Política Arquivo

A procissão de nossa senhora da Conceição, padroeira da cidade de Macaíba, fez com que os dois ex-prefeitos da cidade, Valério Mesquita (PMDB)  e o vereador Luizinho (PSB) se encontrassem. Durante a caminhada os dois tiraram uma foto como registro do momento. Valério Mesquita está pré-candidato ao executivo macaibense, mais ainda não é o nome definido pelo partido, pois o diretório bacurau está dividido em dois nomes, o outro sendo da ex-prefeita Marília Dias. Para quem pretende disputar a prefeitura de Macaíba, uma aliança com o PSB do vereador Luizinho seria um ponta pé inicial para o pleito de 2016.

O ex-prefeito e hoje vereador, Luizinho, ainda não sinalizou como seu partido estará nas eleições de 2016. O seu nome é um dos mais fortes dentro da oposição, mais desde que chegou a câmara não vem tendo um protagonismo como opositor. O palanque que o PSB estará é indefinido, o partido pode até lançar candidatura própria como fez em 2012, lançando o nome do médico Dr. Menguita.

Foto: Alan Mesquita

Como está a formação do diretório estadual da Rede?

[FREITAS JÚNIOR]: Adotamos um modelo de organização horizontal onde os diretórios deram lugar ao que chamamos de elo. Hoje nosso elo estadual procura manter a riqueza da diversidade, com jovens e pessoas mais maduras, além de garantir boa participação feminina, inclusive com paridade de gênero nos porta-vozes estaduais, com uma composição de profissionais liberais, servidores públicos, aposentados, estudantes e pescadores.

O deputado Hermano Moraes procurou a Rede para se filiar ao partido?

[FJR]: Sim, o deputado Hermano esteve na nossa sede nacional em Brasília. Ele, assim como muitos políticos, tinha interesse em conhecer a Rede, foi bem recebido e pôde conhecer como se organiza um partido de novo tipo.

 Houve negociação para que Francielle Lopes ingressasse à Rede já na posição de dirigente do partido?

[FJR]: Não houve negociação com Francielle nem com nenhuma outra pessoa para vir como dirigente, tanto que não temos nenhuma comissão provisória municipal. Sei que a imoralidade da casta política é muito grande, mas o fato é que Francielle apesar de receber diversos convites para filiação a outros partidos, já possuía diálogo com a gente e fez a sua opção pela Rede. Após sua filiação ser aceita, o nome dela fez parte da composição que foi eleita por consenso progressivo, que é uma prática nossa.

[OP]: A Rede/RN avalia ter quadros suficientes para administrar as cidades em que lançar candidaturas?

[FJR] Ótima pergunta! A Rede não pretende nem pode pretender querer o poder para si, nossos quadros para gestão estão na sociedade, vamos acabar com o apadrinhamento parasitário e adotar um modelo que procura trabalhar com os melhores quadros, independente de filiação a partido político. Precisamos acabar de uma vez por todos com essa perpetuação de famílias e conluios no poder e sua herança nefasta e viciada que tanto parasita a coisa pública.

Quais serão os critérios para a celebração de alianças nas eleições 2016?

[FJR]: Tenho dito que nossa aliança é com a sociedade, claro que temos algumas restrições, os ficha suja, aqueles que estão dispostos a extorquir e fazem da política profissão enquanto muitos sofrem nos corredores dos hospitais e nossas crianças estão entregues a violência. À exceção desses, vamos sentar, conversar com partidos, ONG’s, ativistas, entidades de classe, coletivos e iniciativas, de forma que construamos uma aliança em torno de um programa para a cidade, feito pela sociedade e não nos gabinetes partidários, como tem sido feito até hoje.

 Em que a Rede se diferencia dos demais partidos?

[FJR]: O fato de ser um ambiente para debates saudáveis, construção de consensos e respeito à diversidade, tendo um registro eleitoral mas sendo uma rede que conecta várias iniciativas da sociedade.

Entrevista concebida ao portal O Potiguar

Marina Silva foi convidada para um evento paralelo às negociações da Conferência do Clima (COP21) nesta última terça-feira (08/11) para falar sobre o assunto que deu visibilidade à senadora fora do país: o combate ao desmatamento.

