Educação Arquivo

Por Luciano Vagno

Ir para a melhor universidade pública do Estado. Era esse o objetivo de Diego Gomes Alves da Cunha, de 19 anos. O jovem, que acabou de concluir o curso de Edificações, no Campus São Gonçalo do Amarante, conquistou o primeiro lugar na graduação de Engenharia Civil na UFRN e vai ser o primeiro membro de sua família a entrar em uma universidade federal.

Apoio da família

Diego conta que sua família sempre zelou pela sua educação. Ele explica que, durante seu ensino fundamental, seus pais se esforçaram para mantê-lo em uma escola particular. Foi lá que Diego ouviu falar do IFRN, que tornou-se seu primeiro objetivo. “Sou grato por meus pais terem me colocado no ensino particular, mas quando eu cheguei no IF, entendi muito mais. Entendi que existe um mercado de trabalho, entendi que eu posso realizar Pesquisa, que posso realizar Extensão. Entendi que eu posso ajudar minha comunidade com os meus conhecimentos”.

Sobre seus pais, o jovem diz: “Eles sempre me apoiaram, sempre falaram que eu podia escolher a universidade que fosse, que eles iriam me apoiar, iriam me ajudar”. Emocionado, Diego ainda acrescenta: “E é muito bom ver que meus pais estão do meu lado para o que eu precisar. É muito bom ver a felicidade deles quando o filho conquista o que eles nunca tiveram acesso ou nunca imaginaram. Então, é incrível para mim, conseguir chegar onde meus pais nunca imaginaram e conseguir orgulhar eles”.

Escolha do curso

O estudante, morador de Novo Amarante, tem, desde pequeno, facilidade com os números. Por isso, a Engenharia sempre esteve por perto, seja por meio dos conteúdos escolares ou por conta do pai, eletricista, e do avô, que foi servente de pedreiro.

Apesar da relação quase íntima com a área, Diego conta que, no começo, recusava a ideia de ser engenheiro civil, pois queria seguir uma carreira diferente da dos homens de sua família. No entanto, ao ingressar no IFRN, o jovem optou pelo curso técnico de Edificações. “Era uma área que eu já conhecia, por conta do meu pai e do meu avô. Mas quando entrei no curso, ao longo dos anos, foram surgindo matérias com as quais me identifiquei muito e os professores foram mostrando a grandiosidade daquele curso”, disse Diego, que ainda acrescentou: “Com o passar do tempo, eu vi que era aquilo que eu queria, era aquilo que me fazia sentar e passar horas e horas projetando”.

Foi no decorrer do curso que Diego teve a certeza que estava no caminho certo sobre qual carreira seguir, sobre a qual o jovem comenta: “Percebi esses dias que eu estudava para não ir para onde meu pai estava, mas, graças a Deus, ao IFRN, aos meus professores e aos meus amigos, eu estou indo para onde meu pai trabalhava. Mas eu vou em uma posição diferente. Eu vou na posição de alguém que estudou e teve oportunidades, graças ao IFRN”.

Gratidão aos mestres

Ao recordar sua trajetória no Instituto, Diego deixa transparecer sua gratidão pelos docentes: “Os professores são muito importantes na nossa caminhada. E os do IFRN são incríveis, porque eles acreditam e insistem na gente. Se nós temos uma ideia e levamos para eles, eles fazem acontecer junto com a gente”. Em seu terceiro ano de curso, o jovem passou a compor o projeto de Extensão Núcleo de Práticas em Projetos de Edificações (Nuppe), cuja experiência ele afirma levar pelo resto da vida, assim como as amizades geradas pelo IFRN.

Desigualdade racial

A desigualdade racial é um assunto que Diego entende bem. Negro e morador de periferia, o estudante afirma que, se concorresse nas mesmas condições com uma pessoa branca de bairro nobre, ainda assim ele seria a segunda opção. “Nós enfrentamos muitos desafios. Desafios que, se a gente se encontrasse em outro ambiente, em outro contexto social, não enfrentaríamos. Mas, com todas as dificuldades que vamos enfrentando, nós vamos vencendo e, no final, a conquista se torna muito mais prazerosa por isso. O garoto negro de periferia vai vencer, ele vai chegar onde ele almeja”, declara Diego, que vê em sua frente o desafio de conciliar os estudos com o emprego.

