Educação Arquivo

Imagine aprender matemática brincando. Um sonho, não é verdade? Pois este é o projeto “Matemagia: a mágica dos números na matemática”, desenvolvido pelo Centro de Ensino Rural Alfredo Mesquita (CERU) de Traíras. A orientação do projeto é dos professores de Matemática e Ciências da escola e as atividades fazem parte do projeto “O universo circense na Educação: cultura, arte e literatura, aliadas por uma escola melhor”, promovido pela Secretaria Municipal de Educação (SME) em 2019.

No Matemagia, os estudantes do 6º ao 9º do ensino fundamental realizam uma serie de jogos lúdicos de adivinhação com base na álgebra simples e nas quatro operações básicas, adição, subtração, multiplicação e divisão. Tabela mágica, dominó mágico e até leitura de mente fazem parte da dinâmica que diverte alunos, professores, coordenadores e a comunidade.

A apresentação principal do projeto foi realizada nesta sexta-feira (20), na sede da escola com uma peça teatral. As atividades continuarão neste semestre, de acordo com o professor de matemática Itamar Carvalho. “Usamos os números para aprender a magia do circo, revelar segredos, coisas ocultas. Um incentivo para que eles olhem para a matemática de uma forma diferente e que tem melhorado o desempenho deles”, afirmou o professor.

É o que afirma a estudante Mariana dos Santos, de 12 anos de idade, do 6º ano. “Está sendo legal porque estou aprendendo matemática de forma divertida, praticando com os familiares. O professor também tem uma forma bem legal de trabalhar e está melhorando o desempenho na disciplina. Antes achava uma matéria difícil. É uma forma de termos um futuro melhor lá na frente”, disse a estudante.

Laissa de Moura, 32 anos, professora, é uma das moradoras que prestigiaram o Matemagia. Mãe do aluno Geldeson, do 6º ano, ela afirma estar orgulhosa da participação do filho e elogia a iniciativa. “Achei muito bom. É um atrativo a mais para ele na sala. Precisa de uns ajustes, mas está muito bom. Vi que ele está mais desinibido e fiquei muito feliz por vê-lo apresentando no teatro”, declarou.

Assecom

O projeto de pesquisa “Encontros literários: a formação do leitor e escritor jovem” é coordenado pelos Professores Julianne Pereira dos Santos e Rafael Borges, e tem como objetivo a formação do leitor e escritor jovem. A atividade foi idealizada no ano de 2017 e colocada em prática a partir de 2018. Os docentes, na tentativa de estimular a leitura e torná-la mais reflexiva e produtiva, pensaram nos encontros semanais.

Inicialmente, os encontros foram pensados sob a perspectiva dos estudantes lerem, discutirem e debaterem textos de autores consagrados, dos quais gostavam e se identificavam. Segundo Julianne, inicialmente os encontros aconteceram dessa forma, mas a proposta inicial apresentada foi sendo alterada ao longo dos encontros. “No começo foi assim, mas depois eles começaram a mandar textos através do e-mail do grupo de leitura, uns de forma anônima e também sob pseudônimos”, comenta.

Os estudantes também passaram a inserir os textos de própria autoria. A docente fala que a iniciativa dos alunos foi algo inesperado. “Para a gente foi maravilhoso porque era uma demanda que não estávamos esperando e foi muito crescente, então além do encontro de leitura, se tornou também um encontro de escrita”, afirma.

O ambiente é caracterizado como um lugar de acolhimento, onde os discentes se sentem à vontade para compartilhar as próprias escritas. Outra característica do encontro é que este não possui um método avaliativo ou crítico, ou seja, o objetivo é estar ali para debater acerca das leituras e fazer reflexões a partir delas. Exemplos do que é feito na atividade é o que a leitura desperta e o que os textos despertam sobre determinada temática.

O debate sobre sociedade, sobre temas existenciais, sobre a vida, o amor e adolescência são pautas abordadas no encontro a partir das leituras realizadas.

No ano passado foi feito um livro com os trabalhos de autoria dos próprios alunos e também textos dos idealizadores do projeto. Junto ao lançamento do livro, foi realizado um colóquio com alunos e professores, onde alguns desses docentes falaram acerca da importância da leitura e a formação do jovem leitor.

A evolução dos alunos quanto à leitura e escrita também é algo perceptível. Alguns deles participam desde o ano passado e é evidente um maior envolvimento com a leitura e uma maior afinidade com a escrita, o que os torna cada vez mais reflexivos e críticos quanto à determinados temas.

