Marina Silva: propostas, princípios e valores que vão além, muito além da “lacração”

Leo Cabral/ Divulgação

Por Blog Marina Silva

Todo mundo fala em inovação na gestão das empresas, na produção, na comunicação, em todas as áreas da dinâmica social. Concordo e venho propondo, desde 2010, a atualização das práticas e das instituições para superar a estagnação que já era perceptível no início desta década e que agora ficou evidente. Reconectar a política com sua potência transformadora, criativa, produtiva e livre, talvez seja um dos maiores desafios de nosso tempo. A política é central na democracia e a democracia só avança com a melhoria da cultura política: dos partidos, das instituições públicas e principalmente de cada cidadão e cidadã.

Tenho insistido em mostrar o surgimento de um novo sujeito político com uma nova forma de ativismo, que chamo de ativismo autoral, protagonizado por aqueles que já não aceitam o papel de meros espectadores da política dirigida por partidos, sindicatos, ongs e seus líderes carismáticos. Ao expor essa ideia, muitas vezes recebi respostas e comentários com uma boa dose de ironia, pois o ambiente geral de decepção e desencanto com a política leva as pessoas à incredulidade. É difícil confiar que esse novo ativismo possa gerar resultados, alcançar objetivos pretendidos, fazer avançar a agenda de um novo desenvolvimento social, econômico, cultural.

Por ter enfrentado essa incredulidade, insistido em manter utopias e abrir espaço para as novas gerações, hoje sinto uma grande alegria com algumas coisas muito interessantes que vem acontecendo. Entre elas, a ação dos movimentos cívicos que tem contribuído, para a formação de novos líderes, sobretudo jovens, em diferentes partidos. Podemos saudar e destacar a atuação parlamentar da deputada e ativista pela educação Tabata Amaral (PDT-SP), da deputada e ativista indígena Joenia Wapichana(REDE-RR), da Deputada Áurea Carolina (PSOL– MG), entre outros bons e animadores exemplos. Fico feliz ao ver aquilo que idealizei por tanto tempo esteja se tornando realidade. Ver essas pessoas em ação, renovando a política e a sociedade, refaz as esperanças de quem ainda acredita na democracia como meio de mudar o mundo. São mandatos consistentes, com o uso marcante dos meios modernos de comunicação e do parlatório com propostas, princípios e valores que vão além, muito além da “lacração”. Exemplo dessa atuação está no vídeo da Deputada Tabata, que viralizou nos últimos dias. Gosto também desta análise que dele faz a jornalista Marina Rossi.

Agora fico na torcida para que nosso povo tome gosto por esses modelos de representação parlamentar e passe a usá-los como critério de escolha nas próximas e futuras eleições. E digo aos jovens e às jovens ativistas, no parlamento e outros espaços da política, que não estarão sozinhos, há muita gente disposta a apoiar vocês. Pessoalmente, contem também comigo para ir em frente como uma velha e teimosa mantenedora de utopias.

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