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Na tarde desta quarta-feira (15), estudantes, professores e servidores saíram pelas ruas de Natal em protesto ao bloqueio no orçamento das universidades e institutos federais. A concentração aconteceu no cruzamento das avenidas Salgado Filho com Bernardo Vieira em direção a praça do Mirassol. O ato reuniu milhares de pessoas e ao longo do trajeto os manifestantes gritavam palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro.

O Governo Federal através do ministério da Educação bloqueou 30% do orçamento de custeio. Podendo deixar as instituições de ensino federal em uma situação precária a partir do segundo semestre, pois os recursos são utilizados para pagar água, luz, combustíveis e funcionários terceirizados como vigias e auxiliares de serviços gerais.

 

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), torna público o Processo Seletivo para formação de novas turmas dos cursos Técnicos Subsequentes em Agroindústria, Agropecuária e Aquicultura, de acordo com as condições definidas neste Edital.

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Foto: Cícero Oliveira

A transformação de pesquisas acadêmicas em produtos para a sociedade é um dos objetivos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que apenas em 2019 já conquistou cinco novas cartas-patentes. O documento, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), comprova a autoria e o ineditismo de inventos com aplicabilidade industrial. No total, já são 14 cartas-patentes de propriedade da UFRN, que se destaca entre as instituições de ensino superior do Nordeste com maior número de concessões, à frente de universidades como as federais do Ceará (UFC) e de Pernambuco (UFPE).

“Isso mostra a capacidade da UFRN em gerar produtos de qualidade para chegar ao mercado e ao consumidor final. A cultura de empreender já faz parte da instituição, agora queremos ultrapassar os nossos muros para celebrar a transferência de tecnologia com as empresas”, comemora o diretor do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), Daniel de Lima Pontes. As cartas-patentes conferem a propriedade intelectual dos inventos de titularidade da UFRN, para uso aplicado pelos interessados, mediante licenciamento. Como retorno, a Universidade recebe royalties, divididos com os inventores.

As conquistas mais recentes da instituição foram concedidas no dia 24 de abril, sendo um modelo de utilidade para uso em treinamento muscular e uma invenção de nanopartículas de carbeto-tungstênio com cobalto. A primeira carta-patente é intitulada Dispositivo de Treinamento Muscular Respiratório (TMR) para Músculos Inspiratórios e Expiratórios com Carga Resistiva Limiar, de autoria dos inventores Danilo Alves Pinto Nagem, Guilherme Augusto de Freitas Fregonezi, Ricardo Alexsandro de Medeiros Valentim, Atila Bomfim Fernandes, Fabiana Piano, Palomma Russelly Saldanha de Araújo Oliveira e Illia Nadinne Dantas Florentino Lima.

O modelo de utilidade surgiu de uma demanda clínica, quando o grupo percebeu a necessidade de desenhar um dispositivo que tornasse possível treinar os músculos respiratórios, inspiratórios e expiratórios de forma concomitante. Diferentes doenças provêm de um quadro clínico de fraqueza desses músculos, como as respiratórias crônicas, as neuromusculares e as cardíacas, para as quais é indicado o treinamento muscular, também utilizado por desportistas como forma de aumento do rendimento.

O professor Guilherme Fregonezi explica que nos últimos anos tem se consolidado o treinamento de alta intensidade como forma de obter resultados mais expressivos em relação à força, desempenho e funcionalidade. “Entre os diferentes tipos de treinamento, o dispositivo foi criado com ‘carga resistiva limiar’, em que o sujeito deve vencer a resistência da válvula executando um esforço inspiratório ou expiratório ao nível da carga ajustada ou superior. O nível de intensidade de carga deve ser individualizado, de acordo com os objetivos a serem alcançados e respeitando a carga máxima que o sujeito pode desempenhar, a partir de avaliações prévias e ajustes semanais”, detalha.

A patente de invenção, por sua vez, é intitulada Obtenção de Pós Compósitos De WC-Co Nanoestruturado a partir do Precursor de Paratungstato de Amônia (APT) através de Reação Gás-Sólido, de autoria dos inventores Francisca de Fátima Pegado de Medeiros, Carlson Pereira de Souza e Uílame Umbelino Gomes. A nova patente está relacionada ao desenvolvimento tecnológico do tungstênio com o cobalto para produzir uma liga conhecida como metal duro, aplicada na indústria para a fabricação de brocas de perfuração, prospecção de petróleo, entre outros itens.

A inovação está na produção de partículas nanoestruturadas, ou seja, pequenos objetos que medem o equivalente a um milionésimo de milímetro. De acordo com Umbelino Gomes, esse material tem propriedades espetaculares para a fabricação de produtos em diversos tipos de indústrias, entre elas a aeronáutica e a civil. A invenção nanoestruturada do carbeto-tungstênio com o nióbio consiste em outra carta-patente conquistada neste ano pelo inventor, que trabalha desde o início dos anos 1990, juntamente com o professor Carlson Pereira, em pesquisas sobre os metais refratários que têm alto ponto de fusão e que existem no Rio Grande do Norte: tungstênio, nióbio e tântalo.