A coordenadora do projeto diz ainda que outra motivação para o surgimento dos encontros foi o fato de sempre estar ligada à literatura. “Acho que, enquanto professora, não tem como fugir da importância da leitura. Tanto eu quanto Rafael, nós tínhamos esse interesse do estímulo à leitura, e na sala de aula não tem como trabalhar tanto esse aspecto quanto gostaríamos, por isso idealizamos a atividade”.

Os coordenadores têm a perspectiva de seguir com o projeto e esperam que ele dure por muito tempo. Pretendem também realizar atividades semelhantes ao lançamento do livro do ano passado. Outro objetivo é de que o projeto cresça ainda mais, fazendo com que a comunidade acadêmica tenha interesse, participe e se envolva com as ações do grupo.

Os encontros literários acontecem às quintas feiras ao meio dia, no prédio do Ensino Médio da EAJ.

Ao longo dos anos, o desenvolvimento da aquicultura cresceu significativamente, trazendo rendimento financeiro e crescimento econômico para o Brasil. A carcinicultura desenvolvida hoje no estado do Rio Grande do Norte ocupa o primeiro lugar na produção de camarão no Brasil. Entretanto, seu crescimento desordenado gerou diversos impactos no meio ambiente, na economia e também na sociedade. Dentre as alterações, pode-se destacar o desmatamento sofrido pelos mangues para a implantação dos tanques, diminuição da fertilidade do solo nos viveiros, assoreamento do rio e perda na diversidade das espécies presentes no ecossistema manguezal.

Coordenado pelo professor Fábio Magno da Silva Santana, o projeto de pesquisa “Diagnóstico Socioambiental e a Avaliação do Impacto Ambiental numa Comunidade Pesqueira” realiza um diagnóstico socioambiental e analisa o impacto ambiental no distrito de Pajuçara, São Gonçalo do Amarante, município do Rio Grande do Norte (RN).

A comunidade de Pajuçara vive em torno da culinária e da gastronomia, além da filetagem de camarão. A filetagem é realizada em diversos pontos da comunidade e os resíduos do cefalotórax (a cabeça) do camarão são descartados de maneira inadequada. Esse descarte ocasiona um problema socioambiental e pode acarretar problema de saúde pública, por ser realizado em locais impróprios, o que pode trazer a presença de vetores e insetos de maneira geral, além do mau cheiro.

O surgimento do projeto se deu a partir de trabalhos de conclusão de curso de estudantes da EAJ do curso técnico em Aquicultura. A estudante Brenda Joyce dos Santos realizou em sua pesquisa um diagnóstico socioambiental com o auxílio de um questionário e o método de check-list, que objetivava entender os problemas da comunidade pesqueira e solucionar os problemas apresentados pelos moradores da comunidade, principalmente pelos pescadores e marisqueiros. Através de reuniões com moradores de Pajuçara, discentes e docentes da EAJ, houve debates acerca dos problemas trazidos pelos descartes. Os próprios membros e pescadores buscaram a EAJ para um direcionamento, um apoio técnico e apoio do conhecimento científico para lidar com a situação.  Outra estudante, Ediane Alves dos Santos, também do curso de Aquicultura, realizou um trabalho focado no aspecto socioambiental e um estudo aprofundado nesse âmbito. Foi através dele que problemas foram identificados no que se refere à destinação final das cabeças de camarões.

Apresentando a realidade da comunidade pesqueira, os pescadores e membros de Pajuçara, em conjunto com docentes da EAJ, buscaram solução quanto à pauta dos descartes.

Entender um pouco mais sobre o desenvolvimento social, sobre a relação dos pescadores com o ambiente e a percepção que eles têm sobre o ambiente também foram pontos dos trabalhos das alunas e o projeto de pesquisa tem como objetivo dar continuidade ao trabalho.

O diagnóstico, que é um o aspecto de grande importância no projeto, é obtido através da percepção sobre o uso e a ocupação do rio Potengi e os principais recursos explorados pela comunidade, bem como sobre o descarte adequado dos resíduos e o seu aproveitamento para reduzir os impactos sobre a comunidade que vive neste local e se ocupa deste tipo de atividade voltada para a pesca, a aquicultura e a carcinicultura.