Contexto pandêmico

Durante a pandemia do novo coronavírus, estudar para o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) foi uma tarefa difícil para Diego, que revela não ter mantido o foco e a motivação em todos os momentos. Porém, as aulas do IFRN tiveram um papel fundamental em sua caminhada rumo à graduação: “Eu não precisei estudar tudo, porque o IFRN me deu uma base do ensino médio maravilhosa, ao ponto de não ter precisado estudar algumas matérias para o Enem por eu já saber aquele conteúdo das aulas do IF”.

Primeiro lugar

A notícia da aprovação e do primeiro lugar, na cota de alunos de escolas públicas e autodeclarados negros, foi, segundo Diego, uma das melhores notícias que ele recebeu, e recebeu um significado mais especial por, no momento, ele estar ao lado de seus pais. “Eu lembrei da sensação que tive quando entrei no IF”. Para o jovem, alcançar o primeiro lugar foi uma honra, mas o mais importante foi ingressar na universidade e no curso dos sonhos.

Acreditar no sonho

Para o futuro, Diego almeja realizar mais Pesquisas e ingressar no mercado de trabalho. O jovem, que nutre o desejo de abrir seu próprio negócio, deixa um recado a todos os meninos e meninas que, assim como ele, possuem sonhos: “Acreditem. Corram atrás deles. Ainda que muita gente diga que não, diga que não é para você, diga que ninguém na sua família foi, acreditem. Eu acredito muito no que a gente trabalha para conseguir. Cada um faz sua história e uma hora todo mundo consegue”.

Sala de aula da Escola Municipal Ivonete Maciel, na Cidade da Esperança, em Natal (Arquivo) — Foto: Secom/PMN

Foto: Secom/PMN

O governo do Rio Grande do Norte permitiu o retorno das aulas presenciais em todas as escolas das redes pública e privada na educação básica no Rio Grande do Norte, de forma “híbrida, gradual e facultativa”. Apesar de o decreto publicado nesta quinta-feira (28) já estar em vigor, ainda não há prazo para volta às aulas nas escolas públicas.

A medida atende uma decisão do juiz Artur Cortez Bonifácio, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, que acolheu parcialmente pedido de liminar feito Ministério Público Estadual e determinou prazo para o governo liberar a volta às aulas nas redes pública e privada.

No caso das escolas estaduais, elas só serão abertas após se adequarem ao plano de retomada que ainda será apresentado em 12 de maio, conforme acordado pelo estado em uma audiência conciliatória na Justiça. O sindicato que representa os professores afirmou que a categoria só volta ao trabalho presencial após vacinação em massa.

A abertura e funcionamento das escolas das escolas municipais também fica submetida aos respectivos planos de retomada dos municípios, que contemplem os protocolos sanitários e pedagógicos elaborados, aprovados e publicados pelos Comitês Setoriais Municipais.

De acordo com o decreto, a abertura e funcionamento das escolas da rede privada fica condicionada ao cumprimento dos protocolos sanitários atuais, com as medidas de biossegurança.

O documento é assinado pela governadora Fátima Bezerra (PT) e pelos secretários de Educação, Getúlio Marques, e Saúde, Cipriano Maia.

As aulas presenciais foram suspensas no Rio Grande do Norte em março de 2020, por causa da pandemia da Covid-19. Desde então, as escolas da rede pública nunca retomaram as atividades presenciais. Já as escolas privadas foram autorizadas a voltar ainda no ano passado, mas tiveram que suspender parte das atividades novamente neste ano por força de decretos com medidas de restritivas por causa do coronavírus.

G1 RN

Sede do Ministério da Educação, em Brasília.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) lançou nesta quarta-feira (28) o Manual ABC, que reúne parte do conteúdo oferecido no curso online Alfabetização Baseada na Ciência (ABC). O lançamento do material marcou o Dia Mundial da Educação. 

Produzido por especialistas portugueses, o produto é dividido em duas partes, uma teórica e outra de sistematização dos programas práticos de intervenção. A primeira, Alfabetização Baseada na Ciência: Manual do Curso ABC, foi elaborada pela Universidade do Porto (Portugal), sob supervisão dos professores Rui Alves e Isabel Leite. A segunda foi coordenada pela professora Ana Sucena e produzida pelo Instituto Politécnico do Porto.

A formação é resultado da cooperação internacional entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Secretaria da Alfabetização do MEC, a Universidade do Porto, o Instituto Politécnico do Porto e a Universidade Aberta de Portugal (UAB). A capacitação integra o Programa de Intercâmbio para Formação Continuada de Professores-Alfabetizadores, chamado de Tempo de Aprender.

