‘A gente sabe se defender; os adolescentes, não’, diz cantora Walkyria Santos após morte do filho

Cantora Walkyria Santos comentou sobre solidariedade após morte do filho e projeto de lei para punir quem faz comentários de ódio na internet — Foto: Tom Guedes/Inter TV Cabugi

Foto: Tom Guedes/Inter TV Cabugi

A cantora Walkyria Santos está encampando uma luta para aprovar uma lei federal que estipula penas para quem fizer comentários de ódio na internet. O filho dela de 16 anos foi encontrado morto, em casa, no início de agosto, após sofrer ataques por vídeo.

Em entrevista exclusiva à Inter TV Cabugi ela falou sobre a importância de combater o ‘ódio destilado na internet’.

A cantora acredita que essas agressões virtuais são ainda mais sentidas por adolescentes, por muitos não possuírem maturidade para lidar com algumas situações.

“”A gente sabe se defender; os adolescentes, não.Eu sei, como diz na minha Paraíba, ‘arengar’, sei botar no lugar. Mas um adolescente não sabe, não tem as ferramentas. Os tempos são outros. (…) A gente que é macaca velha consegue passar por isso, mas e nossas crianças? Nem todas conseguem, como meu filho. Não deu”, lamenta.

Solidariedade

 

Dias depois da perda do filho, a cantora disse ter se sentido “amada e cuidada” por muita gente. “Recebi muito apoio da classe artística, do meio forrozeiro. Até da galera que eu nem conheço, que eu conheço só de internet, como os famosos globais. A galera toda mandou mensagem. Quem tinha o celular, mandou áudio. Todos preocupados”, falou.

A morte do filho fez Walkyria abrir um debate público sobre o poder de comentários ofensivos feitos na internet. Esse tema ganhou uma nova página nos últimos dias: a cantora agora busca a aprovação de uma lei na Câmara dos Deputados para punir criminalmente os chamados “haters”.

“Sete dias que aconteceu essa tragédia e eu já estava em Brasília. Eu não tive tempo nem de chorar. Eu disse pra mim mesma que não ia chorar, que ia lutar, em busca dessa lei”, disse. “Em meio a uma tragédia, a gente vai conseguindo forças pra seguir e é o que eu e minha famílias estamos tentando fazer”.

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