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A Operação Lei Seca realizada durante evento festivo na cidade de Santa Cruz, na madrugada deste domingo (04), abordou 681 condutores, resultando em 55 autuações por alcoolemia e 33 autos por infrações diversas.

O evento é uma festa tradicional que ocorre em algumas cidades do interior e reúne vários motociclistas, inclusive de estados vizinhos.

A operação visou garantir a segurança dos condutores e evitar acidentes graves, principalmente levando em conta que o álcool é responsável por cerca de 2/3 das mortes no trânsito, segundo estudo recente realizado aqui no Estado e que motociclistas são a maioria das vítimas, devido a sua vulnerabilidade.

Muitos condutores que estavam lá eram nativos da cidade, mas outros iriam pegar a estrada à noite, em suas motos, após terem ingerido álcool, ou seja, comportamento de altíssimo risco.

Os autuados irão pagar multa de R$ 2.934,70 e poderão ter a CNH suspensa por 12 meses. Em caso de reincidência no período de um ano a CNH passa a ser cassada.

Na noite desse sábado (03), policiais militares em patrulhamento pelo centro de Macaíba prenderam dois irmãos em flagrante. A dupla estava caminhando na rua professor Caetano (Aliança) quando a viatura do 11º Batalhão percebeu atitude suspeita e realizou abordagem. Os suspeitos foram flagrados com uma arma caseira municiada.

Diante do flagrante, a dupla foi conduzida à Central de Flagrantes de Natal.

Armas apreendidas após tiroteio entre policiais e suspeitos de assalto, na Zona Norte de Natal.  — Foto: PM/Divulgação

Foto: PM/Divulgação

Dois homens morreram após trocar tiros com policiais militares na tarde de sábado (3) em Natal. De acordo com a PM, a dupla era suspeita de ter feito uma “saidinha de banco” – modalidade de assalto em que a vítima é abordada logo após sacar dinheiro no caixa eletrônico – porém reagiu à abordagem.

A vítima do assalto acionou a policial por volta de 12h, após ter o dinheiro tomado por assaltantes após deixar o caixa eletrônico localizado em uma farmácia da avenida Itapetinga, no Conjunto Santarém, na Zona Norte da capital.

Com as características dos assaltantes, repassadas pela vítima, policiais do 4° Batalhão da PM, começaram a fazer buscas na região.

“Após contato com a Central de Monitoramento de presos usuários de tornozeleira (eletrônica), foi constatado que um apenado esteve no local, e com o auxílio do servidor do sistema penitenciário, foi possível localizar o local em que o preso se encontrava”, informou a PM.

A PM, então, localizou os suspeitos na região de mata por trás do Complexo Cultural na Zona Norte. Porém, ao perceberem a presença dos policiais, os criminosos teriam começado um tiroteio. Os policiais reagiram e balearam os suspeitos, que foram socorridos ao Hospital Santa Catarina, mas não resistiram.

Os suspeitos mortos foram identificados como Fagner Alves do Nascimento e João Paulo Pereira, de 21 anos.

Uma pistola e um revólver, além de R$ 300 e outros bens roubados, como equipamentos médicos, foram apreendidos. A ocorrência foi apresentada na Delegacia de Plantão da Zona Norte.

G1 RN

Na manhã deste sábado (03), um homem e uma jovem menor de idade foram detidos pela população no bairro Pé do Galo, em Macaíba. A dupla  suspeita de realizar assaltos na região do distrito industrial estava com um simulacro de pistola e uma motocicleta tipo Broz roubada.

A Polícia Militar conduziu a dupla a delegacia de Plantão da Zona Sul de Natal.

Policiais civis da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR) deflagraram, nesta sexta-feira (02), a operação “Fundo Falso”, a qual investigou a atuação de uma associação criminosa, que tinha como finalidade específica cometer roubos sequenciados em residências, em Natal e Região Metropolitana. A operação resultou na prisão de três homens: Wanderson Francisco Silva, 24 anos, Weldson Sinicley Silva, 27 anos, ambos já possuíam mandado de prisão, e Sérgio Souza da Costa Filho, 24 anos. As prisões são referentes às práticas dos crimes de associação criminosa e roubos, um deles cometido na madrugada desta quinta-feira (1), no bairro Neópolis, na Zona Sul de Natal.

