Opinião Arquivo

É natural achar que quando uma pessoa disputa uma eleição e uma outra figura pública lhe apoia, se fala que a figura mais conhecida possa transferir votos para seu candidato, mas o que acontece na realidade é o convencimento que o candidato passou ao eleitorado que atraiu os votos e não a figura pública que tem popularidade, pois a transferência de voto não existe e sim o convecimento, a figura popular ela tem essa força de convencer, mas não de transferir votos.

É através do convencimento que as pessoas são eleitas, umas defendendo ideias, propostas e se comprometendo com base na realidade. Outras são eleitas mentindo, prometendo ilusões e até se utilizando do jogo sujo para vencer uma eleição.

Antes de se convencer, devemos ter consciência na hora de votar, para não errar e só daqui há 4 anos corrigir o erro.

Mário Victor

Câmara

Em Macaíba a oposição está dividida em três grupos, cenário diferente das últimas duas eleições municipais. Na atual configuração de hoje, a oposição na Câmara é representada por três vereadores, dentro de um total de 13 cadeiras. Para tentar conquistar mais espaço na Câmara, os diferentes grupos opositores estão se articulando, um deles é o chamado Frente Independente que deverá contar com mais de oito partidos, não aceitam pessoas com mandato, o bloco partidário deverá está com à ex-prefeita Marília Dias (PMDB), o segundo grupo deverá vir da coligação da pré-candidata Kátia Sena (PRP), que já está fechando os partidos que vai se coligar, o terceiro grupo também vem ligado a um pré-candidato a prefeitura, neste caso o delegado Normando (PR).

São três grupos que vão dizer ao eleitor na campanha que o legislativo municipal precisa de renovação. Mesmo a oposição dividida em três, poderá haver chances reais de cada grupo atingir o quoeficiente para que cada coligação possa conseguir êxito nas urnas.

Blog da Marina

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Blog da Marina Silva

Artigo: Acima do general

Indigenistas, servidores da Funai e lideranças de diversos povos indígenas mobilizaram-se e protestaram contra a indicação do general reformado Roberto Sebastião Peternelli para presidir a Funai. A notícia da nomeação, que circulou desde a tarde de terça-feira, causou preocupação, pois seria um sinal claro de continuidade no ataque aos direitos dos povos indígenas e no desmonte da legislação e das políticas públicas socioambientais.

O governo da presidente afastada Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, agora na Presidência, foi reconhecidamente o que menos fez nos últimos 30 anos pela demarcação de terras e na garantia dos direitos indígenas assegurados na Constituição. Esses direitos não são apenas das comunidades indígenas, mas de toda a sociedade brasileira. É uma contribuição do Brasil para a manutenção do equilíbrio do planeta e da nossa cultura ancestral. O retrocesso dos últimos anos tira o Brasil da liderança na busca de soluções para a crise ambiental global, agrava os problemas e aumenta a possibilidade de desastres – sociais e ambientais, como evidencia a tragédia guarani-kaiowá.

Obviamente, a preocupação com a possível nomeação do general Peternelli não era pela sua condição de militar. O marechal Rondon foi um reconhecido defensor dos povos indígenas e o exército brasileiro cumpre uma função importante na Amazônia, inclusive na proteção da floresta em operações conjuntas com o Ibama. O problema é que o general que supostamente seria indicado não tinha histórico de defesa dos direitos indígenas, como se espera de um presidente da Funai. Além do mais, suas opiniões favoráveis à ditadura militar despertaram o temor de retorno a um período de genocídio intenso, embora oculto pela censura. Acrescente-se suas ligações políticas com setores que defendem interesses de ruralistas e mineradoras contrários aos direitos indígenas. Tudo deixava evidente sua inadequação à função.

No final da tarde de ontem, porta-vozes do governo desmentiram a notícia, para alívio de todos. Mas os índios e seus aliados permanecem incomodados: e se o nome do general foi usado como um balão de ensaio para medir as resistências e a sondar a opinião pública? E se o governo usou a tática do “bode na sala”, acenando com um nome a ser rejeitado para depois nomear quem realmente queria com um sinal de “menos mal”?

