Opinião Arquivo

A Câmara Municipal de Macaíba ainda não deu sinal de quando irá ter seu próprio portal da transparência. Parece que os vereadores da “Casa do Povo” não estão muito ligando para um fator importante, a transparência. O legislativo macaibense teve ano passado despesas acima dos R$ 5 milhões de reais, para saber isso tivemos que ir buscar essa informação no portal da Transparência da Prefeitura, mesmo assim não existe detalhamento de receitas e despesas, também não tem como saber quais empresas  prestam serviço para o legislativo, apenas consta números de documentos e os valores pagos.

Diferente da Câmara de Macaíba, o legislativo da cidade de Ceará-Mirim é um dos melhores que encontramos, pois o cidadão pode ver a quantidade de servidores, quanto eles recebem, quem são os fornecedores e quanto eles recebem, além disso o site da Câmara Municipal de Ceará-Mirim transmite as sessões ao vivo via internet, tudo com baixo custo segundo nos relatou o vereador e Presidente da Câmara, Renato Martins.

Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição.

Os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre e muitos outros. Todos merecem estes direitos, sem discriminação.

Direito Internacional dos Direitos Humanos estabelece as obrigações dos governos de agirem de determinadas maneiras ou de se absterem de certos atos, a fim de promover e proteger os direitos humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos.

Desde o estabelecimento das Nações Unidas, em 1945 – em meio ao forte lembrete sobre a barbárie da Segunda Guerra Mundial –, um de seus objetivos fundamentais tem sido promover e encorajar o respeito aos direitos humanos para todos, conforme estipulado na Carta das Nações Unidas:

Algumas das características mais importantes dos direitos humanos são:

Os direitos humanos são fundados sobre o respeito pela dignidade e o valor de cada pessoa;

Os direitos humanos são universais, o que quer dizer que são aplicados de forma igual e sem discriminação a todas as pessoas;

Os direitos humanos são inalienáveis, e ninguém pode ser privado de seus direitos humanos; eles podem ser limitados em situações específicas. Por exemplo, o direito à liberdade pode ser restringido se uma pessoa é considerada culpada de um crime diante de um tribunal e com o devido processo legal;

Os direitos humanos são indivisíveis, inter-relacionados e interdependentes, já que é insuficiente respeitar alguns direitos humanos e outros não. Na prática, a violação de um direito vai afetar o respeito por muitos outros;

Todos os direitos humanos devem, portanto, ser vistos como de igual importância, sendo igualmente essencial respeitar a dignidade e o valor de cada pessoa.

Saiba Mais

Em mais uma análise, a jornalista Ana Ruth do Política em Foco,  fala sobre o cenário de dificuldades que os prefeitos que irão buscar à reeleição terão para ganhar o pleito deste ano. Entre os fatos citados por ela estão a crise econômica, a queda nos repasses de recursos e a dificuldade no pagamento dos servidores. Das maiores cidades da Grande Natal, Macaíba e a capital terão os prefeitos buscando seus quartos mandatos.

Em Macaíba a disputa caminha para três candidaturas, onde o PMDB tentará voltar ao comando do executivo e a possibilidade de uma nova candidatura através do nome do delegado Normando Feitosa, o atual prefeito segue buscando o quarto mandato.

Nós, Promotores de Justiça com atuação na área criminal, assistimos ontem constrangidos a notícia de demissão do Comandante Geral da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte – PMRN, Coronel Ângelo. A demissão, para dizer o mínimo, foi deselegante.

Vimos, mais uma vez, a PMRN, na figura do seu Comandante Geral, ser eleita como bode expiatório do fracasso das políticas governamentais na área de Segurança Pública, justamente a PM que é a instituição que ainda consegue, com toda dificuldade, prestar algum serviço à segurança publica potiguar.

A atual política de segurança do Governo Robinson Farias tem procurado a todo custo isolar e apequenar a Polícia Militar, tudo em nome de uma hegemonia bacharelesca na política da segurança pública, onde alguns sem nenhum trabalho relevante no exercício profissional, ditam unilateralmente a gestão do sistema.

