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A ex-senadora Marina Silva, anunciou na tarde de hoje (02) em Brasília, sua pré-candidatura à presidência. Proclamada por representantes de todos diretórios estaduais da Rede Sustentabilidade, Marina afirmou que tinha refletido de qual era melhor seria sua contribuição no próximo ano, se era sendo candidata ou estando na sociedade (apoiando outro nome).

Marina disse que o Brasil não precisa de salvadores da pátria, pois a pátria é uma construção de todos os brasileiros. Nunca a utilizar tempo de seu partido para defender à Operação Lava Jato, Marina Silva afirmou que ninguém é popular demais para está acima da lei, pois todos estão abaixo da lei.

A líder nacional da Rede reconhece que não será fácil a campanha de 2018, pois com a concentração de recursos em grandes partidos como PMDB, PT e PSDB, o seu partido terá recursos mínimos.

Através de sua página no facebook, a ex-senadora Marina Silva, porta -voz nacional da Rede Sustentabilidade, voltou a defender as dez medidas contra corrupção e o apoio à operação lava jato. Veja o que disse a ex-senadora.

A política, infelizmente, está tomada por pessoas que não buscam fazer o que é melhor e nem o que é legítimo para a coletividade, mas apenas aquilo que é melhor para se dar bem. Fazem o discurso ético de conveniência e relativizam valores em benefício próprio. É isso que tem prejudicado imensamente o país. Em 1988, quando fui eleita vereadora por Rio Branco, mesmo ano em que Chico Mendes foi assassinado, fui tomada de surpresa durante uma entrevista ao ser questionada pelo jornalista sobre o valor do meu salário na Câmara de Vereadores. Sendo novata, não tinha ideia do montante. Ao consultar o holerite, estranhei a lista volumosa de benefícios e perguntei ao próprio repórter se era aquilo mesmo ao entregar a ele uma cópia do documento para que ele pudesse verificar. As denúncias que surgiram daquela exposição foram mal recebidas pelos demais vereadores. Fui alvo de muitos ataques. Mas foi o início de uma campanha pública para devolução de verbas adicionais daquilo que considerava um abuso. Na época, fui acusada de ser demagoga, populista e oportunista, como alguns me acusam nesse momento ao defender as dez medidas de combate à corrupção e à impunidade ou quando defendo que réus não estejam na linha sucessória da Presidência da República. A todos digo que esta luta não é de agora, é parte da minha história. Como já falei muitas vezes, a política é serviço e isso não se trata apenas de um discurso. É um compromisso de vida.