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 Primeiro dia da campanha estadual do Dia D de Vacinação Contra o Sarampo no Rio de Janeiro, caminhão itinerante da Secretaria Estadual de Saúde

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A partir desta terça-feira (06), a secretaria municipal de Saúde de Macaíba iniciará a vacinação dos trabalhadores da indústria. A vacinação acontecerá para a faixa etária de 50 a 59 anos. A vacina será aplicada no CEMI Eunice Eugênia no Monte Líbano, onde serão distribuídas 400 fichas diariamente.

Horário: 8h às 14h.

Documentos necessários: Cartão de vacina, cópia do RG, CPF e comprovante de residência.

Comprovação: Carteira de trabalho, crachá funcional ou contra cheque com documento de identidade mais a declaração da empresa com indicação do CNAE e sua descrição acompanhada do CNPJ.

Foto: Edeilson Morais

Passados três meses das primeiras doses de vacinas do tipo Coronavac e Oxford serem aplicadas, a comunidade quilombola de Capoeiras, distante cerca de 35 km do centro de Macaíba celebra o fato de estar imunizada contra o novo Coronavírus (COVID-19).

As segundas doses começaram a ser aplicadas na última segunda (01/07), garantindo a proteção dos nativos quilombolas maiores de 18 anos contra a pandemia que tem afetado duramente o Brasil. De acordo com o levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, foram mais de 800 doses enviadas para Capoeiras, que é a maior comunidade quilombola do Estado do Rio Grande do Norte.

Os descendentes festejaram bastante a imunização da população adulta da região. “A vacinação significa a continuidade da nossa ancestralidade, de nossos antepassados. Com a comunidade imunizada estamos comemorando a continuação da história, das vidas negras. Agradecemos ao movimento negro, ao Governo do Estado e Prefeitura de Macaíba que juntos nos proporcionaram esse momento tão esperado por todos. Viva a vacina! Viva a vida! Vacina sim!”, comemorou Aline Moura, descendente e professora de Capoeiras.

Vacinação em Macaíba

O município tem se destacado por seguir corretamente o protocolo do Ministério da Saúde e da Sesap/RN. Com as diretrizes sendo respeitadas, Macaíba tem a marca de ser um dos poucos municípios do RN a não suspender a vacinação e nem aplicar a dose dois na vacinação de dose um.

Na próxima semana iniciará a vacinação do público a partir de 43 anos sem comorbidades, motoristas de táxi e de aplicativos, lactantes até 12 meses, industriários e seguirá com a vacinação para profissionais de educação, grávidas e puérperas e motoristas de transporte intermunicipal.

Vacinação drive thru na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), zona norte do Rio. A cidade do Rio de Janeiro retoma hoje (25) sua campanha de aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 em idosos da população em geral.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O avanço da vacinação contra a covid-19 já produz impacto na mortalidade causada pela doença e na ocupação de leitos nas unidades de tratamento intensivo (UTI), segundo edição extraordinária do Boletim Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta quarta-feira (30).

Apesar da manutenção de níveis altos de transmissão da doença, em um patamar estável ainda mais elevado que o do ano passado, os pesquisadores observaram queda na incidência de mortes. A razão para esse descolamento nas tendências, segundo o boletim, pode ser explicada pela vacinação dos grupos de maior risco e exposição, como idosos, portadores de doenças crônicas e profissionais de saúde.

“Hoje, a cobertura vacinal dentro desses grupos é mais ampla em relação ao restante da população. Ao mesmo tempo, a circulação de novas variantes do vírus pode aumentar a sua transmissibilidade sem que isso represente, no entanto, um aumento no número de casos graves com necessidade de internação”, diz um trecho do estudo, que ressalta que a transmissão em patamares elevados gera casos graves entre grupos populacionais não vacinados ou com vulnerabilidade potencializada por fatores individuais ou sociais.

O boletim mostra que, entre 20 e 26 de junho, foi mantida uma incidência média de 72 mil novos casos de covid-19 por dia no país, o que representa uma oscilação de -0,2% ao dia em relação à semana anterior. Já a mortalidade média foi de 1,7 mil vítimas por dia, o que corresponde a uma queda diária de 2,5%. Apesar da redução no número de óbitos, que chegou a uma média de 3 mil por dia no pico da pandemia, a Fiocruz ressalta que a mortalidade ainda é considerada muito alta e “não permite afirmar que haja qualquer controle da pandemia no Brasil”.

Ocupação de leitos

Sobre a internação de casos graves da doença, os pesquisadores destacam que as taxas de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde  (SUS), observadas no dia 28 de junho de 2021, mostram quedas expressivas no Nordeste e nos estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, no Centro-Oeste. Por outro lado, Tocantins, Paraná e Santa Catarina são os que apresentam situação mais preocupante.

