Parques científicos são destaque em painel de encontro de inovação

Foto: Cícero Oliveira

Os dois parques tecnológicos e científicos da UFRN foram os destaques na tarde desta sexta-feira, 6, do painel Parques Tecnológicos – Desafios e oportunidades, que integra a programação do I Encontro de Ciência, Cultura e Inovação de Natal, promovido pela Prefeitura de Natal, realizado nas instalações do Sebrae e cujo tema é Iniciativas em Ciência, Tecnologia e Inovação para Natal. O evento prossegue até o próximo domingo e a programação completa pode ser conferida aqui.

“O nosso ecossistema de inovação está muito mais robusto hoje do que há cinco anos, com 20 incubadoras distribuídas pelo estado e com a existência de um Parque Tecnológico em pleno funcionamento, que é o Parque Metrópole Digital. Então, classifico este momento como único para viabilizar o projeto do PAX, projeto com vocação inicial nas áreas de energias, reabilitação em saúde e indústria 4.0, com incubadora e aceleradora de empresas, oferta de serviços de propriedade intelectual através da Agência de Inovação da UFRN e de diversos laboratórios de pesquisa e inovação das Instituições de Ciência e Tecnologia associadas”, explicou a assessora especial do Gabinete da UFRN que coordena o projeto do Parque Científico e Tecnológico do Rio Grande do Norte Augusto Severo (PAX), Ângela Maria Paiva Cruz.

Previsto para iniciar em 2021, o PAX está localizado na cidade de Macaíba (RN) em uma área de 50 hectares, com forma jurídica de associação de direito privado. O planejamento prevê a adequação inicial de 36 salas e a oferta de 118 lotes para a instalação de empresas, números entrelaçados ao Estudo de Viabilidade Econômico-Financeira. “A previsão é que o Parque esteja autossustentável, sem depender de verbas do poder público, em dez anos”, frisou Ângela Paiva.

Falando sobre componentes de um parque tecnológico, o vice-diretor do Parque Metrópole Digital, Rodrigo Romão, destacou aspectos como a presença de empresas inovadoras de diversos portes, um suporte para gestão de propriedade intelectual e o cuidado com a sustentabilidade. “O desafio é envolver mutuamente a academia e o setor privado. É preciso que todos atuem em inovação, dialogando e executando projetos de inovação. Além disso, a disponibilidade de espaço físico também é um entrave”, explicou o professor da UFRN.

Também participando do painel, a gestora do Núcleo de Apoio à Gestão (NAGI) da Fiern, Susie Alves de Macedo, identificou que as empresas têm como eixos norteadores recursos humanos, planejamento estratégico, tríplice hélice, divulgação das ações. “A Federação, através do NAGI, terá como foco de trabalho para 2020 ações referentes à importância da transferência de tecnologia para as empresas, ao mapeamento do ecossistema de inovação do estado e à participação das empresas no Parque Tecnológico do RN. A Fiern tem a convicção de que o estado tem competência, ciência e tecnologia para ter um espaço de maior protagonismo no nosso país”, pontuou Susie Macedo. A assessora para o PAX reforçou o raciocínio, colocando que “no caso do Parque Augusto Severo as áreas iniciais não excluem prospecções futuras, justamente para abarcar as diversas competências distribuídas pelo nosso estado”, finalizou.

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