Destinada a profissionais que atuam na alfabetização infantil e alunos de licenciatura, a capacitação de 80 horas já conta com mais de 173 mil inscritos. Ainda restam cerca de 7 mil vagas das 180 mil que foram disponibilizadas. O conteúdo pode ser acessado no Ambiente Virtual do MEC (Avamec).

“São vídeos, entrevistas, artigos, slides, questionários, entre outros materiais, concebidos de acordo com os princípios da gameficação [uso de mecanismos de jogos na aprendizagem] e dos recursos abertos”, disse o secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim, durante evento de lançamento do manual.

Inicialmente, a ideia do governo federal era enviar 150 professores brasileiros a Portugal, para que pudessem se formar e depois replicar os conteúdos no Brasil. No entanto, por causa da pandemia da covid-19, as instituições parceiras do projeto mudaram o escopo do programa, para a concepção de um curso de formação online.

resultado do Sisu, educação. MEC

As instituições de ensino superior que participam do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam hoje (27) a convocar os candidatos selecionados entre os estudantes que se inscreveram na lista de espera do sistema do Ministério da Educação. 

O prazo de inscrição na lista de espera para candidatos não convocados durante a fase regular terminou na última sexta-feira (23), dia em que também se encerrou o prazo para os selecionados na chamada única do primeiro processo seletivo deste ano se matricularem.

Segundo o edital divulgado em fevereiro deste ano, as instituições de ensino federais, estaduais ou municipais que oferecem vagas por meio do sistema informatizado devem recorrer à lista de espera do Sisu para ocupar as vagas não preenchidas durante a fase de chamada regular.

Cabe a cada instituição participante definir, em editais, os procedimentos para preenchimento das vagas disponíveis, sendo responsabilidade dos candidatos acompanhar as convocações através dos canais informados pelas instituições de ensino.

Segundo o Ministério da Educação, 206.609 vagas para 5.571 cursos de graduação de 109 instituições públicas de ensino superior estão sendo oferecidas nesta edição do Sisu.

O total de candidatos inscritos chegou a 1.250.095 milhão. Como cada participante podia se inscrever para até dois cursos, o número de inscrições totalizou 2.413.686 milhões. A seleção é feita com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Foto: Raphael Oliveira

O Comitê Municipal de Prevenção e Enfrentamento à Covid-19 realizou na manhã desta segunda-feira (26) uma vistoria nas primeiras escolas a aderirem ao sistema de aulas híbridas em Macaíba. O objetivo da visita foi averiguar o atendimento aos protocolos de segurança contra a Covid e garantir um retorno seguro para os estudantes, professores e demais profissionais.

Foram visitadas a Escola Municipal Auta de Souza, C.E.M. Ver Pedro Gomes de Souza, E. M. Santa Isabel, em Mangabeira e a E. M Santa Luzia, em Cajazeiras. Mais uma escola está sendo preparada para retorno ainda neste semestre. Com o atendimento aos protocolos de segurança, as demais escolas municipais devem aderir gradativamente ao sistema híbrido de ensino.

Os membros do comitê observaram a presença de equipamentos como totem com álcool em gel, medidor de temperatura, tapete sanitizante e cartazes educativos. Além desses equipamentos de segurança, a secretaria municipal de Educação vai disponibilizar também equipamento de proteção individual aos professores, como máscaras, álcool em gel e protetor facial.

Com a conclusão da visita, o Comitê deve se reunir ainda nesta semana para dar o parecer para o possível retorno das aulas híbridas. Estiveram presentes na vistoria a secretária municipal de Educação, Maria José Soares, e o secretário Adjunto, Silva Júnior.

Foto: Cícero Oliveira

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) se mantém com o maior Índice Geral de Cursos (IGC) entre as universidades do estado e está na 5ª colocação no Norte e Nordeste do país. Referente ao ano de 2019, os resultados foram divulgados nesta sexta-feira, 23 de abril, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que avaliou critérios relativos ao ensino da graduação e da pós-graduação.

A UFRN saltou da média 3,6732, em 2018, para 3,7228, em 2019, sendo a primeira vez que a instituição ultrapassa o IGC de 3,7, desde 2014. No panorama regional, a Universidade ocupa a 5ª colocação, de um total de 28 instituições do Norte e Nordeste. Já nacionalmente, é considerada a 19ª melhor entre as 63 instituições federais de ensino superior e ocupa o 26° lugar como a melhor universidade brasileira, de um total de 197 instituições públicas e privadas.

