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O Rio Grande do Norte possui 261 confirmados, 2.619 suspeitos, 991 descartados e 11 óbitos. O boletim epidemiológico com o detalhamento de todas as informações está disponível em saude.rn.gov.br

Lembre-se: higienize as mãos sempre que necessário com água e sabão ou álcool em gel.

Visitamos hoje a pedido dos médicos o Hospital Alfredo  Mesquita em Macaíba (RN). São 51 leitos, 21 de Clínica e 30 de Obstetrícia. Atende baixa e média complexidade. Internamentos com sintomas respiratórios estáveis, inclusive gestantes. Mais graves são encaminhados à Natal. Equipamentos de proteção racionados, nível 1, máscara cirúrgica, profissionais médicos e demais trabalhadores da saúde tem proteção limitada, mas há aventais, óculos de proteção e máscaras N95 para casos sintomáticos.

Há uma UTI pronta com Equipamentos e 10 leitos. Não está sendo usada por falta de recursos humanos e, recentemente, deu-se notícias nas redes sociais, camas da UTI foram retiradas e levadas, segundo consta, a Mossoró.

Urgente contratar os profissionais e colocar a UTI em disponibilidade para dar suporte a rede de atendimento de saúde, nesse momento de Covid-19 onde se necessita tanto desses leitos. Cada leito pode ser uma questão de vida ou morte. Porque danado o Estado, com uma UTI pronta, alardeando falta de vagas, com a crise batendo à porta não abre a UTI do Alfredo Mesquita em Macaíba? O Governo poderia ao menos explicar”.

Geraldo Ferreira

Presidente do Sinmed/RN

Via Blog do Xerife

Na entrevista coletiva de hoje, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou que nas últimas 24 horas o Brasil registrou 173 altas hospitalares, ante 114 mortes nos hospitais do país por Covid-19, registra O Globo.

Gabbardo acrescentou que as “altas” podem ser da UTI e de enfermarias. “Normalmente, o paciente quando está em UTI não vai para casa. Vai para o quarto e depois vai para a residência.”

De acordo com o secretário-executivo, o país tem 55 mil leitos de UTI e quer instalar 30 mil adicionais.

Segundo Gabbardo, a estrutura será robusta e deve conseguir atender aos casos no pico da epidemia da Covid-19 –mas tudo vai depender dos cenários. “Se tivermos 1 milhão de casos, vão faltar leitos.”

O Antagonista

O relações públicas Ireno Márcio Silva, de 41 anos, catarinense nascido na cidade de Lages. — Foto: Acervo Pessoal

Ireno Márcio Silva, de 41 anos, protagonizou na última sexta-feira (3) uma das cenas mais emocionantes desde o início da crise do coronavírus em São Paulo. Ao ganhar alta médica do Hospital Samaritano, depois de 19 dias de internação e uma parada cardíaca, ele foi aplaudido e ganhou uma festa de médicos e enfermeiros, que cantaram e pularam, em comemoração ao que ele chama de “milagrosa recuperação”.

O profissional de relações públicas deu entrada no hospital no dia 16 de março com dores nas costas e, inicialmente, um quadro de pneumonia viral. As dores se iniciaram quase uma semana antes e o levou a um primeiro hospital. No diagnóstico inicial, os médicos constataram uma gripe do tipo H1N1 e uma pneumonia viral. Ele foi medicado com tamiflu e voltou para casa para continuar o tratamento. Porém, as dores nas costas persistiam e ele se sentia levemente febril, perdendo a sensibilidade do paladar e do olfato.

“Jamais passou pela minha cabeça que eu estivesse com coronavírus. Antes de ir pela primeira vez no hospital, eu tinha ido pra academia e fiz bastante exercício. Achei que tivesse inflamado algum músculo das costas. Eu sentia um leve estado febril apenas, nem chegava a ser febre. Três dias depois de começar a tomar o remédio, as dores persistiam e perdi o olfato e o paladar. Isso me preocupou. Fui até o Samaritano e na hora a médica pediu radiografias e me internou. Parece até dedo de Deus, porque, antes de sair o resultado do exame de covid-19, comecei a sentir falta de ar e ganhei auxílio do oxigênio. Quando saiu a confirmação do exame, fui transferido direto para a UTI. 72 horas depois da internação, já estava entubado e num estado clínico muito crítico”, relembra.

