Saúde Arquivo

 

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma resolução que “abre possibilidade aos laboratórios de solicitarem autorização para uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas contra covid 19”.

A decisão, deliberada hoje (10) durante a 11ª Reunião da Diretoria Colegiada, oficializa o pedido de uso emergencial de vacina anunciado no dia 2 de dezembro pela própria Anvisa.

Segundo a agência, nenhum laboratório solicitou, até o momento, o uso mesmo após a Anvisa ter publicado um guia com os requisitos para esse pedido.

“Serão considerados dados de estudos não clínicos e clínicos, de qualidade, boas práticas de fabricação, estratégias de monitoramento e controle e resultados provisórios de ensaios clínicos, entre outras evidências científicas. Além disso, a empresa deve apresentar informações que comprovem que a fabricação e a estabilidade são adequadas para garantir a qualidade da vacina”, informou, por meio de nota, a Anvisa.

A agência esclarece que a autorização de uso emergencial e temporária é restrita a um “público previamente definido”, não substituindo o registro sanitário.

“A modalidade de uso emergencial e temporário está prevista em regulamento e pode trazer benefícios a determinados e controlados grupos, como medida adicional para o enfrentamento da pandemia. O pedido de uso emergencial e temporário deve ser submetido pela empresa desenvolvedora da vacina contra covid-19”, detalhou a Anvisa.

Agência Brasil

O Ministério da Saúde criou um comitê técnico para acompanhar as ações de pesquisa, desenvolvimento, produção, contratualização, transferência e incorporação tecnológica da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca contra a covid-19.

A portaria que prevê a criação desse comitê técnico foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (7). Segundo ela, o comitê enviará relatórios quinzenais sobre o acompanhamento dessas ações.

O comitê técnico será composto por representantes do gabinete do ministro da Saúde e das secretarias executiva; de Vigilância em Saúde; e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde – todas do Ministério da Saúde. A coordenação ficará a cargo da secretaria executiva. Cada representante terá um suplente, que o substituirá em caso de ausências ou impedimentos.

 

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A secretaria estadual de Saúde divulgou neste sábado (05), o boletim epidemiológico com os últimos dados do covid-19 em Macaíba. A cidade registra 725 casos suspeitos,  2799 descartados,  1076 confirmados,  24 óbitos em investigação e  81 óbitos confirmados.

 

Hospital Rio Grande, em Natal — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

O portal G1 RN destaca que pacientes relataram que não conseguiram atendimento médico em alguns hospitais privados de Natal na noite desta sexta-feira (4). Entre as unidades que tiveram problemas no turno da noite, nos prontos-socorros, estão o Hospital Rio Grande e o Hospital da Unimed. Mais cedo, o Hospital do Coração também tinha registrado dificuldades para o atendimento.

“Eu estou com uma pneumonia viral. Eu sou diabética. Estou andando nos hospitais porque eu estou tendo arritmia cardíaca e muita falta de ar. Está suspenso o atendimento (aqui). Vou procurar outro hospital”, disse a funcionária pública Marijane Cristina Lacerda de Menezes, que foi diagnosticada com Covid-19, ao procurar o Hospital Rio Grande na noite de sexta-feira.

O Hospital Rio Grande, inclusive, tem 100% de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 – os nove estão ocupados. Na mesma situação está o Hospital São Lucas, com os 10 leitos de UTI ocupados.

No Hospital da Unimed, pacientes relataram que chegaram às 17h e até depois das 20h não haviam sido atendidos. A partir do fim da tarde, inclusive, os novos pacientes sequer entravam na fila e já eram informados que não seriam atendidos.

“Minha mãe é hipertensa. Ela está há dois dias passando muito mal. Então hoje eu vim aqui com ela no hospital e falaram simplesmente que não está atendendo”, disse Sheila Cunha de Assis, que foi até a unidade com a mãe de 66 anos.

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COVID-19: EM BUSCA DE UMA VACINA

Foto: Eric Gusmão/ Filipe Ronqui/TV Brasi

As entidades nacionais dos secretários estaduais (Conass) e municipais (Conasems) de saúde divulgaram nota hoje (5) defendendo a coordenação nacional das estratégias de vacinação contra a covid-19, sob a responsabilidade do Ministério da Saúde. As associações apontaram que o órgão deve liderar as análises de possíveis vacinas, a aquisição de insumos, a definição das estratégias e a aquisição das doses.

