Líder no setor, RN é sede do 11º Fórum Nacional Eólico

A abertura do 11º Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos aconteceu na última quarta-feira (14). O evento ocorreu na Escola de Governo do RN, onde o Fórum seguiu até esta sexta (16), promovendo a troca de experiências sobre produção, transmissão, regulação, mercado e projetos em energia eólica.

Na ocasião, a governadora Fátima Bezerra ressaltou os números que fazem do Rio Grande do Norte líder nacional no segmento eólico, tendo atingido 4 gw de capacidade instalada no início do ano e com previsão de geração de mais 1,5 gw em projetos já fechados para implantação dentro dos próximos 4 anos. “O Rio Grande do Norte possui mais de 1500 turbinas eólicas em operação, representando um investimento de mais de 15 bilhões de reais, com 60 novos parques já contratados para entrar em operação até 2023. Mais de 13 bilhões de reais deverão ser investidos no RN. Devemos ultrapassar os 4 gw já no próximo ano”, explicou Fátima.

A governadora citou ainda a qualificação da mão-de-obra como um dos diferenciais do Estado. “Neste aspecto, o Rio Grande do Norte se destaca porque temos centros de excelência como o IFRN, oferecendo curso de formação de tecnólogos nessa área”, destacou. O secretário Jaime Calado também enfatizou a participação do Instituto Federal na formação de mão-de-obra especializada. “O campus de João Câmara tem curso de segundo grau, de nível superior, e agora instalou um laboratório de pesquisas na área”, explicou.

O Governo do Estado vem realizando um trabalho de articulação para fomentar o crescimento do setor de energias renováveis, fornecendo incentivos, agilidade nos licenciamentos e viabilizando pesquisas para a modernização da Indústria, como destacou Jaime Calado. Segundo o secretário, “o Idema é um dos órgãos de licenciamento ambiental mais eficientes do Brasil e tem um grupo de técnicos altamente especializados só para o setor de energias renováveis, petróleo e gás”. O secretário anunciou ainda a instalação da Câmara Setorial de Energia, que será realizada em setembro, e a criação do novo Atlas Eólico e Solar, que está sendo desenvolvido em parceria com o Instituto Senai de Inovação (ISI). O Atlas irá medir os ventos a 200 metros de altura, tanto em terra quanto no mar, visando o mercado off-shore.

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