Meio Ambiente Arquivo

Foto: Alenuska Soares/Arquivo Idema

O Parque das Dunas voltará a oferecer o serviço de visita às trilhas Peroba e Perobinha a partir do dia 07 de março do corrente ano. Esse serviço será oferecido nas terças e quintas-feiras nos seguintes horários:8 e 14 horas. Nos sábados, esse serviço começa a funcionar a partir de 8 de abril às 8:00 e 14 horas.

A trilha Peroba é destinada às pessoas acima de 10 anos, tem 2.400 metros, o percurso leva em torno de 1 hora e meia. É uma trilha com nível de dificuldade moderada.

A Trilha Perobinha é voltada para crianças a partir de 6 anos de idade e adultos sedentários.Trata-se de um percurso de  800 metros e leva-se, em média, 40 minutos para percorrê-lo. É uma trilha com com nível de dificuldade fácil.

A quantidade máxima de pessoas por grupo é de 25 pessoas e a mínima, de 5 pessoas.

A visita às trilhas deve ser agendada por email. O interessado(a) deverá informar a quantidade de pessoas, o dia e horário desejados, telefone do interessado, nome da instituição, se for o caso. Nosso email: parquedasdunas@rn.gov.br

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Ligações de esgotamento clandestino que desaguam às margens do Rio Potengi, em São Gonçalo do Amarante, estão causando sérios problemas ambientais e prejuízos aos pescadores e marisqueiras da região.

A constatação do crime ambiental foi feita pelo advogado Alisson Taveira e pela presidente da Colônia de Pescadores de Natal, Rosângela Silva, ambos filiados à Rede Sustentabilidade. Nesta terça-feira (09), eles visitaram o Porto dos Canoeiros, localizada em área de mangue às margens do Rio Potengi, e, ao lado de moradores da comunidade de Barreiros puderam comprovar o problema.

A Rede Sustentabilidade, garantiu que nos próximos dias acionará a CAERN, Ministério Público Federal e Idema para que medidas sejam tomadas visando sanar os transtornos causados ao meio ambiente.

Pesquisadores e Greenpeace divulgam primeiras fotos de corais da Amazônia

Divulgação/Greenpeace

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) no Amapá recomendou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a suspensão das atividades e perfuração marítima de petróleo, pela empresa Total, na foz do Rio Amazonas, próximo aos recém-descobertos corais da Amazônia, devido aos riscos que a exploração traz para esses recifes.

A suspensão deve ocorrer até que os impactos da atividade sobre a barreira de corais próxima ao empreendimento sejam “suficientemente avaliados”. Na recomendação, o MPF argumenta que ainda não existem pesquisas científicas suficientes sobre o novo ecossistema nem foram identificados todos os novos seres encontrados no recife.

Além disso, o procurador da República Joaquim Cabral da Costa Neto pediu a reabertura do processo de licenciamento ambiental do empreendimento de perfuração naquela região. Ele justificou que, na ocasião da abertura do licenciamento, o bioma descoberto não estava previsto pelo empreendedor.

Uma das considerações do documento apresentado pelo MPF cita o Princípio 15 da Declaração da Eco 92, o princípio da precaução, que trata do “dever de agir antecipadamente diante do risco, do perigo e da incerteza científica a justificar adoção de tutela preventiva e acautelatória contra a degradação ambiental”.

“O que a BP e a Total querem fazer é uma operação arriscada em águas profundas. E será próxima a um bioma marinho único no mundo, que mal tivemos tempo de conhecer, e onde são encontradas espécies ameaçadas. Como se a extração do petróleo ali não fosse imprudente o suficiente, a queima desse combustível só vai aumentar nossas emissões de gases de efeito estufa, que agravam as mudanças climáticas”, disse o ativista Thiago Almeida, da Campanha de Energia do Greenpeace, sobre a declaração do MPF.

