Meio Ambiente Arquivo

A Prefeitura de Macaíba, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB), iniciou na tarde desta última  quinta-feira (19), na comunidade rural As Marias, os debates sobre Plano Municipal de Saneamento Básico, que serão conduzidos com oficinas de sensibilização com a população em cinco polos estrategicamente escolhidos pela pasta para sediá-los.

Além de As Marias, os distritos de Canabrava e Mangabeira, o bairro Bela Vista e a região central da Cidade foram os locais escolhidos para sediar os debates sobre o plano em questão (Ver mais detalhes no convite). A opinião da população é fundamental para contribuir para o planejamento de ações para melhorar serviços importantes como abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta de lixo e drenagem de ruas.

“Nessa fase de planejamento para a elaboração do plano, nós dividimos o município em cinco setores de forma que em cada setor aconteçam três reuniões, iniciando pela sensibilização. Na segunda reunião, um diagnóstico; e na terceira, um prognóstico. Após isso, haverá uma audiência pública geral e toda a população será convidada para que a gente apresente o que foi levantado, os problemas diagnosticados e as metas traçadas para os próximos quatro anos, que é o prazo que o plano prevê para uma nova revisão”, explicou o titular da SEMURB, Joacy Carlos.

Assecom

A imagem pode conter: planta e comida

O crustáceo estava sendo transportado por dois homens, da praia de Muriú para Natal.

Durante fiscalização de rotina, Policiais Rodoviários Federais apreenderam, no final da noite deste último sábado (22), no km 58 da BR 101, saída da praia de Muriú, 52 quilos de lagosta.

Na abordagem a um Renaut Clio, foram encontrados dois isopores contendo 70 kg de lagosta. No decorrer da ocorrência, foi constatado que 52 kg não estavam em conformidade com a lei. A lei de crimes ambientais estabelece que a lagosta da espécie vermelha tem que ter o tamanho mínimo da cauda de 13 cm, e a lagosta da espécie Cabo Verde só pode ser comercializada com no mínimo 11 cm.

Diante dos fatos, foi dada voz de prisão aos responsáveis, que foram conduzidos com o produto apreendido para a delegacia da Polícia Federal em Natal para as providências cabíveis. O crime ambiental em questão prevê uma pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa.

PRF RN

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O Governo de Michel Temer (PMDB) foi até a Noruega receber uma péssima notícia, um dos paises mais bem desenvolvido do mundo irá fazer um grande corte no pagamento que faz ao Brasil pela preservação da Floresta Amazônia, na casa dos R$ 200 milhões de reais, por causa do aumento do desmatamento na maior floresta tropical do mundo.

O Governo atual não tem demonstrado compromisso com o meio ambiente, pressionado pela bancada ruralista no Congresso, que integra sua base aliada.

Há dez anos atrás a então Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, recebia a informação que o fundo poderia receber mais dinheiro da Noruega, hoje o país anuncia que enquanto o desmatamento não parar, o pagamento só irá reduzir.

Não esquecendo que o Governo Dilma (PT) também não vinha fazendo sua parte.

Por Mário Victor

Do Agora RN – No lançamento da Semana do Meio Ambiente “O Futuro se Planta Agora”, o prefeito Carlos Eduardo acompanhado da equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) inaugurou o Centro de Produção e Plantio de Mudas da Mata Atlântica, no Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte. O projeto foi idealizado há dois anos e pretende recuperar áreas degradadas do parque com 25 mil mudas. Na ocasião, 15 mudas foram plantadas.

O Centro de Produção possui uma área de 150 hectares que tem a importância de conservar os recursos naturais. A equipe técnica do Parque Municipal da Cidade do Natal Dom Nivaldo Monte transformou o local onde restavam as instalações do seu antigo canteiro de obras em um espaço favorável à implantação e operação de um viveiro de mudas.

Antes da inauguração, o prefeito Carlos Eduardo percorreu o Centro de Produção, onde conferiu todas as salas de apoio e, ainda, plantou uma muda de Pau-brasil. Ele destacou a preocupação da Prefeitura com o meio ambiente. “O centro obedece a um plano de arborização da nossa gestão. Vamos plantar mais de 25 mil mudas de árvores nos próximos quatro anos nas quatro regiões administrativas da cidade é mais 25 mil só no Parque da Cidade”, reforçou Carlos Eduardo.