O projeto observa que o cefalotórax pode ser utilizado para diversos fins, gerando mão de obra e – consequentemente – emprego, o que movimenta a economia. Exemplos dados pelo coordenador do projeto é o aproveitamento da cabeça do camarão, que através da obtenção da quitina e quitosina podem ser usadas na produção de antialérgicos, material para próteses e material para combate a influentes. Além disso, há a produção de matéria-prima para consumo humano como por exemplo, ração e manteiga. Essas cabeças de camarão também podem ser utilizadas para a produção do caldo de camarão.

Segundo Fábio, também está sendo desenvolvido na Escola um projeto em que se aproveita 100% do camarão, onde além do caldo feito com o cefalotórax, são desenvolvidos cookies.

É parte do projeto também a informação sobre as boas práticas de manipulação e de higienização, especialmente nas feiras livres. Foi desenvolvida uma cartilha com a estudante Jocinara Nicácio, estudante do Curso Técnico em Agroindústria, e esta está sendo cada vez mais melhorada com mais informações acerca destes pontos.

A perspectiva é que o projeto seja cada vez mais desenvolvido. A produção de workshops, a criação de cartilhas, o desenvolvimento de oficinas e a divulgação entre a comunidade são ideias para o prosseguimento da atividade de pesquisa.

Por Matheus Henrique Santos – com supervisão da Comunicação EAJ

Foto: Cícero Oliveira

O aluno do curso de Estatística da UFRN, Rayland Matos Magalhães, criou uma ferramenta para auxiliar o cidadão a monitorar os gastos dos deputados de uma forma descomplicada: basta digitar o nome do deputado federal na tela de pesquisa e logo em seguida o sistema vai disponibilizar o total de gastos e reembolsos demandados pelo parlamentar. Além disso, um gráfico apresenta os dez tipos de gastos mais frequentes, em que tipo de empresa o deputado pede mais reembolso, o tipo de serviço contratado e os fornecedores.

Esses e outros dados já são disponibilizados pela Câmara Federal através da Lei de Acesso à Informação, mas nem sempre são compreensíveis para pesquisa ou simples de submeter a análises comparativas. Com a ferramenta desenvolvida no laboratório do Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET) e acessível neste link, o eleitor pode facilmente conferir o quanto o seu representante custa mensalmente e até julgar se ele está gastando o dinheiro público de maneira adequada.

A ferramenta traz as cotas parlamentares do ano de 2009 até hoje. São mais de três milhões de registros que podem ser acessados através de computador ou smartphone. Para o inventor da ferramenta, a informação é um poderoso meio de acompanhamento e investigação de possíveis desvios de verba. “Eu, por exemplo, não votaria em um deputado que seguidamente paga milhares de reais em combustíveis e lubrificantes no mesmo posto ou que gasta um percentual exorbitante com divulgação em uma agência de publicidade da família ou de amigos. Isto pode facilmente ser monitorado pela ferramenta”, explica Rayland.

O projeto tem como orientador o professor do curso de Estatística, Marcus Nunes, que utilizou como base um módulo escrito em python (Python Software Foundation, 2017) para criar um pacote em R (R Core Team, 2018) com os dados compactados referentes aos pedidos de reembolsos dos deputados federais, com a intenção de difundir estas informações. O próximo passo da plataforma, que continua em desenvolvimento, é utilizar ferramentas de machine learning para detectar possíveis fraudes nos pedidos de reembolso dos parlamentares.

Reembolso

O Estado do Rio Grande do Norte é representado por oito deputados federais, que de acordo com informações da Câmara Federal gastaram juntos o equivalente a R$ 1.199.939,80, apenas no primeiro semestre de 2019, em dados atualizados até o dia 22 de julho. Em média cada um dos representantes gastou R$ 149.992,48, ou seja, 62% do valor total da cota parlamentar à qual cada um tem direito.

O reembolso de gastos com passagens aéreas, telefonia, serviços postais, manutenção de escritórios de apoio, alimentação, hospedagem, aluguel de carros, locação ou fretamento de aeronaves e embarcações, serviço de táxi, pedágio e estacionamento, combustíveis e lubrificantes (até o limite mensal de R$ 6 mil), serviços de segurança, contratação de consultorias e trabalhos técnicos, divulgação de atividade parlamentar, participação em cursos, palestras e congressos e complementação de auxílio-moradia, é previsto em lei, desde que aconteça durante o exercício da atividade parlamentar.