Corais da Amazônia

Na foz do Rio Amazonas, está localizado o grande recife de corais, esponjas e rodolitos de 9,5 mil quilômetros quadrados – uma área 20% maior que a região metropolitana de São Paulo. Segundo Almeida, a exploração na região gera o risco de derramamento de petróleo. Os blocos de exploração petrolífera em áreas próximas aos corais pertencem às empresas Total, BP e Queiroz Galvão.

marina90

O governo Temer e sua base de apoio no Congresso Nacional continua e aprofunda o retrocesso socioambiental, como mostram exemplos recentes, com o corte de 43% no orçamento do Ministério do Meio Ambiente justamente num momento de forte elevação do desmatamento da Amazônia. O crescimento do desmatamento em 60% nos últimos dois anos, além das consequências desastrosas para conservação ambiental, compromete sobremaneira o compromisso assumido pelo governo brasileiro com o Acordo de Paris em reduzir o desmatamento em 80% até 2020.
1 – O Congresso levou apenas 48 horas para aprovar as Medidas Provisórias 756 e 758, enviadas pelo Palácio do Planalto. Juntas, elas representam a redução 1,1 milhão de hectares de unidades de conservação na Amazônia e na Mata Atlântica. A medida provisória 756, ao retalhar e reduzir um conjunto de unidades de conservação, como alterar os limites da Floresta Nacional do Jamanxim e da Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo, libera a grilagem de 660 mil hectares de terras públicas que foram alvo de desmatamento e haviam sido ilegalmente ocupadas, além de poderem ser exploradas economicamente já que não são mais áreas protegidas. Também foi aprovada a medida provisória 759, sobre regularização fundiária e urbana, que permite a legalização massiva de áreas públicas griladas de até 2.500 hectares. O desmatamento de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal não é mais motivo de reversão da área para a União.
2 – A tentativa apressada de privatizar o respeitado sistema de monitoramento da Amazônia realizado pelo INPE, em um período de contenção de despesas, gera suspeitas, sobretudo em um momento em que os dados revelam o aumento expressivo do desmatamento.
3 – Houve a tentativa de votação atropelada, reagendada para a próxima semana, de um Projeto de Lei em discussão na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara que dispensa o licenciamento para atividades agropecuárias, silvicultura, obras para o abastecimento de água, dragagem de portos, reforma de rodovias e aeroportos. Na prática, não haverá mais necessidade de licenciamento para pavimentar, por exemplo, a rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho), inserida em uma das áreas mais preservadas da Amazônia.
4 – Há uma proposta de Projeto de Lei que busca fazer com que trabalhadores rurais possam receber remuneração de “qualquer espécie”, no lugar do salário, alimentos ou habitação, por exemplo. Mas a designação genérica abre caminhos para interpretações sombrias que acabam com a garantia trabalhista do salário em troca do trabalho no campo.
5 – O relatório da CPI da FUNAI pediu o indiciamento de 88 pessoas e criminaliza defensores dos direitos indígenas e do direito ao acesso à terra como organizações da sociedade civil, antropólogos, lideranças indígenas, procuradores e agentes públicos.
A ausência, no debate público, da agenda socioambiental para a vida do país demonstra que, infelizmente, ainda estamos presos a uma visão ultrapassada de que ecologia e economia são separadas e opostas. Essa visão, mais economicista que econômica e mais politiqueira que política, é responsável pelo desmonte sistêmico e acelerado dos órgãos e das políticas socioambientais, conquistados arduamente durante quase três décadas de mobilização intensa da sociedade.

Marina Silva – Porta Voz Nacional da REDE Sustentabilidade

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Reprodução

Dentro da semana comemorativa da Festa Anual das Árvores, a prefeitura lança na manhã desta sexta-feira 31, o Programa ‘Arborizando Natal’, que tem como meta plantar 20 mil mudas nos próximos quatro anos. As primeiras 64 mudas de árvores nativas serão plantadas em duas áreas verdes da avenida Tocantínea, no conjunto Gramoré, em Lagoa Azul, zona norte da cidade.

O início do plantio acontece a partir das 9 da manhã, sob a coordenação da secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). Segundo a titular da pasta, Maria Virginia Ferreira, já foram selecionadas 22 áreas entre canteiros, praças e áreas verdes, distribuídas em todas as zonas administrativas da cidade, que irão receber as primeiras mil mudas do Programa. O objetivo é plantar todas até o início de junho deste ano, quando se comemora a Semana do Meio Ambiente.

“Estamos colocando em prática uma etapa do plano de governo, que prevê ações para recuperar áreas degradadas e promover programas de arborização de praças e as áreas livres do município. Com isso, pretendemos recuperar a nossa camada arbórea e melhorar a qualidade do ar e do microclima de nossa cidade”, reforça Virginia.

As áreas passíveis de intervenção foram selecionadas considerando àquelas que apresentam maior carência de vegetação, visualmente identificadas por fotografias aéreas. Para esses locais, também estão previstas ações práticas de educação ambiental e de sensibilização socioambiental junto às comunidades para que entendam a importância da preservação e manutenção dos novos indivíduos plantados.