Os equipamentos (viveiro de mudas, salas de apoio, vias delimitadas e áreas irrigadas) abrangem uma área de aproximadamente 500m² e foram elaborados dentro de uma proposta sustentável, com a utilização de metodologias simplificadas de construção, sendo grande parte da matéria-prima destinada à sua estrutura proveniente de doações, contrapartidas, apreensões legais, além do reuso de materiais disponíveis no Parque, como troncos de carnaúba e sobras diversas do canteiro de obras original.

“Esta é uma realização de grande alcance socioambiental que resultou em “custo zero” para a Prefeitura do Natal, que obteve uma economia de aproximadamente R$ 200.000,00 para os cofres públicos contando com doações e parcerias”, falou o gestor do Parque da Cidade, Carlos da Hora.

A secretária da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Virginia Ferreira, afirmou que o parque está aumentando a área de preservação e que o Centro vai recuperar áreas degradas. “Momento importante para a cidade, vamos plantar 25 mil mudas, é o nosso projeto, deixar Natal mais arborizada”

A Prefeitura de Macaíba, por intermédio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) realizará a Semana do Meio Ambiente do município a partir da próxima segunda-feira (5) até sexta-feira (9). Entre as atividades da Semana está o lançamento do projeto Arboriza Macaíba, que tem como objetivo o plantio de mudas em áreas permeáveis do município como canteiros e praças feito pela Prefeitura.

A Semana também contará com uma série de ações que tem como intuito conscientizar a população sobre a importância de preservar o meio ambiente com simples atitudes em do cotidiano, como ações de limpeza no entorno da Lagoa das Pedras e nas margens do Rio Jundiaí, campanha de conscientização no trânsito do município, com distribuição de ecobags (bolsas feitas de materiais sustentáveis) e adesivo do projeto Arboriza Macaíba.

As crianças e adolescentes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) participarão de uma oficina de plantio de mudas no horto do município pela manhã e a tarde e conhecerão o funcionamento dos dois locais. Na quinta-feira (8), uma oficina para produção de adereços juninos com materiais reciclados será realizada para os jovens e na sexta (9) eles realizarão um passeio por alguns pontos  do município como a Barragem de Tabatinga, o Solar Ferreiro Torto e o Complexo Turístico de Lagoa das Pedras.

Assecom

Foto: Alenuska Soares/Arquivo Idema

O Parque das Dunas voltará a oferecer o serviço de visita às trilhas Peroba e Perobinha a partir do dia 07 de março do corrente ano. Esse serviço será oferecido nas terças e quintas-feiras nos seguintes horários:8 e 14 horas. Nos sábados, esse serviço começa a funcionar a partir de 8 de abril às 8:00 e 14 horas.

A trilha Peroba é destinada às pessoas acima de 10 anos, tem 2.400 metros, o percurso leva em torno de 1 hora e meia. É uma trilha com nível de dificuldade moderada.

A Trilha Perobinha é voltada para crianças a partir de 6 anos de idade e adultos sedentários.Trata-se de um percurso de  800 metros e leva-se, em média, 40 minutos para percorrê-lo. É uma trilha com com nível de dificuldade fácil.

A quantidade máxima de pessoas por grupo é de 25 pessoas e a mínima, de 5 pessoas.

A visita às trilhas deve ser agendada por email. O interessado(a) deverá informar a quantidade de pessoas, o dia e horário desejados, telefone do interessado, nome da instituição, se for o caso. Nosso email: parquedasdunas@rn.gov.br

06

Ligações de esgotamento clandestino que desaguam às margens do Rio Potengi, em São Gonçalo do Amarante, estão causando sérios problemas ambientais e prejuízos aos pescadores e marisqueiras da região.

A constatação do crime ambiental foi feita pelo advogado Alisson Taveira e pela presidente da Colônia de Pescadores de Natal, Rosângela Silva, ambos filiados à Rede Sustentabilidade. Nesta terça-feira (09), eles visitaram o Porto dos Canoeiros, localizada em área de mangue às margens do Rio Potengi, e, ao lado de moradores da comunidade de Barreiros puderam comprovar o problema.

A Rede Sustentabilidade, garantiu que nos próximos dias acionará a CAERN, Ministério Público Federal e Idema para que medidas sejam tomadas visando sanar os transtornos causados ao meio ambiente.