Na UTI, Ireno foi entubado e diz que por várias vezes teve que ser reanimado pelas equipes médicas do Hospital Samaritano, chegando a ter uma parada cardíaca.

“Fui e voltei várias vezes, perdendo a consciência em diversas ocasiões. Os médicos me reanimaram. A festa que fizeram pra mim na saída me emocionou muito porque eu realmente fui salvo por eles. Estive entre a vida e a morte. Sou muito grato a toda equipe que cuidou de mim, são pessoas muito profissionais e competentes. É emocionante saber que nasci de novo, aos 41 anos”, afirma.

Matéria na íntegra portal G1

Agência Brasil – O Brasil chegou a 553 mortes em razão da pandemia do novo coronavírus, segundo atualização divulgada hoje (6) pelo Ministério da Saúde. O número representa um aumento de 13% em relação a ontem (5), quando foram registrados 486 óbitos.

São Paulo segue como epicentro da pandemia com mais da metade das mortes de todo o país (304). O estado é seguido por Rio de Janeiro (71), Pernambuco (30), Ceará (29) e Amazonas (19).

Além disso, foram registradas mortes no Paraná (11), Distrito Federal (10), Santa Catarina (10), Minas Gerais (nove), Rio Grande do Norte (sete), Rio Grande do Sul (sete), Espírito Santo (seis), Goiás (cinco), Paraíba (quatro), Sergipe (quatro), Piauí (quatro), Pará (três), Maranhão (duas), Alagoas (duas), Rondônia (uma), Roraima (uma), Mato Grosso (uma) e Mato Grosso do Sul (uma).

Já o número de casos passou a casa dos 12 mil (12.056). O número marca um crescimento de 8% em relação a ontem, quando o balanço do Ministério da Saúde marcou 11.130. A taxa de letalidade do país ficou em 4,4%.

No balanço de hoje, foram 67 novas mortes, índice menor do que em dias anteriores. Contudo, o ritmo avança. Há uma semana (30/3), o número de mortes estava em 159. No período, a elevação do total foi de 350%. Já os casos confirmados somavam 4.579 há sete dias, o que representou um avanço de 263% até o resultado de hoje, que tem 12.056 casos.

Já o número de novos casos confirmados foi de 926, menor do que em outros dias da semana passada. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, destacou o ritmo de avanço da pandemia no país.

Na comparação entre estados, o ministério utiliza o indicador de incidência por 100.000 habitantes. A média nacional está em 5,7. Acima dela e que demandam uma atenção maior estão São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Ceará e Distrito Federal. Próximo da média, mas que implica atenção, estão Rio Grande do Norte e Roraima. O restante dos estados estão abaixo da média de incidência.

Já na comparação entre países, o secretário do Ministério da Saúde disse que o Brasil está em 15º lugar em número de casos confirmados, em 13º em número de óbitos e em oitavo em taxa de letalidade (a média global é de 5,1%).

No tocante ao perfil das mortes, 58% eram homens e 42% eram mulheres. No recorte por idade, 81% tinham acima de 60 anos. Na semana passada, esse percentual era de 90%. Já sobre as complicações associadas ao óbito, 237 tinham cardiopatia, 169 possuíam diabetes, 57 apresentavam alguma pneumopatia e 39 experimentavam alguma condição neurológica. As hospitalizações atingiram 2.424.

O Rio Grande do Norte possui 246 casos confirmados, 2.363 casos suspeitos, 774 descartados e 7 óbitos confirmados.

O boletim epidemiológico na íntegra, com os dados atualizados, está disponível no site saude.rn.gov.br

Lembre-se: higienize as mãos sempre que necessário com água e sabão ou álcool em gel.

#FiqueEmCasa

Confira aqui o boletim n•23.

Veja a situação do nosso município em relação aos casos do novo #Coronavírus até este domingo (05). Vale destacar a importância de você contribuir para o enfretamento à pandemia. #fiqueemcasa e adote as medidas de higiene.

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Agência Brasil – Diante do isolamento social devido ao novo coronavírus, a exposição solar fica prejudicada, mas não deve ser esquecida. A exposição moderada ao sol é importante para sintetização da vitamina D. Entre os benefícios da vitamina D (VD) estão a melhora do sistema imune.