O Governo atual é sem dúvida o PIOR dos últimos tempos em matéria de Segurança Pública. Conseguiu enfraquecer ainda mais a PM e, para piorar, perdeu totalmente o controle do Sistema Penitenciário – SISPEN, despejando nas ruas bandidos de alta periculosidade, retroalimentando assim a criminalidade.

A PM, o MP ou mesmo o Judiciário são incapazes de dar conta da segurança pública se o SISPEN não conseguir sequer manter os atuais presos encarcerados.

Não há planejamento claro, não há projetos, não há metas e tarefas transparentes para serem cobradas e, sobretudo, não há disposição para enfrentar os vícios do sistema. Tem-se, por exemplo, uma Polícia Civil com centenas de novos profissionais, nomeados nos últimos 02 anos, porém com o mesmo grau de ineficiência, dada sobretudo a falta de impessoalidade na gestão de pessoal, de controle de resultados, de comando, sem treinamento adequado, sem doutrina inicial e muitas das vezes sem boas referências profissionais. Por tudo isso, a Polícia Civil tem se mostrado uma instituição deficiente e incapaz de combater a macrocriminalidade, o que tem sobrecarregado a Polícia Militar. O pouco que vemos de trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil é fruto do esforço pessoal de algum delegado ou de uma equipe, e não de uma postura da instituição de busca por resultados.
Também, não é para menos. O próprio Delegado-Geral é réu em ação de improbidade emblemática, que expressa a velha prática do compadrio e da ausência de impessoalidade na gestão Robinson Farias.

Deixamos aqui, portanto, nossa solidariedade à PMRN, instituição que, no dia de ontem, foi mais uma vez ultrajada pela política clientelista do Governo Robinson Faria na segurança pública.

Fausto F. de França Júnior
Promotor de Justiça

Sílvio Ricardo G. De Andrade Brito
Promotor de Justiça

Emanuel Dhayan Bezerra de Almeida
Promotor de Justiça

Márcio Cardoso Santos
Promotor de Justiça

Por Robson Pires

Sem representante no Congresso Nacional até a chegada do deputado Rafael Motta, o PSB no Rio Grande do Norte está limitado à condição de comissão provisória.

Mas o ingresso de Rafael não é o único requisito para voltar a ser um diretório estadual. Seria necessária uma convenção, para que os filiados escolheria o presidente. A atual dirigente estadual é a ex-governadora Wilma de Faria, que certamente seria reconduzida ao cargo.

Ainda repercuti a informação dada pelo Macaíba o Ar, onde a Câmara Municipal de Macaíba realizou aditamento e renovou por mais um ano, o contrato de aluguel de carros para a instituição e para cada vereador. O contrato está no valor de R$ 306 mil reais, o jornalista Carlos de Souza  questiona se os vereadores não teriam condições de ter seus próprios veículos. Na verdade eles têm veículos próprios, só que preferem andar com o pago pelo contribuinte.