No final das contas, o debate sobre o novo presidente da Funai só tem sentido num debate sobre a Funai e a política indigenista do Estado brasileiro. Esse debate vem sendo distorcido e adiado há muito tempo, com grave prejuízo para o futuro do país. O Brasil necessita fortalecer a Funai e agilizar a demarcação de terras, proteger os direitos e as culturas indígenas, cumprindo o que determina a Constituição. Mas desde o início do governo Dilma temos visto o sucateamento da Funai e as ameaças às comunidades, que no governo interino de Temer podem continuar e até se agravar.

O fundamento do retrocesso é a partilha do Estado brasileiro entre os grupos encastelados nos partidos e no Congresso. O governo acena para o mercado e para a opinião pública com critérios – corretamente técnicos – na escolha do Ministério da Fazenda e instituições que regem a economia, mas as partes mais frágeis do Estado, justamente aquelas que deveriam atender diretamente às necessidades da população, viram moeda de pouco valor nas mesas de negociação.

A Funai está nesta “vala comum” do loteamento político. O Decreto 8785/16, que trata da devolução de postos de Direção e Assessoramento Superiores (DAS) ao Ministério do Planejamento é particularmente severo com a política indigenista. O corte do Ministério da Justiça é o maior de todos e um terço dele é dos quadros da Funai. A Portaria 611/16, que trata do bloqueio de despesas, agrava a situação da Funai, que já teve redução orçamentária de mais de 20% desde o ano passado, ao ponto de enfrentar dificuldades de manutenção.

Enquanto isso, o Congresso ameaça controlar a demarcação das terras indígenas, com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/00. E uma CPI da Funai, sem os devidos cuidados na produção de provas e depoimentos, pode aprovar um relatório que criminaliza lideranças indígenas e antropólogos. (Ironicamente, mesmo com todas as provas de corrupção levantadas pela Lava-Jato, os mesmos parlamentares fizeram CPIs que não encontraram nem condenaram ninguém).

Cria-se, assim, uma opinião pública favorável ao desmonte da Funai e maiores retrocessos na proteção aos direitos das comunidades. E a relação do Estado brasileiro com os índios deixa de ser uma questão de Justiça para transformar-se num caso de polícia. Perdem os índios, perde a sociedade brasileira, perde a humanidade. É preciso que esteja desperta a consciência da nação brasileira para que não se aprofunde tamanha injustiça.

O governo não está apenas politicamente pressionado a nomear um presidente “aceitável” para a Funai. Mais que isso, está moralmente obrigado a ouvir a sociedade num debate aberto e democrático sobre o que o Brasil quer para suas populações originárias: respeito aos seus direitos ou genocídio.

A lista do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) trouxe dois nomes que pretendem disputar a Prefeitura de Macaíba. Um foi  do Prefeito Fernando Cunha (PSD) e outro da ex-prefeita Marília Dias (PMDB). Essa lista são de contas que foram rejeitadas pelo tribunal, não significa dizer que o político está inelegível, dependendo do motivo da reprovação das contas, mas é um fator que pode ser usado na campanha, visto que quem não está nela poderá usar o fato a seu favor.

Dos quatro pré-candidatos a Prefeitura, só quem está fora da lista é o delegado Normando Feitosa (PR) e a vereadora Kátia Sena (PRP), o esposo da vereadora consta na lista, o ex-vereador Thomas Sena. Na campanha de 2012, essa lista foi bastante usada contra Fernando Cunha, mas não afetou tanto sua campanha, visto que em outros processos o mesmo obteve vitórias dentro do tribunal.

Mas cada campanha é uma campanha, e também vai muito da forma como é usada a situação.

A situação do Prefeito de Mossoró, Silveira Júnior (PSD) já deve está preocupando o governador Robinson Faria. Segundo as últimas pesquisas o prefeito tem quase 80% de reprovação. Mossoró é o segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte e foi decisivo para vitória de Robinson no pleito de 2014, perder em Mossoró trará prejuizos políticos e eleitoral ao Presidente do PSD no Rio Grande do Norte.

Na pesquisa realizada pelo Instituto Consult, Blog do BG e Rádio Meio Dia Cidade, do mês de fevereiro, Silveira Júnior (PSD) teve 79,8% de reprovação, com registro no TRE sobre protocolo 06811/2016.

danielmenezes

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O cientista político Daniel Menezes defendeu a ideia de que as populares ‘baixarias’ são benéficas em qualquer processo eleitoral que exista no Brasil. Segundo o sociólogo, as situações negativas dos candidatos, expostas pelos seus concorrentes, ajudam a clarear a mente dos eleitores e os deixam cientes, também, dos pontos negativos de cada candidato.