O IGC leva em consideração três dimensões, que são as informações da graduação, do mestrado e do doutorado. O procurador institucional e membro da Comissão Própria de Avaliação (CPA) da UFRN, Fabiano do Espírito Santo Gomes, explicou que o resultado teve como base informações de 92 cursos de graduação, 84 de mestrado e 40 de doutorado.

A excelência acadêmica é um dos pilares do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFRN e “todo esse resultado é fruto da Política de Melhoria da Qualidade dos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação, instituída em 2017 e atualizada em 2020, após uma análise profunda dos indicadores de qualidade dos cursos conduzida pela Comissão Própria de Avaliação”, considera o professor Fabiano Gomes.

Critérios do IGC
O IGC é o indicador que aponta a qualidade da instituição. Em relação aos cursos de graduação, observa-se o resultado do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade); questionário aplicado aos estudantes, onde há perguntas sobre estrutura, organização didático-pedagógica do curso e oportunidades para ampliar a formação; dados sobre os docentes, como proporção de mestres e doutores e regime de trabalho; além do índice de diferença de desempenho, que compara como o aluno estava antes de entrar na graduação, por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Já sobre a pós-graduação (mestrado e doutorado), o Inep considera os conceitos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Foto: Edeilson Morais

O prefeito Emídio Jr participou da reunião com os novos professores contratados pelo município que atuarão nas escolas da rede pública municipal. O encontro aconteceu na manhã desta última sexta-feira (23), no Pax Club e contou com a presença da secretária municipal de Educação, Maria José Soares, o secretário adjunto da pasta Ademar Silva Júnior, o diretor da Secretaria Mário Henrique e vereadores macaibenses.

A abertura da reunião contou com uma apresentação do professor de Artes Lucivaldo Feitosa, interpretando o texto “Flicts”, de autoria do escritor, desenhista e cartunista Ziraldo. Os mais de 200 profissionais reforçam o atendimento aos estudantes durante o período de pandemia, no formato de aulas híbridas.

Emídio destacou a confiança que existe no trabalho de todos os docentes na cidade. “Vocês que estão entrando agora, pedimos que tenham carinho não só com os alunos, mas com os pais dos alunos e as salas de vocês. Tenho certeza que vamos transformar a educação macaibense”, disse o chefe do executivo municipal.

O prefeito ressaltou que o concurso público será feito. “Podem continuar estudando. Inclusive a nossa meta é abrir novamente as inscrições porque muitas pessoas não fizeram as inscrições por não acreditarem que o concurso seria feito porque as gestões anteriores passaram 20 anos e nunca fizeram um concurso geral”, afirmou.

Assecom

O juiz Artur Cortez, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, determinou que o Governo do Rio Grande do Norte permita, no prazo de 48 horas, o retorno das aulas presenciais em todas as instituições públicas, sejam estaduais e municipais, e privadas, em todas as etapas de ensino. A decisão atende a um pedido feito pelo Ministério Publico.

Na decisão, o magistrado ordena que o estado “permita o retorno das aulas presenciais em todas as instituições de ensino, públicas e privadas, estaduais e municipais, em qualquer das etapas da Educação Básica, de forma híbrida, gradual e facultativa”.

De acordo com Artur Cortez, o funcionamento das escolas deve atender a todos os protocolos sanitários vigentes no combate a Covid-19.

Fonte: Portal Grande Ponto

Por Matheus Henrique

Coordenado pelo professor Leonardo Teixeira, o projeto de extensão MandacaruBot: Interiorização do ensino de robótica no Rio Grande do Norte tem como objetivo oportunizar o conhecimento na área da robótica para alunos do 9º ano da rede pública de ensino do Rio Grande do Norte (RN) que não tenha sido bem avaliada no Índice de Educação Básica (IDEB). Esse é o primeiro ano de realização das ações do projeto e como primeiro passo, ele propõe desenvolver e ofertar um curso remoto de introdução à robótica contendo conteúdos introdutórios de programação, eletrônica, sensores e atuadores.