Repercutiu na imprensa

Via Senadinho Macaíba

Por Ligia Silva
O ano de 2015 não foi um ano muito fácil para as mulheres macaibenses. Poderíamos fazer um “top dez” de coisas absurdas que aconteceram por aqui. Exemplo: morte de mulher por marido inconformado com o fim do relacionamento; mulher é encontrada na beira da estrada morta a facadas; mulher é espancada pelo marido e tem sua casa incendiada.
Este ano nem terminou e fico me perguntando qual será a próxima notícia que será tratada de forma banal pela sociedade macaibense. Nesse momento, é comum procurarmos culpados, mas nada adianta culpar o prefeito, os vereadores, a mídia, nem muito menos as próprias vítimas, ou seja, as mulheres. O que existe de mais comum é culpar quem não pode se defender. Frases como “foi estuprada, porque estava com uma roupa curta”; “foi espancada, porque se envolveu com quem não presta”; e “foi morta, porque não conhecia o cara”. O que essas frases têm em comum? Colocam a culpa na própria vítima.
Ninguém questiona que tipo de coisas o agressor ouviu a vida toda para se tornar um monstro. Nunca se questionam o porquê que, em grande parte dos casos de agressão, a vítima da violência continua com o agressor. Apenas culpam a mulher e não refletem sobre o que dizem, principalmente sobre aquilo que reproduzem para as crianças.
Querendo ou não, quando você culpa uma mulher por ser estuprada e diz que ela merece apanhar, se você tiver uma filha pequena terá que fazer os seguintes questionamentos: o que a minha filha de cinco anos irá fazer se for abusada sexualmente por alguém próximo a mim? Ela se sentirá a vontade para falar ou se sentirá culpada e continuará sendo abusada por medo de ser rechaçada? Aos que têm filhos, vale a seguinte pergunta: Qual será o pensamento dele ao escutar sua mãe ou o seu pai chamando as mulheres de vadias e vagabundas?
Temos muita coisa para pensar sobre nossos comportamentos, pois eles são as causas dessas ações que vemos hoje em nossa cidade. Mas nem tudo está perdido:
A Prefeitura de Macaíba, por meio da Secretaria de Ação Social, desenvolve um projeto muito bacana, chamado “Mais Amor, por Favor”.
Esse projeto é direcionado as mulheres que sofreram todos os tipos de violência.  Além disso, o projeto cuida da inserção dessas mulheres na sociedade, ofertando as seguintes atividades: Acompanhamento psicológico, médicos e cursos profissionalizantes. Este ano, houve ainda o I Fórum de Politicas Públicas para as Mulheres que, apesar de que não teve a devida participação por parte das mulheres macaibenses, o evento foi válido. Entretanto, gostaria de fazer a seguinte observações:
É preciso ouvir a mulher da periferia, do interior e de todos os lugares da cidade. A participação de todas elas é essencial. Por isso que o meu desejo é por um 2016 diferente, com uma maior participação das mulheres macaibenses no Fórum que foi criado para elas.
Claro que o machismo não é algo que acabe do dia para noite, mas o que pode mudar é a nossa consciência. É insano e doentio culpar uma mulher por sofrer uma violência. Se isso mudar, já começaremos um ano diferente.
Se começamos a olhar com mais humanidade as mulheres que sofrem violência e nos colocarmos no lugar delas, visitando o CRAS de nossa cidade, veremos que os discursos machistas, baseados no preconceito, continuam sendo os mesmos que são reproduzidos desde os tempos de nossos avós. As mulheres precisam do apoio de sua família, de ajuda emocional, de comida para os seus filhos, de superação, não de julgamentos.
Que em 2016 possamos nos colocar no lugar delas. Que possamos refletir se os nossos discursos, baseados em opiniões medíocres, não estão afetando negativamente a vida dessas mulheres. Que no próximo ano possamos ver menos mulheres macaibenses nas páginas policiais. Que o nosso 2016 tenha Mais Amor, por Favor.
Texto: Cidadão Macaibense

Vinício Ferreira da Costa, nasceu em Macaíba, em 22 de janeiro de 1937. Filho de João Ferreira da Costa e Isabel Araújo, neto de João Lau da Costa. Casado com Nídia Paixão da Costa, desta união nasceram 11 filhos, 16 netos e 2 bisnetos. Em 1951, começou a trabalhar, aos 14 anos, na farmácia de propriedade de Antônio Lucas de Lima em Macaíba, passado uns seis meses o Sr. Antônio o levou para trabalhar na farmácia Bendita na capital, no bairro Alecrim e morar na sua casa. Em 1957, veio o casamento e Vinício voltou a morar em Macaíba, passou a ir para Natal de bicicleta, saia às 4 horas da manhã e retornava às 23 horas, com o passar do tempo comprou uma lambreta para realizar a viagem, em 1959, o diretor Rodolfo Helinski da Escola Agrícola de Jundiaí, devido a amizade que tinham e pelo atendimento que Vinício prestava a sua família em Natal, lhe deu carta branca para que pudesse viajar na Kombi que transportava o pão de consumo do colégio, que era dirigida por seu amigo José Borges, passou vários anos viajando de Kombi, até que um dia o proprietário da empresa Riograndense lhe presenteou com um passe livre no ônibus que fazia a linha Natal/Macaíba, em recompensa aos serviços de enfermagem prestados aos funcionários da empresa. Em 1974, Vinício mesmo trabalhando na farmácia em Natal, começou sua vida de comerciante com uma mercearia na esquina da rua da Cruz, onde sua esposa e filhos administravam. Mas em 1975, foi quando decidiu sair da farmácia Bendita, que já não pertencia mais a Sr. Antônio e sim a Garibaldi Cabral, para tentar abrir sua própria farmácia em Macaíba, após 4 meses surgiu a oportunidade, pois João Amaral ofereceu sua farmácia a Vinício, ele a comprou e está lá até os dias de hoje. Foi da farmácia que tirou o sustento para criar toda sua família, hoje se encontra aposentado mas não deixou de trabalhar e diz que só deixará no dia que Deus quiser.