De acordo com as investigações, o trio invadia as residências pulando os muros, após desabilitar as cercas elétricas, utilizando sempre de informações privilegiadas acerca da rotina dos moradores do imóvel. Eles aguardavam no interior das residências, até que os proprietários saíssem de casa pela manhã, quando rendiam as vítimas e furtavam todos os objetos de valor.

Inicialmente, os homens começaram a atuar com informações obtidas a partir da função exercida em determinada empresa de construção de móveis, sobre a existência de fundos falsos em armários projetados, supostamente, destinados à guarda simulada de bens de valor, para então invadir e roubar os proprietários, mediante grave ameaça, exercida com emprego de armas de fogo.

Os crimes de roubos foram praticados também em diversas residências: em Tirol, no dia 5 de março, em 27 de julho, em Santos Reis, no município de Parnamirim e no dia 31 de julho no bairro Capim Macio, em Natal.

No momento da prisão dos três homens, na residência onde eles estavam, foi dado cumprimento a um mandado de prisão em desfavor de Wellington Francisco da Silva, 26 anos, que estava foragido da Justiça do Rio Grande do Norte.

Todos eles foram conduzidos até a delegacia e encaminhados ao sistema prisional, onde ficarão à disposição da Justiça.

As investigações continuam para identificar a participação dos demais colaboradores, que aderiram à ação na prestação de informações privilegiadas e/ou na receptação dos bens subtraídos.

A Polícia Civil pede que a população continue enviando informações de forma anônima através do Disque Denúncia 181 ou Disque Denúncia da DEFUR de Natal, por meio do aplicativo WhatsApp: (84) 9 8152-4932 para a identificação da propriedade dos bens apreendidos nesta sexta-feira (2).

Em Mossoró, no km 32 da BR 304, na manhã desta quinta-feira (31), foram presos três homens, por receptação do veículo Hilux, com registro de roubo, nos sistemas operacionais.

Os indivíduos também estavam com documento do veículo falso, além da adulteração de sinais de identificação do veículo, como a placa clonada.

Um deles ainda possuía mandado de prisão em aberto da Justiça Estadual do Pará.

Ocorrência encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil de Mossoró.

SESED/ASSECOM

Com o objetivo de estudar e examinar as armas de fogo e elementos de munição envolvidos nos casos policiais, o Setor de Balística Forense (SBF), do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN), atua com importante colaboração para resolução de crimes respondendo a demandas Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público e Judiciário.

Recentemente, o Setor de Balística Forense auxiliou na resolução de casos de repercussão na mídia, como o assassinato da universitária Josiérica Alves, em Monte Alegre, na Grande Natal.

Emitindo mais de 1 mil laudos por ano, o SBF pretende expandir ainda mais seus números e resultados, tendo em vista a meta de criação, por parte do Ministério da Justiça, de um Banco de Dados Balísticos Nacional, e a aquisição de novas tecnologias para possibilitar a constituição do banco de dados balístico do RN.

Atualmente, o setor conta com nove peritos criminais e seis agentes técnicos forenses, possuindo estande de tiro próprio, com tanque de coleta de projéteis, além de quatro microcomparadores balísticos.

Os principais exames realizados no SBF são: Eficiência em armas de fogo ou munição – para atestar seu funcionamento e potencial lesivo; Químico-Metalográfico – revelação de numeração e caracteres identificadores; e o exame de Microcomparação Balística – que permite constatar se projéteis saíram de determinada arma de fogo, ou se estojos foram percutidos por uma mesma arma, apontando a autoria de crimes violentos.

PM/ASSECOM

Na tarde desta quarta-feira (31), policiais militares da Companhia Independente de Proteção Ambiental (CIPAM) de Caicó interceptaram e prenderam caçadores na posse de caças abatidas entre os municípios de Cerro Corá e São Tomé, Regiões Central e Agreste Potiguar.

Os infratores conduziam cachorros e artefatos para a matança de animais silvestres. A ação da CIPAM teve início após a PM receber uma ligação anônima, que foi devidamente checada como prioridade.

