Por Helcio Zolini
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) está preocupada com o descaso financeiro com que a Polícia Federal (PF) vem sendo tratada no âmbito do governo federal.
Insatisfeita com o corte de R$ 133 milhões no seu orçamento para 2016, aprovado no dia 17 deste mês pelo Congresso Nacional, a entidade encaminhará nesta terça-feira (29), uma carta ao ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, alertando para os riscos que essa diminuição do seu orçamento provocará no desempenho dos trabalhos da PF.
A situação chama a atenção pois ela coincide com o momento em que a PF mais tem produzido, com êxito e de forma brilhante, e levado adiante algumas das mais importantes investigações já realizadas na história do país, como as operações Lava Jato e Zelotes.
Nesse sentido, a PF esperava que ocorresse exatamente o contrário, um aumento de seu orçamento e não a diminuição dos recursos, tendo em vista que 1) só com a Lava jato ela já recuperou quase R$ 2,5 bilhões que haviam sido desviados dos cofres públicos; 2) em várias localidades ela já vem operando em situação limite, tendo que suspender ou cancelar diversos contratos de prestação de serviços básicos, como manutenção predial, informática etc; 3) as diárias dos policiais estão comprometidas; e, 4) há departamentos que já tiveram até mesmo que cortar o tradicional cafezinho.
De acordo com a ADPF o corte recairá no custeio da máquina e nos investimentos necessários para fazer frente ao aumento cada vez maior da demanda na área da segurança.
Se a medida for levada adiante acarretará reflexos negativos para todas as operações em curso e comprometerá investigações futuras de combate à corrupção.
Uma lástima.