A vitamina D é um nutriente com função de hormônio que age em diversas áreas do organismo. “Sem dúvida, manter níveis normais de vitamina D está associado a menor taxa de infecções. Vitamina D está envolvida no processo de defesa do organismo contra agentes infecciosos e células cancerígenas. Isso se concluiu quando se compararam pessoas com baixo nível de VD, versus, altos níveis de VD”, explicou o coordenador científico da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Helio Miot.

Segundo o médico, no mundo tem sido observados níveis baixos de vitamina D em toda a população. “Sabemos que 60% ou até 80%, dependendo do grupo populacional, tem níveis baixos de vitamina D, o que pode comprometer o funcionamento do organismo como um todo, especialmente as pessoas de risco como gestantes, idosos, imunossuprimidos, indivíduos em pós-operatório de cirurgia bariátrica, quem tem osteoporose e doenças intestinais. Esses indivíduos devem ter seu nível de vitamina D testado e, se forem baixos, receber a suplementação”.

O médico explica que grande parte da vitamina D é produzida pela pele, sendo mais de 90% pela exposição solar habitual. “Então não é aquele indivíduo que vai se bronzear na piscina, mas é durante aquela caminhada, ao estender uma roupa no varal, tudo isso promove uma grande síntese de vitamina D. Outra grande parte ocorre pela alimentação, com alimentos como peixes, ovos, derivados de leite e algumas frutas. Esses alimentos têm uma quantidade de vitamina D.  Essas são as duas principais fontes de vitamina D para o organismo: exposição solar leve e alimentação”.

Exposição moderada

Com a situação atípica do isolamento social, a população vai diminuir a exposição ao sol. Mas, segundo o especialista, a exposição deve continuar sendo leve. “A síntese acontece muito rapidamente, e se houver um excesso de exposição, o consumo de vitamina D acaba sendo comprometido. Então não se recomenda, nem mesmo com filtro solar, ficar se expondo, intencionalmente. As pessoas de risco, como idosos, obesos, quem está em pós-operatório de cirurgia bariátrica, mulheres na menopausa, são indivíduos de alto risco para hipovitaminose D. Esses indivíduos devem conhecer o seu nível e se forem baixos, devem repor de forma oral [com medicamentos]”, orienta Miot.

O médico recomendou que também é importante a manutenção da atividade física nesse período. “O isolamento tende a aumentar o sedentarismo, isso faz hipotrofia dos músculos, faz uma redução do depósito de cálcio nos ossos, maximizando os riscos de pessoas com osteoporose. É importante ter uma atividade física mínima nessa quarentena, manter as atividades habituais de exposição ao sol com proteção, evitando-se os horários de risco. Os indivíduos que são deficitários de vitamina D devem fazer a suplementação segundo orientação médica, e aqueles que querem se prevenir quanto a essa pior síntese de vitamina D mediante o confinamento, devem ter uma alimentação rica nessa vitamina”.

A dermatologista e especialista em estética Hellisse Bastos dá uma dica para tomar sol de forma leve. “O ideal é ficar com a palma da mão virada para o sol em torno de 5 a 10 minutos no máximo. Sentiu que a palma da mão está quente, a gente já está sintetizando vitamina D. Outra dica é abrir todas as janelas, aproveitar onde bate sol na sua casa e deixar as janelas bem abertas para iluminar o local”.

Imunidade

Na opinião de Miot, todos devem manter níveis normais de vitamina D, não somente para a imunidade. “O grande problema que envolve a vitamina D e a imunidade é que, na maior parte das vezes, a vitamina D está baixa por um problema crônico, medicamentos, idade avançada, inflamações no intestino, sedentarismo, diabetes, cirurgia bariátrica, desnutrição, menopausa. Essas causas subjacentes reduzem a imunidade, assim como reduzem a vitamina D”.

Ele explica que, nesse caso, não adianta dar vitamina D, é preciso corrigir a causa da queda dessa vitamina.  “Caso contrário, a imunidade não vai se restabelecer. Por essa razão, a posição da SBD é que se conheça seus níveis de vitamina D. Se estiverem normais, indicamos vida normal e boa alimentação, com exposição solar habitual, com filtro solar. Se estiver baixa, recomendamos reposição de vitamina D e uma investigação de por quê está baixa”.

O médico alerta que o excesso de vitamina D também pode causar distúrbios. “É certo que queremos fazer de tudo para nos protegermos de infecção. É certo que níveis baixos de vitamina D estejam associados a maior risco de infecção. Mas, não é certo que todos suplementem vitamina D, indiscriminadamente. Pois o excesso também tem efeito tóxico aos rins”, conclui Miot.