Foto: Comunicação EAJ

Os estudantes da Escola Agrícola de Jundiaí Gabriel Sebastião do Nascimento Neto, Miller Matheus Lima Anacleto Rocha e Thiago Vinicius Cardoso Lopes, todos de 16 anos, estão entre os únicos representantes do Rio Grande do Norte na Olimpíada Brasileira de Informática. A disputa tem como objetivo despertar nos alunos a Ciência da Computação através de atividades que envolvem desafio, engenhosidade e competição.

A EAJ iniciou com 21 participantes na modalidade Programação, nos níveis P1, com alunos do 1º ano do Curso Técnico em Informática, e do P2, com alunos do 2º e 3º anos. Desses 21, 6 avançaram para a segunda fase. No nível P1, apenas 3 competidores do Rio Grande do Norte avançaram para a segunda fase, sendo 2 da Escola Agrícola, Gabriel Sebastião e Miller Mateus Rocha. Foram estes dois os únicos que seguiram para a terceira fase. No nível P2, o competidor Thiago Vinícius, da EAJ, foi selecionado para a fase nacional, sendo apenas 19 em todo Estado. Os participantes ganham certificados de honra ao mérito e medalhas.

A Olimpíada Brasileira de Informática ocorre desde 1999 e desempenha importante papel para os estudantes da área tecnológica, que avança em todo país. É organizada pelo Instituto de Computação da Unicamp, com apoio da Sociedade Brasileira de Computação. Os competidores recebem um caderno de questões e têm um tempo para pensar e escrever suas soluções na linguagem de programação em que mais se sentirem confortáveis e que são aceitas pela Olimpíada, como C, C++, Java, Javascript, Python e Pascal.

Ela é dividida nas fases Local, Regional e Nacional. No nível P2, os melhores competidores são convidados para um curso de uma semana na Unicamp de preparação para a Olimpíada Internacional de Informática e são novamente selecionados para compor a equipe que representa o Brasil.

Para o professor da Escola Agrícola, Josenalde Oliveira, as Olimpíadas devem ser tratadas como instrumento para contribuir para o aprendizado dos Estudantes. O professor Josenalde auxilia os alunos na resolução de questões de provas anteriores e com a preparação para o exame, incentivando os estudantes para a competição e dando apoio em todas as suas fases.

A Olimpíada é uma grande oportunidade para os estudantes despertarem ou aperfeiçoarem inúmeras competências. Além disso, grandes empresas de tecnologia têm olheiros nessa competição e dão preferência aos participantes de bom desempenho para estágios ou empregos.

O estudante Miller Rocha afirma que está gostando da experiência, pois o faz ir atrás de mais conteúdo além do passado em aula. Thiago Vinícius também está empolgado: “A experiência até agora tem sido ótima e está resultando em bastante aprendizado, tanto dentro como fora do ‘mundo da programação’, que levarei para o resto da vida”.

O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) abriu inscrições para a primeira edição do curso “Clube de Programação”, que é gratuito e voltado para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas, para os quais serão oferecidas 90 vagas. Trata-se de uma atividade de extensão realizada em parceria com Programa Norte-rio-grandense de Pensamento Computacional (Pensa RN!) e em colaboração com a Secretaria de Estado, da Cultura, do Esporte e do Lazer (Seec).

Os interessados têm até o próximo sábado, 21, para se inscrever,  por meio do seguinte endereço eletrônico. O curso é feito através de “diversas ferramentas de programação visual, com o auxílio de jogos digitais, seguindo o modelo internacional do Code Club, uma rede de clubes de programação. Eles têm como missão dar uma chance para os jovens de 9 a 14 anos aprenderem a programar”, explica o coordenador da ação, o professor do IMD Charles Madeira.

Nesta primeira edição, as 90 vagas oferecidas são distribuídas em três turmas (30 vagas para cada), com aulas acontecendo sempre aos sábados pela manhã, entre os meses de setembro e dezembro, totalizando 10 módulos. As atividades e os conteúdos educacionais serão desenvolvidos de modo a estimular nos alunos a prática do raciocínio lógico, do pensamento crítico, da criatividade e resolução de problemas.

As aulas vão acontecer no laboratório A 101, no IMD, e serão ministradas por alunos de graduação da UFRN, sobretudo aqueles vinculados ao Bacharelado em Tecnologia da Informação (BTI). Caso o número de interessados exceda a quantidade de vagas, a seleção será feita pela ordem de inscrição.

Pensa RN!

