Projeto da EAJ que incentiva renda extra começa a ser implantado

O Projeto de Extensão tem como principal objetivo estimular a produção de ovos e carnes de galinha caipira como renda extra para os produtores familiares. A atividade está sendo implantada na Comunidade Quilombola Capoeiras, localizada no município de Macaíba-RN. Imediatamente, a ação está beneficiando dez famílias da comunidade, que serão propagadoras do projeto para as demais, gerando uma rede. Essa comunidade se caracteriza por trabalho familiar, agricultura de subsistência e baixa adoção de tecnologias.

Pretende-se levar novas técnicas de produção e gestão de galinhas caipiras, de forma a proporcionar uma alimentação saudável. O excedente da produção será comercializado por meio de feira livre, comércio em geral e pelo programa governamental Venda Direta, resultando, também, no incremento da renda familiar.

Na ação, além dos agricultores familiares da comunidade, estão envolvidos professores e alunos da UFRN. Na primeira etapa, será ministrado um curso de criação e gestão da produção de galinhas caipiras e, em um segundo momento, será iniciada a criação das aves, pintinhas de um dia de idade. A comunidade escolhida enfrenta problemas comuns a essas comunidades e, por conseguinte, carece de assistência técnica e ações governamentais de diversas ordens. Esse projeto dará, portanto, uma pequena contribuição no que se refere à assistência técnica para a implantação, gestão e criação das aves, de forma que os agricultores participantes obtenham uma renda extra, que auxiliará na manutenção da família.

As famílias foram selecionadas e três alunos do Curso Técnico em Agropecuária da EAJ-UFRN estão diretamente envolvidos com o projeto. Eles serão propagadores/multiplicadores da ação. “A ideia também é estimular a vinda de outros moradores da comunidade para estudar na EAJ-UFRN”, nos conta Jorge dos Santos Cavalcanti, professor do Curso Técnico em Agropecuária e coordenador do projeto.

A iniciativa surgiu da necessidade de fazer a UFRN aproximar-se ainda mais do pequeno produtor, aquele que pratica a agricultura familiar, que geralmente é desassistido e não tem acesso a novas tecnologias nem a crédito. É também uma oportunidade para os alunos verem de perto a realidade do agricultor local e, desse modo, desempenharem uma função social, com impactos positivos na economia e geração de renda da comunidade macaibense.

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