Além de animais silvestres mortos e um vivo, os policiais apreenderam uma arma de fogo, tipo espingarda. Uma moto roubada, com chassi raspado, foi recuperada e também está entre as apreensões. Entre os animais mortos apreendidos estão Tamanduá e Ticaca. Um Peba foi capturado ainda vivo e também conduzido pelos policiais para ser entregue ao IBAMA da região.

Os caçadores, os animais, a arma de fogo e os veículos usados no crime ambiental foram conduzidos à Delegacia de Caicó.

Policiais civis da Delegacia Especializada em Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas de Natal (DEPROV) prenderam, na tarde desta quarta-feira, Jorge Dantas Duarte, 35 anos. Ele foi detido em sua residência, localizada no bairro Bela Vista, no município de Macaíba, onde funcionava um desmanche clandestino de veículos.

As investigações foram iniciadas após o recebimento de denúncia anônima. No imóvel, os policiais encontraram um veículo com registro de furto parcialmente desmontado e diversas peças provenientes de três veículos roubados/furtados. Jorge Dantas foi autuado em flagrante pelo crime de receptação.

A Polícia Civil pede que a população continue enviando informações de forma anônima através do Disque Denúncia 181.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS

Polícia Civil

Na manhã desta quarta-feira (31), policiais civis e o delegado Cidorgeton (Tony) prenderam dois jovens acusados de roubar uma motocicleta em uma estrada carroçável que liga a comunidade de Lamarão ao bairro Pé do Galo, em Macaíba. A motocicleta foi recuperada após uma diligência em uma área de mata, logo em seguida os policiais foram foram até a residência onde os mesmos estavam e realizaram a prisão da dupla.

A dupla foi conduzida para delegacia e logo em seguida entregue ao Poder Judiciário.

 

Agência Brasil – A Polícia Civil já ouviu 13 testemunhas na investigação sobre o roubo de 718,9 quilos de ouro no Aeroporto Internacional de Guarulhos na última quinta-feira (25). Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), prestaram esclarecimentos de ontem (30) funcionários de duas empresas aéreas.

Três pessoas já foram presas por suspeita de envolvimento no crime. Um deles é Petterson Patrício, o funcionário do aeroporto que disse, inicialmente, ter sido feito refém e obrigado a ajudar os criminosos. Petterson e outro homem foram presos no fim de semana.

Supervisor de logística,  Petterson chegou junto com a quadrilha e facilitou a entrada do grupo no local onde estava sendo transportado o ouro. Ele disse que sua mulher também foi sequestrada pelo bando.

No entanto, após ter sido confrontado com diversas inconsistências na versão de que era refém dos criminosos, Petterson confessou a participação no assalto, informou a  Polícia Civil. Com base nisso, a juíza Ana Carolina Miranda de Oliveira, da comarca de Guarulhos, decretou a prisão temporária de Petterson.

Na madrugada de ontem (29), a polícia prendeu outro suspeito em flagrante com um carregador de fuzil e munição. De acordo com a investigação, o suspeito ofereceu apoio logístico para passar a carga roubada dos carros usados no assalto para outros veículos.

O roubo

Ao menos 10 pessoas, segundo a polícia, participaram do crime. O grupo chegou ao aeroporto por volta das 14h30 de quinta-feira em dois carros disfarçados de viaturas da Polícia Federal. Fortemente armados, renderam os funcionários que faziam a manipulação da carga e os obrigaram a transferir o ouro para uma das caminhonetes.

O metal, dividido em 31 malotes, tinha como destino Nova York, nos Estados Unidos, e Toronto, no Canadá.

Agência Brasil – O juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, manteve presos os quatro suspeitos de invadir os celulares do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e do procurador Deltan Dallagnol, entre outras autoridades.

Durante a audiência de custódia ocorrida hoje (30) – após ouvir relatos de abusos e maus-tratos de policiais contra os suspeitos Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila de Oliveira – o juiz determinou que Suelen deixe a Penitenciária Feminina do Distrito Federal e seja encaminhada à sede da Polícia Federal no aeroporto de Brasília.

Os outros dois presos – Danilo Cristiano Marques e Walter Delgatti Neto – não relataram problemas desse tipo. As audiências de custódia são feitas com o intuito de verificar se os presos estão em condições adequadas e se seus direitos têm sido respeitados tanto nos estabelecimentos prisionais como em seus deslocamentos.