Mas, como ex-candidata à presidência da República, ela comentou também a situação política vivida pelo país: “Se ontem o Brasil achava que estava no fundo do poço, hoje vemos que estamos num poço sem fundo”, definiu a sucessão de escândalos e o conflito com Eduardo Cunha que levou ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Marina defendeu a continuidade das investigações da Lava Jato e negou qualquer interesse em se lançar como candidata a uma possível eleição convocada às pressas. “Eu sequer poderia ser candidata, pois ainda não tenho um ano de filiação à Rede Sustentabilidade”, comentou sobre o partido fundado por ela.

Apresentada à plateia como ex-ministra de Meio Ambiente e “verdadeira guerreira em defesa da Amazônia”, Marina criticou duramente o aumento da taxa do desmatamento no último ano. “Ela subiu num momento em que a economia está paralisada. Imagine se (a economia) estivesse crescendo.”

Desmatamento ilegal permitido até 2020

As opiniões de Marina diminuíram a euforia do anúncio celebrado durante a COP21 de que os governos do Acre, Pará e Mato Grosso, maiores desmatadores, irão zerar o corte ilegal da mata até 2020 – dez anos antes do que o prometido pelo governo federal em sua INDC, documento em que o governo se compromete junto às Nações Unidas a cortar suas emissões de gases estufa.

“O desmatamento ilegal não pode ser tolerado em nenhum momento. Não há espaço para tolerância da criminalidade”, afirmou sob a presença do governador do Mato Grosso, Pedro Tanques, e do representante do governo do Pará, Justiniano Netto.

Durante a COP21, os dois estados apresentaram os números de redução de desmatamento da floresta na última década, que contribui para que a área degradada caísse de 27 mil a 5 mil km2 nesse período.

“Ainda tem desmatamento porque não tem governança suficiente na Amazônia”, disse Paulo Adario, do Greenpeace, à DW Brasil. “Existe uma cadeia organizada de crime. A grilagem virou um negócio, a terra tem valor e o Brasil virou uma grande potência na produção de alimentos. Tem uma disputa pela terra”, comentou sobre os bastidores do desmatamento.

As técnicas de monitoramento e controle são importantes, mas não suficientes. “Quem paga o pato são os povos indígenas, as comunidades locais. Eles são os verdadeiros donos dos recursos que provocam essa guerra, que é uma guerra desigual porque o outro lado tem dinheiro, influência política, impunidade e arma”, completou Adario.

Política e Código Florestal

Durante a COP21, a ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, cobrou mais engajamento dos estados brasileiros no combate ao desmatamento, e disse que o governo federal está fazendo além do que a lei exige.

“Gastamos mais de 500 milhões de reais pra ajudar os estados a implementar o Cadastro Ambiental Rural (CAR)”, comentou sobre o mecanismo que vai servir de base para o cumprimento do Código Florestal nas propriedades privadas.

O CAR vai ser fundamental para que o governo separe o desmatamento permitido pela lei do ilegal. Um novo satélite com maior precisão de imagens, previsto para ser lançado em fevereiro, vai aumentar a vigilância sobre a cobertura vegetal das áreas, afirmou o ministério.

Para Marina Silva, a divulgação desses dados para a sociedade é fundamental para dar transparência o processo e forçar a queda do desmatamento. “É preciso a volta do acesso ao dados do Deter (Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real), que hoje virou uma caixa preta”, diz Silva sobre a não distribuição das informações do sistema operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

A ex-ministra defendeu a revisão do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDam), que entrou em vigor em 2004. E considera o governo de Dilma Rousseff pouco interessado nas questões ambientais, que sempre provocam um debate internacional. “Um governo de coalizão que não tem força de sustentação no Congresso faz com que a agenda indígena, ambiental, de direitos humanos sejam sempre colocadas como moeda de troca”, resumiu.

Informações do DW

Na sessão de ontem (09), a Câmara Municipal de Macaíba aprovou a liberação para que a prefeitura de Macaíba, possa realizar um empréstimo no valor de R$ 20 milhões de reais. Segundo o executivo, o empréstimo será para construção do centro administrativo, onde vai reunir todas as secretarias do município, próximo da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Esse mesmo projeto já havia sido aprovado, só com autorização para os bancos do Brasil e Caixa Economica, agora o BNDES poderá ser uma das opções, sendo todos bancos estatais.

As mudanças vem de conjunturas críticas. Ano que vem, os estados devem esgotar as manobras criativas e provavelmente quase todos vão quebrar. Se escaparem em 2016, de 2017 não escaparão.