Agradecimentos
Vinício agradece primeiramente a Deus pelo dom da vida e sua família, agradece em memória ao Sr. Antônio Lucas e a Sr. Edgar Dantas, pelo apoio recebido no começo da sua vida como comerciante no ramo de farmácia.

Extraído do facebook de Aline Beatriz.

Blog da Marina Silva –  Nosso primeiro e grande desafio consiste em termos clareza da altura e profundidade da crise política, sob pena de incorrermos no erro de achar que basta remover alguns entraves e ela será resolvida. Apesar das aparências, dos lances vistosos da guerra congressual, ela se expressa plenamente na crueza dos fatos que impactam a população: desemprego, corrupção generalizada, recessão, volta da inflação, juros elevados, falta de credibilidade e confiança, só para citar alguns exemplos de nossa tremenda enrascada.

Em segundo lugar, é preciso grande esforço para, de alguma forma, criar uma superfície que nos sustente, a fim de não sermos tragados pela vertigem política para o poço sem fundo onde, todos os dias, vemos serem jogadas nossas esperanças. É fundamental encontrar pessoas, instituições, movimentos organizados ou autorais, setores e lideranças com ou sem partido nos mais diversos segmentos políticos, dispostos a pensar o país para além das próximas eleições.

Há dois trilhos sobre os quais é possível – se não um novo caminho, como diz o poeta Tiago de Melo – pelo menos tentar uma nova maneira de caminhar para sair da crise. O primeiro é o do total apoio ao combate à corrupção inédito, em profundidade e extensão, que vem sendo feito pelo Ministério Público, a Polícia Federal e a Justiça. O segundo deve ser um processo de articulação política às claras, em torno de uma agenda de transição, para gerar uma governança que traga alguma perspectiva de futuro para as políticas públicas, para os investimentos, para a vida das pessoas e o desenvolvimento da nação.

No trilho do combate à corrupção, é preciso não compactuar com movimentos erráticos, de salve-se-quem-puder, dos velhos atores acostumados a dominar o espaço da política com sua infindável capacidade de manobra, agora buscando novo polo de atração gravitacional, uma ponte para garantir seu futuro mudando as aparências sem alterar o status quo.

É preciso tomar cuidado para não permitir que, sob a oferta de um porto seguro na tempestade, fiquem ocultas as mesmas incompetências, privilégios, esquemas de corrupção e desejos inconfessos de frear os rumos das investigações.

É preciso evitar que as decisões e os recursos que pertencem a todos os brasileiros continuem sendo manejados no balcão de negócios e de interesses particulares em que se transformou – ressalvadas as honrosas e heroicas exceções de pessoas, lideranças, autoridades e instituições – uma boa parte do sistema político brasileiro.

Além do apoio às investigações, é preciso estabelecer medidas estruturantes que previnam a corrupção. Acabar com a quase certeza de impunidade já é um grande passo. Para isso, é fundamental abraçar as propostas do Ministério Público, consolidadas com a experiência da Operação Lava-Jato. Não se pode esperar solução para a crise vinda da parte degradada da política, cuja forma de agir e apego ao poder estão no alicerce da corrupção endêmica que é imperativo combater.