Segundo o advogado de defesa de Gustavo e Suelen, Ariosvaldo Moreira, a expectativa é de que ambos sejam libertados até quinta-feira (1º), uma vez que Walter Delgatti Neto confessou ser o responsável pelo acesso aos celulares das autoridades. O mesmo deverá ocorrer com Danilo Cristiano Marques, que também alega não ter participação na invasão dos celulares.

Abuso e constrangimento

Tanto Gustavo como Suelen se disseram constrangidos em diversos momentos pelos policiais federais desde que a PF entrou na residência do casal.

“Eu estava dormindo pelado e eles não deixaram, de jeito nenhum, eu colocar a roupa. Pedi para colocar cueca e não me deixaram. Fui, inclusive, constrangido a ficar nu em frente a uma policial federal por cerca de 10 minutos. Pedi então, por diversas vezes, que queria ligar para meu advogado, para sabre o que estava acontecendo. Eu disse que eles estavam confundido. Não deixaram eu falar com ninguém”, disse Gustavo Henrique Elias Santos, primeiro suspeito a depor.

Segundo Gustavo, foram praticadas agressões verbais diversas vezes, desde a entrada dos policiais em sua residência, localizada em Araraquara (SP). “Desde o começo eu colaborei [com os policiais], mas fui bastante agredido verbalmente. Me chamavam de hacker; de bandido… diziam a todo momento ‘tá preso, perdeu’. Até então não sabia o que estava acontecendo. No aeroporto também fui tratado como verdadeiro bandido pela polícia”, disse.

As ofensas continuavam após a chegada na PF. “Ouvi muita piadinha dizendo que eu ia invadir [os celulares dos policiais] e que, por isso, eu não podia olhar para o nome deles [escrito na farda]. Realmente achei tudo isso muito desnecessário”, acrescentou Gustavo.

Impedida de ir ao banheiro

Namorada de Gustavo, a suspeita Suelen Priscila de Oliveira disse também ter sido alvo de maus-tratos e de abusos. Chorando ao longo de boa parte do depoimento, ela disse que, além de ofendê-la, os policiais não a teriam deixado beber água, nem ir ao banheiro ou tomar banho.

“Passei frio durante toda a noite porque eles me deram apenas um travesseiro e uma toalha. Não deram absorvente nem papel higiênico. Prefiro morrer do que voltar para lá. Fui humilhada, mal tratada, e não pude beber água”, disse ela em meio a queixas sobre “piadinhas” e xingamento feitos pelos policiais federais. “Tive de tomar água do chuveiro, só quando já estava na penitenciária”.

Diante do relato, a defesa de Suelen conseguiu convencer o juiz a transferi-la à sede da PF no aeroporto internacional de Brasília. “O magistrado determinou que imediatamente Suellen saia do presídio onde se encontra e volte para a sede da PF no Aeroporto. Ela a todo momento dizia estar sendo mal tratada desde São Paulo. Acredito que vindo à imprensa essa situação não mais ocorra”, disse Ariosvaldo Moreira.

Preso durante curso

Danilo disse que não tinha a menor ideia do que estava acontecendo, no momento em que os policiais chegaram para prendê-lo. Ele encontrava-se em um curso de primeiros socorros, em uma empresa na qual pretendia trabalhar. “Eles me pegaram e me algemaram. Na hora achei que era brincadeira, porque o policial disse ‘perdeu… é a PF’. Isso pegou mal para mim. Não esperava isso”, disse. “Só na oitiva é que eu fiquei a par do que se tratava”.

Walter Delgatti Neto também não reclamou do tratamento dado pelos policiais. “Não sofri agressão física nem psicológica”. Ele acrescentou que em nenhum momento lhe foi negada a possibilidade de ligar para o advogado.

Ao final dos depoimentos, o juiz Vallisney acatou o pedido dos advogados de defesa, para que tenham acesso ao conteúdo dos depoimentos já prestados, bem como o direito a um banho de sol por dia, algo que, segundo os investigados, não vinha sendo permitido.