Pesquisadores e Greenpeace divulgam primeiras fotos de corais da Amazônia

Divulgação/Greenpeace

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) no Amapá recomendou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a suspensão das atividades e perfuração marítima de petróleo, pela empresa Total, na foz do Rio Amazonas, próximo aos recém-descobertos corais da Amazônia, devido aos riscos que a exploração traz para esses recifes.

A suspensão deve ocorrer até que os impactos da atividade sobre a barreira de corais próxima ao empreendimento sejam “suficientemente avaliados”. Na recomendação, o MPF argumenta que ainda não existem pesquisas científicas suficientes sobre o novo ecossistema nem foram identificados todos os novos seres encontrados no recife.

Além disso, o procurador da República Joaquim Cabral da Costa Neto pediu a reabertura do processo de licenciamento ambiental do empreendimento de perfuração naquela região. Ele justificou que, na ocasião da abertura do licenciamento, o bioma descoberto não estava previsto pelo empreendedor.

Uma das considerações do documento apresentado pelo MPF cita o Princípio 15 da Declaração da Eco 92, o princípio da precaução, que trata do “dever de agir antecipadamente diante do risco, do perigo e da incerteza científica a justificar adoção de tutela preventiva e acautelatória contra a degradação ambiental”.

“O que a BP e a Total querem fazer é uma operação arriscada em águas profundas. E será próxima a um bioma marinho único no mundo, que mal tivemos tempo de conhecer, e onde são encontradas espécies ameaçadas. Como se a extração do petróleo ali não fosse imprudente o suficiente, a queima desse combustível só vai aumentar nossas emissões de gases de efeito estufa, que agravam as mudanças climáticas”, disse o ativista Thiago Almeida, da Campanha de Energia do Greenpeace, sobre a declaração do MPF.

Corais da Amazônia

Na foz do Rio Amazonas, está localizado o grande recife de corais, esponjas e rodolitos de 9,5 mil quilômetros quadrados – uma área 20% maior que a região metropolitana de São Paulo. Segundo Almeida, a exploração na região gera o risco de derramamento de petróleo. Os blocos de exploração petrolífera em áreas próximas aos corais pertencem às empresas Total, BP e Queiroz Galvão.

marina90

O governo Temer e sua base de apoio no Congresso Nacional continua e aprofunda o retrocesso socioambiental, como mostram exemplos recentes, com o corte de 43% no orçamento do Ministério do Meio Ambiente justamente num momento de forte elevação do desmatamento da Amazônia. O crescimento do desmatamento em 60% nos últimos dois anos, além das consequências desastrosas para conservação ambiental, compromete sobremaneira o compromisso assumido pelo governo brasileiro com o Acordo de Paris em reduzir o desmatamento em 80% até 2020.
1 – O Congresso levou apenas 48 horas para aprovar as Medidas Provisórias 756 e 758, enviadas pelo Palácio do Planalto. Juntas, elas representam a redução 1,1 milhão de hectares de unidades de conservação na Amazônia e na Mata Atlântica. A medida provisória 756, ao retalhar e reduzir um conjunto de unidades de conservação, como alterar os limites da Floresta Nacional do Jamanxim e da Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo, libera a grilagem de 660 mil hectares de terras públicas que foram alvo de desmatamento e haviam sido ilegalmente ocupadas, além de poderem ser exploradas economicamente já que não são mais áreas protegidas. Também foi aprovada a medida provisória 759, sobre regularização fundiária e urbana, que permite a legalização massiva de áreas públicas griladas de até 2.500 hectares. O desmatamento de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal não é mais motivo de reversão da área para a União.
2 – A tentativa apressada de privatizar o respeitado sistema de monitoramento da Amazônia realizado pelo INPE, em um período de contenção de despesas, gera suspeitas, sobretudo em um momento em que os dados revelam o aumento expressivo do desmatamento.
3 – Houve a tentativa de votação atropelada, reagendada para a próxima semana, de um Projeto de Lei em discussão na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara que dispensa o licenciamento para atividades agropecuárias, silvicultura, obras para o abastecimento de água, dragagem de portos, reforma de rodovias e aeroportos. Na prática, não haverá mais necessidade de licenciamento para pavimentar, por exemplo, a rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho), inserida em uma das áreas mais preservadas da Amazônia.
4 – Há uma proposta de Projeto de Lei que busca fazer com que trabalhadores rurais possam receber remuneração de “qualquer espécie”, no lugar do salário, alimentos ou habitação, por exemplo. Mas a designação genérica abre caminhos para interpretações sombrias que acabam com a garantia trabalhista do salário em troca do trabalho no campo.
5 – O relatório da CPI da FUNAI pediu o indiciamento de 88 pessoas e criminaliza defensores dos direitos indígenas e do direito ao acesso à terra como organizações da sociedade civil, antropólogos, lideranças indígenas, procuradores e agentes públicos.
A ausência, no debate público, da agenda socioambiental para a vida do país demonstra que, infelizmente, ainda estamos presos a uma visão ultrapassada de que ecologia e economia são separadas e opostas. Essa visão, mais economicista que econômica e mais politiqueira que política, é responsável pelo desmonte sistêmico e acelerado dos órgãos e das políticas socioambientais, conquistados arduamente durante quase três décadas de mobilização intensa da sociedade.

