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Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil

A greve dos médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) completou quatro meses essa semana e já é a paralisação mais longa da categoria. As negociações com o governo não avançaram nos últimos dias e não há previsão para o término da greve, de acordo com o presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), Francisco Eduardo Cardoso.

Entre as reivindicações dos profissionais está o aumento salarial de 27%, em no máximo duas parcelas anuais, a efetivação em lei da redução da carga horária de 40 horas para 30 horas semanais, a recomposição do quadro de servidores e o fim da terceirização da perícia médica com retorno da exclusividade da carreira médica pericial.

Cardoso disse que as negociações entre o governo e a categoria estão paralisadas. “Aparentemente, o governo está usando a estratégia de cansar os peritos. Mas estão sacrificando a população junto. É a greve mais longa da perícia do INSS como um todo. Infelizmente precisamos manter essa greve por conta de um governo que não negocia e não quer negociar”, disse.

O INSS estima que 1,3 milhão de perícias não tenham sido realizadas desde o dia 4 de setembro do ano passado, quando a paralisação foi iniciada. Nesse período, 910 mil perícias foram feitas. Já a estimativa da ANMP é que 2 milhões de perícias tenham deixado de ser realizadas. A perícia é exigida para conseguir o auxílio-doença, aposentadoria especial por invalidez e para voltar ao trabalho depois da licença.

Com a greve, muitos segurados estão sem receber os benefícios porque não conseguem ser atendidos por um médico perito. Até o fim de dezembro, cerca de 818 mil pedidos de concessão de benefícios estavam represados em função da greve, de acordo com o INSS. Em nota, a autarquia informou que os benefícios não recebidos serão pagos retroativamente à primeira data agendada e que adotou medidas administrativas para garantir a continuidade do pagamento àqueles que tentaram e não conseguiram agendar perícia médica para prorrogação do benefício.

Por causa da paralisação, o tempo médio de espera para o agendamento da perícia médica passou de 20 dias para 80 dias. De acordo com o presidente da ANMP, Francisco Cardoso, a categoria cumpre a determinação de manter 30% dos médicos trabalhando.

Negociação
O Ministério do Planejamento informou, por meio de nota, que o governo apresentou, em ofício enviado à ANMP no dia 8 de dezembro, proposta que contempla a maioria dos pontos exigidos na mesa de negociação. A exigência dos médicos de redução da jornada de trabalho, de 40 para 30 horas semanais, sem perda de remuneração, no entanto, é um ponto de discordância. “O governo até concorda com a redução, mas propõe que isso ocorra num contexto de reestruturação da carreira”, diz a nota. Foi proposta a criação de um comitê gestor para definir essa restruturação.

De acordo com o ministério, os termos do acordo encaminhado aos peritos médicos contemplam os mesmos itens oferecidos às demais categorias do funcionalismo, como reajuste de 10,8%, a ser pago em duas vezes, e reajuste dos benefícios sociais. Os grevistas pedem um aumento de 27,5%.

“A não aceitação da proposta do governo pela categoria, no entanto, impossibilitou a regularização do atendimento da perícia médica, que segue prejudicado em parte das unidades do instituto”, diz a nota do INSS.

 

A ex-senadora e ex-candidata a presidente da República Marina Silva (Rede) retomou as críticas à presidente Dilma Rousseff (PT) e afirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha, que a adversária “não tem mais a liderança política no País nem maioria no Congresso”.

Marina disse que Dilma e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) são os responsáveis pelos desmandos geradores, na avaliação dela, da crise brasileira e defendeu o processo de cassação da chapa vitoriosa das eleições de 2014 como forma de afastá-los do cargo.

“No meu entendimento, o melhor caminho para o Brasil é o processo que está no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porque teria a cassação da chapa com a comprovação de que o dinheiro da corrupção foi usado para a campanha do vice e da presidente”, afirmou Marina.

Como já tinha feito, a ex-senadora procurou não defender o processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados, mas discordou da tese do governo de que o procedimento aberto pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é golpe.

“Impeachment não é golpe. Está previsto na Constituição, foi feito contra (o ex-presidente da República e atual senador, Fernando) Collor, foi pedido pelo PT várias vezes e eles achavam que não era golpe”, afirmou.

Marina disse que a Dilma “não disse a verdade” durante a campanha a presidente em 2014 sobre a economia brasileira, o que apenas agravou a situação do País no ano passado, o primeiro do segundo mandato dela.