“A vacinação começa a dar sinais de resultados positivos de forma mais sensível com a ampliação da cobertura de grupos etários de menos de 60 anos. O estudo verificou também que a situação dos leitos de UTI – que atingiu o nível máximo de sobrecarga e colapso em meados de março de 2021 – parece ir se consolidando em patamares melhores, ainda que em cenário de predominância de algum alerta, requerendo cuidados para evitar nova piora”, diz um trecho do boletim.

Segundo o levantamento, oito unidades da federação (UF) estão com mais de 80% dos leitos de UTI para covid-19 ocupados, o que é considerado cenário de alerta crítico. São elas: Distrito Federal (81%), Goiás (85%), Mato Grosso do Sul (88%), Paraná (94%), Roraima (87%), Sergipe (88%), Santa Catarina (92%) e Tocantins (90%).

O grupo de UFs em alerta crítico é o menor desde o boletim de 1° de fevereiro, quando sete estados estavam nessa situação. No pior momento da pandemia para a ocupação de leitos, em 15 de março, o país chegou a ter 24 estados e o DF em situação crítica simultaneamente.

Apesar da melhora, a maior parte do país continua na zona de alerta intermediário, com entre 60% e 79% de ocupação de leitos. É o caso de Amazonas (63%), Pará (64%), Maranhão (79%), Piauí (76%), Ceará (74%), Rio Grande do Norte (72%), Pernambuco (76%), Alagoas (77%), Bahia (75%), Minas Gerais (75%), Espírito Santo (63%), Rio de Janeiro (63%), São Paulo (76%), Rio Grande do Sul (79%), Mato Grosso (75%).

Acre (37%), Amapá (55%), Paraíba (59%) e Rondônia (58%) estão na zona de alerta baixo, com menos de 60% de leitos ocupados. Entre esses estados, o Acre é o que está há mais tempo nessa situação, desde 10 de maio.

Medidas de prevenção

A Fiocruz alerta que as medidas de combate à transmissão da doença devem continuar sendo adotadas por estados e municípios até que seja decretado o fim da pandemia no Brasil. O lockdown continua a ser recomendado para todos os locais com taxa de ocupação de leitos de UTI maior que 85%, e um conjunto de medidas deve ser mantido pelos demais gestores públicos.

A fundação explica que devem ser combinadas medidas que reduzam a propagação do vírus e a sobrecarga do sistema de saúde com ações que garantam os insumos necessários para o atendimento aos pacientes e políticas que reduzam os impactos sociais e sanitários da pandemia, principalmente para as populações e grupos mais vulneráveis.

Os pesquisadores também aconselham que o momento de redução nas internações é uma oportunidade para reorganizar o sistema de saúde, reforçar medidas de prevenção, promover campanhas de comunicação, testar e rastrear casos suspeitos e atender demandas represadas.

“O sistema de saúde precisa ser reorganizado para atender às demandas relacionadas à covid-19, sejam elas imediatas ou as que se colocarão por um tempo, relacionadas à covid-19 e às suas múltiplas manifestações incapacitantes. Além disso, outros casos, retidos em “fila de espera” neste ano e meio de pandemia, precisam ser objeto de atenção dentro desse processo de reorganização do sistema de saúde”.

Grávidas no ambulatório da Maternidade da Encruzilhada, no Recife

Foto: Imagens/TV Brasil

As gestantes e mulheres do estado do Rio de Janeiro que tiveram bebês há até 45 dias, que tenham comorbidades e tomaram a primeira dose da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, poderão completar o esquema vacinal com a segunda dose da Pfizer. A orientação da Secretaria de Estado de Saúde (SES) foi enviada aos 92 municípios do estado.

Ministério da Saúde suspendeu, no dia 11 de maio, a vacinação com o imunizante da Oxford/AstraZeneca das gestantes e puérperas, após orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na época, apenas o grupo com comorbidades estava incluído no calendário de vacinação. A suspensão ocorreu após o registro de um caso de óbito de gestante que recebeu a vacina Oxford/AstraZeneca.

A segunda dose deve ser aplicada 12 semanas após a primeira, tanto a da AstraZeneca, quanto a da Pfizer. Segundo o secretário de Saúde, Alexandre Chieppe, a decisão foi tomada pela equipe técnica da secretaria em acordo com os municípios.

“A decisão do uso da vacina Pfizer para completar o esquema vacinal de grávidas e puérperas foi pactuada com o Cosems [Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro] e aprovada pelo grupo de apoio técnico da Secretaria de Saúde, formado por infectologistas e epidemiologistas. É preciso que essas mulheres busquem os postos de vacinação, no prazo orientado, pois a imunização só se faz efetiva com as duas doses, como indicam os estudos”, disse.

A Secretaria de Saúde orientou também que sejam vacinadas mães que estão amamentando, sem limite de idade para os bebês. Esse grupo pode receber qualquer vacina disponível nos postos.