“A falta da coordenação nacional, a eventual adoção de diferentes cronogramas e grupos prioritários para a vacinação nos diversos estados são preocupantes, pois gerariam iniquidade entre os cidadãos das unidades da federação, além de dificultar as ações nacionais de comunicação e a organização da farmacovigilância, que será fundamental com uma nova vacina”, alertam as entidades.

Os conselhos de secretários estaduais e municipais defendem no comunicado que o Programa Nacional de Imunização incorpore “todas as vacinas contra a covid-19, com reconhecidas eficácia e segurança, especialmente as que já estão sendo testadas no Brasil, considerada, ainda, a necessidade de se alcançar a imunização de toda a população brasileira, com a máxima brevidade”.

O cenário dos esforços de obtenção de uma vacina é formado por iniciativas tanto no plano federal quanto por governo estaduais. Nesta semana o Ministério da Saúde apresentou algumas diretrizes do plano de imunização contra a doença, que será realizado em quatro fases e tem previsão de iniciar a vacinação no primeiro trimestre de 2021. Foram anunciados também os públicos prioritários para cada uma delas.

O governo federal já firmou parcerias com o consórcio Oxford/Astrazeneca para a aquisição de encomenda tecnológica e integra o grupo de países e empresas envolvidos no desenvolvimento de vacinas Covax Facility. Além disso, já se reuniu com outras farmacêuticas, como Pfizer e a Janssen (subsidiária da Johnson & Johnson). A Anvisa divulgou nesta semana as regras para as autorizações emergenciais de vacinas em caráter experimental.

Já o governo de São Paulo anunciou que pretende começar a vacinar parte da sua população ainda em janeiro. A administração estadual firmou parceria por meio do Instituto Butantan com a farmacêutica chinesa Sinovac e está na fase final de testes da vacina Coronavac.

Os governos do Paraná e da Bahia anunciaram acordo com o governo Russo, que desenvolve uma vacina própria, batizada de Sputinik V. Ainda não houve conclusão dos testes e não há previsão ainda de início de vacinação.

Ministério da Saúde

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que “acompanha 200 estudos de imunizantes para covid-19” e que a aquisição “será feita à medida em que os ensaios clínicos apontarem a eficácia e a segurança das doses, após aprovação por parte da Anvisa”. O comunicado coloca que já foram garantidas 142,9 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 pelos acordos Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões) e Covax Facility (42,5 milhões). “O Ministério da Saúde também apresentou o plano preliminar para vacinação da covid-19, prevista para ter início no primeiro semestre 2021. Destaca-se que a população-alvo poderá ser ampliada de forma escalonada conforme disponibilidade de vacinas no País”, completa a nota.

Agência Brasil

O Governo do Estado assume a partir desta sexta-feira (4) a administração dos 30 leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19 nos hospitais Dr. João Machado, em Natal, e o Regional Dr. Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba.

Os leitos de UTI eram geridos até então pela Avante Social, que foi contratada para prestar este serviço. A passagem simbólica da gestão ocorrerá nesta sexta-feira (04) em duas visitas da governadora Fátima Bezerra aos hospitais – 10h no João Machado e 12h em Macaíba.

Após a visita ao João Machado, a governadora concederá uma entrevista coletiva na Escola de Governo, às 11h, para tratar das mudanças na gestão das UTIs e a continuidade das ações do Estado para o enfrentamento à Covid-19.

Por Renata Moura

O Rio Grande do Norte vai receber financiamento da Fundação americana Bill & Melinda Gates – e recursos federais –  para criação de um indicador no Brasil que pode ajudar a prevenir casos de “quase morte” e óbitos na gravidez, parto e pós-parto.

A proposta foi apresentada por pesquisadores do Instituto Santos Dumont (ISD) e anunciada nesta terça-feira (1º) como uma das 12 contempladas entre 233 inscritas no edital “Ciência de dados para melhorar a saúde materno-infantil, saúde da mulher e saúde da criança no Brasil” –  lançado em agosto pela Fundação Bill & Melinda Gates em conjunto com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

Do total de R$ 5,5 milhões previstos no edital, R$ 137 mil serão destinados ao Instituto.

Os trabalhos que culminarão no indicador serão desenvolvidos ao longo de 18 meses, com início previsto em 2021.

INOVAÇÃO

A proposta do ISD teve mérito reconhecido e tema avaliado pelo Comitê de Relevância Social que analisou os projetos como “extremamente relevante para o SUS”, segundo parecer que o CNPQ divulgou com o resultado.