“Se (Dilma) tivesse trabalhado com a verdade, assumiria que corríamos grave risco em relação aos inúmeros problemas que tivemos desde 2008. É engraçado porque (enquanto) países do mundo correram atrás para resolver a crise, disseram que era apenas uma marolinha e chegaram a dar lição de moral até para a Alemanha”, afirmou a ex-senadora, em uma crítica também ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma das favoritas à eleição presidencial em 2018, segundo as mais recentes pesquisas de intenção, Marina disse que ainda não tem clareza se será novamente candidata. No entanto, ela voltou a criticar os ataques sofridos por ela durante o pleito de 2014, principalmente pelo PT, seu ex-partido político, e pela presidente Dilma.

“Diziam que, se eu ganhasse, o governo não teria maioria no Congresso e hoje a presidente não tem maioria. Diziam que, se eu ganhasse, eu iria tirar alimentos das pessoas pobres e isso ocorre com a inflação que atinge a mesa dos brasileiros. Diziam que, se eu ganhasse, iria acabar com Pronatec e Prouni e isso o atual governo está fazendo. As pessoas projetam em você o que vão fazer”, concluiu.

Estadão Conteúdo

A Rede Sustentabilidade (REDE), partido fundado pelas ex-senadoras Heloisa Helena e Marina Silva, disputará a prefeitura de Touros, cidade importante do litoral potiguar. O pré-candidato da Rede é o advogado Dr. Alisson Taveira. Para Mário Victor Alves, coordenador de organização da Rede, a candidatura de  Alisson Taveira tem o que à Rede busca, base social. Um outro fator importante para candidatura de Alisson foi a visita da executiva estadual ao conjunto Esquina do Brasil, no mês de novembro de 2015, onde viu o apoio de pescadores, comerciantes e até de membros de outros partidos.

Indefinição

Nada definido ainda sobre o futuro partidário da ex-prefeita Marília Dias, ela ainda espera do comando estadual do PMDB a resposta se será  a candidata do partido a disputar a prefeitura de Macaíba. Enquanto isso, seu adversário interno, Valério Mesquita, continua a escrever seus textos fazendo fortes criticas aos grupo político do prefeito Fernando Cunha (PSD), mostrando que a disputa este ano será acirrada. O ex-conselheiro já está nas redes sociais e tenta chegar ao público mais jovem, que não lhe conhece.

Pode ser ela

Nos bastidores da política comenta-se que caso  Marília Dias não dispute ao executivo, a vereadora kátia Sena (PRP) possa ter a coragem para enfrentar o prefeito Fernando Cunha e Valério Mesquita. No bairro Campinas, onde viveu seu esposo, Thomas Sena, já se afirma que ela realmente possa disputar a prefeitura com a bandeira da segurança pública.

O vice

No palácio Auta de Souza ainda não saiu nenhuma definição se haverá mudança na composição da chapa ao executivo, no caso o atual vice-prefeito, Olímpio Maciel, continua no mesmo lugar, a chapa se repete e o prefeito Fernando Cunha passaria a ter novamente o apoio do deputado Ezequiel Ferreira, presidente da assembleia legislativa.

 

Sem alarde, o vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer, decidiu processar o ex-ministro da Educação de Dilma Rousseff e o ex-governador do Ceará Cid Gomes por declarações feitas durante convenção do PDT, no dia 17 de outubro passado, quando se filiou à legenda.

Durante a cerimônia, Cid acusou Temer de ser “chefe da quadrilha de achacadores que assola o Brasil” e disse que o País não iria avançar com o PMDB no Palácio do Planalto.

— Muito menos o Brasil pode avançar se entregar a Presidência da República ao símbolo do que há de mais fisiológico e podre na política brasileira, que é o PMDB liderado por Michel Temer, chefe dessa quadrilha que achaca e assola o nosso País — afirmou o ex-ministro na ocasião.

No dia 5 de novembro, Temer e o PMDB ingressaram com uma representação criminal na Justiça Federal de Brasília contra o ex-governador cearense acusando-o de ter cometido os crimes de calúnia, injúria e difamação.

Na queixa-crime, o vice pede que as eventuais penas sejam aumentadas em um terço por três motivos: o crime ter sido cometido contra funcionário público, em razão de suas funções; na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação do fato; e contra pessoa maior de 60 anos.

O Ministério Público Federal no Distrito Federal apresentou parecer em que opina pelo parcial recebimento da queixa-crime proposta por Temer. Para o MP, a acusação para transformar Cid Gomes em réu deve ser recebida apenas quanto ao crime de injúria quando há uma ofensa à dignidade ou ao decoro de alguém.