Informações do Agora RN

Promotorias de Natal, Parnamirim e Macaíba cobram cumprimento de decisão para recuperar Rio Pitimbu

As Promotorias de Justiça de Natal, Parnamirim e de Macaíba solicitaram que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), o Instituto de Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) e o Instituto Estadual de Desenvolvimento e Meio Ambiente (Idema) detalhem as providências adotadas para cumprir determinação da Juíza de Direito da 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal, Francimar Dias de Araújo que concedeu prazo de 180 dias para realização de várias diligências visando a recuperação do Rio Pitimbu.

Uma das preocupações do MPRN é de que o Estado não esteja tomando providências para cumprir a decisão datada do último mês de novembro, e deixe passar o período adequado para o replantio da mata ciliar do Rio Pitimbu, sem realizar essa diligência simples, mas essencial ao combate da degradação do rio.

A audiência para que o Governo do Estado apresente o que está realizando para recuperação do Rio Pitimbu foi marcada para o próximo dia 10 de abril, às 14 horas, na sede das Promotorias de Justiça de Natal, localizada na Av. Floriano Peixoto, 550, Petrópolis. A audiência é aberta para a população e Organizações não Governamentais (Ongs) que tiverem interesse em comparecer.

A Magistrada deferiu tutela em ação ajuizada pelo MPRN para que o Estado e o Idema realizem a identificação de áreas degradadas para a elaboração e implementação de projetos de recuperação ambiental, bem como identifique as principais áreas a serem protegidas devido sua relevância ambiental, incluindo nascentes e faixa de proteção ambiental.

PITIMBU

O Rio Pitimbu nasce em Macaíba, percorre o município por 14,7 km, passa pelo município de Natal e deságua no Rio Taborda em Parnamirim, alimentando a Lagoa do Jiqui, que abastece as zonas sul, leste e oeste de Natal, além de Parnamirim.

O MPRN constatou problemas relativos à erosão, assoreamento, depósito de efluentes industriais, aterramento e desmatamento ao longo do Rio Pitimbu.

A decisão judicial determina várias diligências que são essenciais para recuperação da degradação verificada ao longo do rio, tais como: especificação das áreas para recuperação da mata ciliar e remanescente da Mata Atlântica, mapeamento dos usuários e das atividades instaladas, apresentação de relatórios de fiscalização realizada no curso do rio, além da identificação das atividades não licenciadas e comprovação de medidas para corrigir e punir as ilegalidades detectadas.

Todos os diagnósticos realizados até o momento pelos réus no processo são antigos e precisam ser atualizados.

MPRN

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A Prefeitura de Macaíba iniciou hoje (22) limpeza do Rio Jundiaí no trecho que fica em frente da Praça Antônio Siqueira. A limpeza vinha sendo cobrada pelo vereador Zeca Cunha nas sessões da Câmara Municipal. Segundo Assessoria de Comunicação da Prefeitura, cerca de 20 trabalhadores participaram deste primeiro dia de operação. Foram recolhidos diversos tipos de materiais, dentre os quais: pneus, copos plásticos, garrafas pet, embalagens de papelão, latinhas de refrigerante e até carcaças de aparelhos eletrônicos como TV e monitor de computador.

A SEMURB conta com a conscientização e colaboração da população para que tenhamos uma cidade mais limpa, bonita e sustentável para vivermos. É necessário que o popular, antes de despejar de forma inadequada qualquer tipo de resíduo, procure a SEMURB para saber quais são os dias para a coleta. Por exemplo, resíduos domésticos têm uma frequência de coleta de três vezes por semana. Quanto aos volumosos (metralha e vegetais), são realizados mutirões que percorrem todos os bairros do município, com uma média de 25 dias de retorno. Os telefones para contato são: 3271-6557 e 3271-6634.

O vazamento foi identificado a partir da mudança da coloração do rio Itabirito, fato que chamou atenção da Secretaria de Meio Ambiente do município

Secretaria de Meio Ambiente de Itabirito – Divulgação

Léo Rodrigues – Correspondente da Agência Brasil

A mineradora Vale receberá multa da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) devido a um vazamento de rejeitos que contaminou rios e córregos da região central do estado. O problema ocorreu no último domingo (12), na conexão de um duto em Ouro Preto, em área próxima do município de Itabirito.

