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O Brasil já contabiliza mais de 2,7 milhões de casos de pessoas infectadas com a covid-19. Destes, quase de 95 mil foram a óbito. Ainda sem uma vacina, o tratamento adequado é fundamental para manter a vida dos pacientes. E um dos instrumentos principais, nos casos mais graves, é o ventilador mecânico, que tem com função essencial, auxiliar no fluxo respiratório dos pacientes. No entanto, com a pandemia e a necessidade mundial, o equipamento se tornou um produto raro no mercado internacional.

Diante da necessidade, pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LAIS/UFRN) criaram um novo modelo de ventilador mecânico, de fácil manutenção e um custo até 80 vezes mais baixo do que o praticado no mercado internacional. O respirador do LAIS tem características próprias, como atender a dois pacientes simultaneamente. Ao mesmo tempo, seu custo está estimado em 3 mil reais, enquanto o valor de um ventilador no mercado atual pode chegar a 240 mil reais, em virtude da alta demanda dos serviços de saúde pelo equipamento.

De acordo com o professor Danilo Nagem, do Departamento de Engenharia Biomédica da UFRN, o projeto do LAIS foi desenvolvido para atender  normas vigentes, de características eletro-mecânicas, de fácil manutenção e controle de preço muito competitivo, além de poder apresentar segurança ao paciente. “Esse ventilador foi projetado para trabalhar principalmente com o modo de volume controlado, onde o paciente recebe um volume de ar indicado pelo profissional de saúde e o pico de pressão que vai variar de acordo com o grau de elasticidade do pulmão e resistência das vias aéreas, mas sempre nos limites de segurança”.

Seu sistema robusto reforça seu uso em centros e unidades de saúde, pois apresenta pouca manutenção, baixo custo de operação e permite atender, de forma inédita, dois pacientes simultâneos com características diferentes. Dessa forma o equipamento pode e deve ser utilizado como um sistema de apoio ao tratamento da covid-19, mas principalmente para o suporte a esses centros que não possuem esse tipo de equipamento.

 “Além da questão dos custos reduzidos, é importante destacar que este protótipo foi pensado e desenvolvimento usando ferramentas já regulamentadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ou seja, parte de tecnologia já existente e aprovada. Do jeito que está hoje, já poderemos iniciar os testes com pequeno animais, como cães e porcos, que é a chamada fase pré-clínica. Mas nossa expectativa é que em três ou quatro meses já possamos disponibilizar o ventilador para as primeiras unidades de saúde”, disse o professor Ângelo Roncalli, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFRN.

Ele explicou ainda que para funcionar, o equipamento usa um carregador de celular. “Isso é importante, pois não será necessário mexer na rede elétrica das unidades onde o equipamento for utilizado. Até mesmo em um acendedor de carro o produto pode ser ligado, o que o qualifica para uso em ambulâncias, por exemplo”, afirmou.

Uma primeira versão do equipamento já está em funcionamento e finalizando os ajustes requeridos no projeto, para atender as exigências da Anvisa. Pequenos ajustes para inclusão de alguns poucos alarmes exigidos pela agência em questão, bem como os testes clínicos para sua validação, estarão no foco das próximas etapas já previstas no projeto.

Para o professor Ricardo Valentim, coordenador do LAIS e um dos desenvolvedores do projeto, o caráter de inovação do ventilador mecânico é a possibilidade de aplicá-lo em unidades que não possuem leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Quando a equipe de trabalho começou a pensar neste ventilador mecânico, nossa ideia era que ele contemplasse unidades de urgência e emergência, como as UPAS (unidades de pronto de atendimento, presentes em diversas cidades do país). Este protótipo custou cerca de 3 mil reais, porém, se produzido em larga escala, esse valor cai pela metade, o que o torna acessível até para unidades de saúde menores. Nosso objetivo não é concorrer com equipamentos com custo maior, mas sim oferecer aos serviços de saúde uma opção. Se tivéssemos algo assim nas UPAs no início da pandemia, talvez os números de óbitos pudessem ser menores”, disse.

Equipamento também poderá ter uso veterinário

Segundo o professor William Fernandes, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFRN, já está em desenvolvimento também versões menores do ventilador. De acordo com ele, a ideia é que o produto possa ser portátil, facilitando tanto o manuseio quanto o deslocamento de unidades. Ainda de acordo com ele, este diferencial vai permitir que até mesmo clínicas veterinárias possam contar com equipamento.

“A própria questão da testagem é feita com pequenos animais, e como será um produto de custo baixíssimo, essas pequenas clínicas também poderão contar com o equipamento quando ele estiver devidamente validado, com todas as funcionalidades pensadas para o uso em humanos. Esta possibilidade é ter um recurso quase portátil traz versatilidade para o produto”, finalizou.

Formaram a equipe os professores Evans Ferreira, William Fernandes e Ângelo Roncalli, do Departamento de Engenharia Mecânica; Custódio Guerra, Danilo Nagem, Karilany Coutinho e Ricardo Valentim, do LAIS e do Departamento de Engenharia Biomédica, além do servidor João Maria Frazão, do Núcleo de Tecnologia Industrial da UFRN.

A Coordenação de Acesso ao Discente (Cadis), ligada a Pró-Reitoria de Ensino do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), divulgou  nesta quinta-feira (30), por meio do Edital Nº 17/2020-PROEN/IFRN, a publicação de edital para novas vagas nos cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) do o Programa Novos Caminhos​. Na modalidade educação a distância, a oferta traz três mil e 200 vagas. A lista de cursos está disponível abaixo.

Inscrições

A inscrição será feita exclusivamente via Internet, na Área do Candidato, partir das 8h do dia 04 de agosto (terça-feira) e se prolonga até 23h59 do dia 12 do mesmo mês.No ato da inscrição será obrigatório informar o número de documento oficial de identificação e do CPF do próprio candidato, tendo o direito a apenas uma única inscrição.

A classificação e o preenchimento das vagas acontecerá por meio de sorteio realizado por um programa habilitado pela equipe técnica do IFRN, sendo que as primeiras inscrições sorteadas serão classificadas para as vagas oferecidas nos cursos.

Entre outros, para ingresso nos cursos é necessário possuir Ensino Fundamental II (6º a 9º ano) completo, ter idade igual ou superior a 16 anos no ato da matrícula, estar classificado dentro do número de vagas ofertadas, declarar que não está matriculado simultaneamente em outro curso FIC do Programa Novos Caminhos. Quem não preencher os requisitos, terá sua inscrição desclassificada do processo seletivo;  automaticamente será convocado outro inscrito conforme a ordem de sorteio.A matrícula deverá ser feita online, anexando toda documentação exigida pelo edital.