A Justiça Federal do DF, contudo, não discutiu ainda o mérito da ação. O juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal, decidiu remeter o caso para a Justiça Federal do Ceará por entender que a Seção Judiciária de Brasília não é competente para processar e julgar o fato. Segundo o magistrado, o Código de Processo Penal prevê que a competência será fixada em razão do lugar em que se consuma a infração – no caso, em Fortaleza.

“Declaro-me incompetente para processar a presente queixa-crime e determino a sua remessa a um dos juízos federais da Seção Judiciária de Fortaleza/CE, a que couber por distribuição, foro que tenho por competente”, decidiu Reis Bastos, em despacho de 30 de novembro. O caso ainda não chegou formalmente ao Judiciário cearense.

A reportagem do Broadcast Político não localizou a defesa de Cid Gomes para comentar a decisão de Temer de processá-lo. Cid e seu irmão Ciro Gomes – cotado para ser candidato a presidente pelo PDT em 2018 – são duros críticos da aliança de Dilma, uma ex-filiada do partido, com o PMDB.

Em entrevista na terça-feira, dia 5, Cid sugeriu à presidente que deixe o PT e se declare alheia ao processo eleitoral da sua sucessão como forma de tentar reverter os baixos índices de popularidade.

Foto: Agência Brasil

Estadão Conteúdo/ Via R7

O senador Cristovam Buarque se aposentou na Universidade de Brasília, onde foi reitor. Passaria a ter duas remunerações mensais: uma como aposentado da UnB. Outra, do Senado. Mas ele renunciou aos proventos como senador.

Por Ancelmo Gois

A Rede Sustentabilidade (REDE), partido político registrado no TSE no mês de setembro de 2015, que têm como fundadoras as ex-senadoras Heloisa Helena e Marina Silva, disputará a prefeitura de Natal. O porta-voz da Rede no Rio Grande do Norte, Freitas Júnior, teve seu nome aprovado pelos filiados e está como pré-candidato. Assim como Marina Silva, Freitas fará sua campanha com base em um programa de governo, que será feito com participação dos cidadãos, movimentos sociais e ativistas.

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, autorizou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Gilberto Carvalho e o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA) sejam ouvidos como testemunhas no julgamento do lobista Alexandre Paes dos Santos, preso em outubro pela Operação Zelotes.

A Zelotes investiga fraudes em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda. O esquema investigado, de acordo com a PF, consistia em pagamento de propina para integrantes do Carf com o objetivo de anular ou reduzir débitos tributários de empresas com a Receita Federal.

A audiência para que Lula, Carvalho e Aleluia sejam ouvidos no caso foi marcada para o próximo dia 25 de janeiro. Assim como outras testemunhas, eles não são acusados no caso, mas foram chamados pela própria defesa do lobista para esclarecer suspeitas que pesam sobre ele.

O que é o Carf - VALE ESTE (Foto: Editoria de Arte/G1)

Procurado pelo G1, o Instituto Lula, que fala em nome do ex-presidente, afirmou que ainda não foi informado da decisão e não iria comentar o caso. O G1 não conseguiu entrar em contato com a assessoria de imprensa de Gilberto Carvalho, que atualmente preside o Conselho Nacional do Sesi, e com o gabinete do deputado José Carlos Aleluia.

No total, os advogados de Santos indicaram 69 pessoas para serem ouvidas. No caso, Santos é acusado de beneficiar montadoras de automóveis com alteração de medidas provisórias e de atuação junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão do Ministério da Fazenda, para abater multas de empresas aplicadas pela Receita.

A defesa de Santos nega as acusações e diz a atividade do lobby é lícita, que sua participação  foi no campo técnico-jurídico e que não atuou junto ao Carf.

Em sua decisão, proferida no último dia 18 de dezembro, Vallisney de Souza Oliveira autorizou que somente fossem ouvidas como testemunhas 12 das 69 pessoas indicadas pela defesa de Santos. O juiz justificou que esse é o número máximo de testemunhas para cada réu, considerando que existem outros 15 acusados no caso, o que poderia levar a 192 testemunhas.

“Foge da razoabilidade e da proporcionalidade a quantidade exagerada de testemunhas indicadas, no total de sessenta e nove (69), considerando que os fatos envolvendo o acusado são intrincados num contexto único pela acusação de atividade criminosa envolvendo medidas provisórias, embora haja mais de uma tipificação legal”, escreveu.

