Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação discute Parque Tecnológico de Macaíba

O Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do RN (CONECITI) se reuniu na manhã desta sexta-feira (20), no gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, à qual o órgão consultivo e deliberativo é vinculado. Na pauta, o Edital Centelha, apresentado por Bosco Freire (SEBRAE-RN); o V Congresso FAPERN e o Seminário de Inovação do RN, apresentados por Júlio Rezende (FAPERN); e o Parque Tecnológico Augusto Severo, apresentado pela Prof. Ângela Paiva Cruz (UFRN). A reunião foi liderada pelo coordenador de desenvolvimento energético e presidente suplente do Conselho Hugo Fonseca.

Representando o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (SEBRAE-RN), João Bosco Freire falou sobre o Programa Centelha, que possui edital aberto até dia 14 de outubro para fomentar o empreendedorismo inovador, contemplando com recursos financeiros e capacitação de 20 mil empreendedores no país.

No Rio Grande do Norte, o SEBRAE será executor e principal responsável pelo aporte de recursos. Serão selecionados 15 projetos nas áreas de produtos e serviços com investimento total de R$ 800 mil. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). Segundo Bosco Freire, o principal objetivo do Programa é estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no estado.

Outra ação que irá contribuir para o desenvolvimento de projetos inovadores no Rio Grande do Norte será o Congresso FAPERN, que anualmente reúne a comunidade acadêmica em torno de temas relevantes para a Ciência e Tecnologia no estado. Este ano, o Congresso será realizado em conjunto com o I Seminário de Inovação, promovido pelo Governo do Estado através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, voltado para o público corporativo e para o desenvolvimento de políticas públicas consonantes às demandas das cadeias produtivas. “O Seminário é uma iniciativa do Conselho, pautando, inclusive, temas das discussões que temos aqui dentro com o setor empresarial e representantes da sociedade civil organizada, e que queremos trazer anualmente para o evento”, esclareceu o coordenador de desenvolvimento energético Hugo Fonseca.

Dando continuidade à reunião do CONECITI, o projeto do Parque Tecnológico Augusto Severo – PAX foi apresentado pela Prof. Ângela Paiva Cruz, que coordena o empreendimento em parceria com o reitor da UFRN Daniel Diniz. O Parque será gerido através de uma Associação, formada por representantes do Governo do Estado (através da FAPERN), UERN, Prefeitura do Natal, Prefeitura de Macaíba, Prefeitura de Parnamirim, Prefeitura de São gonçalo do Amarante, IFRN, FIERN, SEBRAE, Instituto Santos Dumont (ISD), UFERSA e UFRN.

O Parque Tecnológico irá aproveitar a estrutura de um prédio de 15 mil metros quadrados localizado no Campus do Cérebro, em Macaíba, que foi concebido para ser uma escola de ensino fundamental mas que deixou de receber os recursos necessários por parte do Governo Federal. Na primeira etapa, serão ocupadas 36 salas, comportando administração, salas de reunião, empresas, aceleradoras, incubadoras, refeitório e banheiros.

O projeto prevê uma adaptação na infraestrutura, que atualmente é mantida pelo ISD. As adequações necessárias incluem um plano de combate a incêndios, rede de tratamento de esgoto, uma subestação de energia e planta de aterramento, alambrado para cercas, entre outras obras de infraestrutura e manutenção que somam investimentos da ordem de R$ 8 milhões.

Para tirar o projeto do papel, a equipe busca financiamento do Banco Mundial, através do programa Governo Cidadão, e outras fontes ainda serão captadas. “Esse Parque é o grande passo do RN para potencializar o que temos, em termos de energia e recursos naturais, e nos colocarmos diferentes no futuro. A gente quer criar esse ecossistema e que o público e o privado se complementem em busca do desenvolvimento econômico e social”, declarou Ângela Paiva. A Professora defendeu ainda uma revisão na legislação estadual voltada para a Ciência e Inovação, com o intuito de alavancar este e outros projetos que necessitam de recursos e que possuem grande potencial de retorno para o Estado a longo prazo.

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