 Cursos e vagas

Cursos Carga Horária Vagas
Assistente Administrativo 160 1000
Assistente de Secretaria Escolar 180 1000
Programador de Sistemas 200 800
Programador Web 200 800

Acesse

Inscrição

EDITAL Nº 17/2020-PROEN/IFRN

Evento online vai discutir boas práticas para sustentabilidade na região Nordeste

Os institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, promoverão nos dias 11,18 e 25 de agosto, o “II Seminário Boas Práticas para a Sustentabilidade: desafios e oportunidades em tempos de pandemia na Região Nordeste”. O evento, que ocorrerá sempre das 16h às 18h45, será realizando totalmente através de plataformas virtuais, em formato de webinário, em razão da pandemia do novo coronavírus. No IFRN, são responsáveis pela realização do evento as professoras Thaís Bruno e Fabíola Catombé, do campus São Paulo do Potengi, e os professores Kleber Kroll e Samylle Medeiros, do campus Ipanguaçu.

O Seminário deverá integrar diferentes estados da região Nordeste com o objetivo de promover um espaço para discussão de experiências e práticas de entidades públicas e privadas, que venham a representar modelos possíveis de sustentabilidade a serem adotados no Nordeste brasileiro. “Ressalta-se que, fundamentalmente serão discutidas as estratégias lançadas por essas iniciativas durante o desafiador momento de pandemia, decorrente do SARS-Covid”, esclarece a Professora Thais Bruno, uma das organizadoras do evento.

O evento é gratuito e aberto a participação do público em geral. As inscrições estão sendo realizadas através do site do evento (www.even3.com.br/seminarioboaspraticas). A transmissão ocorrerá através do Youtube, no canal do evento: “Seminário Boas Práticas para Sustentabilidade”.

Sustentabilidade em tempos de pandemia

A sustentabilidade, em suas diferentes dimensões (econômica, espacial, ecológica, cultural e social), tem sido pauta importante de debates no século XXI. Diante do cenário global atual, a temática segue em destaque uma vez que repensar as práticas sociais e econômicas em consonância com a conservação do capital natural deve ser um exercício contínuo e necessário para manter, sobretudo, a vida na terra.

Durante o evento, os participantes farão exposições sobre práticas sustentáveis desenvolvidas em seus setores e como estas estratégias contribuem para fomentar a sustentabilidade, considerando as peculiaridades da região Nordeste e atualmente o contexto da pandemia pelo Covid-19.

“Esperamos transmitir conhecimento prático e aplicado, debatendo os desafios e apontando possibilidades de engajamento ambiental, nos diversos eixos da sociedade e que as práticas apresentadas possam ser replicadas em instituições diversas”, afirmou Prof. Kleber Kroll, organizador do evento.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio da Comissão Própria de Avaliação (CPA), está aplicando um questionário sobre o Período Letivo Suplementar Excepcional (PLSE), com o intuito de analisar a experiência do ensino remoto emergencial na instituição. Os estudantes e professores devem responder, até esta quarta-feira, 29 de julho, ao questionário que está disponível no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA).

De acordo com o presidente da CPA, Alexandre Queiroz, a avaliação do PLSE é um processo de coleta de informações que visa conhecer a experiência do ensino remoto emergencial desenvolvido no período letivo 2020.5. Dessa forma, o principal objetivo é subsidiar o planejamento da instituição para os próximos períodos letivos, ao analisar diversas questões como as ações de inclusão digital, apontando para os docentes as estratégias pedagógicas e recursos tecnológicos que apresentaram melhores resultados.

O questionário é voltado para professores e estudantes que participaram do PLSE e contém 26 perguntas, com foco na experiência do ensino remoto, destacando questões relacionadas aos recursos tecnológicos e plataformas, experiência de interação e a qualidade do aprendizado. Para responder às questões, basta acessar a página do SIGAA e efetuar login (acesso). Ainda segundo a CPA, os resultados e análises serão disponibilizados para toda a comunidade acadêmica.

CPA

As atribuições da Comissão Própria de Avaliação (CPA) estão definidas pela Lei 10.861 de abril de 2004. A CPA é uma comissão que goza de independência da gestão da instituição e tem como finalidade a condução dos processos de avaliação internos da universidade, de sistematização, divulgação e prestação das informações solicitadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) do Ministério da Educação (MEC). A Comissão utiliza diversos procedimentos e técnicas de avaliação que podem ser desde a aplicação de questionários, realização de entrevistas, avaliações in loco com grupo focal, análise documental, análises estatísticas, entre outras. A CPA avalia a instituição em todas as suas dimensões, por exemplo a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, a política de pessoal, o Plano de Desenvolvimento Institucional, a infraestrutura e a responsabilidade social da UFRN.

Na próxima segunda-feira , 27 de julho, a Escola Agrícola de Jundiaí retornará às atividades acadêmicas através do ensino remoto.

Todo o grupo de profissionais da escola, sempre presando pela qualidade da formação de seus estudantes, discutiu, organizou e planejou esse retorno com a atenção e carinho de sempre.

Aluno EAJ acesse seu Sigaa na segunda- feira e vamos estudar!!
A pandemia da Covid19 nos afastou fisicamente, mas, estaremos juntos através das tecnologias de informação e comunicação.

Um grande abraço da Direção
Prof. Max e Prof. Márcio

Em sessão remota nesta quinta-feira (23), o Senado aprovou o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 22/2020, que desobriga escolas e universidades de cumprir a quantidade mínima de dias letivos em 2020 devido à pandemia da Covid-19. Aprovada com 73 votos, a matéria será encaminhada à sanção presidencial.

O PLV 22/2020 tem origem na Medida Provisória (MPV) 934/2020, que promove ajustes no calendário escolar de 2020. O texto foi relatada pelo senador Carlos Fávaro (PSD-MT). A matéria será encaminhada à sanção presidencial.

O relator apresentou voto pela aprovação da matéria na forma do projeto de lei de conversão aprovado na Câmara dos Deputados, no último dia 7, e rejeitou as 41 emendas apresentadas ao texto no Senado.