Só escapam se o governo federal renegociar as dívidas e eu não conheço outra forma senão aumentando ainda mais a dívida interna federal.

As pessoas deveriam prestar mais atenção ao conteúdo do “Plano Temer”.

Por Anderson Santos, cientista político da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, José Carlos Araújo (PSD-BA) já escolheu o novo relator, em substituição a Fausto Pinato (PRB-SP). O escolhido foi Marcos Rogério (PDT-RO), de uma lista tríplice que contava ainda com Léo de Brito (PT-AC) e Sérgio Brito (PSD-BA). Ele será o relator do processo de cassação do presidente da Casa, Eduardo Cunha, por quebra de decoro, por ter mentido sobre supostas contas no exterior.

“Já escolhi o relator, o convidei e ele já aceitou. É o deputado Marcos Rogério. Os advogados, junto com ele, já estão trabalhando. Nós queremos votar a admissibilidade antes do recesso se é que vai ter recesso. Essa é a vontade do presidente do conselho e da grande maioria do conselho. Se alguns não querem, paciência”, disse Araújo, em alusão aos deputados aliados a Cunha que têm estimulado debates e votações para atrasar as sessões.

Ao final da sessão de hoje (9) à tarde, Rogério se colocou como “defensor” do regimento interno da Casa, Rogério se disse neutro. “Estou na defesa do regimento, do regulamento. Não tenho lado aqui. O lado é o lado do procedimento mais adequado”.

O presidente do Conselho, no entanto, declarou a posição do agora novo relator ao anunciá-lo. “Ele é a favor da admissibilidade, ele é a favor de investigar. Portanto, tenho certeza que ele vai ser um bom relator e vai agir da forma correta”.

Para Rogério, Araújo não deu qualquer declaração que pudesse provocar novos recursos dos aliados de Cunha. “Ele não antecipou meu voto. Minha posição é pública e já me manifestei sobre o processo em sessões passadas. Foi com base nessas declarações passadas que o presidente falou isso. A essa altura já dá para saber a posição de todos no conselho”, disse Rogério, pouco depois do anúncio de Araújo.

Com o sorteio de uma nova lista tríplice e a escolha de novo relator, tanto o presidente como o relator disseram acreditar em condições de votar o relatório na próxima semana. Araújo acrescentou que a mudança de relator não implica em reinício dos trabalhos do conselho.

“Não começa tudo de novo. O relator está trabalhando, mas posso garantir que não começa do zero. Começa provavelmente de onde parou”, disse o presidente do conselho. O relator acrescentou que vai trabalhar com muito zelo ao Código de Ética e ao regimento, sem procrastinar ou acelerar o processo. “Acho que tem de votar o relatório semana que vem”, disse o relator.

Na sessão de hoje, Rogério foi um dos dez deputados que votaram a favor do adiamento da sessão, junto com os aliados de Cunha. Ele, no entanto, explicou que seu voto foi para evitar nulidade de todo o processo caso a sessão votasse o relatório. “Se votássemos hoje o parecer do Pinato, lá na frente todo esse trabalho seria cancelado e teríamos de fazer tudo de novo.”

Durante a sessão, uma decisão da Mesa Diretora chegou às mãos de Araújo e o obrigou a mudar o relator. A decisão do vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), foi de acatar o recurso da defesa de Cunha. Segundo a defesa, Pinato não poderia ser relator por compor o mesmo bloco político de Cunha, alvo do processo.

Agência Brasil

Bastidor I

Durante a procissão de nossa senhora da Conceição, padroeira da cidade de Macaíba, estiverem presente todos os pré-candidatos ao executivo macaibense. O Prefeito Fernando Cunha (PSD) estava acompanhado por seu vice, Olimpio Maciel, o ex-conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado, Valério Mesquita (PMDB), a ex-prefeita Marília Dias (PMDB)  e o delegado Normando Feitosa (PR).

Bastidor II

Repercute não só em acessos, mais em comentários a matéria que este blog publicou ontem (08) sobre o canteiro da rua do barro vermelho, que  acabou deixou um dos assessores do palácio Auta de Souza de orelha quente. O mesmo quis tirar o mérito da matéria jogando para o campo político, mais não se preocupe, pois desenvolvimento sustentável é um dos assuntos que este blog vai falar muito daqui para frente.