O valor da multa ainda será calculado. A Vale também deverá apresentar, na próxima semana, um cronograma detalhado das ações de limpeza e remediação da área. Os rejeitos atingiram os córregos da Prata e das Almas, o Ribeirão Mata-Porco, o Rio Itabirito e o Rio das Velhas. A Semad destaca que houve aumento da turbidez nos mananciais afetados e que os danos ambientais ainda estão sendo avaliados. A secretaria garantiu que não há risco para o consumo de água na região.

Mudança de cor

O problema foi diagnosticado por gestores de Itabirito, a partir da mudança da cor do rio Itabirito. “Temos um grupo de monitoramento e um integrante voluntário notou a turbidez da água na noite de domingo. No dia seguinte, enviamos fiscais para investigar as causas, e eles encontraram a adutora onde houve o vazamento. Já havia funcionários da empresa realizando os reparos”, disse o secretário de Meio Ambiente de Itabirito, Antônio Marcos Generoso.

Ele reclamou pelo fato de a mineradora não ter lhe relatado o problema. E explicou que não houve interrupções no abastecimento de água potável em Itabirito porque a captação é feita em córregos que não foram atingidos. Também não foram observadas mortes de peixes.

O secretário manifestou, contudo, preocupação com o assoreamento dos mananciais e reservatórios da região e citou o exemplo de uma pequena central hidrelétrica que foi atingida pelo vazamento. A central se situa perto do bairro São Geraldo, onde uma comunidade de baixa renda enfrenta alagamentos quando há chuva forte. A usina, que já reduziu sua capacidade devido ao assoreamento, atende apenas a uma indústria de tecidos.

Segundo a Vale, o incidente foi de baixa magnitude. Em nota, a mineradora informou que o duto é parte da estrutura da mina de Fábrica, cuja sede fica em Congonhas, e que o problema foi identificado na última segunda-feira (13). “O vazamento foi contido de imediato e os esclarecimentos aos órgãos ambientais foram prestados no mesmo dia. Todas as ações para mitigação já foram adotadas, e as causas do evento estão sendo apuradas”, informou.

Próximo a Mariana

A mina de Fábrica fica apenas a 53 quilômetros em linha reta do local onde ocorreu a tragédia de Mariana (MG) em novembro de 2015, quando houve o rompimento da barragem de Fundão, pertencente à Samarco Mineração S.A,, empresa controlada pela Vale e pela BHP Billiton. Dezenove pessoas morreram no desastre e comunidades foram destruídas, com devastação de vegetação nativa e poluição da bacia do Rio Doce. O episódio é considerado a maior tragédia ambiental do país.

Iwska Isadora

Com o objetivo de fazer um levantamento das espécies existentes no Parque Estadual Dunas do Natal “Jornalista Luiz Maria Alves”, uma equipe do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – Idema, através do Parque das Dunas, realiza um trabalho de coleta florística na Unidade de Conservação (UC). Neste ano, foram feitas 3 trilhas, com o apoio do Exército, e coletadas cerca de 90 plantas. Entre as espécies levantadas, estão o pau-brasil, maçaranduba, guabiraba de pau, sucupira, até plantas mais delicadas como orquídeas e bromélias.

A equipe, composta pelo biólogo Alan Roque, a ecóloga Brenda Suellen, com apoio da engenheira agrônoma, Auxiliadora Sertão, percorre a área da UC para coletar espécies também com o intuito de atualizar o acervo do herbário do Parque. As primeiras coletas botânicas foram feitas no início da década de 80, e o atual grupo responsável pelo levantamento florístico realiza um trabalho de restauração desse material histórico.

“O levantamento florístico é importante para revelar novas ocorrências de plantas que acontecem em uma área, além de descobrir novas espécies e fazer o acompanhamento das ameaçadas de extinção, raras ou endêmicas (só ocorrem em uma determinada região). Se não soubermos o que existe, não saberemos como cuidar”, disse o biólogo Alan Roque.

Após a coleta em campo de amostras férteis, estado imprescindível para a identificação, as plantas passam por um processo de secagem no laboratório. Depois desse procedimento, a amostra é arquivada junto às suas informações e inseridas em um banco de dados digital. A ideia é padronizar o herbário para quando ele atingir a quantidade de 5.000 plantas, ser indexado, ou seja, tornar-se um fiel depositário.

