Criação de emprego formal é a menor para maio em 22 anos

                               
O saldo líquido de empregos formais gerados em maio foi de 58.836 vagas, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira, 24, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). É o menor resultado para um mês de maio desde 1992. O setor da indústria de transformação foi o responsável pela maior quantidade de demissões líquidas – os desligamentos superaram as admissões em 28.533 vagas. 
A geração de empregos em maio foi 18,31% menor que o mesmo mês do ano passado, quando o volume de vagas criadas, sem ajuste, foi de 72.028. Na comparação da série com ajuste, o resultado caiu 47,10%. A série sem ajuste considera apenas o envio de dados pelas empresas dentro do prazo determinado pelo MTE e é a preferida do Ministério. Após esse período, há um ajuste da série histórica, quando as empregadoras enviam as informações atualizadas para o governo.
Dos 12 segmentos da indústria, apenas um (indústria química) contratou mais do que demitiu no mês passado, com 3.119 novos empregos. O pior resultado no setor foi a indústria mecânica, com um corte de 6.644 vagas. “O resultado foi surpresa na medida em que não esperávamos queda tão expressiva no setor industrial”, afirmou o ministro do Trabalho, Manoel Dias. 
Com o resultado de maio, a geração de empregos no governo Dilma Rousseff superou a marca de 5 milhões de contratações formais. No acumulado do ano até maio, houve criação líquida de empregos formais de 543.231 vagas.
Por outro lado, a agricultura foi o setor que respondeu no mês passado pela maior geração de vagas, com 44.105 vagas. Em seguida, ficou o setor de serviços, com 38.814 postos de trabalhados gerados. A construção civil gerou 2.692 novas vagas no mês. O comércio apresentou um saldo negativo de 825 vagas em maio.

Estadão

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