“O que nós chamamos de situações negativas o eleitor encara como baixaria. De certa forma, essas discussões são muito importantes para esse momento de eleições, pois o eleitor se informa sobre os candidatos disponíveis ao pleito. Se tivermos apenas campanha positiva de todo candidato, na prática, a eleição se consagrará como um apresentação de candidatos que ficarão ilesos aos ataques”, destacou ao programa MEIO-DIA CIDADE (94FM).

Segundo Daniel, o ‘dever’ de contar os lados negativos dos candidatos ao pleito é dos concorrentes, uma vez que a disputa por voto existe naturalmente ao longo das campanhas. “Cabe ao oponente promover esses ataques, de maneira que o eleitor seja informado dos possíveis aspectos negativos que o candidato que ele pretende votar têm ao longo de sua caminhada política. Sem a ‘baixaria’, a eleição se transforma em algo monótono”, finalizou. (Agora RN)

Se o grupo formado por vários partido político chamado de Frente Independente não apoiar nenhuma candidatura da oposição, o prefeito Fernando Cunha (PSD) leva uma vantagem na disputa pela Prefeitura de Macaíba. Pelo fato que nenhum nome da oposição não terá esse apoio e quem tivesse  teria em um único grupo uma base de sustentação de sua campanha.

Mesmo que grande parte dos partidos desse grupo apoie algum dos nomes da oposição, a união da Frente Independente  fortaleceria qualquer candidato que tivesse este apoio.

Hoje quem precisa de uma base não é o governo, ele já tem , são dez vereadores dando apoio no legislativo, quem precisa de base é a oposição.

Blog da Marina

Blog da Marina

A ex-senadora Marina Silva (REDE) através de sua página no Facebook, manifestou sua indignação com o estupro de uma jovem no Rio Janeiro. Veja o que disse a porta-voz da REDE Sustentabilidade.

Por todo canto há vigílias: nas casas, nas ruas, praças, igrejas. O Brasil não pode dormir.
Não pode adormecer o que há de humano em nós, para que o desumano não vença. Cada um expresse seu inconformismo, sua indignação. Quanto a mim, que sou mulher e tenho três filhas, adoeço se não consigo traduzir em versos minha tristeza solidária. Contra o estupro, contra toda a violência, que ninguém seja conivente, que ninguém fique indiferente.

Presidente interino Michel Temer

Presidente interino Michel Temer

O presidente interino, Michel Temer (PMDB), também se manifestou pelas redes sociais.

Repudio com a mais absoluta veemência o estupro da adolescente no Rio de Janeiro. É um absurdo que em pleno século 21 tenhamos que conviver com crimes bárbaros como esse.
O ministro da Justiça convocou reunião com os secretários de segurança pública de todo país, nesta terça-feira, quando tomaremos medidas efetivas para combater a violência contra a mulher.

 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), também comentou a situação

Presto minha total solidariedade à jovem, menor de idade, estuprada por vários homens no Rio de Janeiro.

Além de cometerem o crime, os agressores ainda divulgaram fotos e vídeos da vítima, desacordada, na internet. Uma barbárie.

Mais uma vez reafirmo meu repúdio à violência contra as mulheres. Precisamos combater, denunciar e punir este crime. É inaceitável que crimes como esse continuem a acontecer. Repito, devemos identificar e punir os responsáveis.

 

 (Antonio Cruz/Agência Brasil)

(Antonio Cruz/Agência Brasil)

Joaquim Barbosa disse que é “radicalmente favorável” à convocação de novas eleições pra presidente. “Essa é a verdadeira solução. A solução que eliminaria toda essa anomalia, esse mal-estar com o qual nós seremos obrigados a conviver nos próximos dois anos e oito meses. Dar a palavra ao povo”, defendeu.

O ministro aposentado reconheceu, entretanto, que a medida tem empecilhos constitucionais. A única forma de ser aplicada, na visão de Barbosa, seria se Dilma tivesse renunciado e o vice tivesse feito o mesmo. (Agência Brasil).

 (Antonio Cruz/Agência Brasil)

(Antonio Cruz/Agência Brasil)

“Organizem eleições, deixem que o povo resolva. Deem ao povo a oportunidade de encontrar a solução. A solução que propus é uma transição conduzida pela própria presidente. Mas ela já perdeu o timing”, frisou. A frase foi dita por Joaquim Barbosa em uma palestra em Florianopolis, na última sexta-feira (22).

