Partidos definem alianças para outubro até o dia 30

     PSB vai homologar candidaturas de Eduardo Campos e Marina Silva no próximo sábado
A uma semana do prazo final, seis partidos realizam encontros para definir os rumos que seguirão nas eleições. Exceto o PSB, que confirmará a chapa Eduardo Campos e Marina Silva, as demais legendas – PROS, PP, PSD, PCdoB e PR – escolherão entre apoiar as candidaturas presidenciais da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição ou do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), ou ficar neutros na disputa, não dando, assim, o tempo de rádio e televisão para as campanhas.
A decisão das siglas ocorre após o PTB ter desistido, na sexta-feira (20), de apoiar Dilma e, um dia depois (21), de fechar apoio a Aécio. A mudança dos petebistas pegou os petistas de surpresa, uma vez que davam como certo o apoio da agremiação. A justificativa oficial para o rompimento foi a dificuldade com o PT para fechar alianças regionais. Mas o anúncio, gerou uma crise no partido. Deputados que já haviam conversado com Dilma, reclamam que não foram ouvidos pelo presidente Benito Gama.
A maratona das convenções começa nesta terça-feira, com o PROS. Mesmo com a indefinição do palanque eleitoral no Ceará, tido como primordial para o partido liderado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes, a legenda tende a confirmar a coligação com a presidente. Na semana passada, a cúpula do PROS se reuniu com a presidente Dilma Rousseff para anunciar a adesão à reeleição.
Na quarta-feira, o PP e o PSD realizam convenções no Congresso. Os progressistas, que atualmente ocupam o Ministério das Cidades, sofrem um forte assédio para se coligar com o candidato do PSDB a presidente. O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), trabalha pela coalizão com Dilma, mas há quem defenda a união com Aécio, que é primo do ex-presidente da legenda, senador Francisco Dornelles (RJ). Em 2010, o PP, que já estava com Cidades, ficou neutro na campanha.
Também disputado por PSDB e PT, o PSD do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, deve confirmar o apoio à reeleição da presidente. Kassab, que nas últimas semanas manteve negociações para compor a chapa do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), à reeleição e ainda foi sondado para ceder o ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles para ser o candidato a vice-presidente de Aécio, tende a ratificar a aliança desenhada desde 2013, quando a maioria dos diretórios estaduais aprovou o apoio a Dilma. Ainda assim, é possível que os diretórios regionais da sigla sejam liberados para apoiar candidaturas de oposicionistas.
Na sexta-feira, será a vez do PC do B realizar a convenção. Parceiro tradicional do PT desde a eleição de 1988, a agremiação confirmará a aliança com o aliado. Mas, ao contrário de eleições passadas, os comunistas queixam-se do tratamento que têm recebido dos petistas. As principais críticas referem-se à falta de espaço para o partido em São Paulo e ao fato de o PT ter excluído dos acordos eleitorais o senador Inácio Arruda (PC do B-CE). No Maranhão, o PC do B se aliou ao PSDB para lançar o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) Flavio Dino a governador.
Um dos últimos a realizar a convenção, o PSB oficializará a candidatura a presidente do ex-governador de PernambucoEduardo Campos, e da ex-senadora Marina Silva (PSB) a vice-presidente na chapa, no sábado. A legenda vem para o lançamento da candidatura com uma das principais bandeiras de campanha em xeque: a tese da terceira via nestas eleições. O partido, que até agora se colocou como opção para contrapor a polarização entre PT e PSDB, entrou em choque com a Rede de Marina Silva ao compor os palanques dos tucanos em São Paulo e dos petistas no Rio de Janeiro.

Tribuna do Norte

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