Com forte queda nas receitas e a frustração de repasses, várias prefeituras da Grande Natal terão que replanejar suas ações para os próximos meses. Ou se faz as contas com o real cenário, ou alguém vai ficar sem receber no final do mês. Sem poder contar com a verba do Governo Federal, várias prefeituras que tem convênio com a união terão que esperar os cofres do governo ficar no azul, algo difícil para os próximos meses, segundo analistas da economia o Brasil só voltará crescer economicamente a partir do final de 2016, caso tudo siga conforme as projeções.
Prevendo queda nas receitas, alguns prefeitos da Grande Natal, como por exemplo Carlos Eduardo e Maurício Marques, fizeram redução na máquina, em Natal o prefeito da família Alves, pediu 30% de cortes nas secretarias, em Parnamirim não foi diferente. Em Macaíba cidade não diferente das outras, a queda na arredação gira em torno de 2 milhões ou mais, já que deveria tá recebendo 14 milhões, e têm mês que fecha com 10 ou 11 milhões. Diante do cenário difícil, o que vem mantendo Macaíba pagando em dia o funcionalismo público é o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e o ICMS ( Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que representa cerca de 46% da arredação no município.
Receita caindo, folha de pagamento do funcionalismo tem que seguir o mesmo caminho, visto que a folha não pode ultrapassar o limite prudencial (46%), logo ela é calculada com base na arredação.
Se uma cidade tem receita de 10 milhões, ela não pode gastar 5 milhões para pagamento de pessoal. Este exemplo mostra que a cidade estaria gastando 50% da receita, valor acima dos 49% máximo que se pode utilizar para pagar folha de pessoal.
