
Da Revista Época: O Campus do Cérebro, promessa de polo de ensino, pesquisa e extensão em neurociência em Macaíba, no Rio Grande do Norte, seria inaugurado neste semestre de 2015. Seria. Ficou para o segundo semestre de 2016. O projeto, que tem como pai o renomado neurocientista Miguel Nicolelis, dinheiro público dos ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e participação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), coleciona conflitos entre responsáveis, problemas e atrasos.
O projeto se arrasta desde 2004, nomeado Instituto Internacional de Neurociências, ao ser concebido por Nicolelis à frente da Associação Santos Dumont (Aasdap) e por outros cientistas da UFRN. Foi modificado em 2007, quando foi ampliado para Campus do Cérebro. Mudou de novo em 2011, com os desentendimentos entre Nicolelis e Sidarta Ribeiro, neurocientista que também coordenava a empreitada – a briga entre os dois foi parar na imprensa. Em 2014, recebeu a promessa de R$ 247,5 milhões do MEC em um contrato de gestão firmado com o Instituto Santos Dumont (ISD), também de Nicolelis, que reduziu a participação da UFRN, a partir daí relegada somente a interveniente das obras. Esse breve resumo das idas e vindas está em um relatório do Tribunal de Contas a União (TCU). Um relatório nada positivo.