Mesmo assim, permitiu que as demais pessoas indicadas como testemunhas possam ser ouvidas, desde que se disponham a falar de forma espontânea, sem necessidade de serem intimadas.

 

Congresso em Foco – O  Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o arquivamento   inquérito contra o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O parlamentar tinha sido acusado pelo delator Carlos Alexandre de Souza Rocha, o “Ceará”, entregador de dinheiro de Alberto Youssef, de recebimento de propina. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

O ministro Teori Zavascki acompanhou entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) – que havia opinado pelo arquivamento -, depois de uma contradição entre o depoimento de Rocha, e de outro delator na Lava Jato.

A decisão de Teori é de antes do recesso, 9 de dezembro do ano passado, antes de terem sido tornados públicos os depoimentos de “Ceará”.

Comentário

Rocha atuava como transportador de dinheiro para o doleiro Alberto Youssef, também delator na operação. “Ceará” havia dito que ouviu comentário do doleiro de que Randolfe recebeu R$ 200 mil de propina. A PGR, porém, reinquiriu Youssef sobre o caso e o doleiro negou ter tido esse diálogo.

“Procurou-se obter esclarecimentos sobre a situação perante Alberto Youssef, que também celebrou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público. O doleiro, que teria efetuado o repasse de valores ilícitos ao parlamentar e haveria sido a fonte da informação fornecida por Carlos Alexandre de Souza Rocha, negou ambos os fatos”, escreveu a PGR.

Em depoimento, Youssef declarou aos agentes que nunca teve a conversa relatada e nem conhece Randolfe.

“Nunca entregou dinheiro a Randolfe Rodrigues; que nunca falou sobre a entrega de valores a Randolfe Rodrigues para Ceará ou para qualquer outra pessoa”, diz trecho de seu depoimento, transcrito na decisão de Teori.

“Os elementos indiciários colhidos até o momento não são suficientes para indicar de modo concreto e objetivo a materialidade e a autoria delitivas”, escreveu o ministro Teori, em sua decisão.

“Porcos”

Quando foi divulgado o depoimento de Ceará, o senador Randolfe declarou que “alguns porcos querem levar todos para o chiqueiro deles, mas eu estou fora dessa lama”.

Ceará também citou pagamentos a outros políticos, como os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL), que negam terem recebido dinheiro. Não há informações se foram abertos inquéritos para investigar esses fatos.

A Rede Sustentabilidade (REDE), partido político registrado no TSE no mês de setembro de 2015, que têm como fundadoras as ex-senadoras Heloisa Helena e Marina Silva, destinará até 30% de suas vagas para cargo de vereador para as “candidaturas cívicas independentes”, que são candidaturas destinadas a personalidades e lideranças sociais ou de partidos sem registro e que não desejam possuir vínculo com o partido.

Como a Rede defende que cidadãos possam candidatar-se sem precisar de partido, a legenda possui em seu estatuto essa abertura para que essas pessoas possam disputar eleições. Em Natal a Rede disponibilizará 15 vagas para candidatos independentes, para ocupar essas vagas é preciso ter ficha limpa e não entrar em conflito com questões de defesa dos direitos humanos ou questões ambientais, bandeiras da sigla.

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Marina Silva e Freitas Júnior, pré-candidato a prefeito de Natal.

Candidatura ao executivo natalense

No mês de novembro de 2015, em plenária os filiados decidiram que o partido disputará a prefeitura de Natal. Sendo apresentado e aprovado a pré-candidatura de Freitas Júnior, porta-voz da Rede no Rio Grande do Norte. Assim como Marina Silva, Freitas fará sua campanha com base em um programa de governo.

A possibilidade de uma terceira candidatura está fazendo alguns opositores em Macaíba a ficar com receio de iniciar o pleito já perdendo. Uma terceira candidatura pode vim a quebrar a polarização Marília x Fernando ou Fernando x Valério. Numa democracia quanto mais opções de candidatos melhor.

O próprio pré-candidato Valério Mesquita (PMDB) prega união da oposição em seus textos,  mais também deixa claro que a oposição possa vim a perder caso ela não esteja unida em um único nome para enfrentar o médico. Dentro do palácio Auta de Souza se tem o receio que uma eventual  chapa fora da polarização possa trazer a fragmentação do eleitorado governista.