Confira a matéria clique aqui!

 

 

O vice-presidente Michel Temer disse hoje (9) que o Brasil vive em um “regime de uma normalidade democrática extraordinária” e que as instituições “estão funcionando”. Ele fez as declaraçãoes ao comentar a vitória da chapa 2 – Unindo o Brasil – formada, na maioria, por deputados da oposição e dissidentes da base aliada para compor a comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff – e a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin de suspender o processo de impedimento.

“A Câmara dos Deputados tomou ontem uma deliberação no exercício legítimo da sua competência e, posteriormente, em face de medida judicial, o Supremo suspendeu, temporariamente, essa medida e, preliminarmente, para o exame posterior pelo plenário. Isso revela que vivemos num regime de uma normalidade democrática extraordinária, as instituições estão funcionando. Nós devemos preservar aquilo que as instituições estão fazendo e revelar com isso a democracia plena do país”, afirmou na saída do gabinete da Vice-Presidência.

Perguntado sobre se haveria uma debandada do PMDB, seu partido, do governo Dilma, Temer fez sinal negativo. O vice-presidente não comentou a carta que enviou à presidenta na segunda-feira (7), sobre seu descontentamento com o tratamento recebido no governo, nem o encontro que deverá ter hoje à noite com Dilma.

Agência Brasil

O cenário político  está todo invertido para o Partido dos Trabalhadores (PT). Pregando em campanha que o país não estava em uma crise e  negando fatos concretos como por exemplo a recessão que estava prestes a se instalar no país, o PT negou tudo e levantava questionamentos sobre seus adversários, um deles foi sobre a governabilidade, onde a presidente Dilma Rousseff perguntou a ex-senadora  Marina Silva se ela teria uma base de apoio. Em uma propaganda do partido questiona se Marina Silva (Rede) teria condições de governabilidade, hoje após passar um ano da eleição e a presidente Dilma ter sido reeleita, a pergunta que fica é,  o PT hoje tem governabilidade? onde sofre sucessivas derrotas no congresso, derrotas essas que tem apoio  de parte da base governista.

O deputado Fernando Mineiro (PT) defendeu nesta terça-feira (08) as pedaladas fiscais realizadas pelo Governo da presidente Dilma Rousseff. As chamadas pedaladas são a principal acusação que pesa contra a presidente, que terá agora que conseguir apoio do Congresso contra o processo de impeachment aberto pela Câmara dos Deputados na semana passada.

Conforme explica Mineiro, no episódio das pedaladas Dilma usou os recursos que deveriam ser destinados aos bancos, para cobrir momentaneamente a conta das ações sociais, principalmente do Bolsa Família.

“Mas eu pergunto: o que era mais importante? Era você dar dinheiro para os bancos ou naquele momento usar os recursos para pagar as ações sociais? Eu acho que está mais do que correto pagar as ações sociais”, defendeu o deputado em entrevista ao Agora RN.

Na opinião de Mineiro, não há embasamento jurídico que sustente o impeachment nem há nada que desabone a conduta da presidente Dilma Rousseff.

“Ela não fez nenhum ato de desvio, não praticou nenhum ato de corrupção, não tem contas na Suíça, não teve nada que a desabone, pelo contrário, a Dilma está na Presidência, inclusive com várias ações de combate à corrupção e combate aos desvios”, disse.

O parlamentar criticou ainda a oposição e o PMDB que, segundo ele, está se articulando com os “derrotados” na eleição do ano passado.

“Afinal de contas, querem tirar a Dilma para colocar quem? Para colocar quem foi derrotado nas eleições do ano passado? Para colocar o vice-presidente, que está se articulando com os derrotados na eleição do ano passado?”, questiona.

Agora RN

Prometida há mais de sete anos pela atual administração, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Esperança, em Parnamirim, enfim, foi inaugurada. A solenidade de inauguração foi realizada na manhã de hoje (4) e contou com a presença de diversas autoridades. Entre elas, o governador Robinson Faria (PSD), senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), deputado estadual Carlos Augusto Maia (PTdoB) e o presidente da Câmara de Parnamirim, Ricardo Gurgel (PSB).

Representantes do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde-RN) seguraram uma faixa onde estava escrito: “Vigilância sanitária em greve. Maurício, a saúde não pode pagar pela crise”. De acordo com informações do sindicato, os servidores estão de braços cruzados há quase 40 dias sem que haja uma resposta positiva por parte da administração municipal aos pleitos da categoria.

