Tribuna do Norte
Com maior volume de dinheiro no orçamento familiar, jovens mais instruídos, melhores condições de moradia e oportunidades de trabalho, e indicadores mais civilizados na área de saúde, o Rio Grande do Norte avançou na última década, segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística consolidadas na “Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida dos brasileiros”, divulgada sexta-feira. Programas de transferência de renda do governo – como o Bolsa Família – e a política de recuperação do salário mínimo, que subiu de 80 dólares no final da décadas de 1990 para 300 dólares pelo câmbio atual, tiraram milhares de pessoas da miséria e deixaram um contingente menos vulneráveis às intempéries.

“O rendimento médio do trabalho principal das pessoas de 16 anos ou ,mais de idade ocupadas no Rio Grande do Norte em 2012 foi de R$ 1.069 – o segundo maior do Nordeste”, diz um informe assinado pelo supervisor de Disseminação de Informações do IBGE/RN, Ivanilton Passos de Oliveira.
Os números da pesquisa projetam uma geração com mais saúde, portanto, vivendo mais, caso não sejam vítimas da violência no curso natural da vida. Das crianças nascidas em 2010, ano do censo demográfico, 48,1% eram filhas de mães submetidas a sete o mais consultas do pré-natal. Já 43% tinham entre quatro e seis exames. Apenas 1,8% das crianças eram filhas de mães que não fizeram nenhum pré-natal.
Na relação médico/habitante, o RN tinha a segunda maior taxa do Nordeste: 1,39, mas abaixo da média nacional.
De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, quase 30% dos domicílios urbanos brasileiros não tinham acesso aos serviços básicos de saneamento (abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta de lixo e iluminação elétrica) em 2012. A pesquisa informa também que 93,5% não tinham esgotamento sanitário. Nesse indicador, os maiores percentuais foram das regiões Norte e Nordeste (95,3% e 96,0%, respectivamente).
O aumento do acesso aos serviços foi 7,3 pontos percentuais em dez anos. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Ana Lúcia Saboia, o aumento da renda do trabalho, da escolaridade e do acesso a serviços essenciais, de 2002 até o ano passado, mostram que os indicadores sociais do país são cada vez melhores, mas os desafios ainda são enormes. “As melhoras são um incentivo para nós, porém, questões permanecem, como a de infraestrutura, saneamento básico ainda são o grande drama; grande parte da população ainda não tem acesso a esse serviço”, comentou ela.
Segundo o IBGE, em 2012, 40,8% dos domicílios urbanos tinham computador, TV em cores e máquina de lavar. Cerca de 37% aparelho de DVD e 34,3% contavam com outros serviços, além da internet. Para os 9,2 milhões de domicílios cujos moradores têm rendimento per capita de até meio salário mínimo, apenas 10% tinham internet.

