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Foto: Gustavo Brendo/Inter TV Cabugi
Uma idosa de 64 anos de idade, que preferiu não se identificar e que aguarda uma cirurgia de vesícula pela rede pública desde 2017, denunciou, em uma audiência pública em Parnamirim, que recebeu da Central de Regulação do município a informação de que ela já havia feito o procedimento.
Segundo a central disse à paciente, o número do cartão SUS dela foi usado, o que a fez sair da fila, mesmo sem ter feito efetivamente a cirurgia.
A Secretaria de Saúde do município foi questionada sobre o problema, mas não respondeu à demanda.
A denúncia foi feita a parlamentares em uma audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (26) na Câmara Municipal de Parnamirim, que apontou que o município tem 1.668 pacientes a espera de cirurgias eletivas atualmente.
O levantamento aponta que são 645 para cirurgias gerais, 565 para cirurgias ginecológicas e 449 de casos diversos.
A paciente contou que quando chegou à Central de Regulação, recebeu como resposta: “A senhora já faz a cirurgia”. E desde então, a idosa busca provar que não realizou o procedimento.
“Quando eu fui atrás, para a maior surpresa, tinha alguém que tinha feito no meu lugar a cirurgia, com o meu SUS. E me disseram que eu teria que provar que não tinha feito a cirurgia”, lamentou ela em conversa com a reportagem da Inter TV Cabugi.
“Fiz um ultra abdominal provando que minha vesícula estava quase 6 cm e tendo crise direto. E foi quando eu retornei à Defensoria e eles solicitaram que eu procurasse um declaração na central para eu dar entrada no processo. Eles [da central] falaram que não podiam dar, negaram”.
Diante da situação, ela precisou colocar novamente o nome na fila de espera para a cirurgia.
Informações do G1 RN
