Marina Silva Arquivo

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Rede Sustentabilidade

O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, filiou-se à REDE Sustentabilidade. A filiação foi oficializada nesta última quinta-feira, 22, no hotel Novotel, no centro Rio de Janeiro, e contou com a participação da porta-voz nacional do partido, Marina Silva e do deputado federal e pré-candidato a governo do estado do Rio de Janeiro, Miro Teixeira.

Marina e Eduardo se conhecem desde a época em que ela foi ministra do Meio Ambiente e ele chefe do Departamento do Meio Ambiente no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Ele me ajudou muito como diretor do BNDES, na viabilização do fundo Amazônia para proteger florestas e fomentar projetos de desenvolvimento. Não é só discurso não, é prática.”, destacou a porta-voz.

Em 2014, quando já era presidente do Flamengo, Eduardo chegou a pensar em divulgar o seu voto publicamente. Mas, na ocasião, considerou que não deveria misturar as coisas. “Sempre votei na Marina, tanto em 2010 como em 2014. E, agora, em 2018. Só que dessa vez nós vamos ganhar.”, afirmou.

No final do ano passado, com a proximidade do fim da sua gestão no Flamengo, Eduardo repensou as possibilidades futuras de atuação. “Quando eu e Marina nos reaproximamos, levantamos a possibilidade de filiação e possível candidatura. O primeiro passo eu já dei. Não sei o que irá acontecer nas eleições, mas estou à disposição para o que for melhor para a REDE e o que for melhor para Marina.”, enfatizou.

Divulgação

A ex-senadora Marina Silva, anunciou na tarde de hoje (02) em Brasília, sua pré-candidatura à presidência. Proclamada por representantes de todos diretórios estaduais da Rede Sustentabilidade, Marina afirmou que tinha refletido de qual era melhor seria sua contribuição no próximo ano, se era sendo candidata ou estando na sociedade (apoiando outro nome).

Marina disse que o Brasil não precisa de salvadores da pátria, pois a pátria é uma construção de todos os brasileiros. Nunca a utilizar tempo de seu partido para defender à Operação Lava Jato, Marina Silva afirmou que ninguém é popular demais para está acima da lei, pois todos estão abaixo da lei.

A líder nacional da Rede reconhece que não será fácil a campanha de 2018, pois com a concentração de recursos em grandes partidos como PMDB, PT e PSDB, o seu partido terá recursos mínimos.

Lula e Marina Silva

A 133ª Pesquisa CNT/MDA, realizada de 8 a 11 de fevereiro de 2017 e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra intenções de voto para 2018. O ex-presidente Lula lidera sozinho a pesquisa, onde em segundo lugar aparece a ex-senadora Marina Silva. A pesquisa mostra um crescimento do deputado Jair Bolsonaro, conhecido por está envolvido em polêmicas.

Veja os números na pesquisa estimula para 1º turno e 2º turno.

1º turno: Intenção de voto estimulada

CENÁRIO 1:
Lula 30,5%, Marina Silva 11,8%, Jair Bolsonaro 11,3%,  Aécio Neves 10,1%, Ciro Gomes 5,0%, Michel Temer 3,7%, Branco/Nulo 16,3%, Indecisos 11,3%

CENÁRIO 2: Lula 31,8%, Marina Silva 12,1%, Jair Bolsonaro 11,7%,  Geraldo Alckmin 9,1%, Ciro Gomes 5,3%, Josué Alencar 1,0%, Branco/Nulo 17,1%, Indecisos 11,9%

CENÁRIO 3: Lula 32,8%, Marina Silva 13,9%, Aécio Neves 12,1%, Jair Bolsonaro 12,0%, Branco/Nulo 18,6%, Indecisos 10,6%


2º turno: Intenção de voto estimulada

CENÁRIO 1: Lula 39,7%, Aécio Neves 27,5%, Branco/Nulo: 25,5%,
Indecisos: 7,3%

CENÁRIO 2: Aécio Neves 34,1%, Michel Temer 13,1%, Branco/Nulo: 39,9%, 

  • Indecisos: 12,9%

    CENÁRIO 3: Aécio Neves 28,6%, Marina Silva, 28,3%, Branco/Nulo: 31,9%,
    Indecisos: 11,2%

    CENÁRIO 4: Lula 42,9%, Michel Temer 19,0%, Branco/Nulo: 29,3%,                         
    Indecisos: 8,8%

    CENÁRIO 5: Marina Silva 34,4%, Michel Temer 16,8%, Branco/Nulo: 35,2%,
    Indecisos: 13,6%

    CENÁRIO 6: Lula 38,9%, Marina Silva 27,4%, Branco/Nulo: 25,9%,
    Indecisos: 7,8%

Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 138 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

 

Através de sua página no facebook, a ex-senadora Marina Silva, porta -voz nacional da Rede Sustentabilidade, voltou a defender as dez medidas contra corrupção e o apoio à operação lava jato. Veja o que disse a ex-senadora.

A política, infelizmente, está tomada por pessoas que não buscam fazer o que é melhor e nem o que é legítimo para a coletividade, mas apenas aquilo que é melhor para se dar bem. Fazem o discurso ético de conveniência e relativizam valores em benefício próprio. É isso que tem prejudicado imensamente o país. Em 1988, quando fui eleita vereadora por Rio Branco, mesmo ano em que Chico Mendes foi assassinado, fui tomada de surpresa durante uma entrevista ao ser questionada pelo jornalista sobre o valor do meu salário na Câmara de Vereadores. Sendo novata, não tinha ideia do montante. Ao consultar o holerite, estranhei a lista volumosa de benefícios e perguntei ao próprio repórter se era aquilo mesmo ao entregar a ele uma cópia do documento para que ele pudesse verificar. As denúncias que surgiram daquela exposição foram mal recebidas pelos demais vereadores. Fui alvo de muitos ataques. Mas foi o início de uma campanha pública para devolução de verbas adicionais daquilo que considerava um abuso. Na época, fui acusada de ser demagoga, populista e oportunista, como alguns me acusam nesse momento ao defender as dez medidas de combate à corrupção e à impunidade ou quando defendo que réus não estejam na linha sucessória da Presidência da República. A todos digo que esta luta não é de agora, é parte da minha história. Como já falei muitas vezes, a política é serviço e isso não se trata apenas de um discurso. É um compromisso de vida.