Crianças

Para as crianças, que necessitam da vitamina D para o crescimento e formação óssea, mas que estão também em isolamento, a recomendação do pediatra Antonio Carlos da Silveira é aproveitar o sol da janela ou das varandas, apenas com braços ou pernas descobertos. “A vitamina D é importante ao longo da vida, mas principalmente para as crianças em crescimento, a presença do sol é fundamental. Mesmo durante o isolamento pela pandemia, se expor ao sol é muito importante. Pode ser até um sol na janela, no quarto, mas nunca por meio de vidros; se tiver uma sacada melhor ainda. Tomar até 10 minutos é necessário para a sintetização da vitamina.”

Para o pediatra, as crianças devem aproveitar o outono, já que no inverno fica mais reduzido o período de sol. “É importante aproveitar esse período, pois com o inverno chegando fica reduzida a incidência solar”, lembra o médico.

Para todos os grupos populacionais, o ideal é que a exposição ao sol ocorra até as 10h e após as 15h. Fora desse período, a incidência solar pode ser crítica para a ocorrência do câncer de pele e outras doenças da pele.

Nota da prefeitura de Natal a respeito da morte da médica proctologista Dra Altamira:

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal, SMS-NATAL, informa que neste domingo (05) veio a óbito a segunda vítima diagnosticada pelo Covid-19 na capital potiguar. A paciente é uma mulher de 71 anos, com histórico de hipertensão, que esteve em viagem para os Estados Unidos no período de 07.03 a 18.03.

Ao chegar em Natal iniciou os sintomas no dia 21.03, onde buscou um hospital da rede privada no dia 23 de março apresentando dificuldade de respirar e dores no corpo, dor de cabeça e permaneceu internada.

A Prefeitura de Natal se solidariza com familiares e amigos da vítima.

Foto: arquivo pessoal/reprodução

A advogada Isabella Fernandes da Silva, de 37 anos, recebeu alta do hospital neste sábado (4). Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UIT) do Pronto-Socorro de Rio Branco, em coma induzido, com Covid-19 desde o dia 23 de março.

Isabella havia saído da UTI nessa quinta-feira (2) e tinha sido levada para uma enfermaria. Ela enviou uma foto à Rede Amazônica Acre segurando um cartaz escrito ‘estou curada’.

A advogada disse que nunca vai esquecer a experiência que viveu e que só Deus é capaz de explicar o milagre dela ter se recuperado e ficado boa. Ela disse ainda que está muito feliz de voltar para o convívio familiar e que está na casa dos pais.

“Graças a Deus e às orações de todos eu tive alta hospitalar e já estou em segurança na casa dos meus pais. Vou ficar de quarentena até que meu organismo se restabeleça e minha imunidade melhore. Para mim, o que eu vivi, foi uma experiência de renovação, de ressurreição, de vida nova, de uma nova oportunidade”.

Isabella falou ainda que aprendeu muito com essa experiência e que vai repensar a vida. “É para a gente repensar nossas prioridades, nossa vida, é uma experiência de vida que vivi e só Deus para explicar esse milagre”, acrescentou.

A advogada estava entre os três primeiros casos confirmados da doença divulgados no dia 17 de março. Segundo a Secretaria de Saúde (Sesacre), ela contraiu a doença em Fortaleza.

Um boletim médico, divulgado pela Unimed, onde ela chegou a ficar internada antes de ir para a UTI do PS, chegou a informar que ela estava com pneumonia viral e respirava por aparelhos.

O Acre tem, segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) na tarde desta sexta-feira (3), 46 casos da doença confirmados em todo o estado.

O diretor do Pronto-Socorro de Rio Branco, Areski Peniche, disse que a advogada está bem e que ela fez o exame de contraprova. “Está recuperada e muito bem”.

Sobre a idosa de 77 anos, o diretor do PS explicou que ela ainda está internada por causa das comorbidades que têm.

“A paciente idosa continua na UTI e o quadro é estável. O motivo de ela ainda estar na UTI é por conta das comorbidades que ela já tinha antes de pegar a Covid-19, a parte respiratória está boa”, falou.

G1

O Rio Grande do Norte possui 215 casos confirmados até às 15h deste sábado (4). Destes, 210 são residentes em 19 cidades do Estado e 5 são de pessoas residentes em outros estados que foram atendidas no RN.