Carlos Fávaro explicou que rejeitou as emendas para que não houvesse a caducidade da MP, cujo prazo de vigência vence em 29 de julho. Ele ressaltou ainda que muitas alterações previstas nas emendas já estariam contempladas no texto do projeto.

Discussão

Como forma de não prejudicar a tramitação da MP, os líderes partidários retiraram os destaques apresentados. Alguns defenderam o veto presidencial a alguns dispositivos do texto, entre eles o que prevê a entrega de dinheiro diretamente aos pais dos alunos para a compra de alimentos. O senador Lasier Martins (Podemos-RS) entende que essa possibilidade favorece a ocorrência de fraudes, a exemplo das irregularidades ocorridas no recebimento do auxílio emergencial de R$ 600 pela população.

Líder do governo, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) ponderou que o veto presidencial ao dispositivo relacionado à compra da merenda escolar poderá ocasionar problemas a ações que já estão em curso em diversos municípios do país.

Na presidência dos trabalhos, o senador Marcos Rogerio (DEM-RO) sugeriu que o governo elabore um regulamento para definir de que forma serão entregues esses recursos, que poderá ocorrer na forma como já é praticada em outros municípios, por meio de vouchers.

Dessa forma, Fernando Bezerra assumiu o compromisso de que, na regulamentação da matéria, serão atendidas as preocupações dos senadores como forma de não desvirtuar os recursos da merenda escolar e prestigiar a agricultura familiar.

Outros parlamentares, como o vice-presidente da Frente Parlamentar da Educação, senador Izalci Lucas (PSDB-DF), também defenderam o veto presidencial ao art. 5º do texto, segundo o qual o Ministério da Educação deverá definir as datas do Enem após ouvir os sistemas de ensino e que, no ano letivo subsequente ao afetado pelo estado de calamidade pública, os processos de ingresso no ensino superior que tenham aderido ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e ao Programa Universidade para Todos (Prouni) levem em contas o calendário do Enem.

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO), por sua vez, defendeu o acolhimento de médicos se formaram em outros países e não conseguiram fazer o Revalida, suspenso desde 2017, dada a falta desses profissionais em diversas regiões do país. Ele abriu mão de destaque nesse sentido, tendo em vista que há um acordo com o governo, que deverá tratar da revalidação de diplomas por meio de uma MP a ser encaminhada ao Congresso.

Já a senadora Kátia Abreu (PP-TO) defendeu a destinação de recursos da Covid-19 da área da saúde para o setor da educação, como forma de auxiliar a proteção dos alunos no retorno às aulas.

O senador Esperidião Amim (PP-SC) ressaltou que o ato que regula as MPs editadas no período da pandemia está sendo desconsiderado pela Câmara no que se refere ao prazo de tramitação. A prática, segundo ele, impede o Senado de deliberar adequadamente e incluir providências úteis e necessárias no exame das proposições.

O que foi aprovado

De acordo com o projeto de lei de conversão aprovado na Câmara e mantido pelo Senado, os calendários escolares da educação básica poderão ser recompostos com um número inferior a 200 dias letivos, desde que garantido o cumprimento do mínimo de 800 horas de carga horária.

Na educação superior, será possível o encerramento do ano letivo sem a obrigação de cumprimento dos 200 dias letivos. Também será permitida a antecipação da conclusão dos cursos de Medicina, Farmácia, Enfermagem e Fisioterapia, desde que cumpridos 75% da carga horária dos estágios. O objetivo é atender a necessidade de profissionais habilitados nessas áreas para atuarem no Sistema Único de Saúde (SUS) no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

O PLV 22/2020 também autoriza ainda a antecipação da formatura também no curso de Odontologia e a ampliação do rol de cursos de saúde nessa situação, a critério do Poder Executivo, estendendo a mesma possibilidade para os cursos de educação profissional técnica de nível médio da área de saúde

O texto também mantém a dispensa dos dias letivos no ensino fundamental e no ensino médio. Na educação infantil, dispensa também o cumprimento da carga horária. Mesmo assim, as escolas não estão impedidas de promover atividades pedagógicas não presenciais, desde que observados os cuidados essenciais.

Sobre o Enem, o projeto determina que a data de sua realização seja definida em coordenação do Ministério da Educação com os sistemas estaduais, e que o Sisu seja compatibilizado com a nova data do Exame Nacional do Ensino Médio.

O texto atribui ao Conselho Nacional de Educação (CNE) a definição de diretrizes nacionais sobre as atividades pedagógicas não presenciais e seu cômputo para a integralização da carga horária, respeitadas as normas locais e a autonomia das escolas.

Também obriga a União, estados, Distrito Federal e municípios a coordenarem suas ações com apoio técnico e financeiro federal, como forma de assegurar tanto a garantia de atividades não presenciais quanto o retorno das atividades regulares, que devem observar as diretrizes das autoridades sanitárias.

Pela matéria, permite-se o estabelecimento de um período de dois anos (2020-2021) para o cumprimento da carga horária e dos currículos que eventualmente tenham sido prejudicados pela paralisação das atividades durante a pandemia. Dessa forma, o conteúdo curricular deste ano poderá ser aplicado no próximo ano, por meio da aglutinação de duas séries. Permite também que o aluno concluinte do ensino médio possa fazer novamente uma parte ou todo o 3º ano como forma de recuperar eventual prejuízo em razão da paralisação das aulas.

Os entes federados ficam obrigados a oferecer condições para alunos e professores terem acesso às atividades não presenciais, com assistência técnica e financeira da União. Para tanto, autoriza a utilização de recursos do regime extraordinário fiscal instituído pela emenda Constitucional (EC) 106, de 2020, que também poderão ser aplicados com as medidas de retorno às atividades escolares regulares.

Ainda de acordo com o texto, são exigidos cuidados excepcionais com estudantes em situação de risco epidemiológico, a serem atendidos em regime hospitalar ou domiciliar.

E fica garantida a manutenção de programas suplementares — Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE) e Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) — por 200 dias, mesmo durante o período da pandemia, e permite que os recursos da alimentação escolar sejam repassados para as famílias diretamente ou por meio da distribuição de gênero alimentícios.

Fonte: Agência Senado

Como medida de prevenção ao Coronavírus, sair de casa tornou-se uma tarefa a ser realizada somente quando necessária. É o que recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar disso, com o programa “Novos Caminhos” do Ministério da Educação (MEC), é possível se qualificar para o mercado de trabalho em casa. As inscrições para a terceira etapa de cursos já estão abertas e terminam na próxima segunda -feira (27).