É igualmente importante romper com a velha servidão voluntária aos dogmas ideológicos, sempre indulgentes em perdoar de seus inimputáveis senhores aquilo que jamais poderia ser perdoado. Boa parte de nossa cultura política engajada tornou-se especialista em criticar, enfrentar, constranger, punir, execrar, até mesmo injustiçar. Em mobilizar para expurgar a incompetência, a corrupção e todos os pecados do espectro da direita, mas sequer foi alfabetizada, política e eticamente, para usar igual peso e medida para com os seus próprios erros, mesmo quando se tratam dos mais escabrosos pecados capitais.

Finalmente, é preciso também institucionalizar as conquistas, inclusive as alheias, encarar novos desafios no campo da democracia, da economia, da sociedade e do meio ambiente. A retomada dos investimentos depende de instituições sólidas, regras claras e estáveis e um Estado que funcione, do tamanho necessário para atender e regular as demandas da sociedade.

Estamos hoje entre um Estado provedor paternalista herdeiro da casa grande, e o Estado fiel depositário do espólio do feitor, que se limita a definir as regras que legitimem o chicote da competição predatória em favor do mercado.

Para quebrar produtivamente esse ciclo vicioso de estagnação e polarização estéril, será necessária muita inovação, sobretudo na política. A começar pela busca de novos significados, base sobre a qual se tornará possível estabelecer nova visão, novos processos e estruturas para assimilar as inúmeras oportunidades que emergem paralelas à crise.

E por que não substituir a velha polarização entre os espólios do senhor e do feitor pela força propulsora de um Estado Mobilizador, capaz de integrar as melhores contribuições de todos os setores da sociedade? Políticas públicas precisam resultar de negociação confiável e aberta para a tomada de decisões econômicas e sociais.

Essas são algumas pré-condições para a travessia para as próximas décadas que, espero, não sejam mais perdidas. Mas, para isso, precisamos olhar em volta e nos conectarmos verdadeiramente com as grandes transformações econômicas, sociais, comunicacionais, ambientais e políticas que estão ocorrendo no mundo, onde cada ser humano é potencialmente protagonista e gerador de informações para outros bilhões de pessoas, sem passar pelos canais tradicionais de poder e intermediação da informação. A era digital impacta também o mundo dos negócios, as dinâmicas urbanas, a forma como as empresas se relacionam com os consumidores e o trabalho se intensifica em conhecimento e se distancia dos processos manuais.

O grande enunciado da COP 21 demonstra que, no âmbito de cada país, a transição para uma economia sustentável, geradora de novos empregos, produtos, materiais e serviços, onde o investimento volte a ocorrer, requer mais do que fórmulas bem desenhadas e planos, aqui fartamente apresentados nos últimos meses. Exige os meios de implementação, novas correlações de força, visão e ação política sustentadas pelo debate franco com a sociedade sobre as escolhas que teremos que fazer para superar a estagnação e os retrocessos econômicos e sociais que nos foram impostos. O momento não é o de saídas definitivas com respostas fechadas, mas o da transição. E quem sabe essa transição não se dê pela substituição do moribundo presidencialismo de coalizão, pelo de ”proposição”, onde a composição do governo e da maioria no Congresso se dá a partir de um programa pactuado com os mais diversos segmentos da sociedade.

Leia o artigo completo no Valor Econômico

Não sendo muito diferente de 2011, quando ainda faltava mais de um ano para as eleições municipais, os internautas já demonstravam suas insatisfações e simpatia por seus futuros candidatos, em 2015 não está sendo diferente, e agora com mais participação não só do público jovem nas redes sociais. O clima de pré-campanha já está nas redes, onde cada um posta sua opinião a respeito de governos e sobre nomes que poderão disputar ao cargo de prefeito ou vereador.