Marina Silva – Porta Voz Nacional da REDE Sustentabilidade

1

Reprodução

Dentro da semana comemorativa da Festa Anual das Árvores, a prefeitura lança na manhã desta sexta-feira 31, o Programa ‘Arborizando Natal’, que tem como meta plantar 20 mil mudas nos próximos quatro anos. As primeiras 64 mudas de árvores nativas serão plantadas em duas áreas verdes da avenida Tocantínea, no conjunto Gramoré, em Lagoa Azul, zona norte da cidade.

O início do plantio acontece a partir das 9 da manhã, sob a coordenação da secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). Segundo a titular da pasta, Maria Virginia Ferreira, já foram selecionadas 22 áreas entre canteiros, praças e áreas verdes, distribuídas em todas as zonas administrativas da cidade, que irão receber as primeiras mil mudas do Programa. O objetivo é plantar todas até o início de junho deste ano, quando se comemora a Semana do Meio Ambiente.

“Estamos colocando em prática uma etapa do plano de governo, que prevê ações para recuperar áreas degradadas e promover programas de arborização de praças e as áreas livres do município. Com isso, pretendemos recuperar a nossa camada arbórea e melhorar a qualidade do ar e do microclima de nossa cidade”, reforça Virginia.

As áreas passíveis de intervenção foram selecionadas considerando àquelas que apresentam maior carência de vegetação, visualmente identificadas por fotografias aéreas. Para esses locais, também estão previstas ações práticas de educação ambiental e de sensibilização socioambiental junto às comunidades para que entendam a importância da preservação e manutenção dos novos indivíduos plantados.

Informações do Agora RN

Promotorias de Natal, Parnamirim e Macaíba cobram cumprimento de decisão para recuperar Rio Pitimbu

As Promotorias de Justiça de Natal, Parnamirim e de Macaíba solicitaram que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), o Instituto de Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) e o Instituto Estadual de Desenvolvimento e Meio Ambiente (Idema) detalhem as providências adotadas para cumprir determinação da Juíza de Direito da 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal, Francimar Dias de Araújo que concedeu prazo de 180 dias para realização de várias diligências visando a recuperação do Rio Pitimbu.

Uma das preocupações do MPRN é de que o Estado não esteja tomando providências para cumprir a decisão datada do último mês de novembro, e deixe passar o período adequado para o replantio da mata ciliar do Rio Pitimbu, sem realizar essa diligência simples, mas essencial ao combate da degradação do rio.

A audiência para que o Governo do Estado apresente o que está realizando para recuperação do Rio Pitimbu foi marcada para o próximo dia 10 de abril, às 14 horas, na sede das Promotorias de Justiça de Natal, localizada na Av. Floriano Peixoto, 550, Petrópolis. A audiência é aberta para a população e Organizações não Governamentais (Ongs) que tiverem interesse em comparecer.

A Magistrada deferiu tutela em ação ajuizada pelo MPRN para que o Estado e o Idema realizem a identificação de áreas degradadas para a elaboração e implementação de projetos de recuperação ambiental, bem como identifique as principais áreas a serem protegidas devido sua relevância ambiental, incluindo nascentes e faixa de proteção ambiental.

PITIMBU

O Rio Pitimbu nasce em Macaíba, percorre o município por 14,7 km, passa pelo município de Natal e deságua no Rio Taborda em Parnamirim, alimentando a Lagoa do Jiqui, que abastece as zonas sul, leste e oeste de Natal, além de Parnamirim.