“A importância de todas as pesquisas na área do Parque das Dunas se dá em virtude de que ele é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral. Nesse contexto, o acesso à informação e às descobertas, contribuem para a valorização do espaço, justificando a sua preservação e indicando medidas a serem adotadas de acordo com o que for levantado ao longo do tempo”, afirmou a gestora do Parque das Dunas, Mary Sorage.

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Da Agência Brasil

Uma rede de sensores com microfones e câmeras será instalada sob a copa das árvores para coletar informações sobre o comportamento das espécies no interior da floresta amazônica, de forma contínua. A tecnologia reduzirá a presença humana e os custos das expedições de campo e vai identificar as espécies por imagem e som e transmissão remota de dados. As informações serão transmitidas por satélite em tempo real para os pesquisadores.

Composto por três fases, o projeto Providence é coordenado pelo Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), o The Sense of Silence Foundation e o Laboratório de Aplicações Bioacústicas da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC).

Dez sensores serão instalados, neste mês, em diferentes pontos da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, na interior da Amazônia. Na primeira fase do projeto, iniciada em outubro de 2016 e com duração de 18 meses, os pesquisadores vão avaliar se a rede de sensores terá capacidade de captar sons e imagens de animais a partir de amostras. Para isso, foram escolhidas dez espécies, entre elas a onça-pintada, o macaco-guariba e o boto-cor-de-rosa. A escolha desses animais foi feita por causa dos sons característicos, da abundância na região e do carisma. O projeto tem U$S 1,4 milhão em recursos da Fundação Gordon and Betty Moore.

Os dados coletados pelos sensores servirão para preencher lacunas no monitoramento da fauna da região amazônica. De acordo com o ministério, as informações levantadas são utilizadas em estratégias de conservação de espécies e criação e gestão de unidades de conservação. A expectativa é de que o projeto, ao final, tenha mil aparelhos espalhados pela floresta.

O plenário da Câmara Municipal de Natal aprovou em segunda discussão, nesta última  quinta-feira (23), um Projeto de Lei de autoria da vereadora Eudiane Macedo (SD) e do vereador Fernando Lucena (PT) que institui no calendário oficial do Município a Semana do Lixo Zero. A iniciativa visa promover durante uma semana campanhas direcionadas para o respeito à preservação do meio ambiente e à vida sustentável.

“A sociedade tem que tomar consciência que água, saneamento e coleta de lixo são elementos totalmente conectados com a saúde, inclusive a lei dos resíduos sólidos aborda os três aspectos”, defendeu o vereador Fernando Lucena. “O projeto é importante porque vai levar ao conhecimento público o debate sobre os impactos causados pelo descarte inadequado do lixo”, explicou.

(Foto: Arquivo / Anastácia Vaz)

Portal da UFRN – A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, inicia projeto na região metropolitana de Natal, Observando os Rios. A iniciativa envolve a comunidade no cuidado com a água.

Na ocasião, a coleta e análise da água em rios, córregos e lagos é feita por voluntários, reunidos em grupos de monitoramento, que são capacitados pela SOS Mata Atlântica. Os grupos analisam a água com um kit desenvolvido especialmente para o projeto e os resultados são reunidos em um banco de dados, disponibilizado na internet.

Nesta sexta-feira, 10, a equipe da fundação vai estar no auditório da Superintendência de Infraestrutura da UFRN, apresentando o projeto que será realizado e inscrevendo voluntários que desejam participar das atividades.

A iniciativa é aberta à população em geral, que pode participar de grupos já existentes ou ajudar a criar novos grupos para monitorar rios próximos a escolas, igrejas e outros locais com potencial.

Mais informações podem ser acessadas aqui.

Nos últimos dias nas redes sociais circularam uma série de fotos e vídeos com pessoas subindo o Morro do Careca, na praia de Ponta Negra, maior cartão postal de Natal. Por ser uma área de proteção ambiental desde 1997, não é permitido a circulação de pessoas no local para evitar a erosão da duna e a deterioração da vegetação.

Diante dessa realidade, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) se reuniram nesta última terça-feira (3) e definiram uma parceria para evitar que novos casos desse tipo continuem acontecendo.

“Assumimos o compromisso de intensificar o monitoramento no morro através das câmeras do CIOSP (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública),  principalmente na maré baixa, onde aumenta o cometimento do crime ambiental naquele local. Sendo identificado o infrator, o CIOSP registrará uma ocorrência e encaminhará a CIPAM (Companhia Independente de Proteção Ambiental) ou na ausência da mesma, a outra unidade mais próxima”, explicou o major Júlio César Vilela, coordenador do CIOSP.