Referência regional em saúde materno-infantil, da pessoa com deficiência, em neurociências e neuroengenharia, o Instituto propõe usar inteligência artificial para identificar corretamente e prever casos de “near-miss materno” – como são chamados em inglês os registros de mulheres que quase morrem na gravidez, parto ou pós-parto em decorrência de complicações graves por hemorragia, hipertensão ou infecção, por exemplo.

 “Esses números não são conhecidos com precisão no Brasil. Eles são subnotificados, embora sejam indicadores importantes da qualidade da saúde e a ciência reconheça que é preciso estudá-los”, dizem Abner Rodrigues e Reginaldo Freitas Júnior, pesquisadores que desenvolveram a proposta.

Cientista da computação e doutor em Bioinformática com pesquisas nas áreas de inteligência artificial, processamento de sinais e análise de séries temporais, Rodrigues vai coordenar o projeto com apoio de Freitas Júnior, doutor em Ciências Médicas, especialista em medicina fetal e instrutor nacional da Estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia Pós-parto da Organização Pan-Americana da Saúde e Ministério da Saúde, além de diretor-geral do Instituto.

“A inovação da proposta está em criar um sistema baseado no uso de um conjunto de algoritmos de aprendizagem de máquina para mapear e classificar os casos de near miss-materno já reconhecidos e aqueles que passam despercebidos pelos registros oficiais. Vamos buscar padrões em grandes bases de dados públicas para chegar ao indicador que será disponibilizado ao poder público. A expectativa é que ele sirva para analisar como está a atenção básica no município ou estado nessa área, uma ferramenta para tomada de decisão por melhorias na qualidade de vida e assistência às famílias”.

DADOS

O sistema proposto pelo ISD vai classificar os casos com base em registros de pacientes disponíveis, por exemplo, no Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), mantidos pelo governo federal. No caso do SIM, os dados referentes à mortalidade materna serão usados para identificar padrões semelhantes aos observados nos registros de near-miss.

Após concluírem o levantamento e chegarem aos indicadores que buscam, os pesquisadores planejam como próximo passo incorporar ao sistema de inteligência artificial informações socioeconômicas da região das pacientes, considerando uma das variáveis apontadas em estudos diversos como diretamente relacionadas à quase morte materna: a pobreza.

“Dessa forma espera-se obter um valor mais preciso e, principalmente, mais rápido, do número de near-miss materno em uma região. Com essa informação, será possível para os tomadores de decisão de políticas públicas de saúde avaliarem o impacto das ações e políticas executadas e planejarem as intervenções necessárias na rede pública de saúde”, acrescentam os pesquisadores.

O trabalho será desenvolvido com a participação de alunos do programa de mestrado em Neuroengenharia do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra do ISD (IIN-ELS/ISD), que está com inscrições abertas até 17 de janeiro. Quatro bolsas serão destinadas ao projeto. O Instituto Santos Dumont é uma Organização Social vinculada ao Ministério da Educação e tem sede em Macaíba, no Rio Grande do Norte.

O plano nacional de vacinação contra a covid-19 terá quatro fases. Em cada etapa serão atendidos determinados tipos de públicos, escolhidos a partir do risco da evolução para quadros graves diante da infecção, da exposição ao vírus e de aspectos epidemiológicos da manifestação da pandemia no país.

A proposta preliminar foi discutida em reunião realizada hoje (1º) com a participação do Ministério da Saúde e outras instituições, como a Fundação Oswaldo Cruz, o Instituto Butantan, o Instituto Tecnológico do Paraná e conselhos nacionais de secretários estaduais (Conass) e municipais (Conasems) de saúde.

A primeira fase terá como prioridade trabalhadores de saúde, pessoas de 75 anos ou mais e idosos em instituições de longa permanência (como asilos), bem como povos indígenas. Na segunda fase a imunização será focada nos idosos de 60 a 74 anos. Pacientes a partir de 60 anos são considerados grupo de risco pelo risco maior da contaminação evoluir para uma morte.

Na terceira fase estarão pessoas com comorbidades, condições médicas que também favorecem um agravamento do quadro a partir da covid-19. Entre as doenças crônicas incluídas neste grupo estão as cardiopatias e doenças renais crônicas.

A quarta fase vai focar em professores, forças de segurança, trabalhadores do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade. O conjunto destes segmentos soma 109,5 milhões de pessoas, que deverão receber, cada um, duas doses. No comunicado do Ministério sobre a reunião não há informações sobre o restante da população.