Calendário unificado

A secretaria publicou hoje (1º) a terceira edição do Calendário Único de Vacinação contra a Covid-19, que acelera as datas dos grupos por faixa etária. Agora, a previsão do término da aplicação da primeira dose para quem tem 18 anos ou mais é até o fim de agosto. Em julho, serão imunizadas as faixas de 54 a 35 anos e, em agosto, quem tem entre 34 e 18 anos.

Segundo Alexandre Chieppe, é importante que os municípios garantam dias de vacinação para quem não conseguiu comparecer na data destinada à idade ou grupo prioritário.

“A gente quer garantir que cada município siga os mesmos públicos prioritários. Neste momento estamos avançando por idade. E que ninguém inclua qualquer outra população que não seja a que está definida no calendário único de vacinação. Segundo, que se avance no calendário respeitando alguns princípios, como a garantia de que quem perdeu a sua data tenha a oportunidade de receber a dose depois”, explicou o secretário de Saúde.

Ele frisou ser necessário também buscar as pessoas que não voltaram para tomar a segunda dose, assim como campanhas educativas para que toda a população seja imunizada.

“Depois a gente vai ter um trabalho árduo de repescagem e convencimento das pessoas que não procuraram os postos de vacinação por diversos motivos. Cada município vai ter que avaliar o quantitativo de público-alvo, comparar com o percentual de vacinação para que se defina estratégias conjuntas visando garantir a homogeneidade da vacinação e que a população acima de 18 anos seja efetivamente vacinada”, explicou.

De acordo com Chieppe, o estado do Rio tem capacidade de ampliar a vacinação diária e, caso as doses cheguem com mais rapidez e em maior volume, o calendário pode ser acelerado novamente.

 vacinação da hoje disponibilizada pelo Cremerj

Foto: Divulgação/Cremerj

O Brasil superou nesse sábado (26) a marca de 70 milhões de pessoas imunizadas com a primeira dose das vacinas contra a covid-19, divulgou o Ministério da Saúde. Segundo a pasta, 71,152 milhões de brasileiros receberam a primeira dose. O total equivale a 45% das 158,095 milhões de pessoas com mais de 18 anos no país.

Um total de 25,583 milhões de brasileiros receberam a primeira e a segunda dose da vacina ou a dose única da Janssen, completando o ciclo de imunização. Isso equivale a 16,2% da população vacinável no país e a 36,2% do total de pessoas que receberam a primeira dose.

As informações estão no painel de vacinação do LocalizaSUS , plataforma do Ministério da Saúde que registra o andamento da campanha de imunização contra a covid-19. Os dados estão atualizados até ontem.

Ao todo, 96,736 milhões de doses, distribuídas entre primeira dose, segunda e dose única, foram aplicadas desde o início da vacinação, em janeiro. Nas últimas 24 horas, foram aplicadas 1,158 milhão de doses.

Distribuição

O Ministério da Saúde distribuiu 129,720 milhões de doses às unidades da Federação, desde o início da campanha de imunização. Até a semana passada, o Brasil contava apenas com vacinas de duas doses para conclusão do ciclo vacinal. Eram os imunizantes AstraZeneca, CoronaVac e Pfizer. Desde a última terça-feira (22), no entanto, o Brasil também passou a receber a vacina da Janssen, de dose única.

Mais de 1,8 milhão de doses da Janssen foram antecipadas no contrato de 38 milhões de unidades da pasta com a farmacêutica. As unidades estavam previstas para chegar somente a partir de outubro. Na última sexta-feira (25), mais 3 milhões de doses da Janssen foram doadas pelo governo dos Estados Unidos para a imunização da população brasileira.

Idosos acamados com mais de 75 anos começam a receber a vacina contra a  Covid-19 | Prefeitura de Macaíba

Foto: Assecom PMM

De acordo com o RN Mais Vacina, em Macaíba foram aplicadas 24.044 doses de vacinas contra covid-19. Com a primeira dose foram vacinadas 17.653 pessoas, já com a segunda dose foram 6.391 pessoas. O município recebeu 30.507 doses.

Até esta sexta-feira (25), Macaíba estava vacinando a faixa etária de 48 anos ou mais.

 vacinação da hoje disponibilizada pelo Cremerj

Foto: Divulgação/Cremerj

Era por volta das 11h da manhã desta sexta-feira (25) quando a fila da vacinação no Pax Club haviam poucas pessoas. Atualmente Macaíba está vacinando a faixa etária de 48 e 49 anos, importante que a população que está inserida nesta faixa etária vá se vacinar.

De acordo com o RN Mais Vacina, até esta sexta-feira (25), em Macaíba foram aplicadas 23.945 doses desde o início da vacinação contra covid-19.

 

 

 vacinação da hoje disponibilizada pelo Cremerj

Foto: Divulgação/Cremerj

Em Macaíba, 17.401 pessoas tomaram a primeira dose e 6.378 pessoas já receberam a segunda dose, totalizando 23.779 doses aplicadas na população macaibense.

Atualmente a secretaria de Saúde está vacinando a faixa etária de 48 a 59 anos.