A criação do projeto visa levar o ensino de robótica para o interior do RN buscando ofertar conteúdos que normalmente não são vistos no ensino fundamental, especialmente na rede pública de ensino. Além disso, a ação de extensão foi pensada por meio da análise dos dados do IDEB. “A motivação para construção do projeto se deu a partir da observação da evolução do IDEB no estado do RN ao longo dos anos, pois apesar de estarmos sempre elevando esse índice, esse aumento ocorre de forma lenta. A robótica educacional é uma prática e metodologia que já vem há algum tempo sendo implementada com sucesso em várias escolas. A ideia do projeto foi tentar democratizar esse acesso à tecnologia e dar uma contribuição para a melhoria do nosso ensino”, comenta o coordenador do projeto.

Sobre a importância do MandacaruBot, o professor fala da contribuição das atividades para a permanência dos estudantes na escola. “A democratização do ensino de robótica e suas tecnologias, assim como a aplicação prática de vários conteúdos comumente vistos em sala de aula no ensino fundamental. A partir desse contato, o aluno pode se motivar a permanecer na escola, aumentando o seu interesse pelos estudos e diminuindo a evasão por consequência, assim como despertar o interesse dele pela área tecnológica, área de muitas oportunidades no mercado de trabalho”, diz.

O projeto foi iniciado no último mês de março e o curso oferecido pelo projeto já está em desenvolvimento. “Estamos finalizando a etapa de planejamento do curso remoto e da sua carga horária, mas atualmente está sendo pensado um curso de um mês. A coordenação do projeto entrará em contato com as Secretarias Municipais de Educação a partir do mês de julho de 2021 para que as mesmas levem a proposta para as direções das escolas. As inscrições deverão ser voluntárias para os alunos de 9º ano da rede pública de ensino. Para esse ano, o pensamento é ofertar o curso para quatro turmas, de quatro municípios diferentes. O curso abordará conceitos de eletrônica e programação, e mostrará o passo-a-passo da construção de um robô”, explica o professor Leonardo.

A ideia de realizar o curso de introdução a robótica para os alunos do 9º ano nesta primeira edição é oportunizar o acesso a tecnologia na transição entre o ensino fundamental II e o ensino médio, na qual acontece uma forte evasão. Além disso, permitir que os alunos vocacionados possam buscar um Curso Técnico Integrado ao Ensino Médio, como o Curso Técnico em Informática da própria Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ-UFRN), fazendo uma escolha mais assertiva do curso que fará. “O mau desempenho no IDEB 2019 foi a métrica escolhida para selecionarmos os municípios que fariam o curso, pois eles seriam os municípios que mais necessitam de apoio, e portanto foram considerados prioritários. O IDEB leva em consideração provas de conhecimento e números de evasão e reprovação das escolas. A robótica educacional permite estabelecer pontes entre os conhecimentos comumente vistos em salas de aula tradicionais, podendo dar um apoio na melhoria do conhecimento e da taxa de reprovação, e costuma proporcionar um aumento na motivação dos alunos, implicando em uma evasão menor. Este projeto será de longo prazo. A ideia é a cada ano tentar aumentar o alcance e ofertar novas possibilidades dentro da temática”, comenta o docente sobre a escolha do público o qual o projeto irá trabalhar.

O projeto conta a colaboração dos estudantes Gabriel Sebastião do Nascimento Neto e Matheus André da Paz Silva, ambos do 2º ano do Curso Técnico em Informática da EAJ-UFRN, atuando como bolsistas do projeto, onde participam da criação e planejamento do curso. Além disso, quando esta etapa for finalizada e os conteúdos a serem lecionados forem definidos, os bolsistas vão desenvolver o curso através de videoaulas, e estarão presentes nos encontros síncronos do curso, agregando a eles a experiência do ensino, sempre com a presença e acompanhamento do professor e coordenador do projeto. Por fim os alunos farão uma avaliação do curso nessa primeira edição e serão realizadas propostas de melhorias para a sequência do projeto.

Matheus André fala do desenvolvimento das atividades e da importância da realização da ação. “Tanto eu quanto o Gabriel temos as mesmas funções. Nós vamos pegar o script que temos de algumas aulas e adaptar para uma aula de aproximadamente 15 minutos e dinamizar o conteúdo, passar de uma forma divertida. A importância do projeto é apresentar a área da tecnologia e da robótica para as pessoas, dar para elas uma oportunidade de ver e experimentar essa área, e ver se há algo que elas gostam. Pelo fato da área de robótica ser muito abrangente, ela acaba abrangendo muitas pessoas e alguém pode acabar se interessando muito por isso, e até seguindo uma carreira baseada na robótica e na tecnologia, e isso acaba contribuindo até para o próprio país”, comenta.