O Brasil já firmou acordo para compra de 100,4 milhões de doses com o consórcio Oxford/Astrazeneca e 42,5 milhões no âmbito do grupo Covax Facility, que reúne governos e empresas de diversos países.

De acordo com o ministério, o planejamento apresentado pode sofrer alterações no decorrer dos debates sobre o esforço de imunização contra a covid-19. Os representantes da pasta informaram durante a reunião que estão negociando a aquisição de mais seringas e agulhas. O órgão está providenciando a aquisição de 300 milhões de seringas no mercado nacional e 40 milhões no internacional.

O Ministério da Saúde manteve reunião nas últimas semanas com outros grupos desenvolvendo vacinas, como Pfizer e Biontech (EUA e Alemanha), Instituto Gamaleya (Rússia), Baharat Biontech (covaxin).

Governo estaduais firmaram parcerias próprias, como o de São Paulo com Sinovac para a Coronavac e os governos do Paraná e da Bahia com o Instituto Gamaleya para a Sputinik V, mas não houve anúncio de planos específicos. Nenhuma destas vacinas obteve ainda a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Agência Brasil

Prefeitura de Parnamirim

Os servidores temporários da área da saúde de Parnamirim cobram da prefeitura municipal o pagamento pelos dias trabalhados entre 15 e 30 de novembro.

Segundo o Sindicato dos Servidores da Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde), os trabalhadores temporários — técnicos de enfermagem, enfermeiros, técnicos de radiologia, técnicos de laboratório — tinham contrato até o dia 15 de novembro, mas atuaram até o último dia 30. No entanto, de acordo com os profissionais, o Município queria pagar pelos trabalhos exercidos até o dia 15.

Após reunião entre o Sindsaúde e a prefeitura de Parnamirim, ficou acordado que os trabalhadores irão receber o pagamento pelos dias em que atuaram no próximo dia 10. Ao todo, 70 profissionais temporários cobram pelas horas trabalhadas.

Agora RN

Neste mês de dezembro de 2020, a Prefeitura de Macaíba continua com o trabalho de testagem em massa para a detecção do novo coronavírus (COVID-19). Nesta semana, a ação vai acontecer no ginásio poliesportivo Edílson de Albuquerque Bezerra, a partir desta quarta-feira (02/12) até a próxima sexta-feira (04/12), das 8h às 11h.

Para realizar a testagem, as pessoas interessadas devem se apresentar no local com cartão do SUS, RG, CPF e comprovante de residência de Macaíba.

A Secretaria Municipal de Saúde irá dar continuidade a essa ação de testagem em massa durante o decorrer do mês, sendo que, próxima semana, esta irá ocorrer também de quarta a sexta.

O início da testagem em massa da população macaibense deu-se nos dias 26 e 27 de novembro na Praça Paulo Holanda Paz, quando foram realizados aproximadamente 400 testes, com 21 casos confirmados.

Ao todo 137 municípios tem taxa de transmissibilidade acima de 1,03 no RN — Foto: LAIS

Foto: LAIS

O Rio Grande do Norte tem atualmente 137 municípios em zonas de “risco” ou “perigo”, o que representa que estão com taxa de transmissibilidade (Rt) da Covid-19 maior que 1,03. Os dados são da plataforma de monitoramento do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da UFRN.

São 10 municípios a mais que na semana passada, quando 127 estavam nesta situação. O número atual representa 82% de todas as 167 cidades do estado.

Os municípios considerados em “risco” têm Rt entre 1,03 e 2,00. Ao todo, 80 cidades estão nesta situação, entre elas Natal, que está com 1,06. O dado da capital potiguar representa que um grupo de 100 pessoas contamina 106.

As outras 53 cidades estão na considerada zona de perigo, com Rt maior que 2. Entre as situações mais críticas estão os municípios de Jundiá, Paraná, Tangará, Santa Maria, Barcelona e Januário Cicco (Boa Saúde), com taxas iguais ou acima de 5.

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Uma equipe de inspetores, designados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já está na China em missão para vistoriar as empresas Sinovac e Wuxi Biologics, envolvidas nas pesquisas de vacinas contra a covid-19. A viagem será até 11 de dezembro.

Ontem (30), no primeiro dia de inspeção, eles verificaram as  práticas de fabricação da vacina CoronaVac, da Sinovac, que está em fase de testes no Brasil, em parceria com o Instituto Butantan. Caso seja eficaz, o órgão passará a fabricar a vacina com os insumos da Sinovac e, posteriormente, com insumos próprios.