Ao todo, são 2.261 casos suspeitos, 648 descartados e 6 óbitos confirmados. Os dois novos óbitos são de duas mulheres: uma idosa de 90 anos, residente na cidade de Taipu, com histórico de doença cardíaca crônica e que veio a óbito no dia 3 de abril, e uma idosa de 93 anos, residente na cidade de Tenente Ananias, que faleceu no dia 29 de março.

A Sesap reforça a importância da população potiguar seguir todas as orientações recomendadas diariamente e que fique em casa se não precisar realizar alguma atividade essencial.

A Secretaria Municipal de Saúde de Macaíba e a Secretaria Estadual de Saúde Pública confirmaram, na manhã de hoje, sábado (04/04), o segundo caso do novo Coronavírus (COVID – 19) no município de Macaíba.

*Trata-se de paciente do sexo feminino, 30 anos sem morbidades. A referida paciente encontra-se bem e seguindo as recomendações de isolamento preconizadas pelo Município e pela Vigilância Epidemiológica.*

As Secretarias reforçam a necessidade da população manter as medidas de higiene que protegem não só para o COVID -19, mas para diversos vírus de transmissão respiratória que circulam em nosso território, como sarampo e influenza. Os macaibenses também devem ficar atentos às informações oficiais, evitando a propagação de *FAKE NEWS*, principalmente seguindo as medidas preventivas decretadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte e pelo Governo Federal.

Por fim, a SMS de Macaíba reafirma que este não é um momento para pânico, vez que o Estado vem intensificando a articulação com os municípios para operacionalizar o plano de contingência que prevê a ampliação das ações assistenciais, de vigilância e de educação em saúde.

Macaíba (RN), 04 de abril de 2020.

Gisleyne Carla Medeiros da Silva
Secretária Municipal de Saúde de Macaíba

_*Comitê Gestor Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao COVID-19*_

Por que um hospital de campanha no RN?

O Governo do RN, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e do seu titular, Cipriano Maia, vem a público mais uma vez esclarecer sobre a contratação em caráter emergencial de uma Instituição Filantrópica ou Organização Social para gestão do Hospital de Campanha. O complexo deverá ser erguido no estádio Arena das Dunas e terá a oferta de 100 leitos (sendo 53 de UTI adulto, 45 leitos de retaguarda clínica e 2 de isolamento) a serem utilizados exclusivamente para fins de tratamento de pacientes contaminados com o novo coronavírus.

O Hospital foi pensado inicialmente utilizando a área já coberta, interna do Arena das Dunas, tendo em vista que os custos e o tempo seriam otimizados. Dada a projeção dos casos e a oferta insuficiente de leitos na rede pública do Estado, a Secretaria de Estado optou por ampliar sua capacidade de atendimento hospitalar por meio de um Hospital de Campanha durante a pandemia. Ressalta-se que além do Hospital, também está em curso a ampliação de mais de 100 leitos de UTI nos Hospitais Regionais da Rede Pública, incluindo os leitos do Hospital Pedro Germano e os Hospitais Regionais. Para tanto, foram adquiridos equipamentos e a contratação (chamamento do concurso público e seleção temporária), reformas para adequação física dos hospitais, entretanto, essas medidas ainda são insuficientes dada a previsão inicial da necessidade estimada.

Essa estimativa de leito, foi realizado por profissionais da Sesap com expertise técnica na área e tomou como base aspectos relacionados ao:

  • Tempo de permanência do paciente no hospital, tempo de duração da crise; Taxa de infecção;
  • Capacidade instalada da rede própria, incluindo leitos de UTI existentes;
  • Taxa de complicação dos casos;
  • Medidas de controle domiciliar;
  • Equipamentos serão necessários para atendimento;
  • Número de pessoas que serão internadas;
  • Necessidade de recursos humanos;
  • Número de pessoas com complicações clínicas;
  • Hospitais aptos para receber os pacientes;
  • Itens serão necessários (materiais e medicamentos);
  • Número de leitos necessários;
  • Pacientes com planos de saúde (saúde suplementar);
  • Taxa de internação esperada;
  • Capacidade dos hospitais privados;
  • Fontes extras de recurso;
  • Medidas de bloqueio da transmissão (propagação);
  • Complicações esperadas;
  • Além disso, essa estimativa se deu com base na análise do cenário internacional dos países já cometidos pela pandemia.