Lançado recentemente na Campus Party 2019, o “Pensa RN!”  é uma ação que tem o objetivo de promover inovação em educação por meio do pensamento computacional. O programa propõe desenvolver ações pedagógicas em instituições de ensino básico do Estado.

Para isso, oferece ensino inovador, capacitando alunos e professores da rede pública e permitindo a aquisição de habilidades no acesso à internet e a tecnologias digitais. Para conhecer mais sobre os cursos oferecidos pelo Pensa RN! acesse o site.

Além do IMD, o programa tem parceria com o Governo do Estado, por meio da Seec, do Programa de Pós-graduação em Inovação em Tecnologias Educacionais (PPgITE), do Núcleo de Educação da Infância (NEI-UFRN) e Code Club Brasil (rede nacional de voluntariado que cria clubes de programação e materiais didáticos).

Contatos:

Ascom/IMD: 9 9229-6564  – Professor Charles Madeira: 9 9934-1657

Em todo o país, o mês de Setembro é marcado pela campanha do Setembro Amarelo, que visa à conscientização sobre a prevenção do suicídio. A causa debate acerca dos cuidados com a saúde mental e com o acolhimento das pessoas que passam por dificuldades emocionais.

As ações já eram ativas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e agora a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ) também promove atividades e eventos voltados para o tema. Desde o dia primeiro deste mês, a EAJ realizou atividades pautadas na campanha para conversar com os estudantes sobre suicídio, depressão, ansiedade e questões que envolvem os cuidados com a saúde mental. Foram palestras, apresentações, exibição de documentários e ações com moradores da região.

A iniciativa da campanha da escola contou com o auxílio da Coordenação de Políticas Estudantis (COPE) em parceria com os próprios alunos, setor de saúde, equipe psicológica e pedagógica, professores e demais profissionais que atuam na instituição.

Ações da COPE, projetos e eventos coordenados pelo corpo docente da escola foram destaque.

Começo das atividades

Para dar início as atividades, a Escola promoveu uma abertura onde aconteceu um “abraçasso”, apresentação da Banda de Música da EAJ, além da distribuição de laços amarelos que são a marca da campanha. O objetivo era chamar a atenção dos estudantes e funcionários para o começo das atividades.

Palestra e Cine-debate

A primeira palestra aconteceu na última terça (11) e foi ministrada pela equipe do Centro de Valorização da Vida (CVV). Ativo há 37 anos no Rio Grande do Norte (RN), o CVV faz um trabalho de acolhimento e prevenção do suicídio que tem um número de 12 mil casos registrados por ano. Os representantes falaram sobre o objetivo da campanha, o que ela representa, as ações do Centro, as atividades realizadas e a importância do diálogo. A palestrante e uma das representantes do Centro aqui no RN, Rosilda Maria Silva de Lima, apresentou ainda como funciona o trabalho exercido pelos voluntários, o preparo destes e deu mais informações sobre a importância do acolhimento, do debate acerca dos assuntos e da quebra de estigmas dentro da sociedade.

Além disso, o projeto Cine-debate que promove a exibição de filmes e debates, apresentou o documentário “Not alone” que envolvem questões relacionadas com a depressão na adolescência.

Ações com moradores

A COPE realizou ação com os moradores próximos à EAJ com o objetivo de informar, conscientizar e sensibilizá-los quanto ao tema do Setembro Amarelo.

Apresentação teatral

Coordenado pelo professor Aldair Rodrigues da Silva, o projeto de teatro integra a disciplina de artes e fez parte da programação da causa. A apresentação foi totalmente criada e encenada pelos alunos dos cursos integrados.

Encontro Literário

O projeto coordenado por Julianne Pereira dos Santos promove encontros literários que acontecem semanalmente e nesta semana também teve como pauta da causa do mês. Realizado na última quarta (11), o encontro foi temático alusivo ao Setembro Amarelo. Os textos enviados pelos alunos levaram uma mensagem positiva sobre a superação das dificuldades e muito foi debatido sobre a importância da preocupação com a saúde mental. O encerramento aconteceu com a música “Amarelo”, do rapper Emicida, que emocionou a todos.

A perspectiva é que a EAJ realize ações e atividades sobre a campanha não só no mês de Setembro, mas ao longo de todo o ano, dialogando com os estudantes, professores e servidores.