O Novos Caminhos foi criado para fomentar a Educação Profissional e Tecnológica e, inicialmente, ofertaria cursos na modalidade presencial. A estratégia, no entanto, precisou de uma adaptação para ser realizada na atual situação sanitária do país.

Segundo o MEC, o Novos Caminhos tem três eixos de atuação: Gestão e resultados; Articulação e fortalecimento; e o eixo Inovação e empreendedorismo. Trata-se de um conjunto de ações para o fortalecimento da política de Educação Profissional e Tecnológica, em apoio às redes e instituições de ensino, no planejamento da oferta de cursos alinhada às demandas do setor produtivo e na incorporação das transformações produzidas pelos processos de inovação tecnológica.

Nas duas primeiras propostas, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) ofereceu cursos por meio do Instituto Metrópole Digital e também pela Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias – Escola Agrícola de Jundiaí.

Nessa terceira proposta, os cursos estão todos ligados às Ciências Agrárias e, portanto, serão abarcados pela EAJ-UFRN. Ao todo, são 3800 vagas, com destaque para a piscicultura, que está ofertando 2500 vagas.

Os cursos com inscrições abertas são:

· Aquicultor Ornamental: Produção comercial de peixes ornamentais;
· Aquicultor: Produção comercial de peixes – Piscicultura;
· Produtor de Derivados do leite: Produção alimentícia;
· Horticultor Orgânico: Produção de orgânicos;
· Operador de Beneficiamento de Pescado;
· Auxiliar de Operação de Estação de Tratamento de Águas;
· Agente de Gestão de Resíduos Sólidos

Segundo o coordenador do programa na UFRN, o professor Paulo Faria, com essa nova etapa, 10mil alunos passam a ter acesso aos cursos à distância. “Os cursos são de formação continuada e de curta duração, para que as pessoas que estão em casa possam se capacitar e, quem sabe, ao término da pandemia ingressar no mercado de trabalho”, disse.

O professor afirma, ainda, que a intenção é que os cursos sejam bem práticos, ou seja, neles os alunos conhecem o passo a passo e as ferramentas necessárias para o desenvolvimento de cada atividade proposta.

As aulas são ministradas através da plataforma SEDIS, da UFRN, e o aluno tem a vantagem de montar o seu próprio horário de estudos, além de contar com um professor tutor que auxilia nas dúvidas.

Inscrições

As inscrições para a nova etapa de cursos iniciou no último dia 15 e seguem até a segunda-feira (27). Todas as informações sobre o edital e inscrições, podem ser consultadas no site www.novoscaminhos.ufrn.br

professor, sala de aula, ensino médio

Foto: Agência Brasil

Agência Brasil – A Câmara dos Deputados concluiu, nessa terça-feira (21), a proposta de emenda à Constituição que torna o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) permanente (PEC 15/15). A matéria segue para o Senado.  

A proposta foi aprovada em primeiro turno por 499 votos favoráveis a 7 contrários; e em segundo turno por 492 votos a 6.

Após negociação de modificações do texto da PEC com governo federal, a relatora da proposta, deputada Professora Dorinha (DEM-TO), subiu a complementação da União para 23% em 2026, dos quais cinco pontos percentuais são destinados especificamente para educação infantil.

Pelo texto da relatora, a participação da União no fundo será de 12% em 2021; 15% em 2022; 17% em 2023; 19% em 2024; 21% em 2025; 23% em 2026. Atualmente, o governo federal aporta no Fundeb 10% da contribuição total dos estados e municípios.

“Em um esforço de alcançar o consenso amplo que incorporasse elementos da proposta do governo, apresentada em julho de 2020, acordamos em uma complementação final de 23% em seis anos, com a priorização para educação infantil, etapa de ensino onde se concentra a maior demanda não atendida pelo sistema público de ensino. Isso trará grande impacto para a educação da primeira infância”, disse a relatora.

Segundo a deputada, com a complementação mínima de 23%, em 2026, 24 estados terão municípios recebendo auxílio da União. Com a complementação atual, nove estados são atendidos: Amazonas, Pará, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí.

Complementação

O percentual de complementação da União será divido em três partes: 10 pontos percentuais seguirão as regras atuais de distribuição, sendo destinados para os estados mais pobres que recebem o complemento da União para atingirem o padrão mínimo.

Dos 13 pontos percentuais a mais que a União complementará o Fundeb, 10,5 pontos percentuais deverão ser destinados a cada rede de ensino municipal, distrital ou estadual sempre que o valor anual total por aluno (VAAT) não atingir o mínimo definido nacionalmente. Mais 2,5 pontos percentuais serão distribuídos com base na evolução dos indicadores de atendimento e melhoria da aprendizagem com redução das desigualdades.

A proposta aprovada tem foco na educação básica e deve destinar, pelo menos, 50% dos recursos deverá ser destinado à educação básica, conforme negociado com o governo. O texto apresentado pela Professora Dorinha prevê que, em caso de falta de vagas em creches na rede pública, o recurso poderá ser destinado a instituições sem fins lucrativos.

O texto vedou o uso dos recursos do Fundeb para pagamento de aposentadorias e pensões, apesar da tentativa do governo de liberação da verba do fundo para esses pagamentos. A relatora manteve a proposta de garantir, pelo menos, 70% desses recursos para o pagamento de salário de profissionais da educação.

Impasse

Parlamentares ligados ao governo tentaram retirar da proposta o trecho que assegurava ainda um padrão mínimo de qualidade, no qual deverá garantir as condições adequadas de oferta e terá como referência o custo aluno qualidade. O Custo Aluno-Qualidade (CAQ) é um parâmetro de financiamento educacional previsto no Plano Nacional de Educação (PNE). No entanto, o dispositivo foi mantido por 393 votos favoráveis, 83 contrários e três abstenções.

De acordo com o deputado Thiago Mitraud (NOVO-MG), o dispositivo pode trazer insegurança jurídica para as prefeituras e redes públicas de educação. Segundo o parlamentar, estudo da Universidade Federal de Goiás indica que 19% das redes de ensino públicas, estaduais e municipais, investem o que seria considerado por esse conceito.

“Constitucionalizar o CAQ pode trazer uma série de problemas e obrigar prefeituras a retirar recursos da saúde, retirar recursos da segurança pública e de tantas outras áreas necessitadas para atender os pressupostos do conceito, que não têm relação com a qualidade do ensino, não têm relação com a aprendizagem, não têm relação com aquilo que nós esperamos da educação pública brasileira, que é que as nossas crianças e jovens aprendam o que tenham que aprender para poder ter autonomia como indivíduos, para poder prosseguir as suas vidas”, disse o deputado.