Impeachment não era o melhor caminho, mas a conjuntura suja fez se adiantar a possível saída de Dilma dessa forma, o melhor caminho para reparar os erros de 2014 está no processo do TSE, onde Dilma e Temer podem ter ganhado a eleição com doações fruto de roubos na Petrobras, cometidos por empreteiras com auxílio de pessoas ligadas ao partido do governo e da base governista.

A denúncia de dinheiro do petrolão na campanha do PT e PMDB ganha consistência a cada delação dos donos das empreteiras, ao qual afirmam que nas doações legais tinha dinheiro de propina, com a chapa implicada a cassação é a solução para podermos reparar o erro induzido ao povo.

Nesse desejo de novas eleições estão figuras públicas com partido e sem partido, entre eles e elas estão  o ex-ministro Joaquim Barbosa, a ex-senadora  Marina Silva, o senador Cristovam Buarque, a vereadora Heloísa Helena e o senador Randolfe Rodrigues, nova eleição é a solução!

Mário Victor de S. Alves

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Sem governabilidade e apoio na Câmara Federal, a Presidente Dilma (PT) poderá deixar o Palácio do Planalto em breve. O resultado da continuidade do processo de impeachment enfraqueceu o governo petista que passa pela maior turbulência desde que assumiu o comando federal do país. Fora o impeachment, ainda corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um processo onde se apura se houve dinheiro roubado da Petrobras na campanha da Presidente e do seu vice, Michel Temer (PMDB), através de doações. Caso se confirme, a chapa é cassada e novas eleições serão realizadas.

Já existe aquela boa frase “Não projete em mim seus defeitos” a Presidente tá pagando por sua campanha mentirosa.

Ex-presidente impedido de ser ministro

O ex-presidente Lula continua sem poder assumir o Ministério da Casa Civil, após decisão do Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, Lula não passou muito tempo como ministro e era a cartada do governo para barrar o impeachment e tentar tirar a presidente dessa ingovernabilidade.

Divulgação

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Que o PT se aferre à defesa de Dilma e do governo é compreensível. Eles não tem alternativa diante do derretimento do partido, enlameado na Lava Jato e com o seu principal líder, Lula, sob suspeita de corrupção e claramente alinhado aos interesses das grande empreiteiras – que vêm corrompendo governos e partidos desde há muito tempo. Com poucas exceções, ninguém mais defende o governo, mas uma suposta democracia que significa obrigar o povo a aguentar Dilma mais 3 anos, mesmo que ela tenha perdido apoio e legitimidade por ter abraçado o programa de Aécio e pelo fato do PT ter dado continuidade ao assalto aos cofres públicos que já vinha de antes, agora descortinado pela Lava Jato. A saída do PMDB, que em 3 minutos ignorou 13 anos de condomínio governista, é o retrato dos ratinhos fugindo do barco que afunda.

Incompreensível é que lideranças do PSOL em Brasília venham a público me criticar por defender eleições gerais. Alguns chegam a dizer o absurdo que eleições gerais é golpe também. Não dizem que até o governo federal as cogitou, pois mesmo eles já dão o impeachment como um fato. A questão é o que fazer daqui para frente. Somos todos contra o impeachment que levará Temer à presidência, mas isso não significa defender que Dilma tem legitimidade para governar até 2018.

Como vamos dialogar com o povo indignado com o desemprego e com a corrupção simplesmente dizendo que esperem até 2018? Com que credibilidade seremos uma alternativa se nos colamos no governo agora, depois de tudo o que fizeram e estão fazendo?

Eu não aceito cumprir o papel de linha auxiliar do PT. Quando respondi ao Aécio em um debate presidencial – linha auxiliar do PT uma ova – fui aplaudida por TODO o PSOL. Pois na campanha não fomos linha auxiliar do PT e nem da direita. Denunciamos que a briga entre “o sujo e o mal lavado” não era nossa e que tínhamos a tarefa de construir um terceiro campo.

É preciso seguir sendo consequente com esta estratégia. Ignorar a necessidade de apresentar uma alternativa pela positiva diante da iminência do impeachment e da avassaladora falta de apoio popular de Dilma é um suicídio político. Nunca um partido de esquerda aderiu a um discurso tão reacionário quanto dizer que um presidente eleito tem que cumprir seu mandato independente de sua legitimidade popular. Nem o PT nos seus tempos de oposição à Collor, quando promoveu manifestações pelo Fora Collor, e conquistou o impeachment.

