PMDB faz parte da crise junto com o PT nos escândalos afirma Marina em entrevista na CBN

Leo Cabral

Em entrevista à rádio CBN, a porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, voltou a defender a realização de novas eleições no esforço de passar o Brasil a limpo, diante da grave crise política que o país enfrenta atualmente. Na avaliação da porta-voz da REDE, essa é a única forma de devolver aos brasileiros a chance de repactuar as relações entre a sociedade e lideranças políticas.

Para Marina, essa seria uma maneira de legitimar uma transição referendada pelas pessoas e, dessa forma, enfrentar as instabilidades políticas pela frente. A porta-voz da REDE destacou ainda que o PMDB fez parte da crise junto com o PT nos escândalos de corrupção. “Então, não tinha como o atual governo se transformar na salvação para a crise. O resultado é esse: falta de credibilidade, de legitimidade e baixíssima popularidade como se vê agora”, analisou.

Na entrevista ao Jornal da CBN na manhã desta terça-feira, 13 de dezembro, Marina também reiterou seu posicionamento, de que a cassação da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer deve ocorrer por meio do julgamento do processo em tramitação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). De acordo com ela, existem indícios de desvios de recursos, comprovados pelas investigações da Operação Lava Jato e, por isso, a necessidade de novas eleições.

“Acho que essa porta nunca deveria ter sido fechada porque a sociedade se encontra em uma situação difícil, com os péssimos serviços prestados pelo estado, com os municípios também a beira da falência e também há muito desemprego. A população não vê uma perspectiva. Enquanto isso, um governo desacreditado pede para que eles façam sacrifícios enquanto a gente vê o tempo todo o dinheiro público sendo desviado para pesados esquemas de corrupção com integrantes do governo e agora com uma denúncia envolvendo o próprio presidente “, disse.

Além disso, a porta-voz nacional da REDE também criticou a iniciativa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de descumprir uma liminar concedida pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que determinava o seu afastamento imediato do comando da Casa. A medida judicial foi concedida a pedido da REDE pelo ministro Marco Aurélio Mello, mas depois o plenário do Supremo revogou a decisão.

“Ele cometeu um abuso ao não aceitar uma decisão da mais alta Corte. Com isso, não existe uma presidência do Senado, mas uma presidência do Renan”, protestou.

Confira a entrevista na íntegra.

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