O coordenador ainda comenta acerca das expectativas para a realização do projeto de extensão. “As expectativas são as melhores possíveis. Os bolsistas estão motivados e a demanda por novas tecnologias e metodologias na nossa educação está posta. O projeto é apenas uma iniciativa e de longa duração. Mas espera-se que com o tempo, consigamos incentivar outras iniciativas, melhorar o nosso processo de ensino-aprendizagem e diminuir nossos índices de evasão e taxas de reprovação no interior do nosso estado”, finaliza.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) informa que os candidatos aprovados no Sistema de Seleção Unificada (SiSU-2021) podem submeter ou retificar os documentos necessários para a efetivação do cadastro na UFRN até as 23h59 desta quinta-feira, 22 de abril:

1) Candidatos que submeteram a documentação e receberam e-mail com todos os documentos obrigatórios constando como “VALIDADO” não precisam realizar mais nenhuma operação. Até domingo, 25 de abril, o cadastro será efetivado e a comunicação ocorrerá por e-mail;

2) Candidatos que submeteram a documentação e receberam e-mail com algum documento constando como “NEGADO” precisam verificar a observação associada à negativa e retificar o documento até 22 de abril. Não serão aceitos documentos fora deste prazo;

3) Candidatos que não receberam e-mail devem consultar sua caixa de “spam”. Caso não encontrem a comunicação, podem acessar o Portal SIGPS e consultar o status da sua submissão;

4) Candidatos que não fizeram a submissão de documentos nos dias 19 e 20 de abril poderão fazê-la até o dia 22 de abril pelo Portal SIGPS;

5) Não serão aceitos documentos fora de prazo ou por outros meios de comunicação diferentes dos informados acima;

6) Todas as informações sobre os documentos a serem submetidos estão disponíveis no site SiSU-UFRN.

Sejam bem-vindos à UFRN!

Governo do RN suspende aulas nas escolas públicas e privadas por causa do coronavírus | Rio Grande do Norte | G1

Em anúncio no fim da manhã de novo decreto estadual a ser publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira(22), a governadora Fátima Bezerra informa que fica liberado o funcionamento até o 5º ano, conforme escolha dos secretários de educação municipais, para escolas públicas e privadas que assumam total responsabilidade por essa decisão. As demais turmas continuam em ensino remoto. O decreto terá validade até 12 de maio.

A nova fase do ensino presencial na rede municipal de ensino do Rio de Janeiro começou hoje (21) com mais 301 escolas. Amanhã (22), mais 63 escolas retomam com o ensino presencial. Com isso, a partir desta semana, a rede municipal de educação do Rio terá 783 unidades escolares com ensino presencial, contemplando todo o ensino fundamental I, da pré-escola até o 6º ano carioca.

O secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, disse que a rede segue rigoroso protocolo sanitário, o que permite o retorno das aulas presenciais com responsabilidade. Segundo ele, com o início do ano letivo, foram destinados mais de R$ 18 milhões para as unidades escolares fazerem ajustes e pequenas reformas.

“Antes de uma escola retomar com o ensino presencial, precisa passar por todas as adequações necessárias e, assim, ficar apta a receber alunos, professores, funcionários, pais e responsáveis com segurança”, afirmou, em nota.

Entre os protocolos sanitários estabelecidos estão o uso de máscara facial obrigatório exceto para crianças de até 3 anos, horário escalonado de entrada, saída e recreio dos alunos, refeições nas salas de aula, e distanciamento de 1,5 metro.

Os estudantes e profissionais que sejam de grupo de risco para a covid-19 não deverão participar das atividades presenciais.

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) iniciou na manhã desta segunda-feira (19) o período de matrícula dos candidatos selecionados no Sistema de Seleção Unificada (SiSU), de acordo com as notas obtidas na edição 2020 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A primeira chamada é destinada aos 1.414 aprovados dentro do número de vagas, que devem enviar a documentação exigida pelo IFRN, a partir das 8h do dia 19 de abril até às 17h do dia 23 de abril de 2021, exclusivamente via internet. A matrícula será realizada – somente de forma on-line – através do link https://www.gov.br/pt-br/servicos/matricular-se-em-curso-de-educacao-superior-de-graduacao-licenciatura-tecnologia-e-bacharelado-ifrn.