Por Matheus Henrique dos Santos – com supervisão da Comunicação EAJ

Os municípios de Caicó, Currais Novos, Santa Cruz e Macaíba recebem a Mostra de Profissões da UFRN, realizada de 24 a 27 de setembro nos respectivos campi da universidade. O evento acontece no Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres) de Caicó no dia 24, passa pelo Ceres Currais Novos dia 25, chega à Faculdade de Ciências da Saúde (Facisa), em Santa Cruz, no dia 26, e encerra as atividades na Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), em Macaíba, na sexta-feira, 27. A Mostra de Profissões é destinada aos jovens que pretendem ingressar no ensino superior, com o objetivo de apresentar os cursos ofertados na UFRN e os perfis profissionais de cada área de formação.

A programação é diferenciada em cada município, composta por palestras realizadas por estudantes e professores da instituição. De acordo com a pró-reitora de Graduação da UFRN, Maria das Vitórias Vieira, a oportunidade é importante para que os interessados possam tirar suas dúvidas sobre a escolha da profissão, os procedimentos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e os critérios para ingresso por meio das cotas, assim como as políticas de inclusão e permanência da universidade.

Também são prestados esclarecimentos sobre o argumento de inclusão regional, concedido a alunos que tenham cursado todo o ensino médio em microrregiões definidas na Resolução nº 177/2013 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe). “Esta também é uma forma de motivar principalmente os jovens de escola pública, para mostrar que é possível estudar na UFRN. Além disso, a Mostra de Profissões ajuda o estudante a escolher com mais certeza a graduação que deseja fazer, a partir da interação direta com a universidade”, afirma a pró-reitora.

A Mostra de Profissões da UFRN no interior é organizada pelas unidades acadêmicas dos respectivos municípios, com apoio da Prograd. Outras informações estão disponíveis no site.

Assembleia Legislativa homenageia IFRN pelos 110 anos da Instituição

O IFRN será homenageado na próxima quarta-feira (18/9), em solenidade organizada pela Assembléia Legislativa, pelos seus 110 anos. O evento, que é resultado de iniciativa efetuada através da moderação do Gabinete do deputado Allyson Bezerra, também serão fará homenagem a onze servidores do Instituto, sendo dez deles docentes e um técnico-administrativo. Confira os homenageados:

Docentes: Severino do Ramo de Brito, Nivaldo Calixto Torres, Francisco das Chagas de Mariz Fernandes, Getúlio Marques Ferreira, José Gilson de Oliveira, Sérgio Luiz Alves de França, Belchior de Oliveira Rocha, Maria do Livramento Cavalcanti Wetsch, Maria das Graças Baracho; e Ivanilton Costa Filgueira, técnico-administrativo.

Comemoração

No próximo dia 23 de setembro o IFRN completa oficialmente 110 anos de Instituição. Na oportunidade, o Campus Natal-Central realizará uma gincana cultural e desportiva, em comemoração ao feito. O evento, que acontecerá na quadra 1 do referido Campus, das 9h às 18h, tem como objetivo promover momentos de interação e alegria, através de vivências de cultura, esporte e lazer; além do compartilhamento de conhecimentos gerais sobre a história do Instituto. A expectativa é receber servidores, alunos, ex-alunos, aposentados, empresas incubadas e parceiros, além de terceirizados e integrantes de projetos de extensão.

O Governo do Rio Grande do Norte está convocando 117 professores de Libras aprovados no concurso público do edital nº 001/2015 da Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos (SEARH) e da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (SEEC). A chamada foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (14).

A lista completa com o nome dos 117 aprovados para o quadro efetivo do estado pode ser conferida na edição do DOE pela internet.

Os profissionais atuarão nas unidades de ensino da rede estadual, espalhadas pelas 16 diretorias regionais de Educação e Cultura.

Há convocados para os diretórios de Natal, Parnamirim, Nova Cruz, São Paulo do Potengi, Ceará-Mirim, Macau, Santa Cruz, Currais Novos, Caicó, Assu, Mossoró, Apodi, Umarizal, Pau dos Ferros e João Câmara.

A partir da data de publicação, os candidatos terão 30 dias para se apresentar na sede da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer, em Natal. É preciso estar com toda a documentação obrigatória descrita no edital de convocação, bem como todos os exames exigidos.

De acordo com o último relatório do índice integrado de governança (iGG), divulgado no final de agosto pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o IFRN aparece na segunda posição de toda a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica e na quinta geral, dentre todas as instituições federais de ensino do país, que também engloba as universidades. Os resultados foram obtidos com base em levantamento de dados feito em 2017 sobre governança e gestão na administração pública federal (APF), de maneira a identificar os pontos mais vulneráveis e induzir melhorias nas quatro aéreas analisadas: gestão em tecnologia da informação (TI), contratações, gestão de pessoas e resultados.