São considerados itens necessários para oferta de uma boa educação, por exemplo, a formação continuada dos professores, o acesso à internet, a banheiros, a quadra de esportes, laboratórios e biblioteca. Entram na conta ainda dinheiro para pagar despesas com conta de luz e água, entre outras. O CAQ também visa garantir uma jornada de 7 a 10 horas para os alunos e o piso salarial para todos os profissionais da educação, mas ainda dependerá de regulamentação.

A relatora da matéria, deputada Professora Dorinha, explicou que o trecho não vai gerar novos custos e será regulamentado por meio de lei complementar.

“Ao relatar a PEC, eu o fiz com segurança e com confiança em relação à possibilidade de o CAQ ser detalhado em uma lei complementar, que vai ser bastante debatida nesta Casa e que trata do sistema”, explicou. “Logicamente, a preocupação é definir os critérios de qualidade e as escolhas. E, com os recursos disponíveis, cada rede fará sua definição de quais são as prioridades. Não há só os insumos, há todo um conjunto importante para a construção dessa qualidade”.

Fundo

O Fundeb é a principal fonte de recursos da educação básica, respondendo por mais de 60% do financiamento de todo o ensino básico do país, etapa que vai do infantil ao ensino médio. O fundo é composto por percentuais das receitas de vários impostos. Atualmente, cerca de 40 milhões de estudantes da rede pública são atendidos pelos recursos do financiamento.

Durante a votação da PEC nesta terça-feira, os deputados retiraram o trecho que incluía a Lei Kandir na composição do fundo.

Os recursos do Fundeb são distribuídos de forma automática, ou seja, não há necessidade de autorização ou convênios para sua destinação, e periódica, mediante crédito na conta específica de cada governo estadual e municipal.

A distribuição desses recursos é realizada com base no número de alunos da educação básica pública, de acordo com dados do último censo escolar, sendo computados os alunos matriculados. Dessa forma, os municípios recebem os recursos do Fundeb com base no número de alunos da educação infantil e do ensino fundamental, e os estados, com base no número de alunos do ensino fundamental e médio.

De acordo com a relatora, em 2019 os recursos do Fundeb equivaleram a cerca de R$ 156,3 bilhões, provenientes, predominantemente, do Tesouro dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que contribuem com 90% desse valor.

 

Com a prorrogação da suspensão das aulas presenciais em todos os níveis, do fundamental ao superior, está sendo exigido dos professores conhecimentos para o ensino remoto. Pensando nisso, o diretor da UERN Natal, Prof. Dr. Chico Dantas, elaborou e vai ministrar o curso “Aplicativos Google para Educação”, gratuito, on line e aberto a docentes da Universidade do Estado e professores das redes de estadual do RN e municipal de Natal.

O objetivo é apresentar e/ou aperfeiçoar o uso de aplicativos Google no ensino remoto e no apoio às demais atividades inerentes ao dia-a-dia do professor.

Chico, que integra o Departamento de Computação da UERN Natal, inicialmente pensou em ofertar o conhecimento aos colegas docentes da instituição, mas como as vagas são ilimitadas, entendeu que poderia ampliar o público e prestar esse serviço à Educação do RN e de Natal.

“A metodologia foi pensada para desenvolver atividades em tempo real. As aulas serão transmitidas pelo Youtube, e estudantes de Ciência da Computação atuarão como monitores, tirando dúvidas no chat, enquanto exponho o conteúdo”, conta, explicando que o objetivo é deixar os participantes realmente aptos ao uso das ferramentas e acrescentando que deixará em aberto a possibilidade de outras turmas, caso prefeituras dos demais municípios do RN se interessem em solicitar o mesmo treinamento para os professores.

Gerenciamento de atividades, criação de documentos de forma colaborativa, compartilhamento de arquivos, desenvolvimento e gerência de salas de aulas virtuais estão no conteúdo do curso, que será ministrado em cinco módulos pelo canal YouTube/UERN Natal, semanalmente, sempre às segundas-feiras, das 14h às 17h, a partir de 04 de agosto.

Os conteúdos serão repassados de forma expositiva e prática, para a compreensão das funcionalidades dos aplicativos Google para educação: e-mail, chat, videoconferência, agenda, keep, tarefas, documentos, planilhas, apresentações, drive, classroom, vault e formulários.

O número de vagas é ilimitado, mas, para ter acesso às aulas, será necessário possuir uma conta de e-mail Google; comprovar ser professor da UERN ou das redes de ensino estadual do RN ou municipal de Natal, e se inscrever, através do link http://linktr.ee/chicodantas (o mesmo link pode ser encontrado na bio do perfil @uern.natal.oficial no Instagram).

Os certificados de participação serão emitidos em formato digital, pela Escola de Extensão da UERN (EdUCA).

Agência Brasil – O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou hoje (20) que ainda há espaço para ouvir o governo federal sobre a proposta de emenda à Constituição que torna o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) permanente (PEC 15/15).

Na sessão desta segunda-feira, a relatora da proposta, deputada Professora Dorinha (DEM-TO), pode fazer a leitura de seu parecer e, assim, dar início às discussões da matéria em plenário. “Estamos analisando as propostas do governo. É bom que o governo esteja participando. Um ano e meio sem participação do governo, o texto está muito consolidado, tem muito apoio, mas isso não significa que não devemos ouvir o governo”, disse Maia.

O presidente afirmou ainda que vai aguardar o texto alternativo do governo antes de começar a votação da matéria. Por se tratar de PEC, a matéria precisa ser aprovada por três quintos dos deputados, o que correspondente a 308 votos favoráveis, em dois turnos de votação.

“Todo mundo está querendo votar o Fundeb e sair dessa votação com todos os deputados votando a favor. A gente precisa construir isso. Contando que não saia do texto principal da Dorinha, não tenha divergência com o texto principal, vai depender muito dela, mas o ideal é que a gente possa avançar. Estamos conversando com o ministro Ramos, ele tem tido um bom diálogo conosco”, completou.

Na manhã desta segunda, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, se reuniu com líderes partidários para explicar a proposta do governo enviada aos parlamentares no sábado (18). O texto sugere que a PEC só entre em vigor a partir de 2022, mas não indica alternativa de financiamento para a educação em todo o ano de 2021. Entre as propostas do governo, está a mudança do trecho referente ao pagamento de professores, limitando o percentual em até 70%, incluindo pagamento de aposentadorias e pensões.