De acordo com a retificação do edital nº08/2021, no ato da matrícula, o candidato deverá anexar a seguinte documentação:
a) 01 (uma) foto 3×4 (recente);
b) Carteira de identidade;
c) Cadastro de Pessoa Física (CPF);
d) Certidão de Nascimento ou Casamento;
e) Título de Eleitor, no caso dos maiores de 18 anos;
f) Certificado de Alistamento Militar, de Dispensa de Incorporação ou de Reservista, no caso dos maiores de 18 anos do sexo masculino;
g) Certificado de conclusão do ensino médio ou documento equivalente;
h) Parecer de equivalência de estudos da Secretaria Estadual de Educação, para os aprovados que realizaram estudos equivalentes ao Ensino Médio, no todo ou em parte, no exterior, observando-se que, se apresentar documentos em língua estrangeira, estes deverão estar visados pela autoridade consular brasileira no país de origem e acompanhados da respectiva tradução oficial.
A documentação deverá estar em formato docx, doc, pdf, jpg, jpeg ou png, com o máximo de 5Mb por arquivo. O candidato classificado que, por qualquer motivo, deixar de efetuar sua matrícula no prazo previsto, será considerado desistente, perdendo o direito à vaga no processo seletivo. A Coordenação de Acesso Discente reforça a necessidade de candidatos aprovados nas listas de reservas de vagas terem documentos adicionais a ser anexados, devendo consultar o edital, de acordo com a lista  em que tenha sido aprovado.

Acesse:

Página do Edital nº 08/2021 – Graduação SiSU 2021.1

Retificação do Edital nº 08/2021

Matrícula nos cursos de Educação Superior de Graduação do IFRN

A retomada das atividades escolares da rede pública de ensino, em todo o estado, de forma híbrida. Essa é uma das sete recomendações constantes no mais recente relatório elaborado pelos pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológica e Saúde (LAIS/UFRN).

O documento, elaborado pelos pesquisadores Carlos Alberto P. de Oliveira, Fernando Lucas de Oliveira Farias, Juciano Lacerda, Higor Morais, Ion de Andrade, Leonardo J. Galvão de Lima, Nícolas Veras, Ricardo Valentim, Ricardo Arrais e Rodrigo Silva, faz uma análise do cenário pandêmico no RN, após o feriado da Semana Santa.

Segundo o documento produzido pelos pesquisadores do LAIS, o retorno das aulas na rede pública de ensino em formato híbrido será possível desde que ocorra de forma faseada. Para tanto, “baseando-se nos indicadores epidemiológicos e assistenciais. Portanto, para iniciar as aulas em formato híbrido nas escolas públicas deve-se observar tais dados e a análise constante do risco e do benefício de abrir-se às escolas”, detalha o documento, que também aponta que “é essencial que a sociedade, as empresas, os poderes constituídos e, em especial, os órgãos de fiscalização e de controle cobrem do Ministério da Educação, da Secretaria de Educação do Estado e das Secretarias de Educação dos Municípios a previsão orçamentária adequada e o aporte dos recursos financeiros suficientes para que existam as condições necessárias para oferta do ensino seguro nas escolas públicas, de modo que formatos alternativos de ensino possam ser desenvolvidos e implementados”.

O relatório recomenda também que as escolas devem estar estruturadas segundo protocolos estabelecidos pelas autoridades sanitárias estaduais e locais, iniciativa a ser adotada tanto para a rede pública quanto a rede privada.

Ainda de acordo com os dados observados, houve um aumento tanto no número de novos casos como na taxa de transmissibilidade, ficando acima de 1 a partir do dia 4 de abril. “Esse aumento representa uma maior possibilidade de contaminação entre as pessoas”, ressalta o diretor executivo do LAIS, professor Ricardo Valentim.

Outras informações também são analisadas pelos pesquisadores, apontando, ainda, a necessidade de medidas restritivas.

No entanto, os pontos mais relevantes do relatório são as recordações direcionadas ao retorno das atividades escolares para a educação básica – da educação infantil ao ensino médio – na rede pública, garantindo o atendimento de crianças e adolescentes.

As recomendações vão desde o modelo híbrido de ensino, com o ensino a distância até a garantia de condições para que o professor tenho condições para o desenvolvimento das atividades. “É necessário que haja investimento para garantir a educação de crianças e adolescentes que estão há 13 meses sem atendimento”, reforçou o diretor do LAIS.

Clique AQUI e acesse o documento na íntegra.