Em Macaíba esse cenário se mostra bastante forte, pois a cada dia aumenta o número de internautas que opinam sobre o atual cenário político e cada um defende sua posição, seja ela de oposição ou situação. Os que são colocados como pré-candidatos em 2016 também estão nas redes, começando pelo delegado Normando Feitosa (PR), que ainda não lançou seu nome oficialmente, mais tem forte simpatia do público jovem, não é difícil de ver fotos sendo postadas no facebook por estudantes da cidade ao lado do delegado, ele entre os nomes mais cotados para disputar a prefeitura é  o que mais usa as redes sociais, em seguida vem o recém chegado nas redes sociais, o ex-conselheiro do TCE, Valério Mesquita (PMDB), com seus textos afinados e tendo como alvo principal o grupo do prefeito, seus textos ganham repercussão nas mídias  sociais, portais e blogs. Logo após Normando e Valério, vem o prefeito Fernando Cunha (PSD), que usa o facebook ao seu estilo, mais tímido, mais que acompanha as ações das secretarias sobre sua administração, onde funcionários e amigos sempre lhe marcam nas publicações. Por último vem à ex-prefeita Marília Dias (PMDB), que não é de usar, mais seu filho de vem em quando posta fotos com mãe e comenta sobre a disputa de 2016.

O whatsapp é a rede social de mais trabalho para acompanhar se comparado com o facebook e o twitter, pois nele pode se criar grupos e  a quantidade de usuários em um grupo por exemplo não pode passar de cem, só se houver um grande compartilhamento do mesmo assunto em outros grupo para se alcançar um número considerável de usuários, diferente do twitter e do facebook, que mesmo que você não seja amigo daquele usuário, você pode ler o que ele postou e interagir com ele no grupo ou na timeline de um amigo seu.

Estava eu chegando ao Correios de Macaíba, para ver se poderia pegar uma correspondência, e eis que tenho uma experiência… não muito agradável, diria.

Já tinha iniciado a subir a rampinha, e faltavam uns 10 (dez) minutos para o fechamento da agência. Subitamente, o segurança, de dentro, apressou-se a fechar o porta, passando o cadeado. Fiz sinal, rindo, para o meu relógio: faltavam precisamente 8 (oito) minutos. E recebi, de volta, o sinal do guarda, como quem dizia: “Não posso fazer nada”.

Tudo bem, aceitei. Mas, não desculpei.

Entendo que ele, o segurança, pudesse ter receio que, àquela hora, poderia ser alguém tentando mais uma vez assaltar a agência. Mas, cá com meus botões: “Logo eu?”. Não havia mais ninguém por perto tentando entrar na agência.

São nesses pequenos detalhes que perco a cada dia a esperança de ver uma Macaíba de volta à civilidade, e mais fácil de chegar à barbárie.

Com a Física, aprendemos os fundamentos desses processos. A natureza se organiza de tal maneira, que procura sempre minimizar a energia envolvida no processo. Assim, por exemplo, é muito mais fácil derrubar um muro, do que erguê-lo.

Para levantar um tijolo e botá-lo no lugar, o pedreiro precisa gastar muita energia. Primeiro, ele precisa compensar a energia que a gravidade cobra para poder levantar o tijolo (a tal da Energia Potencial Gravitacional), e depois tem outras energias que ele precisa pelo menos pagar. Agora, para derrubar o mesmo tijolo, basta que ele dê um pequeno sopapo, um empurrãozinho. O resto, deixe que a natureza, via gravidade, cuide. Logo, logo, o tijolo cai no chão. Com o resto do muro, não é muito diferente.

Pois bem, a civilidade é um processo assim, energeticamente custoso, como o tijolo que o pedreiro vai por no muro que está construindo. A barbárie requer menos energia, menos esforço. A civilidade requer educação e respeito ao próximo. A barbárie, é cada um por si. Sobrevive não necessariamente o mais forte ou mais inteligente, mas o mais ‘esperto’.

Infelizmente, assim está minha cara Macaíba.

Por Francisco Alexandre

Na nova fase da Operação Lava Jato, a ação policial aborda o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que mais uma vez reage tentando passar a ideia de que as ações da polícia e da justiça são meras perseguições políticas. Finge esquecer que seu partido também é do governo. Não é possível separar um do outro.