Segundo Rodrigo Maia, a proposta para o novo Fundeb está consolidada em 20% de complementação da União, que será escalonado pelos próximos seis anos. A proposta de Professora Dorinha prevê 12,5% de complementação em 2021, 15% em 2022, 16,5% em 2023, 18% em 2024, 19% em 2025 e 20% em 2026. Atualmente, o governo federal aporta no Fundeb 10% da contribuição total dos estados e municípios.

“Se o governo quiser fazer um outro programa para educação dentro do Fundeb, dependendo da redação, pode ser aceito. Mas precisa ser para educação. Temos que entender que política educacional já vem de alguns anos incluindo educação de 0 a 3 anos. Não como no passado, em que se tratava crianças de 0 a 3 anos como política assistencial”, disse.

Transferência direta

A medida enviada pelo governo sugere também a transferência direta de 5% da complementação da União para famílias com crianças em idade escolar que se encontrem em situação de pobreza ou extrema pobreza, incluindo ações relacionadas à primeira infância e ao auxílio-creche. Parlamentares da bancada da Educação afirmam que o dispositivo é inconstitucional por destinar recursos públicos do Fundeb à instituições privadas, por meio de vouchers, para matricular crianças em creches privadas.

“Dentro da política educacional o foco é a educação, não pode ser diferente. Mas se o governo quiser complementar para que a educação tenha uma prioridade, que concordo que é o caminho correto, acho que é uma boa ideia. Mas como não é o foco do Fundeb, tem que ser algo complementar aquilo que já está muito consolidado ao percentual do Fundeb”, argumentou Maia.

Fundeb

Segundo Professora Dorinha, o aumento da participação da União para 20% escalonado pelos próximos seis anos é uma forma de garantir o equilíbrio de “oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade”.

O Fundeb é a principal fonte de recursos da educação básica, respondendo por mais de 60% do financiamento de todo o ensino básico do país, etapa que vai do infantil ao ensino médio. O fundo é composto por percentuais das receitas de vários impostos. Atualmente, cerca de 40 milhões de estudantes da rede pública são atendidos pelos recursos do financiamento. “O Fundeb é a expressão do Pacto Federativo na educação”, afirma a relatora.

Os recursos do Fundeb são distribuídos de forma automática, ou seja, não há necessidade de autorização ou convênios para sua destinação, e periódica, mediante crédito na conta específica de cada governo estadual e municipal.

A distribuição desses recursos é realizada com base no número de alunos da educação básica pública, de acordo com dados do último censo escolar, sendo computados os alunos matriculados. Dessa forma, os municípios recebem os recursos do Fundeb com base no número de alunos da educação infantil e do ensino fundamental, e os estados, com base no número de alunos do ensino fundamental e médio.

De acordo com a relatora, em 2019 os recursos do Fundeb equivaleram a cerca de R$ 156,3 bilhões, provenientes, predominantemente do Tesouro dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que contribuem com 90% desse valor.

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CONSEPE-UFRN) aprovou na última quinta-feira (16), a retomada do semestre letivo 2020.1 para os estudantes de graduação da Universidade. Durante o processo de discussão para a retomada do semestre, a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ-UFRN) realizou reuniões com servidores e alunos para ouvir os questionamentos e apresentar as informações sobre essa ação.

Uma dessas reuniões aconteceu no dia 13 de Julho, com os estudantes, de forma virtual. Iniciando a discussão, o diretor da EAJ, o professor Ivan Max, e o diretor adjunto, o professor Márcio Dias, realizaram uma apresentação da proposta de retomada, que foi discutida entre as unidades e centros acadêmicos da Universidade. Ao final, os estudantes puderam sanar dúvidas a respeito da retomada do calendário.

Além dessa reunião, a EAJ aplicou um questionário com os estudantes, buscando informações a respeito do acesso destes à internet e outras questões. Todos os estudantes da graduação responderam. Aqueles que por algum motivo não puderam responder online, a escola entrou em contato por telefone, um esforço da instituição para que as melhores decisões fossem tomadas com ampla participação dos estudantes. O resultado do questionário revelou algumas informações que irão contribuir para o aperfeiçoamento do modelo remoto.

O professor Márcio destaca que todos os setores da unidade participaram e estão se preparando para esse retorno. “Toda a comunidade participou do debate e da construção dessa proposta de minuta. Os setores, como a biblioteca, a Coordenação de Políticas Estudantis (COPE), entre outros, estão se preparando e colaborando para esse retorno”, disse.

O semestre letivo 2020.1 está suspenso desde o dia 17 de Março, devido à pandemia do Coronavírus. A retomada no modelo remoto acontece no dia 24 de Agosto. Para efeitos de cadastramento no Sistema Integrado de Gestão e Atividades Acadêmicas (SIGAA), o semestre será cadastrado como 2020.6. A resolução do CONSEPE também institui a concessão de um plano de dados móveis aos estudantes matriculados em 2020.1, que estejam em situação de vulnerabilidade socioeconômica e sejam classificados como prioritários no cadastro único da UFRN.

Outro benefício que será concedido é um auxílio instrumental, que visa custear a aquisição de equipamentos para o acompanhamento das aulas. Assim como o auxílio para os dados móveis, o estudante também precisa estar matriculado, estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica e ser aluno prioritário no cadastro único da UFRN, com renda familiar per capita de até um salário mínimo, podendo contemplar a até um salário mínimo e meio, dependendo do orçamento. Ambos os auxílios serão estabelecidos por meio de editais a serem divulgados posteriormente.

Por João Mário Costa – Comunicação EAJ

Agência Brasil – O plenário da Câmara dos Deputados deve iniciar nesta segunda-feira (20) a votação da proposta de emenda à Constituição que torna o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) permanente (PEC 15/15). A sessão virtual que analisará a matéria está prevista para começar às 15h.

Em discussão há cinco anos, a proposta prevê 12,5% de complementação em 2021, 15% em 2022, 16,5% em 2023, 18% em 2024, 19% em 2025 e 20% em 2026. Atualmente, o governo federal aporta no Fundeb 10% da contribuição total dos estados e municípios.

Inicialmente, discutia-se a elevação do índice para 15% a partir de 2021 e o aumento de forma escalonada, até 2026, a 20%. No entanto, o percentual foi alterado em função da diminuição das receitas de estados e municípios provocada pela pandemia de covid-19.