Na eleição de 2000, o então prefeito da época, Luizinho (PMDB), veio a disputar contra três chapas, vindo a perder para o médico Fernando Cunha. No atual cenário o  prefeito Fernando tem a vantagem de está no cargo, mais uma eleição se define nas urnas, e a oposição que tanto prega união é a mesma que vive desunida.

eleição

Da ABr

A presidenta Dilma Rousseff publicou hoje (1º) um artigo no jornal Folha de S.Paulo, no qual faz um balanço do que considera positivo em 2015 e critica setores da oposição que, segundo ela, não aceitaram o resultado das urnas. Apesar do pedido de impeachment aceito contra ela na Câmara dos Deputados, a presidenta afirmou que não alimenta “mágoas nem rancores”.

“Sei que as famílias brasileiras se preocupam com a inflação. Enfrentá-la é nossa prioridade. Ela cairá em 2016, como demonstram as expectativas dos próprios agentes econômicos.”

No artigo, a presidenta informou que, mais do que um balanço, pretendia falar da “confiança” no futuro, de sua “crença no Brasil e na força do povo brasileiro”. “Revendo minhas responsabilidades nesse ambiente de dificuldades, vejo que nossos erros e acertos devem ser tratados com humildade e perspectiva histórica. […] Estou convicta da nossa capacidade de chegarmos ao fim de 2016 melhores do que indicam as previsões atuais.”

Para o ano que se inicia, Dilma prometeu construir uma proposta de reforma previdenciária, com a preservação de direitos adquiridos. “Em 2016, com o apoio do Congresso, persistiremos pelos necessários ajustes orçamentários, vitais para o equilíbrio fiscal.”

Diferentemente do que costuma fazer nos fins de ano, desta vez Dilma não gravou um pronunciamento à Nação para ser exibido em cadeia nacional de rádio e televisão. No início do texto, ela citou a necessidade de haver uma reflexão sobre “erros e acertos” de decisões e atitudes, acrescentando que 2015 foi “um ano muito duro”.

“Tivemos também a instabilidade política, que se aprofundou por uma conduta muitas vezes imatura de setores da oposição que não aceitaram o resultado das urnas e tentaram legitimar sua atitude pelas dificuldades enfrentadas pelo país”.

Segundo a presidenta, o projeto será construído em diálogo com trabalhadores e empresários. Afirmou que as expectativas de quem está no mercado de trabalho devem ser respeitadas, “de forma efetivamente sustentável”.

Além disso, a presidenta adiantou que vai convocar o Conselho de Desenvolvimento Social para discutir reformas para o sistema produtivo, em especial no aspecto tributário. “Não basta apenas a modernização do nosso parque industrial. É fundamental continuarmos investindo em educação, formação tecnológica e científica.”

As operações anticorrupção, que tornaram as instituições “mais robustas e protegidas”, também foram citadas por Dilma, que defendeu sua continuidade, desde que assegurados o amplo direito à defesa e a punição dos responsáveis, “sem destruir empregos e empresas”.

A presidenta também reafirmou sua “determinação” pela reforma administrativa que iniciou, gastando de forma racional os recursos públicos.

Ao longo do texto, Dilma destacou alguns fatores que, segundo ela, fizeram com que a “realidade brasileira” de hoje fosse diferente de outras crises econômicas do país no passado, entre eles a sexta maior reserva internacional do mundo, recuo no déficit em transações correntes, manutenção de investimentos em programas como Minha Casa, Minha Vida e Bolsa Família, oferta de vagas no Pronatec e concessões de rodovias, portos, aeroportos e no setor de energia.

De acordo com a presidenta, em 2015 houve uma exigência “como nunca” das instituições democráticas brasileiras, que “responderam às suas responsabilidades, preservando a estabilidade institucional do Brasil”.

“Todos esses sinais me dão a certeza de que teremos um 2016 melhor. Mesmo injustamente questionada pela tentativa de impeachment, não alimento mágoas nem rancores. O governo fará de 2016 um ano de diálogo com todos os que desejam construir uma realidade melhor.” Para Dilma, o Brasil é “maior do que os interesses individuais e de grupos”.

Macaíba um dos cabos eleitorais mais importantes do Rio Grande do Norte já conta com quatro pré-candidaturas ao executivo. Com mais de 46 mil eleitores, segundo dados do TSE de 2014, Macaíba hoje já tem um cenário político mais definido do que outras cidades da Grande Natal, onde não se sabe quem será os candidatos dos prefeitos que não poderão disputar, pois já estão no segundo mandato e foram reeleitos, no caso o prefeito de São Gonçalo e de Parnamirim.