Incentivo à inovação

A UFRN possui atualmente mais de 220 pedidos de patentes depositados junto ao INPI. Todos esses inventos já podem ser utilizados por empresas, que “precisam ver a universidade como local de busca de tecnologias”, defende Daniel Pontes, ao ressaltar a importância de se conhecer o portfólio de patentes prontas para aplicação na indústria. O diretor do NIT observa que a inovação é um dos carros-chefes de crescimento em muitos países e se torna ainda mais necessária para as nações em desenvolvimento, “pois é a moeda para avançar com a cultura e tecnologias próprias para ter condições de vender os nossos insumos com valor agregado”.

O mesmo pensamento norteia o trabalho do professor Umbelino Gomes, que já recebeu a quinta carta-patente com o objetivo principal de transformar a realidade econômica local. Isso porque o Rio Grande do Norte é o maior produtor de tungstênio do Brasil e apresenta produção significativa do nióbio, mas ainda comercializa os minerais apenas como matérias-primas, sem qualquer processo de industrialização. A ideia é atrair o interesse das empresas para fabricar produtos finais no próprio estado a partir desses recursos naturais e, consequentemente, alavancar o desenvolvimento social e econômico.

A preocupação em criar soluções para a sociedade é apontada pela reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz, como fator para o aumento do número de depósitos de patentes, que nos últimos oito anos teve um salto da casa das dezenas para as centenas. “Vivemos um momento singular e marcante, colhendo os frutos do incentivo ao empreendedorismo e à inovação dentro da Universidade”, destacou a gestora em reunião no último dia 29 com os inventores das cartas-patentes concedidas em abril. Ângela Paiva adicionou que o trabalho acadêmico de professores e alunos contribui para o cumprimento das metas do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFRN, alcançadas por meio do diálogo e da construção coletiva. “Vocês contribuem para a inovação, a internacionalização e a integração na Universidade. Continuaremos vencendo os desafios para avançar sempre”, assegurou.

Um dos planos futuros foi apresentado pelo pró-reitor de Pós-Graduação da UFRN, Rubens Maribondo, ao vislumbrar a conquista de patentes internacionais e a captação de recursos e projetos no exterior. A carta-patente concedida pelo INPI permite a comercialização dos produtos em todo o território nacional, com garantia da propriedade dos modelos de invenção por 20 anos e dos modelos de utilidade por 15 anos a partir da data de depósito do pedido. Depois desse período, a invenção passa a ser de domínio público e pode ser utilizada sem licenciamento.

As patentes da UFRN podem ser consultadas no NIT, que assume a tarefa de orientar os pedidos, acompanhar as concessões e fazer o intermédio com as empresas para a transferência de tecnologia. Outras informações podem ser obtidas no site do Núcleo de Inovação Tecnológica, pelo e-mail nit@reitoria.ufrn.br ou pelos telefones (84) 9 9167-6589 e (84) 9 9224-0076.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) abriu concurso público de provas para provimento de cargo técnico-administrativo em educação. As inscrições devem ser feitas de 08 de abril a 13 de maio de 2019, no site do Núcleo Permanente de Concursos (Comperve): www.comperve.ufrn.br. As provas estão previstas a serem aplicadas em 30 de junho, o valor da taxa de inscrição do concurso varia de R$ 60 a R$ 80, conforme o cargo. Os interessados devem efetuar inscrição

O edital 012/2019 traz informações sobre os cargos de Psicólogo Clínico, Nutricionista, Administrador, Tecnólogo em Eventos e Produção Cultural, Engenharia de Produção, Assistente em Administração, Desenhista Técnico/Webdesigner, Técnico de Tecnologia da Informação, Técnico em Enfermagem, Técnico em Agropecuária, Técnico em Eletrotécnica e Técnico de Laboratório/Química.

A Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa da UFRN (Propesq), abre seleção para  concessão de bolsas de iniciação científica e desenvolvimento tecnológico para apoiar projetos de pesquisa que visem contribuir significativamente para a inovação na saúde da mulher e do recém-nascido.

As inscrições estão abertas até dia 29 de março e são feita  via Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa). Para isso, o candidato deve submeter projeto de pesquisa interno ou cadastrar projeto externo, cadastrar um plano de trabalho para cada discente de graduação que participará do projeto, atualizar o currículo na Plataforma Lattes e  informar a área Qualis/Capes que servirá de base para a avaliação da produtividade.

As bolsas serão destinadas aos projetos que estiverem em consonância com o Grupo de Pesquisa Cuidados com a Saúde Feminina e Materno-Infantil na Maternidade Escola Januário Cicco, cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa CNPq, em vigência desde 2016.

Para concorrer às cotas, dentre outros requisitos, o pesquisador deverá ser docente da UFRN em efetivo exercício da função e atender as demais exigências descritas no edital.