De acordo com a relatora, deputada Professora Dorinha (DEM-TO), em 2019 os recursos do Fundeb equivaleram a cerca de R$ 156,3 bilhões, provenientes, predominantemente do tesouro dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que contribuem com 90% desse valor.

A proposta também modifica a destinação dos recursos “carimbados” para pagamento dos profissionais da educação, de 60% dos recursos do fundo para, no mínimo, 70%. Pelo texto da relatora, esse recurso não poderá ser usado para o pagamento de aposentadorias e pensões de profissionais do magistério.

A matéria conta com o apoio do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e é defendida por parlamentares da bancada da educação, já que o fundo criado em 2006 tem validade até 31 de dezembro e ainda não há financiamento alternativo para a educação brasileira caso a proposta não seja aprovada.

Composição

Segundo Professora Dorinha, o aumento da participação da União para 20% escalonado pelos próximos seis anos é uma forma de garantir o equilíbrio de “oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade”.

O Fundeb é a principal fonte de recursos da educação básica, respondendo por mais de 60% do financiamento de todo o ensino básico do país, etapa que vai do infantil ao ensino médio. O fundo é composto por percentuais das receitas de vários impostos. Atualmente, cerca de 40 milhões de estudantes da rede pública são atendidos pelos recursos do financiamento. “O Fundeb é a expressão do Pacto Federativo na educação”, afirma a relatora.

A distribuição é feita levando em consideração o desenvolvimento social e econômico das regiões – a complementação do recurso aplicado pela União é direcionada às regiões nas quais o investimento por aluno seja inferior ao valor mínimo fixado para cada ano.

A destinação do orçamento é feita de acordo com o número de alunos da educação básica, com base em dados do censo escolar do ano anterior. O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do programa são realizados em escalas federal, estadual e municipal por conselhos específicos.

Pandemia

De acordo com o presidente da comissão especial do Fundeb, deputado Bacelar (Podemos-BA), consultoria da Câmara dos Deputados calcula que com a pandemia as perdas da educação em 2020 podem ser de R$ 7 bilhões a R$ 31 bilhões. “As receitas estão caindo. De 2016 a 2018 nós perdemos na educação R$ 18 bilhões. Em 2019, já no governo Bolsonaro, o Ministério da Educação só conseguiu aplicar 45% do seu orçamento”, afirmou.

“Isso, paralelamente aos choques educacionais que essa pandemia traz. O primeiro é o aumento das desigualdades educacionais – o filho de classe média tem o seu computador, o filho do trabalhador não tem acesso às aulas remotas e ensino a distância. Um está aprendendo, o outro não. Vai aumentar a taxa de abandono escolar – esse adolescente que não queria ir à escola e foi, por muito esforço dos pais, da sociedade e da escola, agora está há 120 dias sem aula, nunca mais vai voltar”, completou.

Para a relatora da proposta, deputada Dorinha, o valor por aluno que o Brasil gasta para escola pública ainda é muito pequeno. De acordo com o relatório, com a complementação de 20% da União, os recursos podem chegar a 23 estados. Atualmente, apenas nove são atendidos: Amazonas, Pará, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí.

“Nós queremos garantir que os municípios mais pobres possam receber mais recursos. A complementação da União que nunca chegou a mais de nove estados – sete estados no Nordeste e dois da Região Norte – possa olhar agora o Brasil como um todo e chegar aos municípios mais pobres”, avalia a deputada.

Segundo ela, os recursos do Fundeb estabilizaram-se em torno de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e a complementação da União em 0,2 % do PIB. Para o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a aprovação é urgente para equilibrar o orçamento da educação em estados e municípios.

“Somente devido à crise sanitária, os estados já investiram aproximadamente R$ 1,9 bilhão de recursos próprios, não previstos em ações, para garantir a continuidade do processo de aprendizagem. Além disso, terão que investir um montante considerável de recursos para a garantia da execução dos protocolos de retorno às aulas”, argumentou o Consed.

Proposta do governo

No último sábado (18), uma proposta alternativa de ajuste à PEC foi enviada pelo governo aos líderes partidários, sugerindo a modificação de trechos da proposta. O texto sugere que a PEC só entre em vigor a partir de 2022. Apesar de propor a modificação na data de início do novo fundo, não há indicação de financiamento para a educação em todo o ano de 2021.

Entre as propostas, está a mudança do trecho referente ao pagamento de professores, limitando o percentual em até 70%, incluindo pagamento de aposentadorias e pensões. A medida sugere também a transferência direta de 5% da complementação da União para famílias com crianças em idade escolar que se encontrem em situação de pobreza ou extrema pobreza, incluindo ações relacionadas à primeira infância e ao auxílio creche.

O texto ainda propõe, durante os três primeiros anos após a promulgação da PEC, usar matrículas da rede privada do ensino infantil para registro do Fundeb, com o propósito de assegurar o alcance das metas de universalização e ampliação da oferta de vagas na pré-escola e na creche.

Para o presidente da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Martins Garcia, a medida desfigura o Fundeb. “Essa proposta do governo nos pegou de absoluta surpresa. Não faltou oportunidade para que o governo pudesse contribuir com o projeto. Entendemos que é um processo que inviabiliza o funcionamento do Fundeb”, afirmou Garcia, em entrevista à Agência Brasil.

Para ele, a proposta pode tirar o foco de deputados e senadores do Fundeb permanente por trazer a discussão de questões que não são relevantes. Garcia disse considerar que a proposta pode trazer um cenário de caos para a educação ao inviabilizar os recursos para a área em 2021.

“Não há alternativa para o financiamento com uma descontinuidade abrupta. Gera um grande caos a essa altura, a menos de seis meses para o término do atual Fundeb. Não temos plano B. Dessa forma, é possível que haja a paralisação de muitos serviços e ofertas, como educação em tempo integral, por exemplo”.

Em nota, a Undime reitera que a proposta apresenta aspectos inconstitucionais, além de desconstruir a estrutura do Novo Fundeb. De acordo com a instituição, essas medidas são incompatíveis com a atual conjuntura educacional.

O Consed também se manifestou contrário à proposta do governo. Para a instituição, as mudanças ameaçam alguns dos principais pontos do texto da PEC.