O MPRN constatou problemas relativos à erosão, assoreamento, depósito de efluentes industriais, aterramento e desmatamento ao longo do Rio Pitimbu.

A decisão judicial determina várias diligências que são essenciais para recuperação da degradação verificada ao longo do rio, tais como: especificação das áreas para recuperação da mata ciliar e remanescente da Mata Atlântica, mapeamento dos usuários e das atividades instaladas, apresentação de relatórios de fiscalização realizada no curso do rio, além da identificação das atividades não licenciadas e comprovação de medidas para corrigir e punir as ilegalidades detectadas.

Todos os diagnósticos realizados até o momento pelos réus no processo são antigos e precisam ser atualizados.

MPRN

thumbnail__MG_0021

A Prefeitura de Macaíba iniciou hoje (22) limpeza do Rio Jundiaí no trecho que fica em frente da Praça Antônio Siqueira. A limpeza vinha sendo cobrada pelo vereador Zeca Cunha nas sessões da Câmara Municipal. Segundo Assessoria de Comunicação da Prefeitura, cerca de 20 trabalhadores participaram deste primeiro dia de operação. Foram recolhidos diversos tipos de materiais, dentre os quais: pneus, copos plásticos, garrafas pet, embalagens de papelão, latinhas de refrigerante e até carcaças de aparelhos eletrônicos como TV e monitor de computador.

A SEMURB conta com a conscientização e colaboração da população para que tenhamos uma cidade mais limpa, bonita e sustentável para vivermos. É necessário que o popular, antes de despejar de forma inadequada qualquer tipo de resíduo, procure a SEMURB para saber quais são os dias para a coleta. Por exemplo, resíduos domésticos têm uma frequência de coleta de três vezes por semana. Quanto aos volumosos (metralha e vegetais), são realizados mutirões que percorrem todos os bairros do município, com uma média de 25 dias de retorno. Os telefones para contato são: 3271-6557 e 3271-6634.

O vazamento foi identificado a partir da mudança da coloração do rio Itabirito, fato que chamou atenção da Secretaria de Meio Ambiente do município

Secretaria de Meio Ambiente de Itabirito – Divulgação

Léo Rodrigues – Correspondente da Agência Brasil

A mineradora Vale receberá multa da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) devido a um vazamento de rejeitos que contaminou rios e córregos da região central do estado. O problema ocorreu no último domingo (12), na conexão de um duto em Ouro Preto, em área próxima do município de Itabirito.

O valor da multa ainda será calculado. A Vale também deverá apresentar, na próxima semana, um cronograma detalhado das ações de limpeza e remediação da área. Os rejeitos atingiram os córregos da Prata e das Almas, o Ribeirão Mata-Porco, o Rio Itabirito e o Rio das Velhas. A Semad destaca que houve aumento da turbidez nos mananciais afetados e que os danos ambientais ainda estão sendo avaliados. A secretaria garantiu que não há risco para o consumo de água na região.

Mudança de cor

O problema foi diagnosticado por gestores de Itabirito, a partir da mudança da cor do rio Itabirito. “Temos um grupo de monitoramento e um integrante voluntário notou a turbidez da água na noite de domingo. No dia seguinte, enviamos fiscais para investigar as causas, e eles encontraram a adutora onde houve o vazamento. Já havia funcionários da empresa realizando os reparos”, disse o secretário de Meio Ambiente de Itabirito, Antônio Marcos Generoso.

Ele reclamou pelo fato de a mineradora não ter lhe relatado o problema. E explicou que não houve interrupções no abastecimento de água potável em Itabirito porque a captação é feita em córregos que não foram atingidos. Também não foram observadas mortes de peixes.

O secretário manifestou, contudo, preocupação com o assoreamento dos mananciais e reservatórios da região e citou o exemplo de uma pequena central hidrelétrica que foi atingida pelo vazamento. A central se situa perto do bairro São Geraldo, onde uma comunidade de baixa renda enfrenta alagamentos quando há chuva forte. A usina, que já reduziu sua capacidade devido ao assoreamento, atende apenas a uma indústria de tecidos.

Segundo a Vale, o incidente foi de baixa magnitude. Em nota, a mineradora informou que o duto é parte da estrutura da mina de Fábrica, cuja sede fica em Congonhas, e que o problema foi identificado na última segunda-feira (13). “O vazamento foi contido de imediato e os esclarecimentos aos órgãos ambientais foram prestados no mesmo dia. Todas as ações para mitigação já foram adotadas, e as causas do evento estão sendo apuradas”, informou.