A governança na APF refere-se à capacidade que as instituições têm de produzir e entregar valor, isto é, a entrega de resultados, de forma eficiente e com riscos bem geridos. Em geral, em uma instituição pública, o valor costuma ser percebido como benefícios para a sociedade. Quanto mais valor se entrega, melhor costuma ser a governança. No entanto, os resultados sugerem que as boas práticas de governança pública corporativa ainda são um desafio para maior parte das 488 organizações relacionadas. O levantamento apontou que 58% delas se encontram em estágio inicial no iGG; 39% em estágio intermediário e somente 3% em estágio mais avançado.

Para o Pró-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, professor Marcos Oliveira, o IFRN está no rumo certo, implementando os mecanismos necessários para continuar avançando. “Trabalhamos na perspectiva de realizar as entregas que a sociedade espera, a partir da otimização do fazer institucional em todas as áreas de atuação, com responsabilidade de transparência. Demos início à implantação do novo PDI 2019-2026, com agenda de visitas a todos os campi, iniciada desde o mês de agosto deste ano, possibilitando a construção de instrumentos para acompanhamento de desempenho tanto por parte da comunidade acadêmica quanto da sociedade em geral”, afirma.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte promoverá entre os dias 24 e 27 de Setembro a edição da Mostra de Profissões da UFRN nos municípios de Caicó (CERES), Currais Novos (CERES), Santa Cruz (FACISA) e Macaíba (EAJ). No dia 27, a Escola Agrícola de Jundiaí promoverá um grande evento de modo conjunto com a Pró-reitoria de Graduação e demais Centros Acadêmicos de toda Universidade.

O objetivo é apresentar os cursos de graduação da instituição aos estudantes do Ensino Médio da rede pública e privada, orientando-os em suas escolhas profissionais e informando-os sobre as possibilidades de atuação no mercado de trabalho. Esta segunda edição conta com uma novidade: serão apresentados também os cursos que são disponibilizados de modo integrado ao Ensino Médio na EAJ, assim como os cursos subsequentes, dando a oportunidade para jovens de Natal e Grande Natal conhecerem além dos cursos de graduação.

A programação será diversificada, com stands dos cursos, onde os alunos poderão se conectar com o público através da apresentação de projetos, seminários, além de palestras e momentos culturais.

Referência no ensino das Ciências Agrárias, a Escola Agrícola levará informação para todos acerca das oportunidades de formação que a Universidade oferece, visando levar a população rural e da grande Natal a adentrarem nesse universo que também os pertence.

O Professor Ubiratan Correia Silva, responsável pela organização da Mostra na EAJ, convida todos a visitarem o evento e afirma que a comunidade acadêmica está mobilizada para levar não somente o olhar da instituição sobre os cursos, mas o dos próprios alunos, ajudando assim na tomada de decisão dos que desejam ingressar na Universidade. “Mais uma vez a UFRN, como instituição pública e de qualidade mostra para a comunidade o que está sendo realizado tanto do ponto de vista da formação profissional, quanto como cidadão, e que está ativamente funcionando como um alicerce para o desenvolvimento da nossa região, inclusive com destaque para os projetos de pesquisa e extensão. Em um cenário de ataques a educação pública superior, onde se faz necessário tornar visível a importância da Universidade e sua presença no interior”.

O evento terá programação durante todo o dia, a partir das 08h, com apresentações de diversos cursos da UFRN e atividades culturais. Para ficar por dentro de todas as novidades, acesse o link http://www.mostradeprofissoes.prograd.ufrn.br/

Foto: UFRN

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFRN (Consepe) aprovou na última terça-feira, 10, o quadro de vagas para ingresso de novos estudantes em 2020. Serão oferecidas 8.141 vagas no total, destas 6.933 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para o qual é mantido o mesmo número de 2019, com distribuição entre 4.649 vagas para o 1º semestre e 2.284 para o 2º semestre.

As demais vagas se destinam às outras formas de ingresso na UFRN, sendo 229 para as graduações com Processo Seletivo Específico (PSE), que incluem os cursos de Dança, Teatro, Música e Libras; 70 vagas para mobilidade interna, em que os estudantes são transferidos para o mesmo curso de outro campus da UFRN; 101 vagas para o Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), voltado aos estudantes de países em desenvolvimento que mantêm acordo com o Brasil, além de 58 vagas para o convênio com instituições do Timor Leste.