Na época, aliás, o impeachment também foi, ao final, apoiado pela Rede Globo, retrato da divisão da burguesia, cuja parte mais influente decidiu por rifar Collor. Depois Collor foi absolvido pelo STF (sinal de que não havia bases jurídicas para sua deposição?), e hoje é aliado do PT. No caso de FHC, o “Fora”, defendido pelo PT, não teve o mesmo sucesso, pois neste caso a burguesia não se dividiu e garantiu o seu mandato.

O PT se construiu e se fortaleceu nestes processos, sem discutir as questões jurídicas às quais se apega agora. A luta sempre foi política. Mas no caso deles, como eu já disse, é compreensível. Não o PSOL. A direita está crescendo. E cresce porque o PT faliu. Mas crescerá mais com a divisão no PSOL, com uma parte do partido se recusando a ser parte do terceiro campo na hora H que ele pode ser construído e ficando a reboque do PT. São daqueles que vão defender eleições gerais só quando o PT autorizar. Daí pode ser tarde demais.

Enquanto isso, tramam, governo e oposição de direita, para acabar com a Lava Jato. Precisamos lutar para evitar que ela seja enterrada como pretendem PT, PMDB, PSDB, etc, cada um com sua estratégia para atingir este mesmo fim. E defender uma saída pela positiva desta crise, que não é nem Dilma nem Temer, mas sim devolver ao povo a soberania de decidir. E não venham com o espantalho do Bolsonaro para dizer que não se pode ter eleições. É Marina quem lidera as pesquisas. E nós vamos à luta.

Moreira Mariz/Agência Senado

Moreira Mariz/Agência Senado

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) defendeu, nesta última quinta-feira (31), a convocação de novas eleições presidenciais. De acordo com Randolfe, essa é a única alternativa possível para a situação dramática que o país está vivendo e qualquer outra solução apresentada “são saídas forjadas em gabinetes que rompem com a ordem democrática”.

Randolfe destacou artigo do jornalista Clóvis Rossi, publicado nesta quinta no jornal Folha de S.Paulo, segundo o qual a melhor solução para a crise política seria a convocação de eleições gerais.

— O jornalista aponta aqui o cenário que eu também considero que seria o ideal. Termos, ainda este ano — e a presidente da República, se quisesse, assim poderia fazer —, a convocação de eleições gerais para renovação de dois terços dos mandatos do Senado (aí inclui o meu mandato), para renovação da Câmara dos Deputados e para eleição de uma nova chapa presidencial, junto com as eleições para prefeito, vice-prefeito e vereador. Seria o ideal. O ideal seria a convocação de novas eleições gerais ainda este ano.

Declarando-se contra o impeachment de Dilma, Randolfe criticou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. E ressaltou que o sistema político brasileiro vive uma situação de esgotamento que se iniciou com a transformação de interesses públicos em privados. Ele ressaltou que a convocação de novas eleições atende o clamor dos dois lados das manifestações, que lutam por reformas na estrutura política.

— Seja um lado ou outro que está ocupando as ruas do Brasil nesse momento, estão todos reclamando a mesma conclusão. O sistema de cumpliciamento com sistemas privados se esgotou. É necessário ocorrer um freio de arrumação. Esse freio é que realizemos novas eleições ainda este ano — disse, referindo às contribuições ilegais de empreiteiras para as campanhas eleitorais, como apontado pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal.

Agência Senado

Através do seu Facebook, a porta-voz nacional da REDE Sustentabilidade, Marina Silva se manifestou sobre o rompimento do PMDB do Governo da Presidente Dilma rousseff (PT).

“Em três minutos, apenas três minutos, e por unanimidade dos diretórios presentes, o PMDB abandonou o governo do qual foi o maior sócio e beneficiário nos últimos 13 anos. Nenhuma satisfação à sociedade, nenhum pedido de desculpas por ter sido igualmente responsável por tudo o que levou à situação atual, nenhuma autocrítica, nenhuma proposta. Apenas a jogada política supostamente magistral para tentar se descolar da crise política e reinventar-se como solução. Continua o mesmo e velho PMDB tentando renascer das cinzas da fogueira que ele ajudou a atear”.