Diante das declarações de Gustavo e Suelen na oitiva, a Justiça Federal e o Ministério Público Federal pretende averiguar o ocorrido junto à Polícia Federal. A PF informou que não se manifestará sobre o tema.

Agência PRF

Durante fiscalização de rotina, no Km 68 da BR-304, no município de Mossoró, no final da tarde desta segunda-feira (29), a Polícia Rodoviária Federal abordou um veículo F1000, de cor cinza, com placa do Estado do Maranhão.

O condutor de 32 anos tentou fugir, mas foi contido pela equipe rapidamente. Ele informou que estava recebendo a quantia de R$ 100,00 para levar o veículo até Parnamirim.

Posteriormente foi confirmado que o motorista pegou o veículo em Fortaleza/CE e levaria para Recife/PE.

Ao realizar uma vistoria mais minuciosa no veículo, foi observado que, por baixo da carroceria, existia um fundo falso. Nesse local, foram encontrados 76 tabletes de maconha e 2 de cocaína.

Na noite desta segunda-feira (29), dois bandidos armados tentaram assaltar um policial militar e outro homem que estavam juntos em um veículo. A ação criminosa ocorreu na Rua Carlos Marinho de Carvalho, com a Rua São João, no bairro Pé do Galo, em Macaíba.

De acordo com o PM, um bandido estava de capuz e com uma arma de calibre 12, e o outro com um revólver. Houve revide e felizmente ambos [policial militar e amigo] não foram feridos.

“Foi na entrada do Pé do Galo. Dois caras tentaram me assaltar junto com um amigo. Um [bandido] estava de capuz com uma 12, e outro [bandido] com um revólver. Teve revide e graças a Deus conseguimos nos sobressair”, disse o PM.

Com informações do Senadinho Macaíba

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Polícia Militar deflagraram nesta terça-feira (30) a operação Conexão RJ. O objetivo é apurar uma série de crimes cometidos em Natal após ordens repassadas por um chefe de facção que está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na capital fluminense. Ao todo, foram cumpridos 8 mandados de busca e apreensão no Passo da Pátria, comunidade na zona Leste natalense. Quando os policiais chegaram ao local para cumprir os mandados, criminosos ainda não identificados soltaram fogos de artifício para alertar os comparsas da presença da PM.

As ordens para os crimes, segundo as investigações do MPRN, foram dadas por Wildson Alves da Silveira, conhecido como Binho Beque ou Leão, que está preso em Bangu desde maio de 2017. Ele é fugitivo da cadeia pública Raimundo Nonato Fernandes, em Natal. Binho é apontado como sendo um dos chefes de uma facção criminosa que surgiu dentro de unidades prisionais potiguares.

Wildson Alves da Silveira é condenado pelos crimes de homicídio, estelionato, falsificação de documento público, falsidade ideológica e posse irregular de arma de fogo e munição, e responde ainda por associação criminosa, roubo e tráfico de drogas, entre outros. Entre os crimes atribuídos a ele, está o assassinato de Romário Costa da Silva, ocorrido em 21 de novembro de 2016. De acordo as investigações, Wildson Silveira o matou pelo fato dele estar drogado e atirando no Passo da Pátria. Na condição de chefe da facção criminosa que atua na comunidade, Wildson o sentenciou e o executou no local.

As investigações do MPRN, que tiveram o apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), apontam que, usando um aparelho de telefone celular, Wilson continuava comandando a facção criminosa de dentro do Complexo Penitenciário de Bangu. Ele chegou a ordenar ataques a viaturas da Polícia Militar em caso de os policiais entrarem no Passo da Pátria para fazer patrulhamento e também sugeriu aos subordinados que instalassem câmeras de segurança nas entradas da comunidade para que pudessem controlar o acesso e a saída do local por vídeo-monitoramento. Outra ordem dada pelo chefe aos demais integrantes da facção foi que eles passassem a promover eventos e shows na comunidade com o objetivo de aumentar o caixa do crime.

A Justiça do Rio Grande do Norte já ordenou que Wildson Alves da Silveira seja recambiado para o Rio Grande do Norte para cumprir as sentenças que é condenado. Essa transferência ainda não tem data para ser realizada e depende de iniciativa da Secretaria da Administração Penitenciária do RN (Seap).