“Com esse projeto, o governo federal propõe que desses 10 pontos percentuais de acréscimo, 5 sejam destinados não à educação pública, mas a programas de transferência de renda, o que representa um claro desvirtuamento do propósito do Fundeb, além de uma perda de 50% dos recursos novos a serem complementados pela União no novo Fundeb”, argumenta o Consed, também em nota.

O conselho diz que a proposta do governo permite que recursos públicos da União, dos estados e dos municípios sejam utilizados como auxílio para pagamentos nas redes privadas.

Tramitação

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), o texto precisa ser aprovado por três quintos dos deputados, o correspondente a 308 votos favoráveis, em dois turnos de votação.

A perspectiva dos parlamentares é que a análise da matéria seja concluída amanhã (21) na Câmara. Em seguida, o texto segue para apreciação do Senado, onde também deve ser analisado em dois turnos e depende da aprovação de pelo menos 49 senadores.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está com inscrições abertas para os cursos a distância com certificado gratuito. As oportunidades são oferecidas através do programa Novos Caminhos do Ministério da Educação (MEC). O objetivo da iniciativa é proporcionar aos jovens brasileiros uma possibilidade de qualificação profissional na pandemia de coronavírus.

Ao todo, são 3440 novas vagas de educação profissional e tecnológica criadas na modalidade Educação a Distância que já começam a ser ofertadas de forma gratuita a partir de agora! A UFRN opções de cursos nas áreas de ciências agrárias.

Cursos gratuitos

Os cursos ofertados terão início em agosto e têm cargas horárias que variam de 160 a 200 horas. Os requisitos estabelecidos dependem do curso escolhido. De modo geral, os conteúdos serão transmitidos através de videoaulas, videoconferências ao vivo e material didático selecionado para cada módulo. A interação entre os participantes e professores será através de plataforma virtual com fóruns de discussão e chat ao vivo. Ao final do curso, o participante poderá ter acesso ao certificado de conclusão gratuito.

As inscrições para os processos seletivos ocorrerão entre os dias 15 e 27 de julho e seguem as regras dos editais publicados no site da instituição. A seleção dos inscritos ocorrerá através de sorteio ao final do período de inscrições, o que permite igualdade de condições para todos. Neste caso, o preenchimento das vagas se dará mediante sorteio de números, dentre o conjunto numérico gerado de acordo com a ordem das inscrições para determinado curso.

Como os cursos são totalmente a distância, pessoas de todo o Brasil podem participar dos processos de seleção. Veja abaixo a relação das oportunidades disponibilizadas:

Cursos online com certificado grátis:

Aquicultor – (Produção Comercial de Peixes – Piscicultura)

Aquicultor (Produção Comercial de Peixes Ornamentais)

Operador de Beneficiamento de Pescado

Auxiliar de Operação de Estação de Tratamento de Águas

Agente de Gestão de Resíduos Sólidos

Produtor de derivados de leite

Horticultor orgânico

Foto: Anastácia Vaz

Reconhecendo a importância da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, o Ministério Público do Trabalho (MPT) destinou 2,1 milhões de reais para compra de equipamentos e insumos. De acordo com a diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT), Selma Jerônimo, a aquisição das máquinas irá dobrar a capacidade de realização de testes da covid-19.

Quatro freezers, três centrífugas, duas cabines de biossegurança, um termocirculador e um extrator de ácido nucleico são os novos equipamentos que estão sendo utilizados pelo IMT para realizar testagem do novo coronavírus. Para a cientista Selma Jerônimo, as máquinas vão aumentar a capacidade e a qualidade dos processos de testagem, além de conferir mais segurança à equipe.

Um dos equipamentos é o robô de extração automática de ácido nucleico (moléculas que possuem informação genética do vírus), que antes só existia no Laboratório Central do Estado (Lacen). Para ilustrar como a máquina vai agilizar a realização dos testes, a diretora do IMT explicou que hoje quatro pessoas da equipe conseguem fazer a extração manual de 160 amostras por dia e, com o robô, essas pessoas farão 300 amostras por dia, praticamente dobrando a capacidade.

Teste do novo coronavírus
O Instituto de Medicina Tropical (IMT) realiza o exame da Covid-19 com o diagnóstico molecular, que é o método chamado de PCR. Atualmente, o IMT recebe do Lacen e de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) as coletas em swab (haste para transporte de amostras) do material colhido nos pacientes. Em seguida, realiza a extração do ácido nucleico (informação genética) e a amplificação do material, que é a fase de detecção da presença do vírus. Por fim, o Instituto devolve os resultados ao Laboratório Estadual para que ocorra a análise epidemiológica da doença.

Nesta sexta-feira, 17, a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ-UFRN) realiza a live cultural Jundiaí: Olhares e canções. O projeto, idealizado pela direção da EAJ, busca  promover integração entre a comunidade acadêmica. Quem dá voz ao show é a professora Olga Spínola, com a colaboração dos músicos Amarildo Moura (guitarrista), Inaldo dela Penha (baterista) e Sérgio Preto (baixista).

A professora conta que a ideia para o show surgiu durante a realização de uma transmissão do Quarentemas– um dos projetos da escola durante o período de distanciamento social, em que ela interpretou algumas músicas e foi convidada pelo professor Ivan Max, diretor da EAJ, para realizar a live cultural. “Ele sugeriu que eu montasse o repertório e nós vamos fazer esse show, transmitido diretamente da escola. O intuito é congregar a comunidade escolar, mas também, é aberto para a comunidade externa que queira ouvir um pouco da nossa música”, disse.

Segundo Olga Spínola, o momento também será uma celebração à vida, já que alguns profissionais da escola contraíram a Covid-19 e se recuperaram. Portanto, o show vai homenagear esses profissionais. Outro motivo é o retorno das aulas de forma remota. O momento será uma espécie de recepção aos estudantes, principalmente os dos cursos técnicos, que iniciam as atividades no próximo dia 27.

Além de fazer parte do quadro de professores da EAJ há 24 anos, Olga também é cantora. Sua história com a música iniciou ainda quando criança, cantando na igreja. Casada com um músico, que a acompanha nas apresentações, há 20 anos a professora começou a atuar profissionalmente no mercado de música natalense, tendo realizado shows em hotéis da capital potiguar e em diversos eventos.

O show na EAJ contará com estilos musicais variados, indo do MPB, passando por rock dos anos 60 e 70, bolero, até músicas regionais do Nordeste. A transmissão será realizada através do canal da escola no YouTube (https://bit.ly/CanalEAJ), a partir das 17h.