Foram analisados os pontos do sistema de gestão da qualidade farmacêutica da empresa, como o gerenciamento de risco, gerenciamento de documentos e plano mestre de validação, além dos requisitos técnicos dos bancos de sementes e celulares (partículas virais e células hospedeiras utilizadas na fabricação da vacina).

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Foto: Elisa Elsie

Uma nova medida para o enfrentamento e controle da Covid-19 foi anunciada nesta sexta-feira (27) pelo Governo do Estado: a pesquisa Inquérito Sorológico de Base Populacional – Prevalência de infecção por Covid-19 no RN. Serão aplicados 24 mil questionários e testes às famílias em 7 mil domicílios, nas 8 regiões do estado – Pau dos Ferros, Mossoró, Assu, Natal, João Câmara, São José do Mipibu, Santa Cruz e Caicó.

O trabalho inicia na primeira semana de dezembro e será feito em três etapas, com intervalo de uma semana entre elas. A pesquisa tem o apoio do Comitê Científico de assessoramento ao Governo do Estado para a pandemia composto por especialistas e pesquisadores da UFRN, UERN, IFRN e do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN. O questionário terá perguntas referentes a sintomas, estado de saúde, idade, comorbidades, entre outras questões importantes. Em cada município serão vinte entrevistadores e pesquisadores que farão a aplicação do questionário. Ao todo serão 160 pesquisadores em campo.

A presença das equipes nas cidades e a visitação às residências será acompanhada por policiais militares, garantindo a segurança de todos.

“Essa é mais uma medida de grande importância. Teremos equipes de profissionais qualificados que irão às casas das pessoas fazer a pesquisa e subsidiar um estudo para mostrar quais as novas ações que deveremos tomar para enfrentar a pandemia e salvar vidas. Por meio da Secretaria estadual de Saúde, o Governo já investiu R$ 236,8 milhões no combate à pandemia com recursos federais e próprios do RN. Em toda a história do SUS foram implantados 380 leitos UTI em nosso estado. Nós, com muito trabalho, dedicação e compromisso, implantamos 611 leitos durante a pandemia que ficarão para o atendimento geral à população. O Governo contratou mais de 3 mil profissionais da saúde, entre concursados e temporários, para uma melhor assistência à saúde”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

Ela destacou o acerto das medidas no combate à Covid. “As ações que tomamos refletem a seriedade, o compromisso e a transparência da gestão. Decidimos pela suspensão e retorno às atividades nos momentos certos, sempre ouvindo e respeitando a ciência. O controle da pandemia em nosso estado é resultado das medidas que tomamos”, registrou.

A governadora, entretanto, alertou para a necessidade da população continuar respeitando as normas de protetivas – usar máscara, lavar as mãos com frequência e evitar aglomerações. “A pandemia não acabou e ainda não temos uma política nacional de imunização. Portanto, não vamos dar trégua ao vírus. Devemos manter todos os cuidados, protegendo a nós mesmos e os outros”, concluiu.

Professor da UFRN e integrante do Comitê de Especialistas que assessora o Governo do Estado na pandemia, Ângelo Roncali confirmou que a identificação e registro de casos é subestimada e que a pesquisa “vai produzir estimativas de prevalência e condição das pessoas utilizando metodologia aprovada pela Organização Mundial da Saúde”. O recorte amostral é o mesmo utilizado pelo IBGE, cobrindo os municípios por inteiro, explicou Roncali para acrescentar que o estudo foi aprovado pelo comitê de ética da UFRN.

TESTAGEM

A subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Alessandra Luchesi informou que a pesquisa também vai identificar a transmissão familiar da Covid-19. Além de responder aos questionários, as famílias serão testadas com exame de sangue que terão o resultado liberado em 20 minutos.

A presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde dos Municípios (Cosems), Maria Elisa Garcia, disse que a iniciativa é de grande importância para os municípios, uma vez que dará um panorama geral da pandemia e do seu comportamento.

A farmacêutica Pfizer informou hoje (25) que deu início ao processo de pedido de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da vacina que desenvolve para o combate à covid-19. É o primeiro passo para que o tratamento possa obter a autorização da agência e seja disponibilizado no país.

O anúncio foi feito pela companhia após reunião com técnicos da Anvisa realizada hoje. O requerimento será realizado na modalidade de “submissão continuada”, criado pela agência para vacinas específicas contra a covid-19 com o objetivo de agilizar procedimentos de análise.