O evento de hoje também chamou atenção pela presença de grande quantidade de cargos comissionados da administração. A plateia – ou claque – era composta basicamente pelos secretários municipais e seus assessores. Comenta-se que muitas secretarias estavam de portas fechadas por falta de funcionários nas repartições. Todos foram “convidados” para participar da inauguração. A turma marcou presença e mostrou mais força quando o nome do secretário municipal de Obras, Naur Ferreira, foi anunciado pelo cerimonial. (RP)

Fala RN

A Comissão Mista de Orçamento aprovou hoje (7) dois dos 16 relatórios setoriais que precisam ser analisados antes da votação final que irá ao plenário. O mais aguardado, o relatório da área social, foi aprovado sem a previsão de cortes no Programa Bolsa Família.

Havia expectativa em relação a isso, porque o relator do Orçamento, deputado Ricardo Barros (PP-PR) já tinha anunciado a disposição de cortar R$ 10 bilhões do programa para tentar alcançar os R$ 17 bilhões em cortes necessários para garantir a meta de superávit fiscal em 2016.

O relatório setorial do deputado João Fernando Coutinho (PSB-CE) para a área social, no entanto, teve quase a mesma previsão feita pelo governo federal para o Bolsa Família no próximo ano, cortando apenas R$ 100 milhões, conforme já solicitado pelo próprio governo. Assim, por enquanto está prevista dotação orçamentária para o Bolsa Família de R$28,1 bilhões para 2016.

Entretanto, o relatório setorial aprovado não é definitivo. Ricardo Barros ainda pode fazer o corte anunciado quando estiver elaborando seu relatório final. Se desejar, ele também poderá fazer cortes no outro setor, cujo relatório foi aprovado hoje, o de Comércio, Indústria e Micro e Pequenas Empresas, do senador Hélio José (PSD-DF).

Uma nova reunião da Comissão foi marcada para amanhã (8), às 9h, para que o colegiado analise os outros relatórios setoriais. A intenção da presidenta da comissão, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) é votar o relatório final até o início da próxima semana, para que ele possa ser levado ao plenário.

Após um ano e meio do momento do deslizamento no bairro de Mãe Luíza, a rampa de acesso fica pronta. Feita pela prefeitura do Natal com recursos federais, bem que ela poderia ter servido para se fazer uma justa homenagem ao morador que perdeu sua vida, tentando desobstruir um bueiro numa situação de chuva torrencial. O rapaz foi sugado pela tubulação provisória e levado pela forte corrente que se formou com a água acumulada.

Foto: No Minuto

Infelizmente, símbolo maior da tragédia, o cidadão não foi devidamente lembrado. A classe política, sempre pródiga em colocar o nome de seus familiares em ruas, bairros e avenidas, esquece daqueles que ajudaram a construir um pouco da história de nossa cidade.

O ato do corajoso anônimo cairá no esquecimento.

O potiguar

A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (7) que defende a convocação do Congresso Nacional com o objetivo de não haver recesso parlamentar para que a situação criada com a abertura de processo de impeachment contra ela seja resolvida o mais rápido possível.

Ela disse que ainda não está definida de que forma se dará a convocação, mas disse que vai conversar com o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre o assunto. Na opinião de Dilma, “não é correto o país ficar esperando”. Ela afirmou que é importante que tudo se dê “o mais rápido possível dentro desse clima de respeito à legalidade, ao contraditório”.

“Não só prefiro que não haja recesso como acho que não deve haver recesso. Vivemos um momento em que não podemos parar o país até dia 2 de fevereiro”, disse. Segundo a presidenta, não seria justo que os parlamentares fossem convocados durante o Natal e o Ano Novo, mas a retomada e análise das pendências poderia ocorrer logo após as festas.

Dilma afirmou que, em um momento de crise, com a situação política e econômica que o país enfrenta, seria importante o Congresso ser convocado. “Pode ser [convocado] por mim, pelo Senado”, disse. Sobre a pauta da convocação, a presidenta destacou que ainda é necessário avaliar, mas adiantou que deve entrar “tudo o que está pendente do processo de impeachment”.

“Acho que tem que sentar, fazer acordo, o que vai ser colocado nessa convocação”, declarou.

Agência Brasil