Há que se considerar a escassez de profissionais no Estado e as dificuldades estruturantes existentes no Sistema Único de Saúde, as quais não acontecem apenas em nível do Estado do RN. É notória a dificuldade mundial em prestar assistência adequada a população devido a escassez de equipamentos, EPIs, insumos e profissionais de saúde para atuar nesse contexto extremo.

Importante ressaltar que foram realizadas várias ações no sentido de buscar soluções e parcerias para a ampliação dos serviços, tais como parceria com o Exército e Hospital Universitário, contudo todos sofrem com as mesmas dificuldades para o enfrentamento dos casos. Além, disso essas Instituições já estão sobrecarregadas com as demandas cotidianas existentes. Segundo as informações obtidas junto ao Comando da 7ª. Brigada, a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Militar se encontra em obras e o Hospital Universitário Onofre Lopes já está fazendo adequações, porém ainda não são suficientes para o número de casos esperados.

Vale ressaltar que esforços administrativos estão sendo feitos para se abrir leitos de UTI dentro dos hospitais da SESAP, entretanto, ainda levarão um razoável espaço de tempo (apesar do esforço conjunto entre as diversas Secretarias do Estado).

Já em operação novos leitos em Caicó, Pau dos Ferros, Currais Novos e em fase de finalização as obras em Mossoró, hospital Tarcísio Maia e em Natal, anexo clínico do hospital João Machado e Macaíba, com 20 leitos os dois primeiros serviços. Mossoró já possui equipamentos e RH. João Machado e Macaíba ainda não.

Em reunião no mês anterior com o Hospital da Polícia Militar, a SESAP assumiu o compromisso de colocá-lo em funcionamento, habilitando inclusive essa unidade para receber repasses do governo federal. Nessa unidade, pelo plano de leitos COVID, serão abertos 10 leitos de UTI e 30 leitos de enfermaria. Os equipamentos serão locados para 8 leitos com equipe de enfermagem.

No Hospital Giselda Trigueiro, ainda em fase de abertura de 25 leitos de internação. Recentemente foram nomeados por meio do chamamento do concurso público vários profissionais de saúde, entretanto, a abertura de novos leitos uma quantidade significativa de profissionais.

Conforme o Plano Estadual de Contingência para o enfrentamento à COVID, também serão abertos novos leitos em vários hospitais da rede pública, onde serão também abertos serviços de UCI, que exigem menos pessoal e menor número de equipamentos em relação a uma UTI.

Por que a contratação escolhida foi o de Organização Social?

A opção do chamamento não se restringe ao modelo de Organização Social, visto que poderão concorrer também prestadores filantrópicos. Considerando o fato de que o contexto da pandemia exacerbou a demanda por serviços hospitalares entende-se que não é oportuna restringir a participação de outros modelos de gestão no certame, cujo objeto é de extrema relevância social e de caráter emergencial. Além disso, em contato com os outros Estados identificou-se que esse modelo já foi adota nos Estados do Ceará, Goiás, São Paulo, entre outros. É preciso considerar a dificuldade operacional (equipamentos, recursos humanos, insumos) do Estado em gerir uma estrutura desse porte, em curto espaço de tempo, dada a necessidade de resposta rápida que a situação exige, no sentido de preservar vidas. Nesse sentido, o Hospital deverá integrar, de forma provisória, como uma retaguarda a mais aos serviços já existentes.

Como foram estimados os preços?

Em relação aos valores os preços foram estimados com base na média dos preços praticados em outros estados, nas propostas de valores recebidos por alguns Hospitais privados aqui no Estado e na estimativa dos valores dos leitos privados já contratados pelo Estado. Foi estimado um valor médio da diária global para leitos de UTI de R$2.560,00 e de leitos de clínica e isolamento de R$ 1.500,00. Segue abaixo a memória de cálculo:

Estimativa Mensal

Valor Mensal Leito UTI: R$ 2.560,00 (diária) x 30 dias x 53 leitos

Valor Total Mensal dos Leitos de UTI: R$ 4.070.400,00 (quatro milhões e setenta mil e quatrocentos reais)

Valor Mensal Leitos Clínica+Isolamento = R$ 1.500,00 (diária) x 30dias x 47 leitos

Valor Total Mensal Leitos Clínica+Isolamento = R$ 2.115.000,00 (dois milhões cento e quinze mil reais)