A vacina, denominada tecnicamente de BNT162b2, é desenvolvida pela Pfizer e pela empresa alemã BioNTech. Neste mês, as companhias anunciaram a conclusão dos testes e declararam que a vacina obteve 95% de eficácia no tratamento contra a doença causada pelo novo coronavírus.

Os dados sobre a vacina serão repassados em etapas. Entre eles os resultados dos exames da fase 3, quando foram avaliados pacientes tanto infectados quanto sem o novo coronavírus. Este foi iniciado no fim de julho e contou com a participação de 43,6 mil pessoas de 150 locais de países diversos, como Estados Unidos, África do Sul, Argentina e Brasil.

Aqui, foram incluídos no estudo 2,9 mil voluntários. O processo foi conduzido pelo Centro Paulista de Investigação Clínica, de São Paulo, e pelas Obras Assistenciais Irmã Dulce, em Salvador. Também serão entregues informações sobre amostras de 38 mil pessoas que participaram dos processos de análise sobre a eficácia e a segurança da vacina.

A Pfizer não detalhou em seu comunicado oficial se há previsão para o encaminhamento do conjunto das informações sobre o estudo e a oficialização do requerimento, condição para que a vacina comece a ser distribuída no país. A farmacêutica apenas informou que os resultados serão publicados em periódicos acadêmicos quanto o ensaio clínico for concluído.

Agência Brasil

Foto: Ascom/ISD

O Instituto Santos Dumont (ISD), Organização Social do governo federal vinculada ao Ministério da Educação, abriu nesta terça-feira (24) o período de inscrições para a Residência Multiprofissional no Cuidado à Saúde da Pessoa com Deficiência – considerada pioneira no Brasil.

Serão ofertadas oito vagas para as áreas de fisioterapia, serviço social, psicologia e fonoaudiologia, com início das atividades programado para 1º de março.

De acordo com o cronograma, as inscrições terminam em 18 de dezembro, as provas estão previstas para 24 de janeiro e o resultado final é esperado para 23/02.

A seleção será realizada em duas fases, incluindo aplicação de provas objetivas e análise do currículo lattes.

Clique aqui para acessar o edital e o formulário de inscrição.

A Residência Multiprofissional no Cuidado à Saúde da Pessoa com Deficiência foi aprovada em 2017 pelo Ministério da Educação e recebeu a primeira turma em 2018.

Os programas de treinamento em serviço têm duração de 2 anos e são cumpridos em regime de dedicação exclusiva, em tempo integral, com carga horária de 60 horas semanais.

O Centro Especializado em Reabilitação Física, Auditiva e Intelectual (CER III) do Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, do ISD, é o principal campo de atuação dos residentes.

Referência no Sistema Único de Saúde (SUS), o CER do Anita atende pessoas com epilepsia refratária; Parkinson; Transtorno do Espectro Autista (TEA); lesão medular; microcefalia; deficiência auditiva; prematuridade e bexiga neurogênica –  e é o primeiro do Nordeste do Brasil com atuação integrada a um sistema de pesquisa e inovação por meio de trabalho conjunto com o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra, também do ISD.

A assistência é atrelada ao ensino, à pesquisa e à extensão, com formação de profissionais da saúde focados na atenção integral e humanizada à população.

“Ao pensarmos na formação dos nossos residentes, consideramos que além do aprendizado de habilidades técnicas, é necessário que desenvolvam habilidades relacionais, como empatia e capacidade de comunicação assertiva, e consigam olhar para o usuário de forma ampliada às dimensões citadas”, disse a coordenadora do programa, Lorenna Santigo, durante os preparativos para a cerimônia de conclusão de curso da primeira turma, realizada no início de novembro.

Esta será a quarta turma na Residência do ISD.

As sete primeiras especialistas formadas no Programa foram estimuladas, ao longo dos dois anos de curso, a compreender as dimensões física, psicológica e social do cuidado à saúde da pessoa com deficiência.

Aspectos em torno da Doença de Parkinson, questões relacionadas à reabilitação infantil, realidade de meninas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e perfil de linguagem em uma comunidade quilombola são alguns dos assuntos abordados nos Trabalhos de Conclusão de Residência (TCRs). Clique aqui para saber mais.

SERVIÇO

Outras informações sobre a Residência e o processo seletivo podem ser obtidas na Secretaria Acadêmica do ISD por e-mail (residencia@isd.org.br) ou telefone (84) 99127-6085, no horário das 8h às 12h ou das 13h às 16h30.