A UFRN ainda dispõe de 750 vagas para os cursos de 2º ciclo, que recebem estudantes graduados em primeiro ciclo. Entre eles estão as engenharias de Materiais, do Petróleo, Mecatrônica e Ambiental, além das graduações em Ciência da Computação e Engenharia de Software.

De acordo com a pró-reitora de Graduação da UFRN, Maria das Vitórias Vieira, o quadro de vagas foi elaborado de acordo com as propostas enviadas pelos cursos. Em relação ao quadro de 2019, foram adicionadas três vagas no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, que serão ofertadas via PSE.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante apresentação do Plano de Transformação Digital do MEC.

Antonio Cruz/ Agência Brasil

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai ofertar em 2019 e 2020, 3.182 novas bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. A nova oferta foi negociada com o Ministério da Economia. Ao todo, R$ 600 milhões serão destinados à manutenção das bolsas vigentes e à oferta das novas bolsas.

As novas bolsas fazem parte do montante de 5.613 que não seriam renovadas, conforme anúncio feito pelo governo no último dia 2. Com a garantia de mais recursos, a Capes voltou a garantir a oferta de parte delas.

Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, as novas bolsas serão todas ofertadas em programas com notas 5, 6 e 7 – em uma escala que vai até 7 – nas avaliações da Capes. “São dos programas das melhores notas porque esses dão maior retorno para a sociedade”, disse o ministro nesta terça-feira (11), em entrevista à imprensa.

“Como a gente não tinha a solução, a gente segurou. Encontramos a solução, estamos soltando 3.182 novas bolsas. As pessoas que já estavam fazendo pesquisa têm recursos para continuar recebendo até o final da pesquisa deles”, complementou.

Com o incremento de R$ 600 milhões, o orçamento da Capes para 2020, que estava previsto em R$ 2,48 bilhões, passa para R$ 3,05 bilhões, segundo o Ministério da Educação (MEC).

Com informações da Agência Brasil

Foto: Cícero Oliveira

Parceiros do Parque Científico e Tecnológico do Rio Grande do Norte (PAX) analisaram na manhã desta terça-feira, 10, o estudo de viabilidade técnica e econômico-financeira (EVTEF) da unidade, que está prevista para iniciar atividades em 2021. O reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Daniel Diniz Melo, e o secretário estadual de Gestão de Projetos e Metas, Fernando Mineiro, além de representantes de outras instituições de ensino superior, da indústria e do mercado, participaram do encontro na Governadoria.

O reitor da UFRN, Daniel Diniz, explicou que o intuito do encontro foi apresentar o estudo de viabilidade técnica e econômica para implantação do Parque, no município de Macaíba, em uma área de aproximadamente 50 hectares. Dessa forma, foram mostradas previsões de investimento, projeções de receitas e custos operacionais.

A assessora da UFRN para o Parque, Ângela Maria Paiva Cruz, conduziu a apresentação detalhando sobre o plano de ocupação da área e o planejamento de investimentos. A professora esclareceu ainda que o prédio que abrigará o PAX está construído. Porém, a estruturação do espaço necessita de obras de adequação, como o projeto de concepção urbanística, arquitetônica e ambiental, o que requer investimentos para inaugurar a unidade.

O secretário estadual de Gestão de Projetos e Metas, Fernando Mineiro, também reforçou a necessidade de articulação entre os parceiros do projeto para que ocorra a implantação, conforme o cronograma planejando. Além do Governo do Estado e da UFRN, o encontro contou com as participações das Prefeituras do Natal, Macaíba e São Gonçalo do Amarante; Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN); Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa); Sistema Fecomércio Rio Grande do Norte; Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern); Instituto Santos Dumont (ISD); entre outras.

PAX
As atividades iniciais planejadas para o Parque Científico e Tecnológico do RN são nas áreas da energia, tecnologia da informação e reabilitação em saúde, com oferta de espaços para as entidades apoiadoras, que incluirão uma incubadora multissetorial de empresas, uma aceleradora gerenciada pelo Instituto Santos Dumont (ISD), a Agência de Inovação (AGIR/UFRN) e um espaço do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN). As principais oportunidades do projeto são o potencial tecnológico de inovação, a competência energética do estado, o amplo espaço físico para estrutura, a contribuição para o desenvolvimento humano e a ampliação das atividades econômicas, entre outros pontos positivos.