Estimativa de Valores dos Leitos por 6 meses

Valor Leitos de UTI por 6 meses = R$ 4.070.400,00 (30 dias) x 6 meses=

R$ 24.422.400,00 (vinte e quatro milhões, quatrocentos e vinte e dois mil e quatrocentos reais)

Valor Leitos Clínica +Isolamento por 6 meses: R$ 2.115.000,00(30 dias) x 6 meses = R$12.690.000,00 (Doze milhões, seiscentos e noventa mil reais)

VALOR GLOBAL DE TODO CONTRATO POR 6 MESES

LEITOS DE UTI+CLÍNICA+ISOLAMENTO: R$ 37.112.400,00 (trinta e sete milhões, cento e doze mil e quatrocentos reais)

VALOR GLOBAL DE TODO CONTRATO MENSAL

LEITOS DE UTI+CLÍNICA+ISOLAMENTO: R$ 6.185.400,00 (seis milhões, cento e oitenta e cinco mil e quatrocentos reais)

A Sesap esclarece ainda que tem atuado em Natal, região metropolitana, Mossoró e demais cidades do interior para ampliar a assistência aos potiguares acometidos pela pandemia. Todos, absolutamente todos os leitos possíveis na rede própria serão reaproveitados, mas como explicado acima, são insuficientes para atender a demanda.

Por fim, o Governo do Estado reafirma o compromisso de seriedade, honestidade e transparência, marcas desta gestão, e reforça o convite aos órgãos de controle – Ministérios Públicos Estadual e Federal e Tribunal de Contas do Estado – por entender a importância dessas instituições participarem e acompanharem as ações que visam o atendimento à população em tempos de pandemia.

Nota

A Associação Médica do Rio Grande do Norte —AMRN, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o n° 08.344.129/0001-29, com sede na Av. Hermes da Fonseca, n° 1396, bairro Tirol, Natal/RN, CEP: 59.020-650, neste ato representado pelo seu presidente, Sr. Marcelo Matos Cascudo, vem a público tecer as seguintes ponderações acerca do processo de constituição do Hospital de Campanha capitaneado pelo Estado do Rio Grande do Norte.

É notória a necessidade de investimentos emergenciais na saúde potiguar primordialmente com o advento da pandemia de COVID-19 declarada pela Organização Mundial de Saúde, onde temos acompanhado os esforços internacionais para controlar e combater o vírus, assim como resguardar a saúde da população.

A mobilização global nunca vista, revelou o que muitas instituições médicas e parte da sociedade já sabiam – o quão frágil é o sistema de saúde das populações. Com o COVID-19 tal constatação atingiu, inclusive, o sistema privado de saúde.

Diante do preocupante e lamentável fato, desde a decretação de calamidade pública nacional, acompanhada de igual decreto por estados e diversos munícipios, temos visto o desforço multilateral para o enfrentamento ao COVID-19.
Esse enfrentamento também vem acontecendo no Estado do Rio Grande do Norte, todavia, fomos negativamente surpreendidos com a notícia da constituição temporária de um hospital de Campanha no complexo do Estádio Arena das Dunas, cujo montante orçado remonta cerca de R$40.000.000,00 (quarenta milhões de reais).

Não se ataca da nobreza da necessidade, mas sim o alto valor investido numa estrutura temporária quando temos condições, diga-se, leitos, vagas, espaço e necessidade nos mais diversos hospitais públicos do RN.

Indicia-se vagas no Hospital da Polícia Militar, Hospital Deoclécio, assim como inúmeros hospital regionais fechados ou funcionando em condições precárias.

Aliados a este fato, temos sob justificativa de urgência, processo de contratualização que foge ao razoável, que merece especial atenção de toda a sociedade, fato que vem sendo objeto de investigação pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.

Importante lembrarmos que a rede privada também apresenta mais de 200 (duzentos) leitos disponíveis a contratualização, onde a grande maioria destes leitos pertence a prestadores que já mantém algum vínculo contratual com o Sistema Único de Saúde – SUS.

É necessário que tenhamos a consciência de que necessidade por investimento em saúde no nosso estado remonta décadas, não sendo novidade para ninguém que a pandemia só escancarou o que toda sociedade já sabia: a saúde precisa ser tratada com prioridade e investimentos massivos e aproveitar a oportunidade para se construir efêmeras estruturas, é desrespeito e danoso à saúde da população e subestima o poder desta em requerer justiça.

Natal/RN, 3 de abril de 2020.
Marcelo Matos Cascudo Presidente AMRN