Carne de jumento será servida pela segunda vez no RN em almoço para o Globo Rural

                            

A polêmica degustação de carne do jumento ocorrida no dia 13 de março em Apodi deverá se repetir neste domingo (29/03) em Mossoró. O evento será realizado à portas fechadas no Hotel Vila Oeste, onde uma equipe do programa Globo Rural estará experimentando a iguaria e realizando uma reportagem que irá ao ar na TV Globo.

O objetivo da matéria jornalística é avaliar a possibilidade da carne de jumento ser inserida na alimentação dos seres humanos.

A equipe do programa visitou a associação que abriga os animais em Apodi, além do laboratório Safari em Macaíba, na qual avaliou a qualidade da carne do animal que será degustado, e o abatedouro em Parnamirim, onde foi feito processo de abate.

Se aprovada, a carne asinina deverá integrar a alimentação de detentos do Sistema Prisional do Rio Grande do Norte, podendo ser inserida em outras áreas ainda não confirmadas.

A inserção da carne asinina na alimentação humana tem dividido opiniões na região. Muitos tem avaliado a tal carne como sendo “impura” ou “sagrada”, uma vez que existe registros bíblicos sobre este animal.

A equipe do Portal SOS Notícias do RN conversou com professores e alunos especialistas na área, e todos reafirmaram a hipótese lançada pelo idealizador, o promotor Silvio Brito, de tornar a carne de jumento em alimento humano.

Para a Zootecnista e professora do IFRN em Apodi, Angela Gracindo, há grandes possibilidades da carne de jumento ser aprovada e inserida na alimentação humana, uma vez que o maior entrave é a questão cultural. “Como zootecnista e também como consumidora de carnes vermelhas acredito que é uma carne como qualquer outra, que pode sim ser tão consumida quanto a carne bovina, bubalina, suína, caprina ou ovina. Entretanto, para ser considerada apropriada ao consumo humano, a ela devem ser aplicados os mesmos cuidados e técnicas de manejo e produção que às demais carnes”, disse à reportagem do SOS Notícias do RN.

A estudante de Zootecnia pela Ufersa, Isis Souza, também mantém o mesmo pensamento da professora Angela. Para ela, “é necessário apenas mais alguns estudos com relação à qualidade da carne no que diz respeito a valor nutricional e características sensoriais a nível de informação para o possível consumidor”.

SOS Notícias do RN

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