EAJ integra rede internacional de cooperação entre universidades

O professor Marcio Dias, da Escola Agrícola de Jundiaí-UFRN, participou na última semana de uma série de atividades nos municípios de Mossoró (RN) e Fortaleza (CE), com vistas a implantação de uma rede internacional de cooperação entre universidades brasileiras e de outros países da Europa Mediterrânea e do Norte da África. O objetivo da rede é possibilitar que as instituições envolvidas possam realizar  atividades conjuntas e trocar experiências sobre suas ações nas áreas de pesquisa e extensão desenvolvidas em regiões semiáridas.

A cooperação, que visa à possibilidade de intercâmbio estudantil e de parceria de pesquisas, conta ainda com a participação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Università degli Studi di Cagliari (Unica – Itália) e Institute of Tunisia (INAT – Tunísia). Representantes destas instituições estiveram presentes nas atividades sediadas em Mossoró pela Ufersa.

Os professores Gianluigi Bacchetta, do Centro Conservazione Biodiversità (CCB/Unica), e Imtinen Ben Haj Jilani, da Agronomy and Crop Biotechnology Department da National Agronomic (INAT), ministraram a disciplina Conservação de Recursos Fitogenéticos com participação de alunos dos programas de Pós-Graduação em Ciências Naturais das universidades potiguares.

A professora Imtinen Jilani apresentou a palestra Investigação e valorização da biodiversidade de plantas naturais no norte e no sul da Tunísia, e o professor Gianluigi Bacchetta ministrou o tema Teste de sementes e conservação de espécies de plantas autóctonas para restauração de habitats danificados: uma perspectiva mediterrânea.

Para o professor Gianluigi Bacchetta, as universidades potiguares e cearenses desenvolvem trabalhos muito parecidos com o que eles realizam na Universidade de Cangliari. Sobre a possibilidade de acordo, declarou que “Esse intercâmbio é muito importante para que se possa realizar trabalhos e projetos científicos voltados à preservação da flora nativa”, afirmou.

O professor sinalizou ainda a possibilidade de convênios futuros voltados à mobilidade de estudantes e professores. Entretanto, a proposta é que as atividades de pesquisa não se restrinjam apenas às áreas de produção de plantas, mas possam abranger outras áreas de interesse comum das universidades, como, por exemplo, a recuperação dos recursos fitogenéticos.

A UFRN já possui um convênio de cooperação com a universidade italiana em projetos desenvolvidos na Escola Agrícola de Jundiaí desde 2013. Em 2018, esta mesma instituição iniciou uma parceria com o Departamento de Farmácia da UFRN, visando ao estudo das plantas nativas da Caatinga e o seu uso na produção de cosméticos.

Imtinen disse ter encontrado no Nordeste um clima bastante semelhante ao de seu país de origem. Ela desenvolve pesquisas sobre a flora autóctone, a exemplo da EAJ e de outros departamentos da UFRN que realizam pesquisas com as espécies nativas da Caatinga. “Tem sido gratificante comparar como instituições distintas trabalham com espécies similares do clima semiárido”, ressaltou. Para ela, são trabalhos importantes que, realizados de forma conjunta, podem fortalecer os estudos desse ecossistema.

O professor Marcio Dias, da EAJ, destacou a importância da parceria com as universidades da região e o intercâmbio com instituições internacionais que também se localizam em condições de ambiente parecidas com as nossas, tendo experiências de ações no ensino, pesquisa e extensão, com efeito direto na vida das pessoas que vivem nessas regiões.

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