Surto de cinomose mata dezenas de cães em cidade do interior do RN

Cachorros da zona rural de Mossoró estão com cinomose — Foto: Elisângela Moura/Cedida

Foto: Elisângela Moura/Cedida

“Dezenas” de cachorros morreram na zona rural de Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, por uma doença conhecida como cinomose (entenda mais abaixo). De acordo com a prefeitura da cidade, através do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde, o cenário nas localidades é considerado um “surto”.

O número de animais doentes ou que morreram na zona rural com a patologia não foi confirmado ao certo pela pasta, mas a Secretaria de Saúde cita que foram “dezenas”.

Os animais começaram a apresentar a doença – que se mostrou misteriosa para os moradores – em meados do mês de dezembro e motivaram uma denúncia dos agentes de endemia da zona rural ao Centro de Controle de Zoonoses da cidade. Após análises, o diagnóstico confirmou as mortes por cinomose.

A cinomose é uma doença altamente contagiosa provocada por um vírus e que ataca os cães – ela não é transmitida para humanos e nem para outros animais domésticos, como gatos.

As localidades da zona rural de Mossoró onde foram identificadas a doença foram as comunidades Real, Montana, APAMA e Rancho da Casca.

De acordo com o responsável técnico do Centro de Controle de Zoonoses de Mossoró, Genicleiton de Góis, a doença se espalhou de maneira mais fácil devido às condições em que os animais viviam, já que alguns sequer tinham “tutores” efetivamente nas comunidades.

“A cinomose canina é uma doença altamente contagiosa, que incide diretamente no sistema nervoso dos animais, entérico, respiratório, e por vezes até cutâneo, ou seja, uma doença multisistêmica. E essa característica dessa patologia levou ao óbito vários animais, devido às condições em que viviam, como sendo semi domiciliados. Por vezes o dono caracterizava-se apenas por dizer que era dele, mas o animal não tinha o cuidado necessário, não estavam sendo submetidos ao manejo sanitário necessário, como vacinação, vermifugação, boa alimentação e condições ideais de higiene”, explicou.

Com informações do G1 RN

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