O prefeito Fernando Cunha (PSD) é o primeiro pré-candidato, onde tentará sua reeleição com apoio do governador. O médico que  está no seu terceiro mandato, hoje enfrenta um desgaste natural e também uma rejeição por não ter conseguido entregar obras prometidas em campanha, entre elas o complexo Turístico Lagoa das Pedras e a Vila Olímpica. Fernando Cunha também poderá contar com apoio da senadora Fátima Bezerra (PT), mesmo seu partido sendo de oposição ao prefeito. O médico prefeito conta com apoio de 10 vereadores, maioria absoluta dentro do legislativo da cidade.

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A segunda pré-candidatura é da  ex-prefeita Marília Dias (PMDB), que administrou Macaíba de 2009 a 2012, onde foi eleita como sucessora do atual prefeito, após rompimento o antecessor buscou tirou do cargo aquela aquem ele apoio, vindo a derrotá-la com mais de quatro mil votos. Mesmo com aprovação acima de 60% na época, Marília Dias não teve força política para convencer a população que merecia continuar a frente da prefeitura. Hoje ela enfrenta dificuldades para disputar ao cargo que ela esteve a frente, falta de articulação política e de apoio faz com que ela tenha dentro do partido um adversário.

V.-Mesquita

A terceira pré-candidatura vem do ex-prefeito e ex-deputado Valério Mesquita (PMDB) que está há mais de uma década fora do cenário político de Macaíba, mais hoje tenta emplacar pelo menos seu nome como o certo para enfrentar o atual prefeito. Valério Mesquita prega união para que a oposição possa vencer o grupo político da família Cunha. Antes de uma eventual disputa entre Valério e Fernando, o ex-deputado terá que convencer o diretório estadual do PMDB que seu nome agrega mais do que da ex-prefeita Marília Dias. Outra batalha dura para Valério será tentar chegar ao eleitor mais jovem, que não lhe conhece.

02-04-12- Natal - Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor) prenderam em flagrante no final da tarde desta última sexta-feira (30) em Natal, um armeiro identificado como José Pereira da Silva Gomes, de 41 anos, mais conhecido como "Zeca Armeiro", ( Delegado titular da Deicor, Normando Feitosa,) foto/adriano abreu/h/selecionadas

O quarto pré-candidato, ainda não oficial, é o delegado Normando Feitosa que nas últimas semanas vem aparecendo nas propagandas do Partido da República  (PR), com trabalho bem avaliado pela população frente a delegacia de polícia civil de Macaíba, nos bastidores o nome do delegado é dado como certo na disputar ao executivo macaibense. Hoje entre os eleitores mais jovens, Normando aparece bem avaliado, nas redes sociais é a figura pública que mais mantém um contato mais próximo das pessoas. O desafio de Normando será juntar forças políticas da cidade para enfrentar seja o atual prefeito ou qualquer candidato do PMDB. O apoio ao delegado vem de setores da sociedade, que visam nele a questão da segurança pública.

Sem rumo

Pré-candidata ao executivo na Grande Natal sem ver horizonte de disputar prefeitura pelo seu partido, tentou ficar com presidência do PDT. O grupo que lhe apoiou na campanha passada viu a atitude como uma facada pelas costas e não vai apoiar a candidatura da ex-aliada.

Nem tudo foi pago

Prefeitura paga funcionalismo em dia e cargos comissionados afirmam que gestão tem responsabilidade, mais nem tudo foi pago. Só para empresa de limpeza urbana resta a pagar quase R$ 700 mil reais, fora o montante  milionário que deve aos outros fornecedores.

A terceira via

O candidato da terceira via não quer ser vice de ninguém, nos informou um comerciante do centro. Falei com ele e ele disse que vice não manda em nada.

O conterrâneo do ex-conselheiro Valério Mesquita, Manoel Maurício, através do facebook sugere que a chapa perfeita para enfrentar o atual prefeito, o médico Fernando Cunha, seria a vereadora Kátia Sena como vice de Valério. Outro nome sugerido foi do vereador Edivaldo Emídio, segundo Manoel os dois fizeram um grande “reboliço” em prol do povo de Macaíba.

O vereador Edivaldo já têm vários mandatos, a vereadora Kátia Sena ocupa pela primeira vez uma cadeira no legislativo macaibense, em nenhum momento foi sugerido Valério Mesquita como vice, ele anda afastado da política local há muito tempo.