela Secretaria Municipal de Educação (SME) em 2019.

No Matemagia, os estudantes do 6º ao 9º do ensino fundamental realizam uma serie de jogos lúdicos de adivinhação com base na álgebra simples e nas quatro operações básicas, adição, subtração, multiplicação e divisão. Tabela mágica, dominó mágico e até leitura de mente fazem parte da dinâmica que diverte alunos, professores, coordenadores e a comunidade.

A apresentação principal do projeto foi realizada nesta sexta-feira (20), na sede da escola com uma peça teatral. As atividades continuarão neste semestre, de acordo com o professor de matemática Itamar Carvalho. “Usamos os números para aprender a magia do circo, revelar segredos, coisas ocultas. Um incentivo para que eles olhem para a matemática de uma forma diferente e que tem melhorado o desempenho deles”, afirmou o professor.

É o que afirma a estudante Mariana dos Santos, de 12 anos de idade, do 6º ano. “Está sendo legal porque estou aprendendo matemática de forma divertida, praticando com os familiares. O professor também tem uma forma bem legal de trabalhar e está melhorando o desempenho na disciplina. Antes achava uma matéria difícil. É uma forma de termos um futuro melhor lá na frente”, disse a estudante.

Laissa de Moura, 32 anos, professora, é uma das moradoras que prestigiaram o Matemagia. Mãe do aluno Geldeson, do 6º ano, ela afirma estar orgulhosa da participação do filho e elogia a iniciativa. “Achei muito bom. É um atrativo a mais para ele na sala. Precisa de uns ajustes, mas está muito bom. Vi que ele está mais desinibido e fiquei muito feliz por vê-lo apresentando no teatro”, declarou.

Assecom