Já o Idema ficará responsável pela confecção de placas informativas que serão colocadas nos arredores do morro, informando a proibição e penalidades de subir no local. “Solicitamos a reunião com a Sesed para juntos tomarmos medidas mais enérgicas em relação à fiscalização do Morro do Careca. É importante que as pessoas tenham a consciência de que subir no morro é proibido e quem desobedecer, estará sujeito à multa e prisão”, afirmou Rondinelle Oliveira, diretor geral do Idema.

IDEMA

O Barco Escola Chama-Maré é um projeto desenvolvido pelo Governo do Estado, através do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – IDEMA, voltado para ações de educação ambiental no estuário do rio Potengi. Teve início em outubro de 2006 e funciona atualmente de terça à sábado com quatro aulas-passeio por dia, atendendo um público médio de 3.000 pessoas/mês.

O Barco Escola visa proporcionar a estudantes e professores da rede pública e privada de Natal e do interior do Estado, bem como a grupos organizados da sociedade civil uma estrutura flutuante que funcione como espaço pedagógico de educação ambiental, voltado para uma reflexão crítica sobre questões ambientais do rio Potengi, dentro de uma perspectiva multidisciplinar, abordando aspectos histórico-culturais, ecológicos, econômicos e sociais.

As aulas-passeio (como é chamada a atividade) ocorre a bordo de uma embarcação do tipo catamarã, que parte do Iate Clube de Natal no sentido Fortaleza dos Reis Magos / Boca da Barra, passando pela Redinha e Cemitério dos Ingleses, entrando na gamboa Jaguaribe e seguindo na direção da Ponte Ferroviária de Igapó, voltando pela Base Naval e Porto de Natal, chegando ao local do embarque. Esse percurso, de cerca de 1h30, tem a orientação pedagógica de professores/monitores que compõem a equipe executiva do barco-escola. Nesse espaço de aprendizagem, os conteúdos são abordados numa perspectiva interdisciplinar, inspirados no ambiente estuarino e na paisagem urbana de Natal. Um ônibus do Projeto realiza o traslado dos grupos selecionados para as aulas-passeio, contemplados com guia especializado e city tour.

Agendamento

Agendamento prévio junto a Secretaria Executiva do Projeto Barco Escola Chama-Maré:

Telefone: (84) 3206-2439
Email: agendamento@barcoescolachamamare.com

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) iniciou nesta semana a 1º edição do Caern Social de Verão. Uma edição especial para um trabalho que já é realizado no decorrer do ano.

Durante todo o ano, a Caern realiza um trabalho social visitando residências, fazendo reuniões com lideranças comunitárias e agentes de saúde, como parte da rotina da Unidade de Gestão de Empreendimentos Sociais (UESO), sempre que são realizadas obras em Natal ou no interior, para fazer o trabalho de educação socioambiental.

Diante do impacto que as obras do Natal 100% Saneada estão provocando na rotina da cidade, se percebeu a necessidade de fazer este trabalho social com foco nas praias, que é onde a população se concentra durante o verão. Principalmente durante o mês de janeiro e início de fevereiro, a população de Natal muda sua rotina, há muito deslocamento em direção ao litoral e algumas dessas praias, de norte a sul da cidade, estão inseridas na área de contexto das obras de saneamento.

O Caern Social de Verão vem como uma parceria entre órgãos do Governo do Estado que tem uma programação especial para a estação. A primeira ação ocorreu esta semana, em uma parceria com o Detran. A parte de educação socioambiental foi inserida no trabalho já realizado pelo órgão no posto policial da Via Costeira, as abordagens, além do teor educativo, procuraram informar aos cidadãos que a obra de esgotamento trará um resultado positivo para a população a longo prazo. Só neste dia, cerca de 500 veículos foram parados e tiveram a oportunidade de conversar sobre as mudanças realizadas pela obra.

Além da parceria com o Detran, a Caern está fazendo parcerias junto aos órgãos estaduais que compõe a Operação Verão, buscando inserir seu trabalho social em mais projetos. Outro desses parceiros é o projeto Água Azul, da base de estudos de balneabilidade do Idema, que irá atuar todos os sábados, dos dias 14 de janeiro a 18 de fevereiro em três praias da capital: Ponta Negra, Praia do Meio e Redinha. Nos pontos serão feitas enquetes sobre a obra e serão distribuídos panfletos informativos e brindes.