
Foto: Rosana Pimentel
Para fortalecer a cadeia produtiva da fruticultura no Rio Grande do Norte, a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ/UFRN) iniciou o projeto Estabelecimento de matrizes de umbu-cajazeira (Spondia sp) na Área de Experimentação Agronômica da Escola Agrícola de Jundiaí. A ação visa inserir tecnologias de produção e diversificação de espécies com elevado potencial econômico e social para os fruticultores da região. A implementação ocorrerá por meio de ações de pesquisa, estruturação para capacitação de produtores, produção e distribuição de mudas de qualidade e assistência técnica direcionada para qualificar e ampliar a capacidade de áreas produtivas.
No início deste mês, a equipe envolvida plantou mudas de umbu-cajá com o objetivo de formar matrizes para que o material das plantas seja utilizado em trabalhos científicos. A utilização se dá, por exemplo, com a colheita dos frutos para plantio de novas árvores e com a retirada de material propagativo, como estaquia – processo que usa um fragmento da planta para regenerar as partes faltantes – e material para enxertia – processo pelo qual se faz a união íntima entre duas plantas de maneira que se cria uma interdependência na qual uma não pode sobreviver sem a outra.
O umbu-cajá foi o fruto escolhido por ter importância agro-socioeconômica no Nordeste, dado que as polpas, sucos, sorvetes e picolés são muito valorizados e assim exercem um importante papel no incremento de renda de produtores familiares. As plantas demoram cerca de dois anos para proporcionar a colheita dos primeiros frutos e, a partir deles, pode ser realizado o plantio para se fazer novas mudas. Mas o clima durante o ano também pode influenciar no aumento do tempo para a produção de frutos. Quanto ao material vegetativo, como pedaços de ramo para se fazer enxertia em demais mudas pequenas, por exemplo, podem ser retirados entre 12 e 18 meses.
O programa pretende trabalhar com tecnologias que abrangem a produção de mudas de qualidade, visando o acompanhamento técnico de base agronômica e agroindustrial. Em seu processo inicial, a área foi preparada para a abertura das covas, com a adubação de fundação e correção com calcário, que age como um neutralizador da acidez do solo. A partir disso, as mudas são plantadas e, em seguida, ocorre o processo de manutenção dessas plantas em campo para realizar os tratos culturais, principalmente a poda por condução.
Responsável pelo projeto, a professora Wiara de Assis fala sobre essa fase do trabalho. “Como são espécies de porte arbóreo, não as deixamos crescer livremente. Vamos orientar esse crescimento fazendo podas para ter a planta com a copa aberta, que possibilite colheita de frutos e que a luz do Sol penetre nessa copa, que é um dos grandes objetivos, principalmente do ponto de vista da fitossanidade: evitar, por exemplo, que a planta tenha doença provocada por fungos. Além da poda, as adubações de condução, de produção e de manutenção são importantes”, comenta.
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