Como já disse em outras ocasiões, PT e PMDB estão igualmente implicados nos casos de corrupção que a Lava Jato tem trazido ao conhecimento da sociedade. Fizeram uma aliança para ganhar a eleição e assumir o governo e, ainda que o vice-presidente Michel Temer tenha dito que era um vice decorativo, a ruptura no momento em que o barco afunda não elimina a responsabilidade de quem até ontem ajudava a comandar o barco.

Por isso avalio que o processo de impeachment em curso, embora garantido pela Constituição Federal, vai responsabilizar apenas uma parte da aliança e não a aliança como um todo. Seu resultado seria garantir que um dos partidos permaneça no poder. Como num divórcio conflituoso, briga-se para que os bens – que são da República – fiquem sob o controle de um dos cônjuges.

Volto a repetir o que já falei em outras ocasiões: Dilma e Temer, PT e PMDB são faces da mesma moeda. O processo capaz de implicar ambos os partidos é a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo, que está em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que responsabiliza a chapa da presidente e do seu vice. A ação do TSE considera as denúncias do Ministério Público Federal de que parte dos recursos desviados da Petrobrás pode ter alimentado o caixa da campanha da chapa Dilma/Temer.

Não podemos ignorar a corrupção que tem nos sido revelada pela Lava Jato, que coloca PT e PMDB como os principais beneficiários do esquema. Volto a dizer o quanto é importante continuarmos a dar total apoio às investigações do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e ao trabalho do juiz Sérgio Moro. Devemos também insistir que Cunha seja afastado do cargo e que o processo de cassação do seu mandato no Conselho de Ética da Câmara tenha prosseguimento. E devemos igualmente insistir pelo afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado, que também é investigado por corrupção.

A novela da separação entre PT e PMDB, com suas cartas, cobranças e ameaças, por mais emocionante que seja, não pode substituir o enredo simples da realidade: ambos se beneficiaram da aliança cujo rompimento agora encenam. A justiça deve ser igual.

Não faz muito tempo que comentei sobre o atraso de pagamentos aos agentes de saúde que atuam na UPA de Macaíba, inclusive os médicos.

Mesmo que a prefeitura do município não tivesse nenhuma responsabilidade direta sobre a UPA, o gestor público-mor, isto é, o senhor Prefeito, deveria tomar iniciativas, ter uma atitude, em favor do bom funcionamento desta importante unidade de saúde. Já não basta a quantidade de equipamentos que estão parados, sem uso para o benefício da população que mais precisa? Já não basta o Hospital Regional de Macaíba, que poderia – e deveria – ser um hospital de referência, estar fechado há anos?

Todos sabem, ou deveriam saber, o quão complexo é um sistema de Saúde Pública. Se um dos elementos deixar de funcionar, pode provocar um grande desequilíbrio, levando ao caos. O que não está muito difícil na saúde pública brasileira.

Agora, imaginem a situação de Macaíba: já é mais que um caos.

E pior: o prefeito é médico!

Ou será que o médico é prefeito?

As mudanças vem de conjunturas críticas. Ano que vem, os estados devem esgotar as manobras criativas e provavelmente quase todos vão quebrar. Se escaparem em 2016, de 2017 não escaparão.

Só escapam se o governo federal renegociar as dívidas e eu não conheço outra forma senão aumentando ainda mais a dívida interna federal.

As pessoas deveriam prestar mais atenção ao conteúdo do “Plano Temer”.

Por Anderson Santos, cientista político da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O cenário político  está todo invertido para o Partido dos Trabalhadores (PT). Pregando em campanha que o país não estava em uma crise e  negando fatos concretos como por exemplo a recessão que estava prestes a se instalar no país, o PT negou tudo e levantava questionamentos sobre seus adversários, um deles foi sobre a governabilidade, onde a presidente Dilma Rousseff perguntou a ex-senadora  Marina Silva se ela teria uma base de apoio. Em uma propaganda do partido questiona se Marina Silva (Rede) teria condições de governabilidade, hoje após passar um ano da eleição e a presidente Dilma ter sido reeleita, a pergunta que fica é,  o PT hoje tem governabilidade? onde sofre sucessivas derrotas no congresso, derrotas essas que tem apoio  de parte da base governista.