Próximo a Mariana

A mina de Fábrica fica apenas a 53 quilômetros em linha reta do local onde ocorreu a tragédia de Mariana (MG) em novembro de 2015, quando houve o rompimento da barragem de Fundão, pertencente à Samarco Mineração S.A,, empresa controlada pela Vale e pela BHP Billiton. Dezenove pessoas morreram no desastre e comunidades foram destruídas, com devastação de vegetação nativa e poluição da bacia do Rio Doce. O episódio é considerado a maior tragédia ambiental do país.

Iwska Isadora

Com o objetivo de fazer um levantamento das espécies existentes no Parque Estadual Dunas do Natal “Jornalista Luiz Maria Alves”, uma equipe do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – Idema, através do Parque das Dunas, realiza um trabalho de coleta florística na Unidade de Conservação (UC). Neste ano, foram feitas 3 trilhas, com o apoio do Exército, e coletadas cerca de 90 plantas. Entre as espécies levantadas, estão o pau-brasil, maçaranduba, guabiraba de pau, sucupira, até plantas mais delicadas como orquídeas e bromélias.

A equipe, composta pelo biólogo Alan Roque, a ecóloga Brenda Suellen, com apoio da engenheira agrônoma, Auxiliadora Sertão, percorre a área da UC para coletar espécies também com o intuito de atualizar o acervo do herbário do Parque. As primeiras coletas botânicas foram feitas no início da década de 80, e o atual grupo responsável pelo levantamento florístico realiza um trabalho de restauração desse material histórico.

“O levantamento florístico é importante para revelar novas ocorrências de plantas que acontecem em uma área, além de descobrir novas espécies e fazer o acompanhamento das ameaçadas de extinção, raras ou endêmicas (só ocorrem em uma determinada região). Se não soubermos o que existe, não saberemos como cuidar”, disse o biólogo Alan Roque.

Após a coleta em campo de amostras férteis, estado imprescindível para a identificação, as plantas passam por um processo de secagem no laboratório. Depois desse procedimento, a amostra é arquivada junto às suas informações e inseridas em um banco de dados digital. A ideia é padronizar o herbário para quando ele atingir a quantidade de 5.000 plantas, ser indexado, ou seja, tornar-se um fiel depositário.

“A importância de todas as pesquisas na área do Parque das Dunas se dá em virtude de que ele é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral. Nesse contexto, o acesso à informação e às descobertas, contribuem para a valorização do espaço, justificando a sua preservação e indicando medidas a serem adotadas de acordo com o que for levantado ao longo do tempo”, afirmou a gestora do Parque das Dunas, Mary Sorage.

Ler mais…

Da Agência Brasil

Uma rede de sensores com microfones e câmeras será instalada sob a copa das árvores para coletar informações sobre o comportamento das espécies no interior da floresta amazônica, de forma contínua. A tecnologia reduzirá a presença humana e os custos das expedições de campo e vai identificar as espécies por imagem e som e transmissão remota de dados. As informações serão transmitidas por satélite em tempo real para os pesquisadores.

Composto por três fases, o projeto Providence é coordenado pelo Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), o The Sense of Silence Foundation e o Laboratório de Aplicações Bioacústicas da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC).

Dez sensores serão instalados, neste mês, em diferentes pontos da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, na interior da Amazônia. Na primeira fase do projeto, iniciada em outubro de 2016 e com duração de 18 meses, os pesquisadores vão avaliar se a rede de sensores terá capacidade de captar sons e imagens de animais a partir de amostras. Para isso, foram escolhidas dez espécies, entre elas a onça-pintada, o macaco-guariba e o boto-cor-de-rosa. A escolha desses animais foi feita por causa dos sons característicos, da abundância na região e do carisma. O projeto tem U$S 1,4 milhão em recursos da Fundação Gordon and Betty Moore.

Os dados coletados pelos sensores servirão para preencher lacunas no monitoramento da fauna da região amazônica. De acordo com o ministério, as informações levantadas são utilizadas em estratégias de conservação de espécies e criação e gestão de unidades de conservação. A expectativa é de que o projeto, ao final, tenha mil aparelhos espalhados pela floresta.